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	<title>Arquivos spsp - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos spsp - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Lúpus &#8211; importância da informação, diagnóstico precoce e cuidado contínuo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/lupus-importancia-da-informacao-diagnostico-precoce-e-cuidado-continuo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 10 de maio, celebramos o Dia Mundial do Lúpus, uma data dedicada a ampliar a conscientização sobre essa doença autoimune crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades – inclusive crianças e adolescentes. O lúpus eritematoso sistêmico juvenil ocorre quando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra infecções, passa a atacar os próprios tecidos saudáveis. Esse processo pode atingir diferentes órgãos, como pele, articulações, rins, sangue e sistema nervoso. Embora seja mais comum em adultos, cerca de 15% a 20% dos casos começam na infância e adolescência. Nessa faixa etária, a doença pode se manifestar de forma mais intensa e, muitas vezes, mais abrupta. Os sinais e sintomas podem variar bastante e, por vezes, se confundem com outras doenças, o que pode dificultar o reconhecimento precoce. Entre os principais sinais de alerta estão febre sem causa aparente, cansaço excessivo, dores e inchaço nas articulações, manchas na pele – especialmente no rosto, em formato de “asa de borboleta” –, queda de cabelo, aftas na boca, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos e alterações no exame de urina, como presença de sangue ou proteína. Na infância, a doença pode apresentar maior comprometimento de órgãos como os rins (nefrite lúpica), o sangue e o sistema nervoso, e se instala de forma mais aguda que nos adultos. O diagnóstico é realizado a partir da combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Não existe um único exame que confirme a doença, mas testes como o fator antinuclear (FAN), além de exames de sangue e urina, ajudam na investigação. Por isso, a avaliação por um reumatologista pediátrico é fundamental. Apesar de não ter cura, o lúpus tem tratamento e o acompanhamento adequado permite controlar a doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento é individualizado e depende dos sintomas apresentados, podendo incluir medicamentos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico, além de medidas importantes, como proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento regular. Outro ponto essencial é o suporte emocional e o envolvimento da família, já que o diagnóstico pode impactar a rotina escolar, social e o bem-estar da criança ou adolescente. A conscientização sobre o lúpus é fundamental para reduzir atrasos no diagnóstico e evitar complicações. Reconhecer os sinais precoces e buscar atendimento médico especializado faz toda a diferença no prognóstico. Neste Dia Mundial do Lúpus, reforçamos a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo, para que crianças e adolescentes com lúpus possam ter uma vida ativa, saudável e com qualidade.   Relatora:Annelyse de Araújo PereiraSecretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/lupus-importancia-da-informacao-diagnostico-precoce-e-cuidado-continuo/">Lúpus &#8211; importância da informação, diagnóstico precoce e cuidado contínuo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de maio, celebramos o Dia Mundial do Lúpus, uma data dedicada a ampliar a conscientização sobre essa doença autoimune crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades – inclusive crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O lúpus eritematoso sistêmico juvenil ocorre quando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra infecções, passa a atacar os próprios tecidos saudáveis. Esse processo pode atingir diferentes órgãos, como pele, articulações, rins, sangue e sistema nervoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja mais comum em adultos, cerca de 15% a 20% dos casos começam na infância e adolescência. Nessa faixa etária, a doença pode se manifestar de forma mais intensa e, muitas vezes, mais abrupta.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sinais e sintomas podem variar bastante e, por vezes, se confundem com outras doenças, o que pode dificultar o reconhecimento precoce. Entre os principais sinais de alerta estão febre sem causa aparente, cansaço excessivo, dores e inchaço nas articulações, manchas na pele – especialmente no rosto, em formato de “asa de borboleta” –, queda de cabelo, aftas na boca, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos e alterações no exame de urina, como presença de sangue ou proteína. Na infância, a doença pode apresentar maior comprometimento de órgãos como os rins (nefrite lúpica), o sangue e o sistema nervoso, e se instala de forma mais aguda que nos adultos.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico é realizado a partir da combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Não existe um único exame que confirme a doença, mas testes como o fator antinuclear (FAN), além de exames de sangue e urina, ajudam na investigação. Por isso, a avaliação por um reumatologista pediátrico é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não ter cura, o lúpus tem tratamento e o acompanhamento adequado permite controlar a doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento é individualizado e depende dos sintomas apresentados, podendo incluir medicamentos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico, além de medidas importantes, como proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento regular. Outro ponto essencial é o suporte emocional e o envolvimento da família, já que o diagnóstico pode impactar a rotina escolar, social e o bem-estar da criança ou adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">A conscientização sobre o lúpus é fundamental para reduzir atrasos no diagnóstico e evitar complicações. Reconhecer os sinais precoces e buscar atendimento médico especializado faz toda a diferença no prognóstico. Neste Dia Mundial do Lúpus, reforçamos a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo, para que crianças e adolescentes com lúpus possam ter uma vida ativa, saudável e com qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Annelyse de Araújo Pereira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:19:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância. As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos. Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada. Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas. Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado. Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura. Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro. Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia. O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia. Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos. Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz. O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.   Relatora:Vera Esteves Vagnozzi RulloVice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro.</p>
<p style="text-align: justify;">Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vera Esteves Vagnozzi Rullo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/">Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>É legal. Mas será que é legal?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/e-legal-mas-sera-que-e-legal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:13:03 +0000</pubDate>
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<p>Domingão ensolarado, amigos e famílias se reúnem. Braseiro acesso e aquele cheirinho de gordura de linguiça queimando no ar. Todo mundo animado e criançada brincando e correndo em </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/e-legal-mas-sera-que-e-legal/">É legal. Mas será que é legal?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Domingão ensolarado, amigos e famílias se reúnem. Braseiro acesso e aquele cheirinho de gordura de linguiça queimando no ar. Todo mundo animado e criançada brincando e correndo em volta dos adultos. Ufa! Eles não estão na tela.</p>
<p style="text-align: justify;">Som ligado e tocando – caipirinha e cerveja são temas de pagode ou música sertaneja cantada por todos. A animação do pessoal aumenta com o consumo de álcool. Conversa alta. Criançada na bagunça – Será que eles estão vendo?</p>
<p style="text-align: justify;">Com certeza muitos já viveram momentos assim. Porém, se as crianças aprendem observando, precisamos com urgência rever nosso comportamento. Afinal, qual o problema? Não é ilegal e pode parecer divertido. Mas será que é legal?</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos alguns dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III, 2023):</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O consumo de álcool é o principal fator de risco para mortalidade e morbidade associadas ao uso de substâncias psicoativas no Brasil. Aproximadamente 73,9 milhões de brasileiros (42,5% da população com 14 anos ou mais) relataram uso de bebidas alcoólicas, e cerca de 19,9 milhões apresentam critérios de uso problemático.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Nenhuma outra substância ou comportamento analisado – como tabaco, cocaína, crack ou mesmo as apostas – alcança tamanha dimensão em termos de prevalência e carga para a saúde pública.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O álcool tem aceitação social e ampla disponibilidade, o que torna difícil a implementação de políticas de prevenção e controle. A normalização do uso dificulta a percepção dos danos causados pelo seu consumo (mortes evitáveis, adoecimento físico e mental e repercussões sociais e econômicas).</p>
<p style="text-align: justify;">O que acham? Vamos refletir? Vamos mudar?</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>André P. L. Mattar<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro </strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Maconha: o que pouca gente te conta</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/maconha-o-que-pouca-gente-te-conta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 11:10:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferen</p>
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<p style="text-align: justify;">A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferente. O cérebro de adolescentes e jovens continua em desenvolvimento até por volta dos 25 anos. E é exatamente nesse período que a maconha pode causar mais impacto.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal componente, o THC (tetra-hidrocanabinol), interfere em áreas importantes do cérebro, como memória, atenção, tomadas de decisões e controle de emoções.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem tudo acontece no momento do uso: alguns efeitos vão surgindo com o tempo, como ansiedade e crises de pânico, desmotivação, alterações de sono etc. Alguns jovens podem ter depressão e quadros psicóticos.</p>
<p style="text-align: justify;">“Mas todo mundo usa…”</p>
<p style="text-align: justify;">Mentira. Nem todo mundo usa! E quem usa, nem sempre está bem. Muitos escondem dificuldades na escola, problemas emocionais, dependência. Sim, dependência! Principalmente em quem iniciou o uso cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Fique atento aos sinais de alerta: precisa usar com frequência, sem interesse por outras coisas, não consegue parar, mesmo querendo.</p>
