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	<title>Arquivos social - SPSP</title>
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	<title>Arquivos social - SPSP</title>
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		<title>Cuidados e proteção da primeira infância: prioridade nacional!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/cuidados-e-protecao-da-primeira-infancia-prioridade-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:33:29 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">A Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância (12 a 18 de outubro) foi instituída pela Lei nº 11.523/2007, com o objetivo de mobilizar a sociedade para proteger crianças de 0 a 6 anos (fase que vai da concepção aos 6 anos de idade) contra todas as formas de violência e conscientizar a população sobre a importância desse período na formação de um cidadão voltado para a convivência social e a cultura da paz.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira infância é um período de rápido e intenso processo de formação das conexões neurais, durante o qual fatores genéticos e ambientais interagem de forma contínua para o desenvolvimento do cérebro e de todo o sistema nervoso central.</p>
<p style="text-align: justify;">Consequentemente, as experiências vivenciadas durante a primeira infância determinam a estrutura neural para o desenvolvimento das habilidades físicas, cognitivas e socioemocionais necessárias para garantir a saúde física e mental dos indivíduos durante toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa fase, se ocorrem experiências adversas — como algumas formas de violência: negligência, maus-tratos físicos ou psicológicos — pode-se gerar consequências permanentes na saúde, aprendizagem e comportamento, além de aumentar o risco de doenças crônicas e transtornos mentais na vida adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">O chamado estresse tóxico na primeira infância (0 a 6 anos) pode, então, comprometer de forma permanente o desenvolvimento cerebral e afetar o sistema nervoso. A exposição contínua à violência está associada a comportamentos agressivos, uso de substâncias, práticas sexuais de risco e envolvimento em atividades ilícitas. No âmbito familiar, a violência frequentemente se relaciona à violência doméstica, perpetuando ciclos que atravessam gerações e afetam todos os membros da família.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí ser extremamente importante que as crianças estejam inseridas em um ambiente enriquecedor, onde os fatores de proteção se sobressaiam aos fatores de risco ao desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">A Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959, a Convenção dos Direitos da Criança em 1989 e o nosso Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 são contra a violência e a favor da dignidade, do respeito e da proteção social da criança, na Família, na Sociedade e no Estado. Isso significa que “bater” na criança não é permitido em nenhuma circunstância e sempre é injustificável: “maltratar” significa prejudicar alguém e “maus-tratos” são todos os tipos de abuso, negligência, abandono ou exploração.</p>
<p style="text-align: justify;">Promover ambientes seguros, vínculos afetivos saudáveis e políticas públicas integradas é essencial para garantir que todas as crianças tenham a oportunidade de crescer com dignidade, saúde e amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma infância que seja segura e acolhedora fortalece vínculos familiares e investe no futuro de toda a sociedade, que será mais justa, saudável e resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renata D Waksman<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p></p>
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		<title>Amizade: hábito do afeto, laço que vira virtude</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amizade-habito-do-afeto-laco-que-vira-virtude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 15:45:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Na semana retrasada, no dia 20 de julho, comemoramos o Dia do Amigo no Brasil. Hoje, 30 de julho, celebramos o Dia Internacional da Amizade. Curiosamente, é a única data</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Na semana retrasada, no dia 20 de julho, comemoramos o Dia do Amigo no Brasil. Hoje, 30 de julho, celebramos o Dia Internacional da Amizade. Curiosamente, é a única data comemorativa no calendário que se repete em um intervalo tão curto. Simbólico nos tempos atuais, pois deveríamos celebrar a amizade todos os dias, como um<strong> hábito</strong> cultivado com energia e constância.</p>
<p style="text-align: justify;">Construir uma amizade — assim como adquirir um novo hábito — exige tempo, trabalho e disponibilidade afetiva. Isso desafia a lógica da chamada &#8220;Sociedade Adolescente&#8221;, termo que descreve o nosso modo de viver atual em busca de soluções instantâneas e baixa tolerância à frustração. Nessa dinâmica social, os vínculos se afrouxam, muitas vezes reduzidos às interações rasas com emojis sorridentes, foguinhos e cancelamento, através de bloqueio e delete de quem não é mais amigo ou pensa diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fragilidade do laço social é um dos pilares da crise de saúde mental que atinge crianças e adolescentes.  Na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019, 30% dos adolescentes achavam que ninguém se <strong>preocupava</strong> com eles<strong>.</strong>  E a angústia avança&#8230; e se torna ainda mais profunda do que não ter nem um amigo para se apoiar. Há também uma crítica à qualidade das relações: uma das perguntas que crianças e adolescentes têm mais se perguntado ao ChatGPT é <em>&#8220;Por que me sinto tão sozinho(a) mesmo com amigos?&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses dados apontam para uma conexão direta entre o sofrimento psíquico e a falta de interlocução. Uma pesquisa recente publicada pela Harvard Business Review mostrou que, de 2024 para 2025, a busca por companhia e terapia no ChatGPT saltou de <strong>segundo para primeiro lugar</strong> entre os usos da Inteligência Artificial (IA). Diante desse cenário, nosso papel &#8211; como pediatras, hebiatras, psicanalistas &#8211; é ajudar o paciente a transferir as angústias humanas endereçadas ao robô para um <strong>Outro</strong> que o enlace nos vínculos <strong>reais e </strong>identificações que o sustente psiquicamente como sujeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Incentivar a amizade verdadeira é mais do que promover saúde mental — é uma aposta no outro. Exige cuidado e resiliência. É ter a capacidade de suspender momentaneamente nossas verdades para escutar ativamente às do outro. É sobre concordar em discordar. É movimento, dança; expressão, resistência. Um exercício de humanidade que vai muito além da capacidade “apaziguadora” que a IA tem a nos oferecer. Segundo o filósofo Roman Krznaric, a amizade é mais do que ter compaixão pelo outro: é ter empatia, pois trata-se de tentar ver o mundo<strong> sob a perspectiva do outro</strong>, compreendendo não <strong>apenas o que a pessoa sente</strong>, mas também <strong>por que</strong> <strong>ela sente e de que forma ela sente</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Convido o leitor, neste Dia Internacional da Amizade, a não se limitar ao 30 de julho. Que essa data se transforme em um hábito diário “de bem agir” — aquilo que Aristóteles chamava de <strong>Virtude.