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	<title>Arquivos spsp - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos spsp - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Vamos falar de cigarro? De novo?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vamos-falar-de-cigarro-de-novo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 19:43:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Mãe de adolescente sabe bem: a rotina nunca é fácil. Naquela manhã, ela acordou com pressa e com a sensação de que o tempo voava. Ao entrar no quarto da filha – que acabara de sair para a escola –, tentou apenas minimizar a bagunça diária. Como de costume, entrar ali parecia uma visita a uma loja de departamentos (não faltam piadas sobre isso): saía sempre carregando duas canecas, um copo, uma calça e três moletons espalhados. Ao recolher a bolsa usada na festa do fim de semana, que estava aberta em um canto, veio a surpresa: no fundo, encontrava-se um maço de cigarros aberto. Era daquela marca antiga, que ela mesma usava para fazer piada, lembrando dos tios fumando na sua infância. Que situação inesperada! O que fazer? A primeira reação, movida pelo impulso, era a de buscar a filha na escola naquele exato momento para confrontá-la (na verdade, queria tomar uma atitude bem brusca!). Embora essa seja uma cena fictícia, ela ilustra uma realidade enfrentada por algumas famílias. O tabaco continua sendo uma das substâncias de abuso mais frequentes em nosso meio. Estatísticas brasileiras apontam para um aumento explosivo no consumo de nicotina por meio de dispositivos eletrônicos, os famosos vapes. No entanto, muitos adolescentes ainda recorrem aos cigarros convencionais e a alternativas que ganharam espaço, como os cigarros de palha (na moda em algumas festas da moçada). Esse consumo tende a crescer conforme a idade avança e, como já destacado em publicações anteriores do nosso departamento, é fortemente influenciado pelo grupo social em que o jovem se insere. O desejo de pertencimento muitas vezes diminui o julgamento crítico. A partir do momento da descoberta, o que fazer? Não existe uma receita mágica, mas algumas estratégias podem ajudar os pais: manter um diálogo aberto &#8211; a proibição isolada ou a punição raramente mudam o comportamento; pelo contrário, podem afastar o jovem e criar uma cultura de segredos); conhecer o entorno do seu filho &#8211; saiba quem são os amigos, quais são os seus espaços de convivência e participe ativamente da sua rotina), apoiar em vez de punir &#8211; pais acolhedores e que compreendam a raiz do problema, deixando os julgamentos de lado; monitorar o universo digital &#8211; o adolescente de hoje é hiperconectado. A publicidade do tabaco não está mais na TV aberta, mas camuflada em plataformas de streaming, redes sociais e influenciadores digitais; conversar abertamente sobre o que eles consomem na internet.   Além disso, fortaleça a parceria com a escola: as instituições de ensino podem adotar o conceito de &#8220;campus saudável&#8221;, fiscalizando o uso de substâncias em seus perímetros, e capacitando professores para identificar sinais de vulnerabilidade. Pais e escolas devem formar uma rede única de apoio. Cada um fazendo a sua parte. Descobrir que um filho adolescente está fumando pode evocar sentimentos de falha, medo e frustração. Contudo, esse momento crítico deve ser transformado em uma oportunidade de aproximação e não de ruptura. O combate ao tabagismo jovem não se faz na força da autoridade, mas sim no vínculo familiar. Ao substituir o confronto pelo acolhimento e a punição pela informação, os pais conseguem desarmar o adolescente. Proteger essa geração exige presença ativa, escuta atenta e a construção de uma rede de cuidado que envolva a família, a escola e a sociedade. Afinal, educar dá trabalho, mas é sinônimo de afeto.   Relatora:Ana Paula Pascalicchio BertozziMembro do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vamos-falar-de-cigarro-de-novo/">Vamos falar de cigarro? De novo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Imagem-combate-ao-tabagismo-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;">Mãe de adolescente sabe bem: a rotina nunca é fácil. Naquela manhã, ela acordou com pressa e com a sensação de que o tempo voava. Ao entrar no quarto da filha – que acabara de sair para a escola –, tentou apenas minimizar a bagunça diária. Como de costume, entrar ali parecia uma visita a uma loja de departamentos (não faltam piadas sobre isso): saía sempre carregando duas canecas, um copo, uma calça e três moletons espalhados. Ao recolher a bolsa usada na festa do fim de semana, que estava aberta em um canto, veio a surpresa: no fundo, encontrava-se um maço de cigarros aberto. Era daquela marca antiga, que ela mesma usava para fazer piada, lembrando dos tios fumando na sua infância. Que situação inesperada! O que fazer? A primeira reação, movida pelo impulso, era a de buscar a filha na escola naquele exato momento para confrontá-la (na verdade, queria tomar uma atitude bem brusca!).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;">Embora essa seja uma cena fictícia, ela ilustra uma realidade enfrentada por algumas famílias. O tabaco continua sendo uma das substâncias de abuso mais frequentes em nosso meio. Estatísticas brasileiras apontam para um aumento explosivo no consumo de nicotina por meio de dispositivos eletrônicos, os famosos vapes. No entanto, muitos adolescentes ainda recorrem aos cigarros convencionais e a alternativas que ganharam espaço, como os cigarros de palha (na moda em algumas festas da moçada).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;">Esse consumo tende a crescer conforme a idade avança e, como já destacado em publicações anteriores do nosso departamento, é fortemente influenciado pelo grupo social em que o jovem se insere. O desejo de pertencimento muitas vezes diminui o julgamento crítico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;">A partir do momento da descoberta, o que fazer?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;">Não existe uma receita mágica, mas algumas estratégias podem ajudar os pais:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="font-size: 16px;">manter um diálogo aberto &#8211; a proibição isolada ou a punição raramente mudam o comportamento; pelo contrário, podem afastar o jovem e criar uma cultura de segredos);</span></li>
<li><span style="font-size: 16px;">conhecer o entorno do seu filho &#8211; saiba quem são os amigos, quais são os seus espaços de convivência e participe ativamente da sua rotina),</span></li>
<li><span style="font-size: 16px;">apoiar em vez de punir &#8211; pais acolhedores e que compreendam a raiz do problema, deixando os julgamentos de lado;</span></li>