<p style="text-align: justify;">O uso também aumenta riscos de acidentes (dirigir ou andar de bike), decisões impulsivas e outras situações de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">A maconha sai caro – e vira prioridade sem você perceber! No começo parece pouco, mas vira gasto fixo. Dinheiro que poderia ser usado em viagens, esportes, namoro. E quando o uso aumenta, o custo acompanha, sendo que em alguns casos a pessoa começa a priorizar a droga acima de outras coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim, você paga não só com dinheiro – mas com oportunidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você ainda não se convenceu que não é uma boa o uso, aqui vão mais alguns pontos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O uso no Brasil não é liberado. A maconha está ligada à Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006). Porte para uso pessoal não é considerado crime com prisão, mas pode gerar abordagem policial, registro, advertência e comparecimento ao juiz. Pode trazer uma quantidade grande de problemas. E na prática, a distinção entre usuário e traficante <strong>nem sempre é clara</strong>.</li>
<li>Você não sabe nem o que está consumindo. Diferente de um remédio, não existe controle de qualidade. Pode ter concentração muito alta de THC, pode estar misturada a outras substâncias e ter até contaminação com bactérias, etc. Ou seja: você nunca sabe exatamente o que está entrando no seu corpo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Se você está atrás de boas emoções, vá praticar esportes. Ao se exercitar, seu corpo libera <strong>endorfinas</strong> (causam sensação de bem-estar e redução da dor), <strong>dopamina</strong> (origina recompensa e motivação), <strong>serotonina</strong> (gera melhora do humor). É um prazer <strong>progressivo e duradouro, </strong>diferentemente do prazer artificial do uso da maconha e sem os efeitos deletérios mencionados acima.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem todo prazer vale o preço que cobra depois. Você não precisa de química para ser quem você pode ser.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br />Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Reflexões para uma formação integral</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/reflexoes-para-uma-formacao-integral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 19:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educadores]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas]]></category>
		<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril, é essencial repensar o papel da família e da escola na formação das crianças. Primeiro, a terceirização da educação dos filhos para as escolas sobrecarrega essas instituições, transferindo responsabilidades primordiais dos pais. Famílias devem retomar o protagonismo, complementando o aprendizado escolar com diálogos diários e valores éticos, promovendo uma educação holística. O envolvimento familiar na educação é fundamental. Segundo, o uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos deteriora o padrão de atenção infantil. Estudos mostram que exposições prolongadas reduzem a capacidade de foco sustentado, aumentando riscos de TDAH e ansiedade. Pais e educadores precisam limitar o tempo de tela, incentivando brincadeiras ao ar livre e interações presenciais para restaurar a atenção plena. O contato com a natureza deve também ser estimulado nas escolas e nas residências. Terceiro, a Inteligência Artificial (IA) revoluciona o ensino-aprendizagem, personalizando conteúdos e auxiliando diagnósticos pedagógicos. No entanto, exige regulação para evitar dependência excessiva, desigualdades digitais e perda de criatividade humana. Como pediatras e educadores, devemos buscar integrar a IA de forma ética, equilibrando inovação com desenvolvimento emocional, tarefa bem complexa e que exige a contribuição de todos (pais, professores e responsáveis). Que este dia inspire ações coletivas por uma educação equilibrada e humanizada!   Relator:Fausto Flor CarvalhoVice-Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSPCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril, é essencial repensar o papel da família e da escola na formação das crianças.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Primeiro, a terceirização da educação dos filhos para as escolas sobrecarrega essas instituições, transferindo responsabilidades primordiais dos pais. Famílias devem retomar o protagonismo, complementando o aprendizado escolar com diálogos diários e valores éticos, promovendo uma educação holística. O envolvimento familiar na educação é fundamental.</li>
<li>Segundo, o uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos deteriora o padrão de atenção infantil. Estudos mostram que exposições prolongadas reduzem a capacidade de foco sustentado, aumentando riscos de TDAH e ansiedade. Pais e educadores precisam limitar o tempo de tela, incentivando brincadeiras ao ar livre e interações presenciais para restaurar a atenção plena. O contato com a natureza deve também ser estimulado nas escolas e nas residências.</li>
<li>Terceiro, a Inteligência Artificial (IA) revoluciona o ensino-aprendizagem, personalizando conteúdos e auxiliando diagnósticos pedagógicos. No entanto, exige regulação para evitar dependência excessiva, desigualdades digitais e perda de criatividade humana. Como pediatras e educadores, devemos buscar integrar a IA de forma ética, equilibrando inovação com desenvolvimento emocional, tarefa bem complexa e que exige a contribuição de todos (pais, professores e responsáveis).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Que este dia inspire ações coletivas por uma educação equilibrada e humanizada!</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br />Fausto Flor Carvalho<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>A violência não pode continuar escondida. Proteja, acolha, denuncie</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-violencia-nao-pode-continuar-escondida-proteja-acolha-denuncie/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 11:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Tutelar]]></category>
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		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexual]]></category>