</strong> No século IV a.C., o filósofo grego já definia a amizade como uma virtude essencial à vida: os bens que ela proporciona — como riqueza, prestígio ou sucesso — não podem ser plenamente desfrutados ou sustentados sem a presença de amigos.          </p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>A amizade é uma experiência de Ser, não de ter.</strong> Como canta Emicida, “Quem tem um amigo tem tudo”.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>BAGWELL, C. L.; SCHMIDT, M. E.</strong> The nature of friendship. In: ______. <em>Friendships in Childhood and Adolescence</em>. ed. New York: Guilford Press, 2011. cap. 1, p. 3–29</li>
<li>KLEIN, Marina Vasques. <em>Adolescer: a dor e a delícia</em>. Porto Alegre: Artmed, 2011</li>
<li>BRASIL<strong>.</strong> Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. <em>Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: 2019</em>. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101852.pdf. Acesso em: 26 jul. 2025.</li>
<li><strong>ZAO‑SANDERS, Marc.</strong> <em>How People Are Really Using Gen AI in 2025</em>. Harvard Business Review, 9 abr. 2025.</li>
<li>KRZNARIC, Roman. <em>O poder da empatia: a arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo</em>. São Paulo: Zahar, 2015. 262 p. ISBN 978‑8537814567</li>
<li>ARISTÓTELES. <em>Ética a Nicômaco</em>. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. 6. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores).</li>
<li><em>Quem tem um amigo (tem tudo)</em>. Participação: Zeca Pagodinho, Tokyo Ska Paradise Orchestra, Prettos. In: AmarElo [CD]. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019.</li>
<li>VIBES EM ANÁLISE (Podcast<strong>).</strong> Episódio <em>“Da Rixa ao Ranço”</em>. Apresentação: André Alves e Lucas Liedke. São Paulo: Floatvibes / Dia Estúdio, 5 jun. 2025. Disponível em: Spotify e Apple Podcasts. Acesso em: 26 jul. 2025</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora<br />Maíra Terra Cunha Di Sarno<br />Médica Pediatra e Hebiatra e Psicanalista<br /></strong><strong style="color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da </strong><strong style="color: initial;">Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><span style="color: initial;"> </span><strong style="color: initial;">  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O paradoxo das redes sociais x solidão</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-paradoxo-das-redes-sociais-x-solidao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 16:38:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os novos meios digitais – como smartphones, tablets, notebooks, consoles de jogos eletrônicos, entre outros – ocupam um espaço cada vez maior na vida de crianças</p>
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<p style="text-align: justify;">Os novos meios digitais – como smartphones, tablets, notebooks, consoles de jogos eletrônicos, entre outros – ocupam um espaço cada vez maior na vida de crianças e adolescentes. Paralelamente, pais e educadores têm observado uma crescente sobrecarga imposta por essas tecnologias, cujos impactos vão muito além do entretenimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos estudos científicos e observações de especialistas apontam que o contato saudável com as novas mídias depende do respeito aos estágios do desenvolvimento biológico, psicológico e social dos jovens. Isso significa que a introdução e o uso das tecnologias devem acompanhar, de forma responsável, a maturidade de cada faixa etária.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental, portanto, oferecer orientações claras sobre os riscos associados às mídias digitais. Isso inclui cuidados com o comportamento nas redes, prevenção à dependência tecnológica, proteção da privacidade, conscientização sobre conteúdos inadequados e perigos on-line, além das implicações legais e dos impactos à saúde causados pela exposição excessiva às telas. É necessário também revisar medidas de proteção e estabelecer protocolos preventivos para lidar com possíveis ameaças de forma eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos buscar um equilíbrio entre, de um lado, as necessidades e interesses dos jovens e, de outro, as restrições necessárias para protegê-los, incluindo o uso criterioso de softwares de segurança. Para isso, torna-se indispensável uma educação midiática preventiva, conduzida por pais e educadores, que considere o estágio de desenvolvimento da criança e reforce experiências no mundo real, promovendo o contato com a natureza, os vínculos afetivos e a socialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que nunca, precisamos cuidar dos pilares essenciais da saúde infantil: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, brincadeiras lúdicas, convívio social, sono de qualidade, hidratação, exposição ao sol, espiritualidade e contato com a natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecemos os avanços positivos que a tecnologia proporcionou, especialmente durante a pandemia. No entanto, não podemos negligenciar nossa responsabilidade – como pais, educadores e profissionais de saúde – de proteger crianças e adolescentes dos danos associados ao uso excessivo e inadequado das telas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma responsabilidade compartilhada por todos: professores, pediatras e especialistas devem orientar famílias e comunidades para enfrentarmos juntos os desafios impostos pelas mídias digitais e redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 30 de junho, celebramos o Dia Mundial das Redes Sociais. Para que essa data possa, de fato, ser comemorada com sentido, precisamos garantir que nossas crianças e adolescentes não percam seus vínculos essenciais: com a realidade, com a família, com a sociedade e com a natureza. Afinal, sem esses laços, corremos o risco de formar uma geração órfã de experiências fundamentais ao seu pleno desenvolvimento – físico, emocional, social e espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">Unamo-nos por essa causa. Que o ser humano não se transforme em objeto ou mercadoria, nem se isole a ponto de adoecer na solidão. É nosso dever coletivo preservar o que nos torna verdadeiramente humanos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Silvia Guiguer Chaim<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente da Regional do Grande ABC da Sociedade de Pediatria de São Paulo </strong><strong style="font-size: revert; color: initial;"><br /></strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Transtornos alimentares: um problema do século XXI?