<li><span style="font-size: 16px;">monitorar o universo digital &#8211; o adolescente de hoje é hiperconectado. A publicidade do tabaco não está mais na TV aberta, mas camuflada em plataformas de streaming, redes sociais e influenciadores digitais;</span></li>
<li><span style="font-size: 16px;">conversar abertamente sobre o que eles consomem na internet.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;">Além disso, fortaleça a parceria com a escola: as instituições de ensino podem adotar o conceito de &#8220;campus saudável&#8221;, fiscalizando o uso de substâncias em seus perímetros, e capacitando professores para identificar sinais de vulnerabilidade. Pais e escolas devem formar uma rede única de apoio. Cada um fazendo a sua parte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;">Descobrir que um filho adolescente está fumando pode evocar sentimentos de falha, medo e frustração. Contudo, esse momento crítico deve ser transformado em uma oportunidade de aproximação e não de ruptura. O combate ao tabagismo jovem não se faz na força da autoridade, mas sim no vínculo familiar. Ao substituir o confronto pelo acolhimento e a punição pela informação, os pais conseguem desarmar o adolescente. Proteger essa geração exige presença ativa, escuta atenta e a construção de uma rede de cuidado que envolva a família, a escola e a sociedade. Afinal, educar dá trabalho, mas é sinônimo de afeto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 16px;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="color: initial;">Ana Paula Pascalicchio Bertozzi<br /></strong><strong style="color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP</strong></span></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vamos-falar-de-cigarro-de-novo/">Vamos falar de cigarro? De novo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Desporto escolar: uma ferramenta de saúde e desenvolvimento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/desporto-escolar-uma-ferramenta-de-saude-e-desenvolvimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional do Desporto Escolar, celebrado em 25 de maio e instituído pela Lei nº 14.579/2023, reforça um ponto essencial: o esporte na escola não é complemento. É parte da formação. Quando falamos em desporto escolar, não estamos falando de rendimento ou de formar atletas. Estamos falando de um espaço educativo – onde a criança experimenta o movimento, aprende regras, convive, erra, tenta de novo e se desenvolve. É nesse contexto que entra um conceito ainda pouco explorado na prática: a alfabetização física. Alfabetizar fisicamente significa dar à criança as ferramentas básicas para se movimentar com confiança e competência: correr, saltar, arremessar, receber, equilibrar, mudar de direção. Essas habilidades motoras fundamentais têm uma janela de desenvolvimento privilegiada entre os 3 e 8 anos de idade – período em que a plasticidade motora é maior e a base se consolida para toda a vida ativa que virá. E os números mostram por que isso importa. A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. No Brasil, a maioria não chega perto desse alvo e o tempo de tela em pré-escolares, com frequência, ultrapassa três horas diárias – o triplo do limite recomendado para essa faixa etária. Crianças que não desenvolvem competência motora tendem a evitar a atividade física. E esse afastamento não atinge apenas o corpo: impacta a autoestima, a função executiva, gera sintomas ansiosos e depressivos, atrapalha o sono e convivência social. A literatura é consistente em mostrar que crianças mais ativas apresentam melhor desempenho cognitivo e maior bem-estar emocional. O desporto escolar tem papel central nesse cenário. É, muitas vezes, o primeiro – e em alguns casos o único – contato estruturado da criança com o esporte. Quando bem conduzido, ensina a lidar com frustração, respeitar regras, trabalhar em grupo e persistir. Valores que não aparecem em boletins, mas formam comportamento, autonomia e convivência. Diferente do esporte competitivo, aqui o foco não é resultado. É vivência. É processo. O que cada um de nós pode fazer Pediatras: incluir, na puericultura de rotina, perguntas sobre tempo ativo, aulas de Educação Física e tempo de tela – com a mesma naturalidade com que perguntamos sobre alimentação e sono. Famílias: valorizar e priorizar a Educação Física escolar; criar oportunidades diárias de brincar ativo, ao ar livre sempre que possível. Escolas: garantir tempo, espaço e qualidade nas aulas de Educação Física, e formar professores capazes de promover alfabetização física com prazer e segurança. No fim, não é só sobre esporte. É sobre promover saúde e formar crianças mais seguras, confiantes e preparadas para a vida.   Relatora:Brizza Valeria Foianini BiassiMembro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desporto-escolar-uma-ferramenta-de-saude-e-desenvolvimento/">Desporto escolar: uma ferramenta de saúde e desenvolvimento</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Desporto-Escolar1-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional do Desporto Escolar, celebrado em 25 de maio e instituído pela <strong>Lei nº 14.579/2023</strong>, reforça um ponto essencial: o esporte na escola não é complemento. É parte da formação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando falamos em desporto escolar, não estamos falando de rendimento ou de formar atletas. Estamos falando de um espaço educativo – onde a criança experimenta o movimento, aprende regras, convive, erra, tenta de novo e se desenvolve.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse contexto que entra um conceito ainda pouco explorado na prática: a <strong>alfabetização física</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Alfabetizar fisicamente significa dar à criança as ferramentas básicas para se movimentar com confiança e competência: correr, saltar, arremessar, receber, equilibrar, mudar de direção. Essas habilidades motoras fundamentais têm uma <strong>janela de desenvolvimento privilegiada entre os 3 e 8 anos de idade</strong> – período em que a plasticidade motora é maior e a base se consolida para toda a vida ativa que virá.</p>
<p style="text-align: justify;">E os números mostram por que isso importa. A Organização Mundial da Saúde recomenda <strong>pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa</strong> para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. No Brasil, a maioria não chega perto desse alvo e o tempo de tela em pré-escolares, com frequência, ultrapassa três horas diárias – o triplo do limite recomendado para essa faixa etária.</p>