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		<category><![CDATA[Suspeita]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Toda criança nasce com o direito de ser protegida, amada e respeitada. No entanto, para milhares de meninos e meninas, a infância - que deveria</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maus-Tratos-Infantis-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Toda criança nasce com o direito de ser protegida, amada e respeitada. No entanto, para milhares de meninos e meninas, a infância – que deveria ser sinônimo de cuidado e descoberta – é marcada por dor, silêncio e medo. Neste <strong>25 de abril</strong>, Dia Internacional de Luta contra os Maus-Tratos Infantis, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reforça seu compromisso com a defesa incondicional da infância e convoca toda a sociedade a olhar com atenção, responsabilidade e sensibilidade para essa realidade que não pode mais ser ignorada.</p>
<p style="text-align: justify;">A violência contra crianças e adolescentes assume muitas formas: agressões físicas, humilhações, ameaças, abuso sexual, negligência, exploração. Muitas vezes, ela acontece dentro de casa, praticada por pessoas que deveriam oferecer proteção. E, por isso mesmo, permanece escondida, silenciada pelo medo, pela vergonha ou pela dependência emocional e econômica. Cada gesto violento, cada palavra que fere, cada toque que ultrapassa limites deixa marcas profundas – marcas que podem acompanhar a criança por toda a vida, afetando sua saúde mental, seu desenvolvimento, sua capacidade de confiar e de construir relações seguras.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Laço Azul</strong>, símbolo dessa luta, nasceu da dor de uma avó que perdeu seus netos para os maus-tratos. Em 1989, Bonnie W. Finney amarrou um laço azul na antena de seu carro para chamar a atenção da comunidade para a violência que havia tirado a vida das crianças. O azul representava os hematomas que marcaram seus corpos – e transformou-se em um alerta mundial. Hoje, esse laço nos lembra que cada criança ferida é um pedido de ajuda que não pode ser ignorado.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, os números revelam a gravidade do problema. Entre 2010 e 2020, mais de 103 mil crianças e adolescentes morreram vítimas de agressão. Em 2020, o Disque 100 registrou mais de 64 mil denúncias de violência – cerca de 7 casos por hora. E sabemos que esses números representam apenas uma parte da realidade, pois muitos casos nunca chegam ao conhecimento das autoridades.</p>
<p style="text-align: justify;">A violência deixa cicatrizes que ultrapassam a infância. Depressão, ansiedade, agressividade, dificuldades escolares, abuso de substâncias e problemas de saúde física e emocional podem surgir anos depois. Proteger uma criança hoje é garantir um adulto mais saudável, mais seguro e mais capaz de construir relações positivas no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, a SPSP reforça: <strong>proteger é responsabilidade de todos</strong>. Cada pessoa pode fazer a diferença. Ao perceber sinais de sofrimento, mudanças bruscas de comportamento, medo excessivo, retraimento, machucados frequentes ou relatos indiretos, é fundamental agir. Escute com acolhimento, sem julgamentos. Acredite no que a criança diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes, o Sistema de Garantia de Direitos atua de forma articulada em diferentes frentes. É importante reforçar que <strong>não é necessário apresentar provas</strong> para fazer uma denúncia. Muitas violências permanecem ocultas porque testemunhas deixam de agir acreditando que precisam comprovar o fato. <strong>A proteção começa na suspeita</strong>; a investigação cabe às autoridades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rede de Proteção: Como e Onde Denunciar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A defesa dos direitos de crianças e adolescentes é responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. Sempre que houver <strong>indícios de risco</strong>, relatos indiretos ou qualquer situação que cause preocupação, pelo menos um dos órgãos de proteção deve ser acionado:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conselho Tutelar – Instância Prioritária</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Conselho Tutelar é o órgão municipal mais próximo da comunidade e deve ser procurado primeiro. Ele verifica suspeitas, aplica medidas de proteção imediatas e articula o atendimento necessário sempre que houver ameaça ou violação de direitos. Sua atuação é decisiva para interromper situações de risco e garantir encaminhamentos adequados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Canais de Denúncia com Garantia de Sigilo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em casos de suspeita ou confirmação de violência, estes canais asseguram anonimato e segurança a quem denuncia:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Disque 100 (Direitos Humanos):</strong> Serviço nacional, gratuito e 24 horas. Recebe denúncias de violência física, psicológica, sexual, negligência e outras violações, encaminhando-as à rede de proteção e acompanhando o caso até sua conclusão.</li>
<li><strong>Disque 181 (Denúncia Geral):</strong> Canal da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo para informações sobre crimes, incluindo maus-tratos e abusos contra crianças e adolescentes. Auxilia a rede de proteção e as forças de segurança na investigação de situações muitas vezes invisíveis.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Emergência e Intervenção Imediata</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Polícia Militar -190:</strong> Deve ser acionada em situações de risco iminente, flagrante ou ameaça à integridade física da criança ou adolescente. A intervenção policial é essencial para interromper agressões e garantir proteção imediata.