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/transtornos-alimentares-um-problema-do-seculo-xxi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 11:51:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/transtornos-alimentares-um-problema-do-seculo-xxi/">Transtornos alimentares: um problema do século XXI?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX. Atualmente, no entanto, percebe-se um aumento de diagnósticos, principalmente em adolescentes do sexo feminino, não sendo exclusivos de mulheres ou dessa faixa etária. Pode ocorrer por vários fatores, como predisposição pessoal, presença de transtornos psíquicos (como ansiedade ou depressão, por exemplo), relações familiares e suscetibilidade a fatores externos, como influência da mídia e pressão social. A pandemia da Covid-19 foi um acelerador para o aumento de casos, possivelmente pela ansiedade gerada com o isolamento social e as incertezas sobre o futuro, as mudanças de hábitos alimentares e de práticas esportivas, além do maior uso de redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Fatores psíquicos e biológicos interagem entre si: a predisposição genética pode ser “acionada” por fatores como estresse emocional, baixa autoestima e pressão estética. A ideia de que só a magreza está associada à beleza, ao sucesso social e profissional, impacta fortemente a atual geração de adolescentes, aumentando sua vulnerabilidade aos transtornos alimentares.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista da família, a forma como os responsáveis falam sobre comida, corpo e aparência pode ter grande impacto nas crianças e adolescentes. Comentários frequentes sobre dietas, peso, “corpos ideais ou perfeitos” ou críticas ao próprio corpo e ao corpo de outras pessoas podem, mesmo sem intenção, reforçar a ideia de que o valor de alguém está associado à aparência física.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente as redes sociais têm um papel significativo na construção da autoestima dos adolescentes. Plataformas como Instagram, TikTok e outras estão repletas de imagens de corpos magros, esculpidos, frequentemente editados por filtros ou manipulados digitalmente. Influenciadores digitais promovem rotinas alimentares rígidas, desafios de perda de peso e estilos de vida que nem sempre são saudáveis ou alcançáveis. Esse bombardeio constante pode levar os jovens a desenvolverem uma percepção distorcida de si mesmos, comparando-se com padrões estéticos inalcançáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A validação por meio de curtidas e comentários também pode reforçar a ideia de que a aparência física é mais importante do que o bem-estar emocional e a saúde. Aplicativos para controle de calorias são de fácil acesso e extremamente perigosos quando utilizados sem o conhecimento das necessidades básicas individuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a adolescência, a necessidade de aceitação por parte do grupo de amigos se torna especialmente importante. Comentários sobre peso ou aparência feitos por colegas, brincadeiras de mau gosto ou a exclusão social podem afetar profundamente a autoestima. Adolescentes podem adotar dietas extremas ou esconder comportamentos alimentares prejudiciais para se adequarem ao grupo ou evitar críticas. Não é incomum que em um grupo de amigos várias pessoas tenham comportamentos de risco para o desencadeamento de transtornos alimentares, como um pacto entre amigos, para controle de alimentação e de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes não é fácil identificar um transtorno alimentar, mas existem sinais de alerta que os familiares devem observar:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Mudanças bruscas nos hábitos alimentares: recusa em comer certos grupos de alimentos, pular refeições ou adoção de dietas restritivas sem orientação médica. É preciso ficar atento quando adolescentes se tornam repentinamente saudáveis e passam a querer comer somente vegetais e proteínas, rejeitando carboidratos, bolos, bolachas, chocolates e balas de que sempre gostaram. Outro sinal que chama a atenção é a recusa em comer fora de casa ou aceitarem somente alimentos que eles próprios preparam.</li>
<li>Mudanças de comportamento alimentar, como querer comer sozinho, ir frequentemente ao banheiro logo após as refeições, demonstrar culpa ou arrependimento por ter comido.</li>
<li>Perda ou ganho de peso acentuado e rápido e preocupação excessiva com o corpo, peso ou calorias.</li>
<li>Autoimagem distorcida: percepção negativa do próprio corpo, mesmo estando dentro do peso considerado saudável. A mudança de vestimentas, como a procura por roupas largas que disfarcem as formas corporais também pode ser um indício da má relação com o corpo.</li>
<li>Prática excessiva de exercícios físicos, muitas vezes sem orientação e de forma exagerada. Familiares costumam ficar orgulhosos quando adolescentes sedentários passam a praticar atividades físicas, mas é preciso observar a frequência, duração e/ou intensidade, pois um sinal de alerta acende quando essa se torna compulsiva. Assim como a relação comida-exercício: se a pessoa comeu mais do que o habitual, precisa se exercitar ou se não fez exercício no dia, come menos. Essa relação compensatória não é saudável e pode ser um sinal de transtorno alimentar.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Como ajudar?</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso estimular a saúde emocional e física de adolescentes, através de um diálogo aberto e acolhedor, sem julgamentos, validando seus sentimentos e oferecendo apoio emocional constante. Deve-se evitar comentários sobre peso, dieta ou aparência, mantendo o foco na promoção de saúde e não em padrões estéticos. Além disso, é positivo estimular a prática de atividades que promovam bem-estar físico e emocional, como esportes, arte, música ou leitura — o mais importante é que o adolescente se sinta realizado e pertencente.