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	<title>Arquivos Sofrimento fetal - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Sofrimento fetal - SPSP</title>
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		<title>O que é sofrimento fetal e quais suas repercussões ao longo da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 18:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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<p>Especialistas discutem como a falta crônica de oxigênio para o feto pode trazer impactos que duram a vida inteira Por Maria Regina Bentlin, Celso Rebello e Marina Carvalho de Moraes Barros O sofrimento fetal é caracterizado pela falta de oxigênio para o feto. Se ocorrer de forma abrupta, ele é considerado agudo – os motivos vão desde dificuldade da passagem do sangue da placenta para o bebê até sangramento materno ou alterações no cordão umbilical. A consequência é imediata: o feto lança mão de mecanismos de defesa para se adaptar à ausência de oxigênio, o que pode até levar à morte dentro do útero. Já o sofrimento fetal crônico, como o próprio nome indica, acontece quando o feto é acometido continuamente pela falta de oxigênio e de nutrientes. Essa situação pode acontecer por problemas genéticos, placentários, fetais (síndromes genéticas e infecções congênitas) ou maternos (como hipertensão arterial, diabetes e uso de medicações, cigarro, álcool ou drogas). Para sobreviver, o feto desvia o fluxo de sangue para órgãos nobres, como cérebro, coração e suprarrenais. O diagnóstico pode ser feito durante o pré-natal, com exames como a ultrassonografia, que avalia o bem-estar fetal, a quantidade do líquido amniótico, o desvio do sangue para cabeça e o crescimento do bebê. Tem ainda a cardiotocografia, que analisa as variações da frequência cardíaca. Ao flagrar o quadro precocemente, o feto pode se recuperar e evoluir sem sequelas. Porém, se a falta de oxigênio e nutrientes for prolongada, isso pode levar a problemas logo após o nascimento e também na vida futura. Impactos no recém-nascido Dentre as várias repercussões, destacam-se as lesões cerebrais, que podem se apresentar de uma forma leve, que não deixa sequelas, até graus mais graves, capazes de causar convulsões, atraso no desenvolvimento e desnutrição. Outras manifestações incluem dificuldade na manutenção da temperatura, falta de controle da glicose no sangue, problemas respiratórios e dificuldades na alimentação. A vida futura Independentemente da existência da lesão cerebral e da sua gravidade, existe o risco de acontecerem percalços no desenvolvimento. Eles incluem desde alterações mínimas de comportamento, déficit de atenção/hiperatividade, síndrome do espectro autista e dificuldades na aprendizagem, na leitura e na matemática, até alterações mais sérias, como paralisia cerebral. A restrição de crescimento dentro do útero também tem sido associada a doenças na vida adulta, a exemplo de hipertensão arterial, diabetes tipo 2, obesidade, aumento do colesterol e problemas cardíacos capazes de levar a isquemia e infarto. Uma das teorias para essa explicação é a de Barker, que observou que bebês nascidos nas décadas de 20 e 30 com peso abaixo de 2,5 kg apresentavam maior risco de desenvolver essas doenças quando chegavam aos 50, 70 anos. Tudo levar a crer que os indivíduos expostos a deficiência de nutrientes no ambiente intrauterino teriam seu metabolismo programado de forma a resistir a períodos de “fome”. O dilema é que, após o nascimento, com o acesso aos alimentos e também devido a hábitos de vida (como pouca atividade física), essas adaptações se tornam negativas, predispondo a doenças. Em resumo, existe uma abundância nutricional para a qual o indivíduo não foi programado. Por isso, nesses casos de sofrimento fetal crônico e restrição de crescimento, é importante o seguimento pediátrico periódico – com atenção especial ao crescimento, às habilidades motoras e cognitivas, ao comportamento e ao desempenho escolar. Assim, há chance de prevenir eventuais desajustes. Se isso não for possível, que eles possam pelo menos ser diagnosticados e tratados precocemente, preservando a qualidade de vida do indivíduo. ___Texto produzido por Maria Regina Bentlin, Celso Rebello e Marina Carvalho de Moraes Barros para o site SAÚDE.Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/o-que-e-sofrimento-fetal-e-quais-suas-repercussoes-ao-longo-da-vida/ Maria Regina Bentlin, Celso Rebello e Marina Carvalho de Moraes Barros são pediatras e membros do núcleo gerencial do Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria do Estado de São Paulo. Publicado em 25/09/2019</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><strong><em>Especialistas discutem como a falta crônica de oxigênio para o feto pode trazer impactos que duram a vida inteira</em></strong></p>



<p>Por Maria Regina Bentlin, Celso Rebello e Marina Carvalho de Moraes Barros</p>