<p style="text-align: justify;">Crianças que não desenvolvem competência motora tendem a evitar a atividade física. E esse afastamento não atinge apenas o corpo: impacta a autoestima, a função executiva, gera sintomas ansiosos e depressivos, atrapalha o sono e convivência social. A literatura é consistente em mostrar que crianças mais ativas apresentam melhor desempenho cognitivo e maior bem-estar emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">O desporto escolar tem papel central nesse cenário. É, muitas vezes, o primeiro – e em alguns casos o único – contato estruturado da criança com o esporte. Quando bem conduzido, ensina a lidar com frustração, respeitar regras, trabalhar em grupo e persistir. Valores que não aparecem em boletins, mas formam comportamento, autonomia e convivência.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente do esporte competitivo, aqui o foco não é resultado. É vivência. É processo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que cada um de nós pode fazer</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Pediatras: </strong>incluir, na puericultura de rotina, perguntas sobre tempo ativo, aulas de Educação Física e tempo de tela – com a mesma naturalidade com que perguntamos sobre alimentação e sono.</li>
<li><strong>Famílias: </strong>valorizar e priorizar a Educação Física escolar; criar oportunidades diárias de brincar ativo, ao ar livre sempre que possível.</li>
<li><strong>Escolas: </strong>garantir tempo, espaço e qualidade nas aulas de Educação Física, e formar professores capazes de promover alfabetização física com prazer e segurança.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">No fim, não é só sobre esporte. É sobre promover saúde e formar crianças mais seguras, confiantes e preparadas para a vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Brizza Valeria Foianini Biassi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Crianças desaparecidas: histórias interrompidas e famílias na espera</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/criancas-desaparecidas-historias-interrompidas-e-familias-na-espera/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Internacional de Crianças Desaparecidas, em 25 de maio, deve ser lembrado constantemente: desaparecimento de crianças não pode ser invisível. Estima-se que mais de 1 milhão de crianças e adolescentes desapareçam anualmente no mundo e cerca de 10% jamais serão encontrados, embora a subnotificação e a ausência de sistemas integrados de registro dificultem a precisão desses dados. No Brasil, o problema também é expressivo: cerca de 20 a 25 mil ocorrências anuais envolvem crianças e adolescentes, o que corresponde a aproximadamente um terço dos desaparecimentos no país. Os principais fatores relacionados aos desaparecimentos são: o sequestro parental, as fugas de casa, o tráfico de pessoas e os conflitos, sendo a maioria dos casos por disputas familiares ou fugas de casa. Dentre os fatores de risco estão vulnerabilidade social, violência doméstica, negligência, uso de substâncias na família, histórico de evasão escolar e exposição a ambientes digitais sem supervisão. Nas crianças menores predominam episódios de perda/desorientação ou falhas na supervisão; nos adolescentes, as “fugas” podem estar associadas a conflitos familiares ou situações de violência. As crianças desaparecidas podem ser categorizadas em sete situações: &#8211; as que fogem e que estão em situação de risco (nacionais ou internacionais); &#8211; as que são sequestradas por familiar(es) – por um dos pais ou familiar sem o consentimento de todos os seus responsáveis legais; &#8211; as sequestradas por parente para o exterior (por um de seus pais ou responsáveis legais, contra a vontade do outro pai ou responsável legal); &#8211; crianças que se perdem, que se ferem ou que desaparecem por razões desconhecidas ou indeterminadas; &#8211; menores que são abandonados – sem um adulto legalmente responsável por elas; &#8211; as que são sequestradas por terceiros (sequestro não familiar) – por indivíduos que não os pais ou responsáveis legais e &#8211; menores migrantes desacompanhados desaparecidos – de um país sem livre circulação de pessoas, que foram separadas de ambos os pais e não têm os cuidados de um adulto responsável. Uma parcela significativa é localizada, especialmente quando a notificação é imediata – o que reforça a importância da resposta rápida. No Brasil, não é necessário aguardar 24 horas para registrar ocorrência; a comunicação precoce às autoridades aumenta significativamente as chances de localização. Deve-se fornecer informações atualizadas (descrição física, roupas, locais frequentados, contatos) e mobilizar redes formais e comunitárias. Sistemas de alerta, integração entre bancos de dados e capacitação das equipes são estratégias reconhecidas para otimizar a busca. A prevenção, por sua vez, depende de ações contínuas e coordenadas. No âmbito familiar, inclui supervisão adequada, fortalecimento de vínculos, educação para segurança (inclusive digital), orientação sobre riscos e estímulo ao diálogo. Nas escolas e serviços de saúde, é fundamental identificar precocemente sinais de vulnerabilidade e violência, com encaminhamento oportuno. Em nível estrutural, políticas públicas devem priorizar proteção social, combate à violência, rastreabilidade de casos, interoperabilidade de sistemas e campanhas de conscientização. Propostas não faltam: um projeto de lei do senador Flávio Arns (PSB-PR) sugere medidas para aperfeiçoar as buscas por pessoas desaparecidas, entre elas, a criação de delegacias especializadas (PL 5952/2025). Outro projeto é o da criação do &#8220;Alerta Pri&#8221; (criado para lembrar a história de Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort), para que empresas de telefonia enviem alertas imediatos para celulares da região sobre o desaparecimento de criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência (PL 3543/2025). Mais do que uma data, este dia é um chamado à responsabilidade coletiva: prevenir, proteger e agir. Que nunca nos falte vigilância, empatia e compromisso para garantir que toda criança tenha seu direito fundamental à segurança e ao cuidado preservado.   Relatora: Renata D WaksmanVice-Presidente da Sociedade de Pediatria de São PauloPresidente do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/criancas-desaparecidas-historias-interrompidas-e-familias-na-espera/">Crianças desaparecidas: histórias interrompidas e famílias na espera</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Criancas-Desaparecidas-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Internacional de Crianças Desaparecidas, em 25 de maio, deve ser lembrado constantemente: desaparecimento de crianças não pode ser invisível. Estima-se que mais de 1 milhão de crianças e adolescentes desapareçam anualmente no mundo e cerca de 10% jamais serão encontrados, embora a subnotificação e a ausência de sistemas integrados de registro dificultem a precisão desses dados.