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	<title>Arquivos sintomas - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos sintomas - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Lúpus &#8211; importância da informação, diagnóstico precoce e cuidado contínuo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/lupus-importancia-da-informacao-diagnostico-precoce-e-cuidado-continuo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 10 de maio, celebramos o Dia Mundial do Lúpus, uma data dedicada a ampliar a conscientização sobre essa doença autoimune crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades – inclusive crianças e adolescentes. O lúpus eritematoso sistêmico juvenil ocorre quando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra infecções, passa a atacar os próprios tecidos saudáveis. Esse processo pode atingir diferentes órgãos, como pele, articulações, rins, sangue e sistema nervoso. Embora seja mais comum em adultos, cerca de 15% a 20% dos casos começam na infância e adolescência. Nessa faixa etária, a doença pode se manifestar de forma mais intensa e, muitas vezes, mais abrupta. Os sinais e sintomas podem variar bastante e, por vezes, se confundem com outras doenças, o que pode dificultar o reconhecimento precoce. Entre os principais sinais de alerta estão febre sem causa aparente, cansaço excessivo, dores e inchaço nas articulações, manchas na pele – especialmente no rosto, em formato de “asa de borboleta” –, queda de cabelo, aftas na boca, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos e alterações no exame de urina, como presença de sangue ou proteína. Na infância, a doença pode apresentar maior comprometimento de órgãos como os rins (nefrite lúpica), o sangue e o sistema nervoso, e se instala de forma mais aguda que nos adultos. O diagnóstico é realizado a partir da combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Não existe um único exame que confirme a doença, mas testes como o fator antinuclear (FAN), além de exames de sangue e urina, ajudam na investigação. Por isso, a avaliação por um reumatologista pediátrico é fundamental. Apesar de não ter cura, o lúpus tem tratamento e o acompanhamento adequado permite controlar a doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento é individualizado e depende dos sintomas apresentados, podendo incluir medicamentos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico, além de medidas importantes, como proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento regular. Outro ponto essencial é o suporte emocional e o envolvimento da família, já que o diagnóstico pode impactar a rotina escolar, social e o bem-estar da criança ou adolescente. A conscientização sobre o lúpus é fundamental para reduzir atrasos no diagnóstico e evitar complicações. Reconhecer os sinais precoces e buscar atendimento médico especializado faz toda a diferença no prognóstico. Neste Dia Mundial do Lúpus, reforçamos a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo, para que crianças e adolescentes com lúpus possam ter uma vida ativa, saudável e com qualidade.   Relatora:Annelyse de Araújo PereiraSecretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/lupus-importancia-da-informacao-diagnostico-precoce-e-cuidado-continuo/">Lúpus &#8211; importância da informação, diagnóstico precoce e cuidado contínuo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de maio, celebramos o Dia Mundial do Lúpus, uma data dedicada a ampliar a conscientização sobre essa doença autoimune crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades – inclusive crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O lúpus eritematoso sistêmico juvenil ocorre quando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra infecções, passa a atacar os próprios tecidos saudáveis. Esse processo pode atingir diferentes órgãos, como pele, articulações, rins, sangue e sistema nervoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja mais comum em adultos, cerca de 15% a 20% dos casos começam na infância e adolescência. Nessa faixa etária, a doença pode se manifestar de forma mais intensa e, muitas vezes, mais abrupta.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sinais e sintomas podem variar bastante e, por vezes, se confundem com outras doenças, o que pode dificultar o reconhecimento precoce. Entre os principais sinais de alerta estão febre sem causa aparente, cansaço excessivo, dores e inchaço nas articulações, manchas na pele – especialmente no rosto, em formato de “asa de borboleta” –, queda de cabelo, aftas na boca, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos e alterações no exame de urina, como presença de sangue ou proteína. Na infância, a doença pode apresentar maior comprometimento de órgãos como os rins (nefrite lúpica), o sangue e o sistema nervoso, e se instala de forma mais aguda que nos adultos.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico é realizado a partir da combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Não existe um único exame que confirme a doença, mas testes como o fator antinuclear (FAN), além de exames de sangue e urina, ajudam na investigação. Por isso, a avaliação por um reumatologista pediátrico é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não ter cura, o lúpus tem tratamento e o acompanhamento adequado permite controlar a doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento é individualizado e depende dos sintomas apresentados, podendo incluir medicamentos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico, além de medidas importantes, como proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento regular. Outro ponto essencial é o suporte emocional e o envolvimento da família, já que o diagnóstico pode impactar a rotina escolar, social e o bem-estar da criança ou adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">A conscientização sobre o lúpus é fundamental para reduzir atrasos no diagnóstico e evitar complicações. Reconhecer os sinais precoces e buscar atendimento médico especializado faz toda a diferença no prognóstico. Neste Dia Mundial do Lúpus, reforçamos a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo, para que crianças e adolescentes com lúpus possam ter uma vida ativa, saudável e com qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Annelyse de Araújo Pereira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:19:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância. As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos. Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada. Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas. Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado. Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura. Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro. Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia. O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia. Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos. Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz. O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.   Relatora:Vera Esteves Vagnozzi RulloVice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro.</p>