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível evitar o uso das redes sociais a partir de uma certa idade. Por isso é preciso fazer um trabalho preventivo, que estimule a maturidade e reduza os riscos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares” foi instituído no dia 2 de junho. É importante que haja conversas que conscientizem sobre os conteúdos consumidos, questionem estereótipos e que estimulem o pensamento crítico sobre o que é visto online, combinadas de supervisão aos acessos e postagens do adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso percebam sinais de alerta que sugiram a possibilidade de um transtorno alimentar, familiares devem procurar ajuda profissional especializada no tema. Quanto antes for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Andrea Hercowitz<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Dia Internacional da Família</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-dia-internacional-da-familia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Família]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-da-Familia.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-da-Familia.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-da-Familia.jpeg-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 1993, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional da Família em seu calendário de celebrações, estabelecendo o dia 15 de maio como a data oficial para essa comemoração anual. A iniciativa busca reconhecer a importância da família como unidade fundamental da sociedade e refletir sobre os desafios que ela enfrenta no mundo contemporâneo. A família representa o primeiro grupo social com o qual os indivíduos estabelecem relações. É nesse núcleo que se constroem os valores, os vínculos afetivos e a base da convivência social. Ao longo da história, foi a partir da família que a sociedade se estruturou. No entanto, desde o século XX, essa “célula mater” vem enfrentando transformações profundas e, muitas vezes, desafiadoras. As duas grandes guerras mundiais, seguidas por diversos conflitos regionais durante a Guerra Fria — muitos dos quais ainda persistem — impactaram fortemente o tecido social. Em diversos países europeus, por exemplo, houve um envelhecimento populacional significativo, caracterizado pelo desequilíbrio entre o número de idosos e a população jovem economicamente ativa. Em outras regiões, o oposto ocorreu, com uma predominância de jovens e altas taxas de natalidade.  A globalização acarretou outras transformações: surgiram novas formas de trabalho, urbanização acelerada, maior participação da mulher no mercado de trabalho, maior mobilidade social em busca de melhores oportunidades profissionais, adoção de estilos de vida diferentes — como a preferência por moradias menores e o uso intensivo da tecnologia. Tais fatores puderam contribuir para um distanciamento maior entre as gerações, ao reduzir o convívio familiar. Com isso, pais trabalhadores enfrentam desafios cada vez maiores para conciliar suas responsabilidades profissionais com os cuidados com os filhos e outros dependentes. A pandemia da covid-19 escancarou, de maneira intensa, a vulnerabilidade de muitas famílias. Perda de renda, cuidado com crianças pequenas, idosos e pessoas com deficiência evidenciaram a urgência de políticas públicas eficazes de proteção social. Problemas econômicos, a insegurança quanto ao futuro, diminuição acentuada dos postos de trabalho, a reorganização da ordem econômica mundial, também estão contribuindo para o aumento de diversas formas de instabilidade familiar: a violência doméstica, o abandono infantil, a gravidez precoce, o alcoolismo, a dependência química e a violência doméstica (em especial contra mulheres e crianças). O Dia Internacional da Família serve para nos lembrar que o fortalecimento da estrutura familiar é essencial para o bem-estar coletivo e para o desenvolvimento sustentável das sociedades.   Relator: Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-da-Familia.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-da-Familia.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-da-Familia.jpeg-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 1993, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional da Família em seu calendário de celebrações, estabelecendo o dia <strong>15 de maio</strong> como a data oficial para essa comemoração anual. A iniciativa busca reconhecer a importância da família como unidade fundamental da sociedade e refletir sobre os desafios que ela enfrenta no mundo contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;">A família representa o primeiro grupo social com o qual os indivíduos estabelecem relações. É nesse núcleo que se constroem os valores, os vínculos afetivos e a base da convivência social. Ao longo da história, foi a partir da família que a sociedade se estruturou. No entanto, desde o século XX, essa “célula mater” vem enfrentando transformações profundas e, muitas vezes, desafiadoras.</p>
<p style="text-align: justify;">As duas grandes guerras mundiais, seguidas por diversos conflitos regionais durante a Guerra Fria — muitos dos quais ainda persistem — impactaram fortemente o tecido social. Em diversos países europeus, por exemplo, houve um envelhecimento populacional significativo, caracterizado pelo desequilíbrio entre o número de idosos e a população jovem economicamente ativa. Em outras regiões, o oposto ocorreu, com uma predominância de jovens e altas taxas de natalidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> A globalização acarretou outras transformações: surgiram novas formas de trabalho, urbanização acelerada, maior participação da mulher no mercado de trabalho, maior mobilidade social em busca de melhores oportunidades profissionais, adoção de estilos de vida diferentes — como a preferência por moradias menores e o uso intensivo da tecnologia. Tais fatores puderam contribuir para um distanciamento maior entre as gerações, ao reduzir o convívio familiar. Com isso, pais trabalhadores enfrentam desafios cada vez maiores para conciliar suas responsabilidades profissionais com os cuidados com os filhos e outros dependentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A pandemia da covid-19 escancarou, de maneira intensa, a vulnerabilidade de muitas famílias. Perda de renda, cuidado com crianças pequenas, idosos e pessoas com deficiência evidenciaram a urgência de políticas públicas eficazes de proteção social. Problemas econômicos, a insegurança quanto ao futuro, diminuição acentuada dos postos de trabalho, a reorganização da ordem econômica mundial, também estão contribuindo para o aumento de diversas formas de instabilidade familiar: a violência doméstica, o abandono infantil, a gravidez precoce, o alcoolismo, a dependência química e a violência doméstica (em especial contra mulheres e crianças).</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Internacional da Família serve para nos lembrar que o fortalecimento da estrutura familiar é essencial para o bem-estar coletivo e para o desenvolvimento sustentável das sociedades.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><strong>Relator:</strong></p>