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Neste mês de abril – e em todos os dias do ano – a Sociedade de Pediatria de São Paulo reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade que respeite as crianças e adolescentes e garanta ambientes seguros, afetivos e livres de violência. Cada criança merece crescer com dignidade, cuidado e amor. Cada gesto de proteção é um passo para transformar o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mario Roberto Hirschheimer<br />2º Secretário da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Prevenção com vacinas e reconhecimento precoce salvam vidas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/prevencao-com-vacinas-e-reconhecimento-precoce-salvam-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:39:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Meningites-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reforça a urgência de conscientizar famílias sobre essa doença grave. A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal, causada principalmente por bactérias, vírus ou fungos. No Brasil, os dados do Informe Meningites – 2ª edição (novembro/2025) do Ministério da Saúde revelam um cenário alarmante no primeiro semestre de 2025: 6.169 casos confirmados, com 781 óbitos e letalidade de 12,7%. Desses, as meningites bacterianas somaram 2.643 casos e 537 mortes (letalidade de 20,3%), destacando a necessidade de ação imediata.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as meningites bacterianas, a doença meningocócica foi responsável por 486 casos e 96 óbitos (letalidade 19,8%). Os sorogrupos mais frequentes foram B (146 casos) e C (90 casos), afetando especialmente crianças menores de 5 anos – incidência de 12,29/100 mil em &lt; 1 ano e 2,05/100 mil em 1-4 anos. A meningite pneumocócica registrou 714 casos e 202 óbitos (letalidade 28,3%), enquanto a por <em>Haemophilus influenzae</em> teve 78 casos e 13 óbitos (16,7%). Esses números mostram que apesar das quedas históricas de casos graças às vacinas, a doença persiste, com maior impacto entre as crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"><u>A boa notícia é</u> a prevenção eficaz pelas vacinas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda, em seu Calendário Nacional de Vacinação, a vacinação ampliada para a doença meningocócica com as vacinas MenACWY e MenB, contra doenças pneumocócicas (incluindo as meningites) com as vacinas VPC20 ou VPC15, e para <em>Haemophilus influenzae</em> tipo b (Hib) com as vacinas combinadas pentavalente ou hexavalente na primeira infância. Essas vacinas reduziram drasticamente a incidência das meningites desde 2010, como evidenciado na série histórica do informe, salvando milhares de vidas e prevenindo sequelas como surdez, amputações e déficits neurológicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para famílias, reconhecer os sinais precocemente é crucial. Procurar atendimento imediato se a criança apresentar febre alta persistente, rigidez de nuca, fotofobia (desconforto intenso com a luz), irritabilidade extrema, vômitos em jato, manchas roxas na pele (petéquias/púrpura) e/ou convulsões. Em bebês, observar fontanela (conhecida como moleira) abaulada, choro inconsolável ou letargia (criança fica mole, sonolenta). A detecção em até 24 horas pode reduzir a letalidade de 20% para níveis muito menores, conforme indicadores de vigilância do informe (97,6% dos casos investigados em 48 h).</p>
<p style="text-align: justify;">O que fazer? Levar a criança ao pronto-socorro mais próximo ou ligar para o SAMU (192). Não esperar: a meningite progride rapidamente. Antibióticos intravenosos e suporte intensivo são essenciais. A ação da vigilância epidemiológica para realizar a quimioprofilaxia para contatos domiciliares previne surtos e é por isso que a notificação dessa doença é compulsória e imediata.</p>
<p style="text-align: justify;">Globalmente, a iniciativa <em>Defeating Meningitis by 2030</em> (Derrotando as Meningites até 2030), da Organização Mundial da Saúde e parceiros, visa eliminar meningites epidêmicas, reduzir casos em 50% e óbitos em 70% até 2030. No Brasil, ações incluem fortalecimento da vigilância (38,7% foram confirmados laboratorialmente em 2025), ampliação de coberturas vacinais e educação comunitária. A SPSP apoia essas metas, promovendo imunizações em dia e conscientização para uma sociedade livre de meningites.</p>
<p style="text-align: justify;">Famílias: verificar a Carteira de Vacinação no posto de saúde ou no app Conecte SUS ou em um serviço de imunização privado. Estejam com as vacinas em dia e ensinem os sinais da doença aos avós e cuidadores das crianças. Juntos, podemos combater sequelas e óbitos – em 2025, crianças abaixo de um ano tiveram uma letalidade de 14,6%, mas as vacinas podem zerar isso!</p>
<p style="text-align: justify;">A SPSP parabeniza todos os profissionais de saúde pela vigilância e assistência aprimoradas e convoca: previna, reconheça, atue. Uma infância saudável começa com a vacinação em dia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Melissa Palmieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
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		<title>Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias: o alerta que salva vidas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/semana-mundial-das-imunodeficiencias-primarias-o-alerta-que-salva-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 17:45:11 +0000</pubDate>
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<p>Aproveitando a Semana Mundial de Conscientização, que ocorre de 22 a 29 de abril, é fundamental discutir abertam</p>