<p style="text-align: justify;">Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vera Esteves Vagnozzi Rullo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/">Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Word Day 2026 &#8211; Mais que um diagnóstico, uma jornada de cuidado</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/word-day-2026-mais-que-um-diagnostico-uma-jornada-de-cuidado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 12:17:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 18 de março, unimos forças pelo WORD Day (World Young Rheumatic Diseases Day) – Dia Mundial das Doenças Reumáticas em Jovens.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-WORD-Day-Artrite-Juvenil-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 18 de março, unimos forças pelo WORD Day (World Young Rheumatic Diseases Day) &#8211; Dia Mundial das Doenças Reumáticas em Jovens. Assim como acontece em outros países, no Brasil, diferentes entidades médicas, entre elas a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), se reúnem para difundir o conhecimento sobre as doenças reumáticas em crianças e adolescentes, com o objetivo de auxiliar no diagnóstico precoce e realizar encaminhamento aos reumatologistas pediátricos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que uma data no calendário, é o momento para dar visibilidade aos desafios enfrentados pelos pais e pacientes com doenças reumáticas, além de conscientizar a sociedade sobre condições que, apesar de muitas vezes estarem associadas ao envelhecimento, também atingem pessoas jovens, podendo causar dor, limitações físicas e impacto emocional significativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Relembrar esse dia é fundamental para combater o preconceito, incentivar o diagnóstico precoce e garantir acesso ao tratamento adequado, promovendo mais qualidade de vida e oportunidades para os jovens viverem plenamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desmistificando as doenças reumáticas: conhecer para acolher</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Frequentemente o medo surge do que não conhecemos. Ao ouvir o termo &#8220;reumatismo&#8221;, muitas pessoas imaginam um idoso com mobilidade limitada, mas, na prática, o “reumatismo” não tem idade: crianças, adolescentes e jovens adultos também podem ser afetados, com impactos na vida escolar, profissional e social.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, os sintomas das doenças reumáticas em crianças podem ser confundidos com outras condições mais comuns, o que leva a atrasos no tratamento e agrava o quadro do paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Entender melhor essas doenças – seus sintomas, desafios e possibilidades de tratamento – é fundamental para combater preconceitos, reduzir o estigma e cultivar empatia. Informação de qualidade gera compreensão, e compreender é o primeiro passo para acolher, apoiar e garantir que quem vive com uma doença reumática receba respeito, acesso ao cuidado adequado e oportunidades de uma vida plena. Isso é especialmente importante para que crianças não percam momentos essenciais de brincar, estudar, praticar esportes e participar de atividades sociais devido à falta de conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao compartilhar histórias de jovens que superam as dificuldades das doenças reumáticas, esse Dia ajuda a mostrar que é possível viver bem com essas condições, desde que se tenha o tratamento adequado e o suporte necessário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Derrubando os mitos mais comuns:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Vai passar quando crescer&#8221;:</strong> Muitas vezes, elas são confundidas com “dores de crescimento” ou vistas como algo que simplesmente vai passar com o tempo. No entanto, essas condições são doenças reais, que podem ser crônicas e exigir acompanhamento médico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;É só por causa do frio&#8221;:</strong> embora o frio possa aumentar a sensação de dor, ele não é a causa de doenças reumáticas. Essas condições têm origens mais complexas, envolvendo fatores genéticos, ambientais e imunológicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;É doença de idosos&#8221;:</strong> este é, talvez, o mito mais comum. Crianças, jovens e adultos em idade produtiva também podem receber um diagnóstico de doença reumática.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Não tem o que fazer&#8221;:</strong> no passado, receber um diagnóstico de doença reumática era encarado como um caminho sem retorno, já que essas condições não têm cura. Hoje, a medicina avançou significativamente, e graças a novos tratamentos e pesquisas de ponta, alcançar a “remissão” – quando a doença fica silenciosa e sem sintomas – tornou-se uma realidade possível para muitos pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que o corpo está tentando dizer?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As doenças reumáticas não afetam apenas as articulações; elas englobam várias condições inflamatórias e autoimunes que podem atingir outros tecidos do corpo. Condições como a <strong>artrite idiopática juvenil, o lúpus eritematoso sistêmico juvenil,</strong> <strong>a dermatomiosite juvenil, vasculites e a esclerodermia sistêmica </strong>podem causar dor, inchaço nas articulações, limitações de movimento, fraqueza muscular e fadiga, afetando diretamente a mobilidade e a qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecer esses nomes não é rotular o paciente, mas sim oferecer um mapa para que ele possa navegar com mais segurança. Quando o paciente compreende como a doença afeta o seu organismo, ele passa a assumir um papel ativo no próprio cuidado. Esse entendimento fortalece sua autonomia e contribui para escolhas mais conscientes ao longo do tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O impacto do diagnóstico precoce</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nas doenças reumáticas, a janela de oportunidade entre os primeiros sintomas e o início do tratamento pode mudar completamente o rumo de uma vida. O diagnóstico precoce é fundamental, pois permite que a inflamação seja controlada o quanto antes. Quando tratadas a tempo, essas doenças podem ser controladas com medicamentos, fisioterapia e terapias específicas. No entanto, o diagnóstico tardio pode resultar em danos irreversíveis, como deformidades nas articulações ou problemas em órgãos internos, como rins, coração e pulmão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estilo de vida e adaptação: como viver bem além das limitações</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Receber um diagnóstico não representa o fim do caminho, mas o começo de uma nova etapa. Ajustar o estilo de vida pode ser um dos maiores desafios nesse processo, porém também se torna uma oportunidade de transformação e cuidado consigo mesmo.</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong>O movimento como remédio</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Pode parecer contraditório recomendar exercícios a quem convive com dor, porém o movimento é um componente fundamental do tratamento. Atividades de baixo impacto, como natação, pilates ou caminhadas leves – sempre respeitando os limites do corpo e com orientação profissional – contribuem para manter as articulações ativas e a musculatura fortalecida. Nesse contexto, o exercício não tem como objetivo o desempenho, mas a manutenção da mobilidade e do bem-estar.