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o problema também é expressivo: cerca de 20 a 25 mil ocorrências anuais envolvem crianças e adolescentes, o que corresponde a aproximadamente um terço dos desaparecimentos no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais fatores relacionados aos desaparecimentos são: o sequestro parental, as fugas de casa, o tráfico de pessoas e os conflitos, sendo a maioria dos casos por disputas familiares ou fugas de casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os fatores de risco estão vulnerabilidade social, violência doméstica, negligência, uso de substâncias na família, histórico de evasão escolar e exposição a ambientes digitais sem supervisão. Nas crianças menores predominam episódios de perda/desorientação ou falhas na supervisão; nos adolescentes, as “fugas” podem estar associadas a conflitos familiares ou situações de violência.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças desaparecidas podem ser categorizadas em sete situações: <br />&#8211; as que fogem e que estão em situação de risco (nacionais ou internacionais);</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; as que são sequestradas por familiar(es) – por um dos pais ou familiar sem o consentimento de todos os seus responsáveis legais;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; as sequestradas por parente para o exterior (por um de seus pais ou responsáveis legais, contra a vontade do outro pai ou responsável legal);</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; crianças que se perdem, que se ferem ou que desaparecem por razões desconhecidas ou indeterminadas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; menores que são abandonados – sem um adulto legalmente responsável por elas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; as que são sequestradas por terceiros (sequestro não familiar) – por indivíduos que não os pais ou responsáveis legais e</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; menores migrantes desacompanhados desaparecidos – de um país sem livre circulação de pessoas, que foram separadas de ambos os pais e não têm os cuidados de um adulto responsável.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma parcela significativa é localizada, especialmente quando a notificação é imediata – o que reforça a importância da resposta rápida.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, não é necessário aguardar 24 horas para registrar ocorrência; a comunicação precoce às autoridades aumenta significativamente as chances de localização. Deve-se fornecer informações atualizadas (descrição física, roupas, locais frequentados, contatos) e mobilizar redes formais e comunitárias. Sistemas de alerta, integração entre bancos de dados e capacitação das equipes são estratégias reconhecidas para otimizar a busca.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção, por sua vez, depende de ações contínuas e coordenadas. No âmbito familiar, inclui supervisão adequada, fortalecimento de vínculos, educação para segurança (inclusive digital), orientação sobre riscos e estímulo ao diálogo. Nas escolas e serviços de saúde, é fundamental identificar precocemente sinais de vulnerabilidade e violência, com encaminhamento oportuno. Em nível estrutural, políticas públicas devem priorizar proteção social, combate à violência, rastreabilidade de casos, interoperabilidade de sistemas e campanhas de conscientização.</p>
<p style="text-align: justify;">Propostas não faltam: um projeto de lei do senador Flávio Arns (PSB-PR) sugere medidas para aperfeiçoar as buscas por pessoas desaparecidas, entre elas, a criação de delegacias especializadas (PL 5952/2025). Outro projeto é o da criação do &#8220;Alerta Pri&#8221; (criado para lembrar a história de Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort), para que empresas de telefonia enviem alertas imediatos para celulares da região sobre o desaparecimento de criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência (PL 3543/2025).</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que uma data, este dia é um chamado à responsabilidade coletiva: prevenir, proteger e agir. Que nunca nos falte vigilância, empatia e compromisso para garantir que toda criança tenha seu direito fundamental à segurança e ao cuidado preservado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora: </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Renata D Waksman<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



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		<item>
		<title>Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/doacao-de-leite-humano-solidariedade-que-nutre-vida-que-cresce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Acima está o slogan vencedor deste ano da campanha celebrada em 19 de maio &#8211; o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. O leite humano é o alimento mais completo para nutrir os recém-nascidos nos primeiros dias de vida, sendo rico em nutrientes e substâncias que promovem saúde, desenvolvimento e qualidade de vida. Mas você sabia que esse alimento tão especial também pode salvar vidas quando é doado? Muitas mulheres que amamentam produzem mais leite do que seus bebês necessitam. Esse excedente não deve ser desprezado, pois pode ser destinado aos Bancos de Leite Humano e utilizado em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, contribuindo para a sobrevivência de muitos bebês. Esta afirmação é muito verdadeira: “cada gota salva vidas”. Mas por que alguns bebês não podem ser amamentados por suas próprias mães? Em algumas situações, como em casos de doenças, como Aids, hepatites, uso de determinados medicamentos, entre outras condições, o leite materno da própria mãe não pode ser oferecido com segurança. Nesses casos, o leite doado torna-se essencial. Embora o Brasil possua a maior rede de Bancos de Leite Humano do mundo, ainda não é possível atender a todos os bebês que necessitam desse alimento tão rico em nutrientes e anticorpos. A doação de leite humano é um ato de solidariedade que faz toda a diferença, especialmente para bebês prematuros ou doentes que estão internados e não podem ser amamentados diretamente por suas mães. Para esses pequenos, cada gota de leite é valiosa. Mulheres que possuem produção excedente podem se tornar doadoras e ajudar outros bebês. O processo de doação é simples, seguro e orientado por profissionais de saúde. O leite coletado passa por rigorosos controles de qualidade antes de ser oferecido aos recém-nascidos, garantindo sua segurança. Além disso, a doação também beneficia a própria doadora. A retirada do excesso de leite pode evitar desconfortos, como o ingurgitamento mamário, que pode causar dor e inflamação nas mamas. Doar leite não prejudica a amamentação do próprio filho. Pelo contrário, a retirada regular pode até estimular e manter a produção de leite. Além disso, a doadora ajuda muito outras crianças e suas famílias, fortalecendo uma rede de cuidado, amor e solidariedade. Os Bancos de Leite Humano estão preparados para orientar, apoiar e acompanhar todo o processo de doação. Em muitos casos, oferecem coleta domiciliar e fornecem os materiais necessários, facilitando a participação das mães. Se você pode doar, informe-se. Sua solidariedade pode salvar vidas e ajudar muitos bebês a crescerem fortes e saudáveis. Para doar, entre no site da rede de Banco de Leite Humano* e localize o banco de leite mais próximo de sua residência. *https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs   Relatora:Rosangela Gomes dos SantosPresidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/doacao-de-leite-humano-solidariedade-que-nutre-vida-que-cresce/">Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Acima está o slogan vencedor deste ano da campanha celebrada em 19 de maio &#8211; o Dia Nacional da Doação de Leite Humano.</p>