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<p style="text-align: justify;">Aproveitando a Semana Mundial de Conscientização, que ocorre de 22 a 29 de abril, é fundamental discutir abertamente os Erros Inatos da Imunidade (EII), historicamente conhecidos como Imunodeficiências Primárias (IDPs). A informação é a ferramenta mais poderosa para tirar milhares de brasileiros da invisibilidade e garantir o tratamento adequado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que são, afinal, as Imunodeficiências Primárias?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As IDPs são condições genéticas em que o indivíduo nasce com defeitos no sistema imunológico. Atualmente, existem mais de 500 tipos identificados. Enquanto alguns casos permitem uma vida quase normal até a fase adulta, outros se manifestam de forma gravíssima logo nos primeiros dias de vida, exigindo intervenção imediata para evitar sequelas permanentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os sinais de alerta &#8211; quando a dúvida vira diagnóstico:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O grande desafio clínico é que essas doenças agem como &#8220;camaleões&#8221;, escondendo-se atrás de infecções que parecem comuns. No entanto, existe um limite entre a frequência esperada de doenças na infância e o que deve ser considerado preocupante. Pais e profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais de alerta estabelecidos pela Fundação Jeffrey Modell:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Duas ou mais pneumonias no último ano;</li>
<li>Quatro ou mais novas otites (infecções de ouvido) em um ano;</li>
<li>Sinusites graves e refratárias ao tratamento;</li>
<li>Estomatites persistentes ou infecções por fungos na boca e na pele;</li>
<li>Uso de antibióticos por dois meses ou mais, sem resposta eficaz;</li>
<li>Interrupção no crescimento ou ganho de peso em bebês;</li>
<li>Abscessos de repetição na pele ou órgãos internos;</li>
<li>Necessidade de antibióticos venosos para tratar infecções que deveriam ser simples;</li>
<li>Histórico familiar de imunodeficiência;</li>
<li>Ocorrência de uma única infecção grave (como meningite, osteomielite ou sepse).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>O tamanho do problema no Brasil:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As estatísticas revelam um cenário preocupante: estima-se que 170 mil brasileiros vivam com algum erro inato da imunidade, mas a vasta maioria — entre 70% e 90% — ainda não possui o diagnóstico correto. Sem saber da condição, esses pacientes enfrentam internações sucessivas e sofrem com sequelas irreversíveis nos pulmões ou ouvidos, quando um diagnóstico precoce poderia mudar drasticamente esse desfecho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Idade não é barreira:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Diferente do que muitos acreditam, as IDPs não são restritas à idade pediátrica. Determinados defeitos genéticos tornam-se evidentes apenas na adolescência ou fase adulta. Portanto, adultos que apresentem infecções respiratórias graves de repetição também devem buscar investigação especializada com um imunologista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Diagnóstico e tratamento &#8211; existe luz no fim do túnel:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora as sequelas da doença sejam severas, o caminho para a identificação é viável e muitas vezes se inicia com exames de sangue acessíveis, como o hemograma e a dosagem de anticorpos (imunoglobulinas). Uma vez diagnosticado, o tratamento evoluiu significativamente:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Reposição de imunoglobulina: Fornecimento de anticorpos via infusão (venosa ou subcutânea) para quem não os produz;</li>
<li>Antibióticos profiláticos: Uso de doses baixas para prevenir a instalação de bactérias;</li>
<li>Transplante de Medula Óssea (TMO): Indicado para casos gravíssimos (como os &#8220;bebês da bolha&#8221;), podendo representar a cura definitiva ao reiniciar o sistema imunológico.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>O poder do diagnóstico precoce:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico correto transforma a vida do paciente, evitando a evasão escolar, aposentadorias precoces por invalidez e o isolamento social. Com o acompanhamento adequado, a pessoa com IDP pode ter uma vida plena, frequentando a escola, trabalhando e praticando esportes.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta semana de conscientização visa dar voz a quem está cansado de sempre estar doente. Se você identificou esses sinais em si mesmo ou em alguém próximo, procure ajuda especializada.</p>
<p style="text-align: justify;">Divulgar essa informação é um ato de solidariedade que salva vidas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pérsio Roxo Junior<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretário do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><br />  </p>
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		<title>Pelo direito de toda criança chegar em segurança</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/pelo-direito-de-toda-crianca-chegar-em-seguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:11:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Paz-no-Transito-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Paz-no-Transito-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Paz-no-Transito-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Paz-no-Transito-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional da Paz no Trânsito, celebrado em 21 de abril, nos convida a uma reflexão urgente e necessária: nossas crianças e adolescentes estão seguros quando saem de casa? O trânsito é</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Paz no Trânsito, celebrado em 21 de abril, nos convida a uma reflexão urgente e necessária: nossas crianças e adolescentes estão seguros quando saem de casa?</p>
<p style="text-align: justify;">O trânsito é uma das principais causas de morbimortalidade infantojuvenil no Brasil: crianças atropeladas ao irem à escola, adolescentes vítimas de colisões em ciclofaixas, jovens passageiros em veículos sem equipamentos de segurança adequados, sendo que cada estatística esconde um nome, uma história, uma família.</p>
<p style="text-align: justify;">Celebrar este dia é também assumir compromissos: defender políticas públicas de mobilidade segura, promover dispositivos de retenção infantis (cadeirinha) como hábitos inegociáveis, e educar famílias sobre os riscos reais do dia a dia nas ruas. Como pediatras e defensores da saúde integral de nossas crianças, reafirmamos: proteger a criança no trânsito é proteger o seu direito ao futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma criança morre no trânsito há quase sempre uma sequência de falhas: de fiscalização, de infraestrutura, de comportamento e de proteção. Em geral, é um contexto evitável e não “obra do acaso”.</p>