</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong>Alimentação e repouso: repondo as energias</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Uma alimentação equilibrada, com foco em alimentos de ação anti-inflamatória, pode atuar como um importante aliado ao tratamento medicamentoso. Da mesma forma, reconhecer a importância do sono e respeitar os momentos de cansaço fazem parte do cuidado com o corpo. Quando o organismo sinaliza a necessidade de pausa, descansar não significa parar, mas permitir a recuperação necessária para seguir adiante com mais equilíbrio.</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong>A adaptação mental</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Conviver de forma equilibrada com uma doença reumática exige, antes de tudo, uma adaptação mental. Ajustes simples no dia a dia – seja em casa, na escola ou no trabalho – não apenas facilitam a rotina, mas também fortalecem a sensação de controle e autonomia. Ao reconfigurar nossa forma de pensar sobre limites e possibilidades, mostramos que a doença pode estar presente, mas nunca define quem somos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A rede de apoio: família, amigos e sociedade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O impacto das doenças reumáticas vai além do paciente, alcançando toda a família. Ninguém percorre essa jornada sozinho. No caso das doenças reumáticas na infância, o suporte emocional é tão essencial quanto o tratamento medicamentoso. O papel de familiares e amigos não é supervisionar ou sentir pena, mas oferecer um ambiente seguro, onde a vulnerabilidade possa ser expressa sem julgamentos. Pais e responsáveis tornam-se cuidadores fundamentais, garantindo que a criança ou adolescente sigam o tratamento corretamente e participem dos acompanhamentos médicos necessários.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem acompanha, o acolhimento começa com a escuta atenta. A dor reumática muitas vezes não é vista: por fora, a pessoa pode parecer bem, enquanto internamente enfrenta cansaço e desconforto constantes. Reconhecer essa dor e oferecer apoio em pequenas tarefas – abrir um pote, carregar uma mochila, auxiliar na lição de casa ou simplesmente caminhar em um ritmo mais tranquilo – é uma das formas mais sinceras de cuidado e afeto.</p>
<p style="text-align: justify;">A sociedade também precisa ser preparada para oferecer apoio. Promover escolas mais inclusivas e implementar políticas públicas que garantam acesso à saúde são formas coletivas de cuidado. Quando o ambiente entende a natureza flutuante das doenças reumáticas – com dias melhores e outros de crise – o paciente se sente protegido para participar da vida social e, futuramente, contribuir de forma produtiva, sem o peso do estigma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Avanços e esperança: novos horizontes no cuidado</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto há alguns anos o diagnóstico de uma doença reumática era encarado com preocupação, atualmente há um otimismo crescente: vivemos a era da medicina de precisão, em que os tratamentos se tornam cada vez mais individualizados e eficazes.</p>
<p style="text-align: justify;">A ciência avançou além dos anti-inflamatórios tradicionais e corticoides. Hoje, os imunobiológicos atuam diretamente nas moléculas responsáveis pela inflamação, possibilitando que muitos pacientes atinjam a remissão completa dos sintomas. Esses avanços vão além do controle da dor: eles têm como objetivo restaurar a rotina e a qualidade de vida – permitindo que uma criança vá à escola e brinque com os amigos, que um adolescente pratique esportes ou que um adulto siga com sua carreira sem limitações.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos avanços nos medicamentos, a biotecnologia tem fornecido ferramentas de monitoramento que auxiliam médicos, familiares e pacientes a prever possíveis crises. Esses progressos resultam de pesquisas clínicas rigorosas e do trabalho constante de equipes de cientistas, dedicadas a criar estratégias cada vez mais eficazes para controlar a inflamação e restaurar a qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão: você não está sozinho</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>WORD Day</strong> é uma ocasião fundamental para ampliar a conscientização sobre as doenças reumáticas. Porém, não se trata de “comemorar a doença”, e sim de valorizar a resiliência humana e a rede de apoio que nos envolve. Seja pelo cuidado de um familiar, pelo progresso de um novo tratamento ou pelo suporte científico de instituições como sociedades médicas e organizações de pacientes e pais, a mensagem central é de solidariedade e união.</p>
<p style="text-align: justify;">Para pais e familiares, é fundamental se informar sobre a doença, oferecer suporte emocional às crianças e adolescentes, assegurar o tratamento correto e incentivar a inclusão. Com essa rede de apoio, jovens com doenças reumáticas podem levar uma vida plena e ativa, superando os obstáculos impostos pela condição.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças reumáticas podem trazer desafios, mas não determinam o futuro de uma criança. Com apoio, informação adequada e acompanhamento especializado, a jornada se torna mais tranquila. Que este Dia nos aponte que, mesmo diante da incerteza, é a empatia e o conhecimento que aquecem e fortalecem o caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Orientações para os pais e familiares</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar de uma criança ou adolescente com doença reumática é um desafio, mas com as orientações corretas, é possível proporcionar um ambiente saudável e acolhedor.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui estão algumas dicas úteis para pais e familiares:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Saiba mais sobre as doenças reumáticas</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O conhecimento sobre doença é essencial. Ao entender um pouco sobre as condições e os tratamentos, você poderá tomar decisões mais assertivas e apoiar o seu filho da melhor maneira. Participe de eventos educativos, e em caso de dúvida, consulte especialistas e leia sobre as doenças reumáticas em fontes confiáveis.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong> Sempre apoie seu filho</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">As doenças reumáticas não afetam apenas o corpo, mas também o bem-estar psicológico. É importante estar atento às necessidades emocionais do seu filho, oferecendo apoio e criando um ambiente seguro e acolhedor. Incentive uma comunicação aberta sobre como ele se sente, seus medos e suas dúvidas.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong> Mantenha a rotina de tratamento sempre que possível</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Siga o plano de tratamento indicado pelos médicos, que pode incluir medicamentos, fisioterapia, consultas regulares e acompanhamento de outros profissionais da área da saúde, como psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. A adesão rigorosa ao tratamento é fundamental para o controle da doença e para evitar complicações.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong> Promova um ambiente escolar e social de inclusão</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">É essencial que o jovem se sinta incluído nas atividades sociais e escolares. Trabalhe junto com as escolas para garantir que ele tenha as adaptações e o apoio de outros profissionais, se for o caso. Incentivar a participação em atividades recreativas também é importante para o desenvolvimento físico e emocional.