<p><strong>Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>O Brasil e a Dengue</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-brasil-e-a-dengue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 13:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os primeiros relatos de dengue no Brasil datam do final do século 19, em Curitiba (PR), mas ainda eram dados incipientes. O primeiro surto documentado ocorreu em Roraima, em 1981. Desde então observamos temporadas de maior e menor incidência do vírus no Brasil, mas sempre algo preocupante&#8230; Então chegamos em 2024! Depois da Covid-19, é o novo pesadelo em nosso país! Foram 6,5 milhões de casos prováveis até meados de setembro deste ano, com 5.536 óbitos confirmados e mais 1.591 em investigação. Somente em São Paulo foram 2,1 milhões de casos (mais de 639 mil na capital) e 1.786 mortes confirmadas (365 na capital).1 E algo triste de pensar:  quantas crianças têm sido internadas devido a dengue? Foram quase 1,6 milhão de crianças e adolescentes acometidos, quase 52.000 bebês menores de 1 ano de idade.1 São várias razões para justificar essa atual situação, que incluem a falta de atenção pública à doença, as alterações climáticas, a ausência de medidas efetivas disponíveis para o controle da doença, além da responsabilidade social de cada cidadão, em fazer a sua parte. Temperaturas elevadas e umidade são dois fatores determinantes para a replicação viral no inseto, o famigerado Aedes aegypti. Então, novamente, vemos as ações da humanidade impactando nas mudanças climáticas e facilitando essa pandemia de dengue e, infelizmente, outras futuras pandemias que viremos a conhecer. São necessárias ações no controle da dengue. Ações de todas as esferas, públicas e sociais. O desenvolvimento de novas metodologias para o controle do inseto, como a bactéria Wolbachia, que reduz a multiplicação do Aedes aegypti, adotada este ano, por exemplo, em Niterói (RJ), trouxe redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% de chikungunya e 37% de zika na cidade.2 A implementação da vacinação universal no Brasil pode trazer um novo alento no controle da doença, mas ela precisa ser realizada. Já convivemos com baixa cobertura vacinal na população, uma vez que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa de 10 a 14 anos para a realização da vacina contra a dengue. Não temos a extensão para outras idades, por absoluta incapacidade de produção da vacina, somada ao custo e falhas na preparação para o combate à doença. Aquisição de mais vacinas? Desenvolvimento da nossa vacina (vacina do Butantan na fase III no momento)? Controle do inseto? Cuidados com o ambiente? Compromisso social e governamental? Na verdade, tudo isso somado. Que cada um de nós possa fazer muito bem-feita a sua parte.   Saiba mais: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia.   Relator:Marcelo OtsukaVice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros relatos de dengue no Brasil datam do final do século 19, em Curitiba (PR), mas ainda eram dados incipientes. O primeiro surto documentado ocorreu em Roraima, em 1981. Desde então observamos temporadas de maior e menor incidência do vírus no Brasil, mas sempre algo preocupante&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Então chegamos em 2024! Depois da Covid-19, é o novo pesadelo em nosso país! Foram 6,5 milhões de casos prováveis até meados de setembro deste ano, com 5.536 óbitos confirmados e mais 1.591 em investigação. Somente em São Paulo foram 2,1 milhões de casos (mais de 639 mil na capital) e 1.786 mortes confirmadas (365 na capital).<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;">E algo triste de pensar:  quantas crianças têm sido internadas devido a dengue? Foram quase 1,6 milhão de crianças e adolescentes acometidos, quase 52.000 bebês menores de 1 ano de idade.<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;">São várias razões para justificar essa atual situação, que incluem a falta de atenção pública à doença, as alterações climáticas, a ausência de medidas efetivas disponíveis para o controle da doença, além da responsabilidade social de cada cidadão, em fazer a sua parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Temperaturas elevadas e umidade são dois fatores determinantes para a replicação viral no inseto, o famigerado <em>Aedes aegypti</em>. Então, novamente, vemos as ações da humanidade impactando nas mudanças climáticas e facilitando essa pandemia de dengue e, infelizmente, outras futuras pandemias que viremos a conhecer.</p>
<p style="text-align: justify;">São necessárias ações no controle da dengue. Ações de todas as esferas, públicas e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento de novas metodologias para o controle do inseto, como a bactéria <em>Wolbachia</em>, que reduz a multiplicação do <em>Aedes aegypti</em>, adotada este ano, por exemplo, em Niterói (RJ), trouxe redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% de chikungunya e 37% de zika na cidade.<sup>2</sup></p>
<p style="text-align: justify;">A implementação da vacinação universal no Brasil pode trazer um novo alento no controle da doença, mas ela precisa ser realizada. Já convivemos com baixa cobertura vacinal na população, uma vez que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa de 10 a 14 anos para a realização da vacina contra a dengue. Não temos a extensão para outras idades, por absoluta incapacidade de produção da vacina, somada ao custo e falhas na preparação para o combate à doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquisição de mais vacinas? Desenvolvimento da nossa vacina (vacina do Butantan na fase III no momento)? Controle do inseto? Cuidados com o ambiente? Compromisso social e governamental? Na verdade, tudo isso somado. Que cada um de nós possa fazer muito bem-feita a sua parte.</p>
<p> </p>
<p>Saiba mais:</p>
<ol>
<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses</a>.</li>
<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia</a>.</li>
</ol>
<p> </p>
<p><strong>Relator:</strong><br /><strong>Marcelo Otsuka<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>




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			</item>
		<item>
		<title>“Uma oportunidade para lembrar e repensar a nossa história”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/uma-oportunidade-para-lembrar-e-repensar-a-nossa-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 18:24:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=40795</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-consciencia-negra-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O surgimento de um país de dimensões continentais, falando um único idioma, amalgamado por uma cultura dominante, é um construto social dos mais</p>