<p style="text-align: justify;">O leite humano é o alimento mais completo para nutrir os recém-nascidos nos primeiros dias de vida, sendo rico em nutrientes e substâncias que promovem saúde, desenvolvimento e qualidade de vida. Mas você sabia que esse alimento tão especial também pode salvar vidas quando é doado?</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas mulheres que amamentam produzem mais leite do que seus bebês necessitam. Esse excedente não deve ser desprezado, pois pode ser destinado aos Bancos de Leite Humano e utilizado em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, contribuindo para a sobrevivência de muitos bebês. Esta afirmação é muito verdadeira: “cada gota salva vidas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas por que alguns bebês não podem ser amamentados por suas próprias mães? Em algumas situações, como em casos de doenças, como Aids, hepatites, uso de determinados medicamentos, entre outras condições, o leite materno da própria mãe não pode ser oferecido com segurança. Nesses casos, o leite doado torna-se essencial.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o Brasil possua a maior rede de Bancos de Leite Humano do mundo, ainda não é possível atender a todos os bebês que necessitam desse alimento tão rico em nutrientes e anticorpos.</p>
<p style="text-align: justify;">A doação de leite humano é um ato de solidariedade que faz toda a diferença, especialmente para bebês prematuros ou doentes que estão internados e não podem ser amamentados diretamente por suas mães. Para esses pequenos, cada gota de leite é valiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mulheres que possuem produção excedente podem se tornar doadoras e ajudar outros bebês. O processo de doação é simples, seguro e orientado por profissionais de saúde. O leite coletado passa por rigorosos controles de qualidade antes de ser oferecido aos recém-nascidos, garantindo sua segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a doação também beneficia a própria doadora. A retirada do excesso de leite pode evitar desconfortos, como o ingurgitamento mamário, que pode causar dor e inflamação nas mamas.</p>
<p style="text-align: justify;">Doar leite não prejudica a amamentação do próprio filho. Pelo contrário, a retirada regular pode até estimular e manter a produção de leite. Além disso, a doadora ajuda muito outras crianças e suas famílias, fortalecendo uma rede de cuidado, amor e solidariedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Bancos de Leite Humano estão preparados para orientar, apoiar e acompanhar todo o processo de doação. Em muitos casos, oferecem coleta domiciliar e fornecem os materiais necessários, facilitando a participação das mães.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você pode doar, informe-se. Sua solidariedade pode salvar vidas e ajudar muitos bebês a crescerem fortes e saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Para doar, entre no site da rede de Banco de Leite Humano* e localize o banco de leite mais próximo de sua residência.</p>
<p>*https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br />Rosangela Gomes dos Santos<br />Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/doacao-de-leite-humano-solidariedade-que-nutre-vida-que-cresce/">Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Família &#8211; local de escuta e de cuidado</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/familia-local-de-escuta-e-de-cuidado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 12:23:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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<p>O Dia Internacional da Família convida à reflexão sobre um dos núcleos mais fundamentais da vida social. Em um contexto marcado por rápidas transformações culturais, econômicas e tecnológicas, a família permanece como espaço central de cuidado, proteção e desenvolvimento humano. As famílias contemporâneas expressam a pluralidade da sociedade. São constituídas por diferentes arranjos, trajetórias e desafios, mas compartilham a mesma relevância na formação de indivíduos, na transmissão de valores e na construção de vínculos de pertencimento. Permanecem como um dos últimos espaços onde ainda se pode experimentar o tempo lento: o tempo da escuta, do cuidado, da presença que não se terceiriza. A família contemporânea já não cabe em molduras rígidas. Ela se reorganiza entre ausências, reinvenções e sobrevivências. Há famílias que se constroem apesar da distância; outras, apesar do silêncio; outras, ainda, apesar das feridas que insistem em não fechar. Há lares onde o amor é aprendido aos poucos, quase como uma língua estrangeira. E há aqueles em que ele precisa ser reconstruído diariamente, como quem levanta uma casa sobre terreno instável. Celebrar a família, então, não é “fechar os olhos” para suas contradições, mas reconhecê-las sem desistir dela. É compreender que amar, nesse contexto, não é um estado permanente, mas uma prática profundamente transformadora. Num mundo que frequentemente nos empurra para o isolamento, talvez a família continue sendo essa decisão, nem sempre fácil, de permanecer, cuidar e tentar de novo. E isso, longe de ser pouco, talvez seja essencial. A família, no entanto, não existe de forma isolada. Ela é atravessada pelas condições sociais, econômicas e políticas do seu tempo. O desemprego, a precarização do trabalho, as jornadas exaustivas, a violência urbana e as desigualdades históricas entram pela porta de casa, moldam relações, tensionam afetos, redefinem papéis. Não se pode exigir da família aquilo que a sociedade não sustenta. Nesse sentido, a valorização da família ultrapassa o campo simbólico e exige compromisso concreto da sociedade e do poder público. O fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção social, à promoção da saúde, à educação de qualidade e ao apoio às diferentes configurações familiares é essencial para garantir condições dignas de vida e o pleno desenvolvimento de seus membros. Celebrar o Dia Internacional da Família é reafirmar a importância das famílias como