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong> Busque grupos de apoio</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Participar de grupos de apoio de pais e pacientes com as mesmas doenças reumáticas ou com profissionais especializados é de grande importância para compartilhar experiências e obter orientações. Esses grupos oferecem um espaço seguro para discutir e compartilhar as dificuldades enfrentadas e encontrar soluções em conjunto e mobilizar o poder público na defesa por acesso ao diagnóstico precoce, tratamento adequado e inclusão social; atuando como importantes agentes de informação, combatendo o preconceito e ampliando a conscientização sobre as doenças reumáticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais: https://www.spsp.org.br/wordday-brasil-2026-por-que-falar-sobre-as-doencas-reumaticas-na-infancia/</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora: </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ana Paula Sakamoto</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Presidente do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP </strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/word-day-2026-mais-que-um-diagnostico-uma-jornada-de-cuidado/">Word Day 2026 &#8211; Mais que um diagnóstico, uma jornada de cuidado</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câncer infantil: diagnóstico precoce promove taxas de cura elevadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/cancer-infantil-diagnostico-precoce-promove-taxas-de-cura-elevadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Cancer-infantil2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Cancer-infantil2-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Cancer-infantil2-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Cancer-infantil2-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O dia 15 de fevereiro é considerado o Dia Internacional do Câncer Infantil. Nessa faixa etária, essa é uma doença rara, grave e potencialmente curável. Os principais sintomas do câncer </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/cancer-infantil-diagnostico-precoce-promove-taxas-de-cura-elevadas/">Câncer infantil: diagnóstico precoce promove taxas de cura elevadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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<p style="text-align: justify;">O dia 15 de fevereiro é considerado o Dia Internacional do Câncer Infantil. Nessa faixa etária, essa é uma doença rara, grave e potencialmente curável. Os principais sintomas do câncer na criança são comuns a várias doenças da infância, que são muito mais frequentes. A diferença está na persistência desses sintomas.</p>
<p style="text-align: justify;">E quais são os sinais e sintomas que devem chamar a atenção do médico?</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, a febre, frequente em doenças infecciosas, e que quando não cessa após tratamentos usuais e se prolonga por mais de três semanas, deve suscitar melhor investigação.</p>
<p style="text-align: justify;">A febre persistente, por exemplo, é um dos sintomas mais comuns na leucemia, principal câncer da criança abaixo de dez anos. Pode vir acompanhada pelo aumento dos gânglios, popularmente conhecidos como “ínguas”, o aparecimento de manchas roxas na pele, e às vezes pequenos sangramentos nasais ou gengivais. Um exame laboratorial de fácil realização e resultado quase imediato, o hemograma, pode ser esclarecedor nesses casos.</p>
<p style="text-align: justify;">A leucemia em pediatria é uma doença de aparecimento rápido; os tratamentos são cada vez mais eficazes, com grande possibilidade de cura. A queixa de dor de cabeça, principalmente quando interrompe brincadeiras ou acorda a criança, acompanhada ou não de vômitos, ocorre com frequência nos tumores cerebrais, os tumores sólidos mais frequentes no paciente pediátrico. A realização de tomografia computadorizada de crânio pode revelar o tumor e outras intercorrências, mas não deve retardar o encaminhamento da criança para um serviço especializado que conte com equipe de neurocirurgia.</p>
<p style="text-align: justify;">Os tumores abdominais na sequência, em geral se apresentam como o aumento da barriga, com ou sem dor, e nem sempre associados com outros sintomas. O ultrassom de abdome, também um exame simples, é o primeiro passo na investigação. A dor e o inchaço em articulações, como joelho, nem sempre relacionados a trauma, podem caracterizar um tumor ósseo. Novamente, um exame de fácil realização como a radiografia do local acometido pode indicar a presença da doença. O aparecimento de qualquer caroço no corpo da criança, principalmente quando cresce sem parar, deve ser sempre investigado.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há como prevenir o câncer na criança; essa doença aparece ao acaso, não tem relação com tipo de alimentação ou outros eventos cotidianos. O importante é que os pais, sempre que perceberem algo errado, seja dor ou tumor, ou outro sintoma que não melhora e que progride e atrapalhe a atividade da criança, devem procurar o pediatra o mais breve possível. Esse médico, quando suspeita de câncer, encaminha o paciente para o oncologista pediátrico, o especialista em tratamento de câncer na criança e no adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando diagnosticado no início, o paciente pode ser curado em 70% a 80% dos casos. As modalidades terapêuticas podem envolver quimioterapia, cirurgia, radioterapia, utilização de drogas-alvo e imunoterapia, e devem ser realizadas em centros especializados. Nesses centros há uma busca incessante do diagnóstico mais preciso para o tratamento mais adequado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Ethel Fernandes Gorender<br />Presidente do Departamento Científico de Oncologia da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/apoio-a-pacientes-com-linfoma-em-todo-o-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 15:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas foi criado em 2004 pela Lymphoma Coalition – uma organização que oferece apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Linfomas-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas foi criado em 2004 pela <em>Lymphoma Coalition</em> – uma organização que oferece apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo – para ajudar a conscientizar sobre a doença. Esse dia tem o objetivo de informar famílias, educadores e a sociedade sobre o linfoma, que pode afetar crianças e adolescentes, e também de apoio às crianças que enfrentam a doença junto com suas famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele é celebrado anualmente em 15 de setembro, ressaltando a importância do diagnóstico precoce.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é linfoma?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Linfoma é um câncer que se origina no sistema linfático. O sistema linfático é uma rede de órgãos e vasos que movimenta um líquido transparente pelo corpo chamado linfa. Essa rede é uma parte fundamental do sistema imunológico. O sistema linfático ajuda a filtrar células e outros resíduos da corrente sanguínea.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando as células do sistema linfático, chamadas linfócitos, tornam-se malignas, elas geralmente crescem rapidamente e se dividem para formar mais células. Com o tempo, as células do linfoma no sistema linfático podem se espalhar por todo o corpo. Essas células impedem que as células saudáveis ​​próximas a elas funcionem normalmente e dificultam o funcionamento adequado do sistema imunológico.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem dois tipos de linfócitos: linfócitos B e linfócitos T (também chamados de células B e células T). Essas células nos protegem produzindo anticorpos e destruindo micro-organismos nocivos, como bactérias e vírus. O linfoma se origina no desenvolvimento desses linfócitos que sofreram uma alteração maligna. Isso significa que eles se multiplicam sem uma ordem adequada, formando tumores, que são coleções de células cancerígenas.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, existem 43 subtipos diferentes de linfoma reconhecidos pelo sistema de classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cinco desses subtipos pertencem a um grupo de doenças chamado linfoma de Hodgkin.</p>