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<p style="text-align: justify;">O surgimento de um país de dimensões continentais, falando um único idioma, amalgamado por uma cultura dominante, é um construto social dos mais improváveis. O nascituro dos anos 1500 “vingou” produzindo o “gigante pela própria natureza“, o “impávido colosso” – este imenso território geográfico observado pelo “Cruzeiro do Sul”, que acolhe uma nação, que é produto histórico de uma conjunção de fatores específicos.</p>
<p style="text-align: justify;">As nossas origens como povo têm uma matriz bastante heterogênea, diversificada, desigual. Preponderou a influência do colonizador, branco, europeu e cristão, que amalgamou os outros constituintes desse caldo social – a matriz negra e a ameríndia, de forma coercitiva e de modo violento, gerando desigualdades e injustiças. Esse caldeirão de culturas e influências foi enriquecido, mais tarde, pelas diversas levas de imigrantes que contribuíram para o nosso desenvolvimento social e econômico: italianos, alemães, japoneses, espanhóis, árabes, letos, poloneses e muitos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos um amálgama cultural, sincrético em fé e em valores.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste dia de comemoração da Consciência Negra se oferece ao país uma oportunidade para lembrar e repensar sua história. É um momento para reconhecer a herança cultural que moldou nossa nação de forma indelével, enriquecendo-nos com cores, ritmos e saberes que transcendem séculos. É um convite à reflexão sobre a persistência das desigualdades e injustiças que persistem em nossa sociedade. É um chamado à ação, para que possamos construir um Brasil mais justo, onde o respeito à diversidade seja a base sólida sobre a qual edificamos nosso futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguém já disse que “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”, por isso, para continuarmos a evoluir em paz, segurança e prosperidade, com alegria, criatividade e harmonia, há necessidade de “corrigir os erros” que nossos antecessores cometeram. Que este dia nos inspire a construir pontes, derrubar barreiras e promover um Brasil onde cada cidadão, independentemente da cor de sua pele, sinta-se verdadeiramente valorizado e representado.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembretes essenciais, através de algumas frases de pessoas notáveis:</p>
<p style="text-align: justify;">”Não sou descendente de escravos. Eu descendo de seres humanos que foram escravizados”. (Makota Valdina)</p>
<p style="text-align: justify;">“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”. (Nelson Mandela)</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo histórico recente: os alemães souberam, após a Segunda Guerra Mundial, revisitar sua história. Implementaram políticas de Estado como uma forma de reconhecimento, responsabilidade e esforços para corrigir erros do passado por meio das gerações posteriores. Essas políticas de reparação ficaram conhecidas como &#8220;Wiedergutmachung&#8221; (palavra alemã para &#8220;fazer o bem novamente&#8221;). Faz bem a qualquer nação revisitar sua história, aprender com os erros, e fazer a justiça necessária em cada caso a reparar.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-nacional-de-combate-ao-bullying-e-a-violencia-nas-escolas-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2023 18:07:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Dia 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência. Neste ano, a data nos leva a refletir sobre os casos ocorridos nas últimas semanas em São Paulo, no</p>
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<p style="text-align: justify;">Dia 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao <em>Bullying</em> e à Violência. Neste ano, a data nos leva a refletir sobre os casos ocorridos nas últimas semanas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.</p>
<p style="text-align: justify;">A violência que ocorre na escola é reflexa à violência que acontece na sociedade, pois a escola é apenas um ecossistema pertencente ao todo. E a forma mais frequente que se apresenta na escola é o <em>bullying.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O <em>bullying</em>, termo usado na língua inglesa, identifica a situação em que uma ou mais pessoas são submetidas à agressão física, moral ou verbal e cujas vítimas são humilhadas, ameaçadas, maltratadas, podendo gerar sintomas físicos, psicológicos e até dificuldade de convívio social.</p>
<p style="text-align: justify;">A escola costuma ser o primeiro ambiente social em que a criança convive fora do lar. Nela, precisa aprender a conviver com os colegas (seus pares) e passará da atenção individualizada da família para o convívio coletivo com uma supervisão mais generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">No início da escolarização é comum a criança visualizar na professora/tutora uma “segunda mãe”, uma pessoa a quem é importante ter afeto e conquistar sua atenção &#8211; no entanto, terá que disputá-la com diversas crianças, o que pode facilitar o surgimento de atritos.</p>
<p style="text-align: justify;">É essencial para evitar o <em>bullying</em> que pais e responsáveis convivam com seus filhos e que conheçam a equipe escolar, assim como participem das atividades que envolvam as crianças e as famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">Construir uma boa autoestima, trabalhar as inseguranças que são próprias da infância, mostrar respeito pelos professores e por toda a equipe escolar são fundamentais, pois as crianças aprendem pelo exemplo e pela confiança. Trabalhar atividades com outras crianças da mesma faixa etária com supervisão de adultos confiáveis também ajuda no processo de amadurecimento social.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveitando a comoção social que vem acontecendo com os casos bárbaros de violência recente, é essencial que cada escola discuta internamente e com a sociedade ao seu entorno, com pais, com associações de bairros, como enfrentar as situações de violência.</p>