base das relações sociais, ao mesmo tempo em que se reconhece a responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Familia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Familia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Familia-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Familia-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Internacional da Família convida à reflexão sobre um dos núcleos mais fundamentais da vida social. Em um contexto marcado por rápidas transformações culturais, econômicas e tecnológicas, a família permanece como espaço central de cuidado, proteção e desenvolvimento humano. As famílias contemporâneas expressam a pluralidade da sociedade. São constituídas por diferentes arranjos, trajetórias e desafios, mas compartilham a mesma relevância na formação de indivíduos, na transmissão de valores e na construção de vínculos de pertencimento. Permanecem como um dos últimos espaços onde ainda se pode experimentar o tempo lento: o tempo da escuta, do cuidado, da presença que não se terceiriza.</p>
<p style="text-align: justify;">A família contemporânea já não cabe em molduras rígidas. Ela se reorganiza entre ausências, reinvenções e sobrevivências. Há famílias que se constroem apesar da distância; outras, apesar do silêncio; outras, ainda, apesar das feridas que insistem em não fechar. Há lares onde o amor é aprendido aos poucos, quase como uma língua estrangeira. E há aqueles em que ele precisa ser reconstruído diariamente, como quem levanta uma casa sobre terreno instável.</p>
<p style="text-align: justify;">Celebrar a família, então, não é “fechar os olhos” para suas contradições, mas reconhecê-las sem desistir dela. É compreender que amar, nesse contexto, não é um estado permanente, mas uma prática profundamente transformadora. Num mundo que frequentemente nos empurra para o isolamento, talvez a família continue sendo essa decisão, nem sempre fácil, de permanecer, cuidar e tentar de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso, longe de ser pouco, talvez seja essencial.</p>
<p style="text-align: justify;">A família, no entanto, não existe de forma isolada. Ela é atravessada pelas condições sociais, econômicas e políticas do seu tempo. O desemprego, a precarização do trabalho, as jornadas exaustivas, a violência urbana e as desigualdades históricas entram pela porta de casa, moldam relações, tensionam afetos, redefinem papéis. Não se pode exigir da família aquilo que a sociedade não sustenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, a valorização da família ultrapassa o campo simbólico e exige compromisso concreto da sociedade e do poder público. O fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção social, à promoção da saúde, à educação de qualidade e ao apoio às diferentes configurações familiares é essencial para garantir condições dignas de vida e o pleno desenvolvimento de seus membros.</p>
<p style="text-align: justify;">Celebrar o Dia Internacional da Família é reafirmar a importância das famílias como base das relações sociais, ao mesmo tempo em que se reconhece a responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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			</item>
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		<title>Lúpus &#8211; importância da informação, diagnóstico precoce e cuidado contínuo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/lupus-importancia-da-informacao-diagnostico-precoce-e-cuidado-continuo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 10 de maio, celebramos o Dia Mundial do Lúpus, uma data dedicada a ampliar a conscientização sobre essa doença autoimune crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades – inclusive crianças e adolescentes. O lúpus eritematoso sistêmico juvenil ocorre quando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra infecções, passa a atacar os próprios tecidos saudáveis. Esse processo pode atingir diferentes órgãos, como pele, articulações, rins, sangue e sistema nervoso. Embora seja mais comum em adultos, cerca de 15% a 20% dos casos começam na infância e adolescência. Nessa faixa etária, a doença pode se manifestar de forma mais intensa e, muitas vezes, mais abrupta. Os sinais e sintomas podem variar bastante e, por vezes, se confundem com outras doenças, o que pode dificultar o reconhecimento precoce. Entre os principais sinais de alerta estão febre sem causa aparente, cansaço excessivo, dores e inchaço nas articulações, manchas na pele – especialmente no rosto, em formato de “asa de borboleta” –, queda de cabelo, aftas na boca, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos e alterações no exame de urina, como presença de sangue ou proteína. Na infância, a doença pode apresentar maior comprometimento de órgãos como os rins (nefrite lúpica), o sangue e o sistema nervoso, e se instala de forma mais aguda que nos adultos. O diagnóstico é realizado a partir da combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Não existe um único exame que confirme a doença, mas testes como o fator antinuclear (FAN), além de exames de sangue e urina, ajudam na investigação. Por isso, a avaliação por um reumatologista pediátrico é fundamental. Apesar de não ter cura, o lúpus tem tratamento e o acompanhamento adequado permite controlar a doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento é individualizado e depende dos sintomas apresentados, podendo incluir medicamentos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico, além de medidas importantes, como proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento regular. Outro ponto essencial é o suporte emocional e o envolvimento da família, já que o diagnóstico pode impactar a rotina escolar, social e o bem-estar da criança ou adolescente. A conscientização sobre o lúpus é fundamental para reduzir atrasos no diagnóstico e evitar complicações. Reconhecer os sinais precoces e buscar atendimento médico especializado faz toda a diferença no prognóstico. Neste Dia Mundial do Lúpus, reforçamos a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo, para que crianças e adolescentes com lúpus possam ter uma vida ativa, saudável e com qualidade.   Relatora:Annelyse de Araújo PereiraSecretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Lupus1-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de maio, celebramos o Dia Mundial do Lúpus, uma data dedicada a ampliar a conscientização sobre essa doença autoimune crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades – inclusive crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O lúpus eritematoso sistêmico juvenil ocorre quando o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra infecções, passa a atacar os próprios tecidos saudáveis. Esse processo pode atingir diferentes órgãos, como pele, articulações, rins, sangue e sistema nervoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja mais comum em adultos, cerca de 15% a 20% dos casos começam na infância e adolescência. Nessa faixa etária, a doença pode se manifestar de forma mais intensa e, muitas vezes, mais abrupta.