<p style="text-align: justify;">O linfoma de Hodgkin se distingue de todos os outros tipos de linfoma pela presença de um tipo especial de célula cancerosa, chamada célula de Reed-Sternberg, que pode ser observada ao se examinar as células tumorais ao microscópio. Todos os outros subtipos são comumente agrupados e chamados de linfoma não Hodgkin (ou linfomas de células B e T).</p>
<p style="text-align: justify;">A manifestação clínica pode corresponder ao aparecimento de gânglios indolores no pescoço, axilas ou virilhas que aumentam com o passar do tempo; dor abdominal, inchaço ou aumento de volume abdominal; aumento do volume da face; tosse, dificuldade para respirar associados ou não a um quadro de febre de origem indeterminada, sudorese profusa e ou emagrecimento importante inexplicável.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de sangue e de imagens e, muitas vezes, uma biópsia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se seu filho estiver apresentando algum desses sintomas, é importante agendar uma consulta com um médico o mais rapidamente possível. Também é importante lembrar que muitos desses sintomas também podem ser causados por outras condições, mas a detecção e o diagnóstico precoces são cruciais no tratamento do linfoma.</p>
<p style="text-align: justify;">Em crianças e adolescentes, o linfoma é um dos tipos de câncer mais comuns e, nessa faixa etária, ele tende a crescer rapidamente, mas em função dos importantes avanços no conhecimento dessas doenças, com o tratamento adequado, mais de 80% delas serão curadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento depende do tipo de linfoma e do estágio, bem como da idade da criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fantástica evolução no prognóstico deve ser atribuída, principalmente, à utilização de combinações terapêuticas, que podem incluir: quimioterapia em altas doses, radioterapia, anticorpos monoclonais ou imunoterapia. Não menos importantes são o tratamento de suporte, a abordagem multidisciplinar desse paciente e a maior precisão dos meios diagnósticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você tiver alguma dúvida, não hesite em entrar em contato com seu pediatra.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Flavio Augusto Luisi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Oncologia da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sepse em crianças: o que os pais precisam saber para salvar vidas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sepse-em-criancas-o-que-os-pais-precisam-saber-para-salvar-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=53154</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Sepse-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Sepse-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Sepse-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Sepse-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A sepse é uma condição médica grave que pode afetar pessoas de todas as idades, mas é especialmente perigosa em crianças. Apesar de ser pouco conhecida fora do meio médico</p>
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<p style="text-align: justify;">A sepse é uma condição médica grave que pode afetar pessoas de todas as idades, mas é especialmente perigosa em crianças. Apesar de ser pouco conhecida fora do meio médico, a sepse é uma das principais causas de morte evitável, desde que seja rapidamente reconhecida pelos familiares e médicos e iniciado o seu tratamento adequado. O reconhecimento rápido dos sinais e sintomas pode literalmente salvar vidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é sepse?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sepse é uma resposta exagerada do organismo a uma infecção causada por vírus, bactérias ou fungos. Quando o organismo detecta uma infecção, ele ativa o sistema imunológico para combatê-la. No caso da sepse, essa resposta é tão intensa (desregulação da resposta do hospedeiro à infecção) que começa a causar danos aos próprios órgãos e tecidos do corpo, acrescendo lesões às agressões iniciais por estes micro-organismos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que a sepse é tão perigosa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A sepse evolui rapidamente. Em questão de horas, uma criança que parecia apenas febril pode desenvolver choque séptico, com comprometimento da perfusão de órgãos e tecidos nobres, com risco de falência de órgãos e morte. A taxa de mortalidade varia conforme a gravidade e a rapidez do tratamento, mas pode chegar a <strong>20% ou mais</strong> em casos graves. Além disso, mesmo quando a criança sobrevive, pode haver sequelas – como danos neurológicos, renais ou pulmonares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Incidência e mortalidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a sepse é responsável por cerca de <strong>3 milhões de mortes por ano</strong> em todo o mundo. Em crianças, especialmente menores de cinco anos, a sepse é uma das principais causas de morte evitável. No Brasil, estima-se que ocorram mais de <strong>400 mil casos de sepse por ano</strong>, com uma taxa de mortalidade hospitalar que pode ultrapassar <strong>50%</strong> em algumas regiões, especialmente quando o diagnóstico é tardio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reconhecimento rápido</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O maior desafio da sepse é que seus sintomas iniciais podem parecer com os de uma gripe ou virose comum. Por isso, é fundamental que pais e cuidadores estejam atentos a sinais de alerta que indicam que algo mais grave pode estar acontecendo. Os principais sinais de alerta podem ser: febre alta persistente, extremidades frias (mãos e pés gelados), respiração rápida ou dificuldade para respirar, como falta de ar, sonolência excessiva ou irritabilidade extrema, com choro inconsolável, pele pálida, azulada ou com manchas, diminuição da quantidade de urina (fraldas secas por horas), vômitos ou diarreia intensos e convulsões. Em menores de seis meses, hipotermia, ou seja, temperaturas muito baixas e “pular refeições” podem ser comumente encontradas. Havendo suspeita clínica, por parte do pediatra ou emergencista, de infecção do sistema nervoso central, será realizada a punção liquórica (coleta do líquido da espinha).</p>
<p><strong>Principais sinais por faixa etária</strong></p>
<p>Recém-nascidos (0 a 28 dias)</p>
<ul>
<li>Dificuldade para mamar</li>
<li>Choro fraco ou ausente</li>
<li>Hipotermia (temperatura corporal baixa)</li>