<p>O sofrimento fetal é caracterizado pela falta de oxigênio  para o feto. Se ocorrer de forma abrupta, ele é considerado agudo – os  motivos vão desde dificuldade da passagem do sangue da placenta para o  bebê até sangramento materno ou alterações no cordão umbilical. A  consequência é imediata: o feto lança mão de mecanismos de defesa para  se adaptar à ausência de oxigênio, o que pode até levar à morte dentro  do útero. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Depositphotos_24761117_xl-jovannig-1024x733.jpg" alt="" class="wp-image-2932"/><figcaption class="wp-element-caption">jovannig | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>Já o sofrimento fetal crônico, como o próprio nome indica, acontece  quando o feto é acometido continuamente pela falta de oxigênio e de  nutrientes. Essa situação pode acontecer por problemas genéticos,  placentários, fetais (síndromes genéticas e infecções congênitas) ou  maternos (como hipertensão arterial, diabetes e uso de medicações, cigarro, álcool ou drogas). Para sobreviver, o feto desvia o fluxo de sangue para órgãos nobres, como cérebro, coração e suprarrenais.</p>



<p>O diagnóstico pode ser feito durante o pré-natal, com exames como a ultrassonografia,  que avalia o bem-estar fetal, a quantidade do líquido amniótico, o  desvio do sangue para cabeça e o crescimento do bebê. Tem ainda a  cardiotocografia, que analisa as variações da frequência cardíaca.</p>



<p>Ao flagrar o quadro precocemente, o feto pode se recuperar e evoluir 
sem sequelas. Porém, se a falta de oxigênio e nutrientes for prolongada,
 isso pode levar a problemas logo após o nascimento e também na vida 
futura.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Impactos no recém-nascido</h4>



<p>Dentre as várias repercussões, destacam-se as lesões cerebrais, que  podem se apresentar de uma forma leve, que não deixa sequelas, até graus  mais graves, capazes de causar convulsões, atraso no desenvolvimento e desnutrição.</p>



<p>Outras manifestações incluem dificuldade na manutenção da  temperatura, falta de controle da glicose no sangue, <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/como-evitar-problemas-respiratorios-no-prematuro-apos-a-alta/">problemas respiratórios</a> e <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/importancia-de-uma-alimentacao-saudavel-para-o-desenvolvimento-infantil/">dificuldades na alimentação</a>.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A vida futura</h4>



<p>Independentemente da existência da lesão cerebral e da sua gravidade,  existe o risco de acontecerem percalços no desenvolvimento. Eles  incluem desde alterações mínimas de comportamento, déficit de  atenção/hiperatividade, <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/dia-internacional-de-conscientizacao-do-autismo/">síndrome do espectro autista</a> e dificuldades na <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/junho-purpura-disturbios-de-aprendizagem-conhecer-perceber-enfrentar/">aprendizagem</a>, na leitura e na matemática, até alterações mais sérias, como paralisia cerebral.</p>



<p>A restrição de crescimento dentro do útero também tem sido associada a  doenças na vida adulta, a exemplo de hipertensão arterial, diabetes  tipo 2, <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/por-que-a-obesidade-infantil-e-uma-doenca/">obesidade</a>, aumento do colesterol e problemas cardíacos capazes de levar a isquemia e infarto.</p>



<p>Uma das teorias para essa explicação é a de Barker, que observou que  bebês nascidos nas décadas de 20 e 30 com peso abaixo de 2,5 kg  apresentavam maior risco de desenvolver essas doenças quando chegavam  aos 50, 70 anos. Tudo levar a crer que os indivíduos expostos a  deficiência de nutrientes no ambiente intrauterino teriam seu  metabolismo programado de forma a resistir a períodos de “fome”.</p>



<p>O dilema é que, após o nascimento, com o acesso aos alimentos e também devido a hábitos de vida (como pouca <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/como-inserir-a-atividade-fisica-na-infancia/">atividade física</a>),  essas adaptações se tornam negativas, predispondo a doenças. Em resumo,  existe uma abundância nutricional para a qual o indivíduo não foi  programado.</p>



<p>Por isso, nesses casos de sofrimento fetal crônico e restrição de  crescimento, é importante o seguimento pediátrico periódico – com  atenção especial ao crescimento, às habilidades motoras e cognitivas, ao  comportamento e ao desempenho escolar. Assim, há chance de prevenir  eventuais desajustes. Se isso não for possível, que eles possam pelo  menos ser diagnosticados e tratados precocemente, preservando a  qualidade de vida do indivíduo.</p>



<p>___<br><strong>Texto produzido por Maria Regina Bentlin, Celso Rebello e Marina Carvalho de Moraes Barros para o site SAÚDE.</strong><br>Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/o-que-e-sofrimento-fetal-e-quais-suas-repercussoes-ao-longo-da-vida/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/o-que-e-sofrimento-fetal-e-quais-suas-repercussoes-ao-longo-da-vida/</a></p>



<p>Maria Regina Bentlin, Celso Rebello e Marina Carvalho de Moraes Barros são pediatras e membros do núcleo gerencial do Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria do Estado de São Paulo.</p>



<p>Publicado em 25/09/2019</p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-e-sofrimento-fetal-e-quais-suas-repercussoes-ao-longo-da-vida/">O que é sofrimento fetal e quais suas repercussões ao longo da vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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