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sinais e sintomas podem variar bastante e, por vezes, se confundem com outras doenças, o que pode dificultar o reconhecimento precoce. Entre os principais sinais de alerta estão febre sem causa aparente, cansaço excessivo, dores e inchaço nas articulações, manchas na pele – especialmente no rosto, em formato de “asa de borboleta” –, queda de cabelo, aftas na boca, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos e alterações no exame de urina, como presença de sangue ou proteína. Na infância, a doença pode apresentar maior comprometimento de órgãos como os rins (nefrite lúpica), o sangue e o sistema nervoso, e se instala de forma mais aguda que nos adultos.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico é realizado a partir da combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Não existe um único exame que confirme a doença, mas testes como o fator antinuclear (FAN), além de exames de sangue e urina, ajudam na investigação. Por isso, a avaliação por um reumatologista pediátrico é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não ter cura, o lúpus tem tratamento e o acompanhamento adequado permite controlar a doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento é individualizado e depende dos sintomas apresentados, podendo incluir medicamentos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico, além de medidas importantes, como proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento regular. Outro ponto essencial é o suporte emocional e o envolvimento da família, já que o diagnóstico pode impactar a rotina escolar, social e o bem-estar da criança ou adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">A conscientização sobre o lúpus é fundamental para reduzir atrasos no diagnóstico e evitar complicações. Reconhecer os sinais precoces e buscar atendimento médico especializado faz toda a diferença no prognóstico. Neste Dia Mundial do Lúpus, reforçamos a importância da informação, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo, para que crianças e adolescentes com lúpus possam ter uma vida ativa, saudável e com qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Annelyse de Araújo Pereira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:19:56 +0000</pubDate>
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<p>O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância. As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos. Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada. Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas. Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado. Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura. Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro. Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia. O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia. Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos. Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz. O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.   Relatora:Vera Esteves Vagnozzi RulloVice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Alergia-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro.</p>
<p style="text-align: justify;">Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vera Esteves Vagnozzi Rullo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/">Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>É legal. Mas será que é legal?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/e-legal-mas-sera-que-e-legal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:13:03 +0000</pubDate>
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<p>Domingão ensolarado, amigos e famílias se reúnem. Braseiro acesso e aquele cheirinho de gordura de linguiça queimando no ar. Todo mundo animado e criançada brincando e correndo em </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/e-legal-mas-sera-que-e-legal/">É legal. Mas será que é legal?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-cerveja-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Domingão ensolarado, amigos e famílias se reúnem. Braseiro acesso e aquele cheirinho de gordura de linguiça queimando no ar. Todo mundo animado e criançada brincando e correndo em volta dos adultos. Ufa! Eles não estão na tela.</p>
<p style="text-align: justify;">Som ligado e tocando – caipirinha e cerveja são temas de pagode ou música sertaneja cantada por todos. A animação do pessoal aumenta com o consumo de álcool. Conversa alta. Criançada na bagunça – Será que eles estão vendo?</p>
<p style="text-align: justify;">Com certeza muitos já viveram momentos assim. Porém, se as crianças aprendem observando, precisamos com urgência rever nosso comportamento. Afinal, qual o problema? Não é ilegal e pode parecer divertido. Mas será que é legal?</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos alguns dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III, 2023):</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O consumo de álcool é o principal fator de risco para mortalidade e morbidade associadas ao uso de substâncias psicoativas no Brasil. Aproximadamente 73,9 milhões de brasileiros (42,5% da população com 14 anos ou mais) relataram uso de bebidas alcoólicas, e cerca de 19,9 milhões apresentam critérios de uso problemático.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Nenhuma outra substância ou comportamento analisado – como tabaco, cocaína, crack ou mesmo as apostas – alcança tamanha dimensão em termos de prevalência e carga para a saúde pública.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O álcool tem aceitação social e ampla disponibilidade, o que torna difícil a implementação de políticas de prevenção e controle. A normalização do uso dificulta a percepção dos danos causados pelo seu consumo (mortes evitáveis, adoecimento físico e mental e repercussões sociais e econômicas).</p>
<p style="text-align: justify;">O que acham? Vamos refletir? Vamos mudar?</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>André P. L. Mattar<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro </strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Maconha: o que pouca gente te conta</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/maconha-o-que-pouca-gente-te-conta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 11:10:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferen</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Maconha-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferente. O cérebro de adolescentes e jovens continua em desenvolvimento até por volta dos 25 anos. E é exatamente nesse período que a maconha pode causar mais impacto.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal componente, o THC (tetra-hidrocanabinol), interfere em áreas importantes do cérebro, como memória, atenção, tomadas de decisões e controle de emoções.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem tudo acontece no momento do uso: alguns efeitos vão surgindo com o tempo, como ansiedade e crises de pânico, desmotivação, alterações de sono etc. Alguns jovens podem ter depressão e quadros psicóticos.</p>