<li>Letargia (muito sonolento, difícil de acordar)</li>
<li>Respiração irregular ou rápida</li>
<li>Pele acinzentada ou amarelada</li>
</ul>
<p>Lactentes (1 a 12 meses)</p>
<ul>
<li>Febre ou hipotermia</li>
<li>Irritabilidade intensa</li>
<li>Dificuldade para respirar</li>
<li>Diminuição da atividade (não brinca, não reage)</li>
<li>Diminuição da urina</li>
<li>Vômitos persistentes</li>
</ul>
<p>Crianças pequenas (1 a 5 anos)</p>
<ul>
<li>Febre alta</li>
<li>Sonolência ou confusão</li>
<li>Dificuldade para respirar</li>
<li>Dor abdominal intensa</li>
<li>Diarreia com sangue</li>
<li>Falta de apetite</li>
</ul>
<p>Crianças maiores (6 a 12 anos)</p>
<ul>
<li>Queixa de dor intensa (principalmente abdominal ou muscular)</li>
<li>Confusão mental</li>
<li>Respiração acelerada</li>
<li>Palidez ou manchas na pele</li>
<li>Diminuição da urina</li>
<li>Sensação de desmaio</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> Se a criança apresentar sinais e sintomas de alerta, especialmente febre alta associada a sonolência, dificuldade respiratória ou extremidades frias, é fundamental procurar atendimento médico ou entre em contato com o seu pediatra imediatamente. Algumas crianças com temperatura elevada podem mimetizar uma maior gravidade; portanto, medique com antitérmico e reavalie posteriormente. Não havendo melhora dos sintomas, comunique-se com seu pediatra ou leve seu filho ao pronto-atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico realizado por médico da sepse é clínico, baseado nos sintomas e sinais vitais da criança. Exames laboratoriais ajudam a confirmar a presença de infecção e avaliar o funcionamento dos órgãos que podem ser acometidos secundariamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tratamento da sepse</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto mais cedo for iniciado, maiores as chances de recuperação. O tratamento inclui internação hospitalar, muitas vezes em unidade de terapia intensiva (UTI). A instituição de acesso intravenoso é fundamental para início do uso de antibióticos, que deve ser iniciado dentro da primeira hora do atendimento. Este acesso também é utilizado para hidratação venosa agressiva e, em alguns casos, uso de medicamentos para manter a pressão arterial. O uso de oxigênio constitui etapa fundamental do tratamento. assim como o suporte respiratório e a monitorização contínua da frequência cardíaca, função respiratória, diurese (quantidade de urina) e medidas frequentes da pressão arterial. A criança será monitorada constantemente para avaliar sinais vitais e a função renal, hepática e neurológica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Prevenção</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora nem todos os casos de sepse possam ser evitados, algumas medidas ajudam a reduzir o risco:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Manter a vacinação das crianças em dia</li>
<li>Higiene adequada (lavar as mãos, cuidar de feridas)</li>
<li>Tratamento precoce de infecções comuns</li>
<li>Atenção aos sinais de alerta</li>
<li>Importante a monitorização de crianças que sejam portadoras de doenças que sejam acompanhadas de diminuição da resposta imune, uso de imunossupressores (por exemplo, uso prolongado de corticoides) ou portadores de doenças crônicas, como diabetes, anemia falciforme, epilepsias e doenças pulmonares crônicas, entre outras.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A sepse é uma emergência médica que pode ter evolução silenciosa, mas devastadora. Com informação clara e acessível, pais e cuidadores podem se tornar aliados poderosos na luta contra essa condição. Procure seu pediatra ou outra ajuda médica se seu filho apresentar os sinais e sintomas descritos acima.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Relator:</strong></p>
<p><strong>Celso de Moraes Terra<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Terapia Intensiva da SPSP</strong></p>
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			</item>
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		<title>Avanços no tratamento da fibrose cística</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/avancos-no-tratamento-da-fibrose-cistica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 11:55:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
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<p>A fibrose cística (FC), historicamente conhecida como a “doença do beijo salgado”, devido à maior perda de sal no suor que é percebida ao se beijar a criança e/ou visualização de cristais </p>
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<p style="text-align: justify;">A fibrose cística (FC), historicamente conhecida como a “doença do beijo salgado”, devido à maior perda de sal no suor que é percebida ao se beijar a criança e/ou visualização de cristais de sal, principalmente na testa, foi reconhecida como nova entidade de doença em 1938, pela patologista americana Dra. Dorothy H. Andersen, que já ressaltava que se repetia na mesma família.</p>
<p style="text-align: justify;">Cinquenta e um anos depois, em 8 de setembro de 1989, comemorou-se a identificação do gene causador da doença e a alteração (variável) mais comum em pessoas com FC. Essa alteração acarreta a falta da produção de uma proteína ou que ela seja disfuncional. No organismo, a proteína forma um canal para o transporte de sal nas células epiteliais e a ausência ou desregulação da sua função acarreta secreções desidratadas e espessas em vários órgãos. Porém, além dessa primeira variável descrita, denominada como deleção F508 (falta do aminoácido fenilalanina na proteína), foram identificadas muitas outras alterações que causam doença leve ou grave. No Brasil, apenas cerca de 50% dos pacientes têm uma cópia F508.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos pulmões, o muco obstrui as vias aéreas e aprisiona germes como bactérias, favorecendo infecção e inflamação, que se manifestam como tosse crônica, confundida com diversas doenças das vias aéreas inferiores, como pneumonia, bronquite ou asma, e superiores, como sinusite crônica e pólipos nasais.</p>
<p style="text-align: justify;">No pâncreas, os canais obstruídos pela secreção espessa impedem a liberação de enzimas digestivas essenciais na digestão de alimentos e nutrientes, resultando em desnutrição e crescimento deficiente, apesar de um apetite voraz e fezes gordurosas e volumosas frequentes ou dificuldade para evacuar.</p>
<p style="text-align: justify;">No fígado, o muco espesso pode bloquear o ducto biliar, causando doença hepática. Nos homens, a FC pode afetar sua capacidade de ter filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">A apresentação clínica da doença é extremamente variável, mas a maioria apresenta sintomas ao nascimento ou logo após; infecções respiratórias frequentes e baixo ganho de peso são as manifestações mais comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">A FC é uma doença genética. Pessoas com FC herdaram duas cópias do gene com defeitos, uma cópia de cada progenitor (portadores), mas que não têm a doença. Cada vez que dois portadores de FC geram uma criança, as chances são: 25% (1 em 4) terá FC; 50% (1 em 2) será portadora, mas não terá FC; 25% (1 em 4) não será portadora e não terá FC. Porém, esse risco é considerado alto e se repete a cada gestação.</p>
<p style="text-align: justify;"> A doença afeta ambos os sexos, todas as etnias, porém é vista mais frequentemente em brancos.</p>