<p style="text-align: justify;">A seguir, algumas dicas de como prevenir lesões no trânsito:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A criança como ciclista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Coloque corretamente o capacete, bem ajustado e sem folgas. Uso de joelheira e cotoveleira também é indicado;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Crianças pequenas devem pedalar sempre com a supervisão de um adulto;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Escolha locais seguros, priorizando ciclovias, parques e áreas fechadas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; A bicicleta deve estar do tamanho certo para a criança, a fim de que consiga apoiar os pés no chão;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Ensine sempre regras básicas de trânsito e lembre-se de que pais que seguem as regras incentivam o comportamento seguro;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Use roupas claras ou faixas refletivas e evite pedalar em dias chuvosos ou em terrenos escorregadios.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A criança como pedestre</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Ensine a criança a atravessar a rua corretamente, olhando para os dois lados, atravessando apenas na faixa de pedestre, após conferir que os carros realmente pararam. Ensine os significados básicos de placas e semáforos;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Ensine a criança a não brincar ou correr perto da rua, pois elas se distraem facilmente. Não usar o celular enquanto atravessa a rua;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Crianças pequenas devem dar a mão a um adulto ao atravessar, e serem sempre supervisionadas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Muito cuidado com veículos estacionados, sempre procurar um ponto onde motoristas consigam ver a criança. Atenção deve ser dada também à entrada e saída de veículos. Pare e olhe antes de passar por esses pontos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A criança como ocupante de veículo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Utilize sempre os dispositivos de segurança adequados para a idade (bebê-conforto, cadeirinha e booster). A instalação deve ser correta, seguindo o manual;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Crianças de até <strong>13 anos</strong> devem viajar sempre no banco traseiro;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Nunca deixe a criança sozinha no carro, pois há risco de exposição a calor extremo, asfixia e movimentação do veículo;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Seja sempre o exemplo ao dirigir, respeite os limites de velocidade, use o cinto de segurança e não use o celular;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Mantenha o carro com a manutenção em dia e com a trava infantil ativada;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Os objetos, como brinquedos e mochilas, dentro do carro devem estar bem fixados, para evitar que em caso de freada, virem “projéteis”.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Nacional da Paz no Trânsito, reafirmamos o compromisso com a defesa da vida das crianças e adolescentes dentro e fora dos consultórios.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Sarah Saul<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP</strong></p>



<p></p>
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		<title>Onde faltam histórias, sobram limites</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/onde-faltam-historias-sobram-limites/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 13:38:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Uma infância sem livros é uma infância com menos horizontes. Dar um livro a uma criança é mais do que um gesto de carinho – é um ato de construção de futuro. Porque, no fundo, quem lê aprende não apenas a decifrar letras, mas a escrever a própria existência. Ao lembrar, neste texto, o nome de Monteiro Lobato, patrono do Dia Nacional do Livro Infantil, exatamente na data do seu aniversário (18/04), desejo homenagear aqueles que têm contribuído para o desenvolvimento integral da criança ao proporcionar-lhes livros para ler. Tomo o universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, para ancorar esta reflexão. Essa série de livros é rica em ideias que celebram a imaginação, a leitura e o poder transformador dos livros. Há, nele, uma frase que pode resumir o sentido mais profundo da comemoração deste dia: “Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.” No universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, o livro deixa de ser objeto e se torna espaço habitável. Ali, as crianças não apenas leem histórias – elas entram nelas, participam delas, questionam, discordam, reinventam. Narizinho não observa o mundo: ela o descobre. Pedrinho não aceita o mistério: ele o enfrenta. Emília, com sua irreverência, nos lembra que pensar livremente é uma das formas mais sérias de brincar. Celebrar o livro infantil é reconhecer a infância como um território de potência intelectual, criativa e ética. Monteiro Lobato compreendia isso com clareza. Ao afirmar que “quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”, ele não fazia apenas uma defesa da alfabetização – apontava para a leitura como fundamento da própria experiência humana. Ler exige tempo, silêncio, imaginação ativa. E é justamente nesse espaço que a criança começa a construir algo essencial: o sentido. No ‘Sítio’, Dona Benta nunca oferecia respostas prontas. Seu papel não era encerrar perguntas, mas abri-las. Esse gesto pedagógico, simples e profundo, revela uma concepção de leitura que vai além do entretenimento. Ler é aprender a pensar. É