<p style="text-align: justify;">A constituição de comissões permanentes de prevenção de acidentes e violência é uma estratégia interessante para trabalhar o tema.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existem respostas fáceis à violência, porém a construção de debates que possam permitir trocas é fundamental. Exercer a tolerância e a democracia é essencial nestes momentos e orientar os filhos para isto seja, talvez, a mais importante lição que podemos realizar, a fim de prevenir a escalada de violência que nos afeta.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:</strong><strong><br /></strong><strong>Fausto Flor Carvalho<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>“O custo de não fazer nada é aquele que não podemos pagar”*</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-custo-de-nao-fazer-nada-e-aquele-que-nao-podemos-pagar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 12:35:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Saude-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 7 de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora o seu 75º aniversário de nascimento, sob a inspiração do tema “75 anos melhoran</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Saude-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 7 de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) comemora o seu 75º aniversário de nascimento, sob a inspiração do tema “75 anos melhorando a saúde pública<strong>”</strong>. O mundo, em 1948, recém saído da II Guerra Mundial, almejava alcançar a utopia de garantir saúde para todos, juntando esforços para o bem comum. A própria definição de saúde encampada pela OMS destaca os quatro pilares fundamentais para o bem-estar de todo indivíduo: o equilíbrio biopsicossocial-espiritual. Essa definição anuncia a complexidade do assunto e sinaliza, também, a dificuldade para se atingir os objetivos pretendidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta data é uma oportunidade para refletir sobre essa complexidade e visualizar os desafios que temos pela frente. Ao longo da história da humanidade, podemos verificar que o saneamento ambiental tem sido o instrumento mais eficaz para a promoção da saúde. Uma casa para morar, água potável para beber, alimento adequado para comer e rede de esgoto fazem mais pela saúde pública que a multiplicação de equipamentos de saúde ou o incremento no número de médicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Saúde para todos é o <em>slogan</em> da campanha da OMS para 2023. Destacamos, então, que “Desigualdades Sociais fazem mal à Saúde”. Elas refletem o grau de iniquidade existente em cada sociedade &#8211; fator que está correlacionado à organização social. O acesso e a utilização dos serviços espelham essas diferenças. Há sistemas que potencializam as desigualdades existentes na organização social e outros que procuram compensar, pelo menos em parte, os resultados danosos da organização social sobre os grupos socialmente vulneráveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao compararmos sociedades diferentes, através dos parâmetros esperança de vida ao nascer com o PIB (Produto Interno Bruto) <em>per capita</em> de cada uma, como elemento de interferência na Saúde, vamos nos surpreender. Alguns exemplos: a Suécia tem um PIB <em>per capita</em> de 42 mil dólares e uma esperança de vida ao nascer de 80 anos; por outro lado, Angola tem um PIB <em>per capita</em> de 2.800 dólares e a esperança de vida é de 40 anos. A correlação entre riqueza e esperança de vida parece evidente; no entanto, quando comparamos os EUA com PIB <em>per capita</em> de 43.562 dólares e esperança de vida de 77 anos com Cuba, que tem PIB <em>per capita</em> de 4.600 dólares e esperança de vida de 77 anos, a correlação entre riqueza e saúde parece, então, não ser linear. Essa não correspondência também surge se compararmos a Arábia Saudita, que tem PIB <em>per capita</em> de 5.133 dólares e esperança de vida de 49 anos, com os dados de Cuba já apontados.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem sempre a riqueza corresponde a melhoria na saúde. O que irá diferenciar a efetividade das ações sobre saúde é a organização social e a satisfação de necessidades básicas gerais. Rita Barradas Barata diz sobre o assunto: “todos devem ter acesso e utilizar os serviços indispensáveis para resolver as suas demandas de saúde, independentemente de seu grupo social; aqueles que apresentam maior vulnerabilidade em decorrência da sua posição social devem ser tratados de maneira diferente, para que a desvantagem inicial possa ser reduzida ou anulada”.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande desafio para a saúde em nosso país, em 2023, é garantir que todas as pessoas tenham acesso e condições de serem tratadas com equidade. Trata-se de algo que pode ser construído com boa gestão dos recursos, cultura de qualidade e segurança, que busque sempre o melhor desfecho e evite desperdícios; que busque coordenação adequada do cuidado nas várias instâncias de atendimento, fortalecendo a atuação na atenção primária, para que o encaminhamento dos casos mais complexos para tratamento especializado, ocorra de forma correta, com melhores desfechos e economia de recursos. Por fim, uma distribuição equilibrada dos profissionais de saúde e dos equipamentos pelas regiões do país e a incorporação dos recursos tecnológicos da <em>Big data</em>, da Inteligência Artificial e Telemedicina em Saúde são fundamentais para o bom atendimento num país tão vasto.</p>
<p style="text-align: justify;">Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, diz: “a saúde pública é uma escolha política” e é preciso “perceber que a saúde é um investimento no futuro”. O chefe da ONU disse que “os países investem na proteção de seu povo contra “ataques terroristas”, mas não contra o ataque de um vírus, que pode ser muito mais mortal e muito mais prejudicial.”</p>
<p style="text-align: justify;">A OMS divulgou esta lista com 13 desafios urgentes e globais à saúde:</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>1 – Ressaltar a saúde no debate climático</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A crise climática é uma crise de saúde. Estima-se que a poluição do ar mate 7 milhões de pessoas todos os anos. Estas mudanças causam eventos climáticos mais extremos, agravam a desnutrição e aumentam o contágio de doenças infecciosas como a malária. As mesmas emissões que causam aquecimento global são responsáveis por mais de um quarto de mortes por ataque cardíaco, acidente vascular encefálico, câncer no pulmão e doença respiratória crônica.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>2 – Levar saúde nas áreas de conflitos e crises</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Em 2019, a maior parte dos surtos de doenças que requeriam a intervenção da OMS ocorreu em países com conflito prolongado. A OMS registrou 978 ataques a postos de saúde em 11 países no último ano, com 193 mortos. Conflitos estão forçando um número recorde de pessoas a sair de suas próprias casas, deixando dezenas de milhões de pessoas com pouco acesso a cuidados básicos de saúde por muitos anos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>3 – Tornar o acesso a saúde mais justo</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">As lacunas socioeconômicas persistentes e crescentes resultam em discrepâncias na qualidade de saúde da população. O aumento global de doenças não transmissíveis, como <a href="https://bioemfoco.com.br/noticia/prevencao-cancer-comeca-na-infancia/">câncer</a>, <a href="https://bioemfoco.com.br/noticia/infeccoes-respiratorias-agudas-ira-trato-respiratorio-inferior/">doença respiratória crônica</a> e diabetes tem crescido desproporcionalmente em países de baixa e média renda, o que pode esgotar rapidamente os recursos das famílias mais pobres.