<p style="text-align: justify;">A FC é uma doença complexa. Os sintomas e a gravidade podem diferir muito de pessoa para pessoa e mesmo entre irmãos. Muitos fatores influenciam o curso da doença, incluindo a idade do diagnóstico, início precoce do tratamento e adesão.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, existe registro de mais de seis mil pessoas com a doença e um a cada dez mil nascidos vivos possui a doença, segundo o Registro Brasileiro de Fibrose Cística (REBRAFC) – mas supõe-se que existam muitas pessoas subdiagnosticadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Há cerca de 40 mil crianças e adultos vivendo com FC nos EUA e cerca de 105 mil pessoas foram diagnosticadas com FC no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Enormes avanços nos cuidados especializados em FC acrescentaram anos na sobrevida e melhoraram a qualidade de vida das pessoas com fibrose cística. Durante a década de 1950, uma criança com FC raramente vivia o suficiente para frequentar a escola primária.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas duas últimas décadas, o conhecimento dos mecanismos da doença e a descoberta de drogas denominadas de moduladoras (corretoras) da proteína defeituosa, isto é, corretoras do defeito básico, mostraram eficácia surpreendente, com melhorias no ganho de peso, doença pulmonar, “crises de piora” respiratória e qualidade de vida, constituindo um novo marco histórico.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil foram aprovadas duas drogas moduladoras, uma delas direcionada à variável genética mais comum (deleção F508) para pacientes maiores de seis anos. Para as crianças entre dois e seis anos e pacientes com variáveis diversas, ainda se aguarda incorporação pelo Ministério da Saúde, embora já estejam aprovadas e em uso em vários países no mundo. Com esse novo tratamento, estima-se que a sobrevida de pacientes nascidos com fibrose cística será equivalente à de pessoas sem a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A ampla instalação do programa de triagem neonatal proporciona o diagnóstico precoce e consequentemente o tratamento, mas é urgente e justo fornecer o tratamento direcionado ao defeito básico a todos os pacientes que possam ser beneficiados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Neiva Damaceno<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professora Assistente de Pneumologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Santa Casa de SP e Coordenadora do Serviço de Referência de FC<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Pneumologia da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Importância da prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/importancia-da-prevencao-e-diagnostico-precoce-das-hepatites-virais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
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<p>Hoje, dia 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Essa data tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Hepatites-Virais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Hepatites-Virais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Hepatites-Virais-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Hepatites-Virais-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje, dia 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Essa data tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais para um tratamento adequado. Isso porque as hepatites são doenças que afetam o fígado e podem causar sérios danos à saúde e, infelizmente, ainda são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Hepatite é o nome que se dá à inflamação das células do fígado. Hepatite viral é a inflamação provocada pelas infecções por vírus (sendo os mais frequentes os vírus responsáveis pelas hepatites A, B, C, D e E. Mas também temos outros vírus, como citomegalovírus, vírus Epstein Barr, adenovírus, coronavírus).</p>
<p style="text-align: justify;">Na maioria das vezes não há aparecimento de sintomas. Porém, quando eles estão presentes, podem se manifestar como náuseas ou vômitos, cansaço, mal-estar, febre, falta de apetite, urina escura e fezes mais claras, ou até mesmo brancas. Na presença de sintomas que sugiram hepatite, é importante procurar o médico. Algumas formas têm tratamento específico.</p>
<p style="text-align: justify;">Em nosso país, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A<strong>, </strong>B e<strong> </strong>C.</p>
<p style="text-align: justify;">As hepatites A e E podem ser prevenidas. Elas acontecem por via fecal-oral, ou seja, por meio de água ou alimento contaminados. Por isso, é importante a lavagem das mãos (especialmente antes de manipular alimentos e depois de ir ao banheiro), consumir apenas água tratada e higienizar corretamente os alimentos. Ambos os vírus provocam inflamação aguda, mas temporária, no fígado. O próprio organismo resolve a inflamação na maioria das vezes, porém alguns casos evoluem para insuficiência hepática ou falência do fígado. Uma forma de evitar a insuficiência hepática é tomar a vacina contra a hepatite A. Ela já está disponível no calendário básico de vacinação. As infecções causadas pelos vírus B e C frequentemente se tornam crônicas<strong>.</strong> Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhece ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por muito tempo sem diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacina contra o tipo B também faz parte do calendário de vacinação infantil e para os adultos também.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. A vacina contra a hepatite A é aplicada em dose única aos 15 meses de idade. Para pessoas acima de 1 ano com condições clínicas especiais, está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), em esquema de duas doses.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a vacina contra a hepatite B segue o esquema de quatro doses: uma ao nascer (vacina hepatite B isolada) e outras aos 2, 4 e 6 meses (vacina pentavalente). Para adultos não vacinados, são recomendadas três doses. Na dúvida, consulte seu pediatra ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Você encontra essas e outras informações no site do Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude).</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos prevenir! Não esqueça da importância da higiene das mãos e dos alimentos e do consumo de água filtrada. Mantenha o calendário vacinal de seu filho em dia! E lembre-se: as consultas de rotina com o pediatra são fundamentais para o acompanhamento do desenvolvimento infantil e a prevenção de doenças. Não deixe de levar seu filho!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Adriana Maria Alves De Tommaso<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Hepatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vitiligo &#8211; Sintomas, Diagnóstico e Tratamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vitiligo-sintomas-diagnostico-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 18:51:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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		<category><![CDATA[Dermatologista Habilitado]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo</p>
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<p style="text-align: justify;">Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, portanto não passa de uma pessoa para outra. Essa é uma doença que afeta pessoas com e até mesmo sem predisposição genética.</p>