experimentar o mundo por múltiplas perspectivas. É, de certo modo, ensaiar a própria liberdade. É nele que se aprende, pela primeira vez, que o mundo pode ser diferente do que é – e, portanto, pode ser transformado. Por isso, quando Lobato afirma que “um país se faz com homens e livros”, ele está dizendo que a formação de uma sociedade começa muito antes das instituições – começa no encontro entre uma criança e uma história. É ali que se formam valores, que se organizam emoções, que se estruturam visões de mundo. No ‘Dia Nacional do Livro Infantil’, é preciso lembrar que não há infância plena sem histórias. Cada página virada de um livro é uma porta aberta para o pensamento, para a curiosidade e para a liberdade de imaginar. O livro é o brinquedo mais poderoso que existe, pois não se quebra, não se gasta e não impõe limites. Ele convida, provoca, transforma. A leitura oferece à criança um lugar para morar. Não apenas um abrigo de papel, mas uma morada feita de sentido, de possibilidades, de encontros. A criança que lê nunca está sozinha – ela habita reinos, dialoga com personagens, atravessa florestas e mares, descobre a si mesma enquanto descobre o mundo. E, pouco a pouco, algo quase invisível acontece: aquilo que era fantasia começa a organizar a realidade. A coragem de um herói, a astúcia de uma menina curiosa, a bondade inesperada de um personagem – tudo isso vai se depositando no espírito da criança como quem constrói, tijolo a tijolo, uma maneira de estar no mundo. Ler é ensaiar a vida. É experimentar, em segurança, os dilemas, as escolhas, as perdas e os recomeços que um dia virão. É, de certo modo, viver muitas vidas antes de viver a própria.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP  </p>
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<p style="text-align: justify;">Uma infância sem livros é uma infância com menos horizontes. Dar um livro a uma criança é mais do que um gesto de carinho – é um ato de construção de futuro. Porque, no fundo, quem lê aprende não apenas a decifrar letras, mas a escrever a própria existência.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao lembrar, neste texto, o nome de Monteiro Lobato, patrono do Dia Nacional do Livro Infantil, exatamente na data do seu aniversário (18/04), desejo homenagear aqueles que têm contribuído para o desenvolvimento integral da criança ao proporcionar-lhes livros para ler.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomo o universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, para ancorar esta reflexão. Essa série de livros é rica em ideias que celebram a imaginação, a leitura e o poder transformador dos livros. Há, nele, uma frase que pode resumir o sentido mais profundo da comemoração deste dia: <em>“Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">No universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, o livro deixa de ser objeto e se torna espaço habitável. Ali, as crianças não apenas leem histórias – elas entram nelas, participam delas, questionam, discordam, reinventam. Narizinho não observa o mundo: ela o descobre. Pedrinho não aceita o mistério: ele o enfrenta. Emília, com sua irreverência, nos lembra que pensar livremente é uma das formas mais sérias de brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">Celebrar o livro infantil é reconhecer a infância como um território de potência intelectual, criativa e ética. Monteiro Lobato compreendia isso com clareza. Ao afirmar que <em>“quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”</em>, ele não fazia apenas uma defesa da alfabetização – apontava para a leitura como fundamento da própria experiência humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ler exige tempo, silêncio, imaginação ativa. E é justamente nesse espaço que a criança começa a construir algo essencial: o sentido. No ‘Sítio’, Dona Benta nunca oferecia respostas prontas. Seu papel não era encerrar perguntas, mas abri-las. Esse gesto pedagógico, simples e profundo, revela uma concepção de leitura que vai além do entretenimento. Ler é aprender a pensar. É experimentar o mundo por múltiplas perspectivas. É, de certo modo, ensaiar a própria liberdade. É nele que se aprende, pela primeira vez, que o mundo pode ser diferente do que é – e, portanto, pode ser transformado. Por isso, quando Lobato afirma que <em>“um país se faz com homens e livros”</em>, ele está dizendo que a formação de uma sociedade começa muito antes das instituições – começa no encontro entre uma criança e uma história. É ali que se formam valores, que se organizam emoções, que se estruturam visões de mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">No ‘Dia Nacional do Livro Infantil’, é preciso lembrar que não há infância plena sem histórias. Cada página virada de um livro é uma porta aberta para o pensamento, para a curiosidade e para a liberdade de imaginar. O livro é o brinquedo mais poderoso que existe, pois não se quebra, não se gasta e não impõe limites. Ele convida, provoca, transforma. A leitura oferece à criança um lugar para morar. Não apenas um abrigo de papel, mas uma morada feita de sentido, de possibilidades, de encontros. A criança que lê nunca está sozinha – ela habita reinos, dialoga com personagens, atravessa florestas e mares, descobre a si mesma enquanto descobre o mundo. E, pouco a pouco, algo quase invisível acontece: aquilo que era fantasia começa a organizar a realidade. A coragem de um herói, a astúcia de uma menina curiosa, a bondade inesperada de um personagem – tudo isso vai se depositando no espírito da criança como quem constrói, tijolo a tijolo, uma maneira de estar no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ler é ensaiar a vida. É experimentar, em segurança, os dilemas, as escolhas, as perdas e os recomeços que um dia virão. É, de certo modo, viver muitas vidas antes de viver a própria.</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fernando MF Oliveira<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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