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>4 – Expandir o acesso a remédios</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Cerca de um terço da população mundial não tem acesso a remédios, vacinas, diagnósticos e outros produtos de saúde essenciais. Remédios e outros produtos são a segunda maior despesa dos sistemas de saúde (atrás apenas do gasto com profissionais da saúde) e o maior componente da despesa privada em saúde dos países de baixa e média renda.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>5 – Parar as doenças infecciosas</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Doenças infecciosas como <a href="https://bioemfoco.com.br/noticia/entrevista-hiv-aids-estigma/">HIV</a>, tuberculose, hepatites virais, malária, outras doenças tropicais negligenciadas e infecções sexualmente transmissíveis mataram cerca de 4 milhões de pessoas em 2020. Doenças com vacinas preventivas continuam letais, como sarampo, que tirou 140 mil vidas em 2019, muitas delas crianças. Embora a poliomielite esteja à beira da erradicação, houve 156 casos de poliovírus selvagem no último ano, o maior número desde 2014.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>6 – Preparar-se para epidemias</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Todos os anos, o mundo gasta muito mais com a resposta a surtos de doenças, desastres naturais e outras emergências médicas do que com preparação e prevenção delas. O problema não é saber se haverá uma nova pandemia, mas quando, e se espalhará rapidamente, potencialmente ameaçando milhares de vidas. Doenças transmitidas por vetores como malária, dengue, zika, chikungunya e febre amarela estão se espalhando à medida que o mosquito se desloca para novas áreas, afetadas pelas mudanças climáticas.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>7 – Proteger a população de produtos perigosos</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Falta de comida, alimentos contaminados e dietas não saudáveis com alto teor de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sal, são responsáveis por quase um terço da carga global das doenças atuais, incluindo sobrepeso, obesidade, doenças cardiovasculares. A fome continua a atormentar milhões, com a escassez de alimentos sendo explorada como arma de guerra. O uso do tabaco está diminuindo em alguns países, mas cresce em outros e há várias evidências dos riscos à saúde dos cigarros eletrônicos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>8 – Investir naqueles que defendem nossa saúde</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O baixo investimento crônico em educação e a remuneração insuficiente para profissionais da saúde estão levando à escassez desses profissionais no mundo todo, comprometendo os serviços de saúde. O mundo precisará de 18 milhões de profissionais da saúde a mais até 2030, principalmente em países de baixa e média renda.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>9 – Manter os adolescentes seguros</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Mais de um milhão de adolescentes entre 10 e 19 anos morrem todos os anos. As principais causas das mortes nesta faixa etária são acidentes de trânsito, HIV, suicídio, infecções respiratórias e violência, associados ao uso excessivo de álcool, tabaco, drogas, falta de atividade física, sexo desprotegido e exposição precoce a maus-tratos infantis.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>10 – Ganhar a confiança pública</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A saúde pública é comprometida pela disseminação descontrolada de informações falsas nas mídias sociais, bem como por uma quebra de confiança nas instituições públicas. O movimento antivacina tem sido um fator significativo no aumento de mortes em doenças evitáveis.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>11 – Aproveitar as novas tecnologias</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Novas tecnologias estão revolucionando nossa habilidade de prevenir, diagnosticar e tratar muitas doenças. A edição do genoma, biologia sintética e tecnologias digitais de saúde, como inteligência artificial, podem resolver muitos problemas, mas também levantam novas questões e desafios para monitoramento e regulamentação. Sem uma compreensão mais profunda das implicações éticas e sociais, estas novas tecnologias – que incluem a capacidade de criar novos organismos – podem prejudicar as pessoas às quais pretendem ajudar.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>12 – Proteger os remédios assim como eles nos protegem</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A <a href="https://bioemfoco.com.br/noticia/resistencia-antimicrobiana/">resistência antimicrobiana</a> (AMR) ameaça a medicina moderna a retroceder para a era pré-antibiótica, quando mesmo as cirurgias de rotina eram perigosas. Esse aumento se deve a diversos fatores, que juntos são bem preocupantes: prescrição irregular de uso de antibióticos, falta de acesso a medicamentos de qualidade, falta de água potável, saneamento, higiene, prevenção e controle de infecções.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>13 – Manter serviços de saúde limpos</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Aproximadamente 1 a cada 4 instituições de saúde do mundo carece de recursos hídricos básicos. Serviços de água, saneamento e higiene são essenciais para o funcionamento de um sistema de saúde. A falta desses itens leva a cuidados de baixa qualidade e aumenta a chance de infecção para pacientes e profissionais de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">*Rita Barradas Barata: Como e por que as desigualdades sociais fazem mal à saúde. Rio de Janeiro. Editora Fiocruz, 2009. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/handle/icict/23564/barata-9788575413913.pdf?sequence=2&amp;isAllowed=y</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">OMS destaca 13 maiores desafios de saúde para a próxima década. Disponível em: <a href="https://news.un.org/pt/story/2020/01/1700342">https://news.un.org/pt/story/2020/01/1700342</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong><strong><br /></strong><strong>Fernando MF Oliveira</strong><strong><br /></strong><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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