<p style="text-align: justify;">“Mas todo mundo usa…”</p>
<p style="text-align: justify;">Mentira. Nem todo mundo usa! E quem usa, nem sempre está bem. Muitos escondem dificuldades na escola, problemas emocionais, dependência. Sim, dependência! Principalmente em quem iniciou o uso cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Fique atento aos sinais de alerta: precisa usar com frequência, sem interesse por outras coisas, não consegue parar, mesmo querendo.</p>
<p style="text-align: justify;">O uso também aumenta riscos de acidentes (dirigir ou andar de bike), decisões impulsivas e outras situações de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">A maconha sai caro – e vira prioridade sem você perceber! No começo parece pouco, mas vira gasto fixo. Dinheiro que poderia ser usado em viagens, esportes, namoro. E quando o uso aumenta, o custo acompanha, sendo que em alguns casos a pessoa começa a priorizar a droga acima de outras coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim, você paga não só com dinheiro – mas com oportunidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você ainda não se convenceu que não é uma boa o uso, aqui vão mais alguns pontos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O uso no Brasil não é liberado. A maconha está ligada à Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006). Porte para uso pessoal não é considerado crime com prisão, mas pode gerar abordagem policial, registro, advertência e comparecimento ao juiz. Pode trazer uma quantidade grande de problemas. E na prática, a distinção entre usuário e traficante <strong>nem sempre é clara</strong>.</li>
<li>Você não sabe nem o que está consumindo. Diferente de um remédio, não existe controle de qualidade. Pode ter concentração muito alta de THC, pode estar misturada a outras substâncias e ter até contaminação com bactérias, etc. Ou seja: você nunca sabe exatamente o que está entrando no seu corpo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Se você está atrás de boas emoções, vá praticar esportes. Ao se exercitar, seu corpo libera <strong>endorfinas</strong> (causam sensação de bem-estar e redução da dor), <strong>dopamina</strong> (origina recompensa e motivação), <strong>serotonina</strong> (gera melhora do humor). É um prazer <strong>progressivo e duradouro, </strong>diferentemente do prazer artificial do uso da maconha e sem os efeitos deletérios mencionados acima.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem todo prazer vale o preço que cobra depois. Você não precisa de química para ser quem você pode ser.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br />Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Reflexões para uma formação integral</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/reflexoes-para-uma-formacao-integral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 19:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=56689</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril, é essencial repensar o papel da família e da escola na formação das crianças. Primeiro, a terceirização da educação dos filhos para as escolas sobrecarrega essas instituições, transferindo responsabilidades primordiais dos pais. Famílias devem retomar o protagonismo, complementando o aprendizado escolar com diálogos diários e valores éticos, promovendo uma educação holística. O envolvimento familiar na educação é fundamental. Segundo, o uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos deteriora o padrão de atenção infantil. Estudos mostram que exposições prolongadas reduzem a capacidade de foco sustentado, aumentando riscos de TDAH e ansiedade. Pais e educadores precisam limitar o tempo de tela, incentivando brincadeiras ao ar livre e interações presenciais para restaurar a atenção plena. O contato com a natureza deve também ser estimulado nas escolas e nas residências. Terceiro, a Inteligência Artificial (IA) revoluciona o ensino-aprendizagem, personalizando conteúdos e auxiliando diagnósticos pedagógicos. No entanto, exige regulação para evitar dependência excessiva, desigualdades digitais e perda de criatividade humana. Como pediatras e educadores, devemos buscar integrar a IA de forma ética, equilibrando inovação com desenvolvimento emocional, tarefa bem complexa e que exige a contribuição de todos (pais, professores e responsáveis). Que este dia inspire ações coletivas por uma educação equilibrada e humanizada!   Relator:Fausto Flor CarvalhoVice-Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSPCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril, é essencial repensar o papel da família e da escola na formação das crianças.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Primeiro, a terceirização da educação dos filhos para as escolas sobrecarrega essas instituições, transferindo responsabilidades primordiais dos pais. Famílias devem retomar o protagonismo, complementando o aprendizado escolar com diálogos diários e valores éticos, promovendo uma educação holística. O envolvimento familiar na educação é fundamental.</li>
<li>Segundo, o uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos deteriora o padrão de atenção infantil. Estudos mostram que exposições prolongadas reduzem a capacidade de foco sustentado, aumentando riscos de TDAH e ansiedade. Pais e educadores precisam limitar o tempo de tela, incentivando brincadeiras ao ar livre e interações presenciais para restaurar a atenção plena. O contato com a natureza deve também ser estimulado nas escolas e nas residências.</li>
<li>Terceiro, a Inteligência Artificial (IA) revoluciona o ensino-aprendizagem, personalizando conteúdos e auxiliando diagnósticos pedagógicos. No entanto, exige regulação para evitar dependência excessiva, desigualdades digitais e perda de criatividade humana. Como pediatras e educadores, devemos buscar integrar a IA de forma ética, equilibrando inovação com desenvolvimento emocional, tarefa bem complexa e que exige a contribuição de todos (pais, professores e responsáveis).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Que este dia inspire ações coletivas por uma educação equilibrada e humanizada!</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br />Fausto Flor Carvalho<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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