<p style="text-align: justify;">Impactos emocionais não pioram a doença em pacientes predispostos, mas acabam agindo como gatilhos, como fator agravante.</p>
<p style="text-align: justify;">O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas. No entanto, os seus principais sintomas são:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pode ocorrer clareamento dos pelos do corpo e cabelos, incluindo cílios e barba;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais);</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Não apresenta sintomas como coceira ou dor;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar caso a caso para tratar cada forma de maneira correta.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também na época que o diagnóstico é feito. Quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o momento não há cura e o tratamento é crônico.</p>
<p style="text-align: justify;">Há o tratamento tópico, direcionado para cada fase do vitiligo, além de imunomoduladores tópicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles incluem medicações locais, medicações orais e fototerapia. E há os medicamentos imunobiológicos, que estão em estudo e são mais específicos. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico do tipo de vitiligo para a escolha do tratamento mais adequado, inclusive pesquisar outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho. E para comemorarmos a criação deste dia, ressaltamos a importância de se proteger do sol com a utilização de protetores solares de alta cobertura, sendo estes obrigatórios, pois são áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele, além de agravar o vitiligo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Selma Hélène<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dentes de leite: como aliviar o desconforto do bebê</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dentes-de-leite-como-aliviar-o-desconforto-do-bebe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 13:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dentes-de-Leite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dentes-de-Leite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dentes-de-Leite-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em primeiro lugar, é importante lembrar que seu bebê é único! Assim como o dia em que surgirá o primeiro e depois os demais dentes de leite serão únicos também! Entretanto</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dentes-de-Leite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dentes-de-Leite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dentes-de-Leite-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, é importante lembrar que seu bebê é único! Assim como o dia em que surgirá o primeiro e depois os demais dentes de leite serão únicos também!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, esse momento pode ser influenciado por diversos fatores, como o histórico familiar, as alterações sistêmicas, metabólicas e nutricionais, bem como a prematuridade e a presença de síndromes. Para facilitar o monitoramento dos dentes de sua criança, veja a figura 1 abaixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato é que quando surge o primeiro dente de leite inicia-se um novo ciclo de desenvolvimento oral e um novo sorriso do bebê, registrando-se um momento muito comemorado pela família. Mas junto com toda essa alegria familiar, frequentemente é relatada a ocorrência de alguns sintomas, como desconforto gengival, irritabilidade, problemas com o sono, diminuição do apetite e a famosa “baba”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante esclarecer: nem todo bebê tem desconfortos nesse período do surgimento dos dentes de leite. Fiquem atentos, pois a presença de outros desconfortos e sintomas pode não estar relacionada com a chegada dos dentes e necessita de avaliação médica!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Orientações para alívio de sintomas da erupção dentária:</strong></p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>O alívio natural é estimulado através do aleitamento materno e da introdução alimentar. Como o aprendizado da mastigação acontece gradualmente, esse período exige paciência e criatividade da família, sendo importante seguir os aconselhamentos profissionais.</li>



<li>Quando o bebê estiver pronto para começar a experimentar alimentos macios e sólidos, a chegada dos dentes de leite será uma grande oportunidade para oferecer alimentos saudáveis, com diferentes sabores, texturas e cores, estimulando o bebê a morder e mastigar. Isso favorece a erupção e o desenvolvimento adequado das arcadas dentárias. Alguns pais gostam de oferecer picolés caseiros com leite materno e frutas, que são deliciosos para os bebês, mas requerem atenção para não machucar pele, lábios, gengiva e língua, pela baixa temperatura.</li>



<li> A massagem na gengiva feita com o próprio dedo ou com dedeiras de silicone, de maneira delicada e muito carinho, sempre é bem-vinda para relaxar e acolher o bebê.</li>



<li>A família pode também utilizar como complemento os mordedores específicos para essa fase. Esses mordedores ou brinquedos levados à boca devem ter formato e composição que não coloquem em risco a segurança da criança ou que possam ser fonte de exposição a desreguladores (interferentes) endócrinos, como o bisfenol (BPA); e nunca colocá-los em freezer.</li>



<li>Não aplicar produtos contendo anestésico local, por riscos de metemoglobinemia.</li>



<li>Não usar colar ou pulseira de âmbar no bebê, porque não há comprovação de eficácia e há risco de aspiração e asfixia.</li>



<li>Agendar nessa fase uma consulta com o odontopediatra, para que sejam realizadas as medidas que favoreçam o alívio desses desconfortos e a promoção da saúde oral.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Fiquem atentos em casa com as mudanças comportamentais e físicas do bebê! Em geral, para aliviar a irritação local, o bebê normalmente coloca espontaneamente tudo na boca e acaba se contaminando com vírus, bactérias e fungos. Desta forma, outros quadros sistêmicos podem ser observados e exigirem consulta com médico pediatra, em especial quando for observada a presença de febre, diarreia ou nos casos de urgência, quando o bebê acidentalmente colocar algo indevido na boca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 1</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/image.jpg" rel="prettyphoto[51725]"><img loading="lazy" decoding="async" width="557" height="388" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/image.jpg" alt="" class="wp-image-51726" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/image.jpg 557w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/image-300x209.jpg 300w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/image-150x104.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Época provável de surgimento dos dentes de leite na boca do bebê</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Relatora:<br>Dóris Rocha Ruiz</strong><br><strong>Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Colaboradoras:</strong><br><strong>Ana Flavia Calvo</strong><br><strong>Cristina Giovannetti Del Conte</strong><br><strong>Juliana Kimura</strong><br><strong>Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong> </p>
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