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	<title>Arquivos Suicídio - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Suicídio - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Qual o valor da sua vida?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 15:36:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O dia 10 de setembro foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela International Association for Suicide Prevention (IASP) como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, mobilizando profissionais de saúde e a sociedade em torno de ações de conscientização, prevenção do suicídio e valorização da vida. A campanha Setembro Amarelo é realizada desde 2015 no Brasil. A cor amarela, inspirada na história de Mike Emme e seu Mustang amarelo, nos EUA, tornou-se símbolo de esperança e acolhimento, representando a luz que atravessa as sombras da depressão e do sofrimento psíquico. Seu objetivo principal é reduzir o estigma, promover a discussão aberta sobre saúde mental e divulgar canais de apoio para pessoas em risco. No Brasil, observa-se aumento das taxas de suicídio entre adolescentes e jovens, representando a terceira maior causa de morte entre a população masculina na faixa etária de 15 a 29 anos e a oitava maior causa de mortalidade entre a população feminina nessa mesma faixa. A adolescência é um período de intensas mudanças, marcado por busca de identidade, maior sensibilidade a pressões externas e vulnerabilidade emocional. Assim, a travessia entre a infância e a vida adulta é, ao mesmo tempo, uma aventura e uma tormenta. Durante a adolescência, tudo parece girar depressa demais – o corpo se expande, as emoções se chocam e velhos referenciais desmoronam. É nesse momento que muitos jovens esbarram na pergunta: “para que tudo isso?” Quando a resposta não vem, o vazio existencial se torna terreno fértil para a depressão. A depressão vai muito além da tristeza. Pode se manifestar como apatia, irritabilidade, alterações de humor, sentimento de desesperança e falta de motivação para o futuro, dificuldade em sentir prazer em atividades do dia a dia. O adolescente vive um ciclo da falta de sentido, de falta de propósito na vida e de pertencimento e isso pode agravar a depressão. A depressão, por sua vez, obscurece a busca por sentido e o encontro de um propósito. E a ausência de propósito contribui para a solidão e o isolamento. Hoje a depressão é denominada como transtorno no DSMV, porém é importante dizer que não foi sempre assim. Os sintomas e o tratamento da depressão na Idade Média eram objeto de disputa de padres e médicos, descritos pela Igreja como obra do demônio. Atualmente, vários medicamentos estão disponíveis e, quando bem indicados, melhoram os sintomas que surgem e persistem decorrentes da depressão. Apesar de não termos um exame laboratorial ou de imagem capaz de diagnosticar essa entidade nosológica, o insight psiquiátrico pode salvar uma vida – um indivíduo prestes a saltar de uma ponte, certo de que só assim pode se livrar de seu sofrimento, precisa saber que seu cérebro não está funcionando bem e que há possibilidades diversas de tratamento. A depressão nunca tem causa única: biologia, ambiente, história pessoal e cultural se entrelaçam. Todavia, existe um elo invisível que frequentemente passa despercebido – a falta de sentido. Sem um “porquê”, cada obstáculo parece insuportável, cada vitória soa vazia. Valores que antes forneciam bússola (família, religião, amizades estáveis) entram em choque. A formação da identidade – inacabada – carece de algo novo para colocar no lugar. Redes sociais amplificam o desconforto: comparações constantes, pressa pelo “sucesso” e relações descartáveis reforçam o sentimento de não pertencimento. Surge o trio clássico da depressão existencial: isolamento, inutilidade e desesperança. O mundo interno perde “o norte”, tornando-se demasiadamente pesado e sem sentido para o adolescente, causando um insustentável sentimento de não pertencimento. Assim, vêm os questionamentos: Qual seu valor na vida? O que faz a vida valer a pena? Numa tentativa de suicídio, o desejo não é realmente acabar com a vida, mas com o sofrimento e a angústia na qual está mergulhado. Esse gesto sinaliza que o jovem está enfrentando um sofrimento intenso, com ideias e impulsos de autodestruição que não devem ser minimizados ou rotulados como simples “dramatização”. A sensação de vazio que atravessa essas vivências não só impede a descoberta de novos caminhos como também obstrui a percepção de que a vida pode ter valor e significado. É importante, sempre, se lembrar de transmitir aos jovens o valor de ser e não apenas de ter, especialmente através de exemplos que falam mais que mil palavras. Descobrir um propósito na vida passa pela redescoberta de si mesmo. A presença de um sentido pessoal – um propósito – funciona como um mecanismo protetor, que oferece a possibilidade de transformar a dor em uma oportunidade de crescimento. O apego exerce um papel essencial como fator de proteção. O apego refere-se ao vínculo emocional que o adolescente estabelece com figuras de cuidado, principalmente pais ou responsáveis, e se forma nos primeiros anos de vida, por meio de interações que combinam sensibilidade, disponibilidade e resposta consistente às necessidades básicas e afetivas do jovem. Fortalecer o apego seguro não apenas diminui o risco de suicídio, mas também potencializa o desenvolvimento emocional saudável. O suporte social – compreendendo qualidade de amizades, envolvimento escolar e coesão familiar – é um fator protetor robusto contra a ideação e tentativas de suicídio. Qual o valor da vida? A resposta se encontra em um processo íntimo e contínuo de autoconstrução, não pode ser imposto de fora para dentro. Cada indivíduo precisa descobrir seus próprios motivos para persistir – seja ele o amor, a paixão por uma causa, a busca por conhecimento ou a simples alegria de viver. O enfrentamento e o confronto com a própria vulnerabilidade são uma oportunidade para o jovem, gradativamente, reescrever sua história e encontrar um pertencimento. Esse caminho envolve o autoconhecimento, mas também a coragem de buscar  apoio, da família, da escola, de profissionais de saúde, o que pode se tornar difícil para o jovem, quando ele percebe seus sentimentos e seus atos como algo que os outros desaprovam, julgam, repudiam. É fundamental a presença de um outro, capaz de escutá-lo sem pressa e sem exigências, sem atribuição de culpa ou desvalorização, para permitir que, ao contar, ao falar sobre o que o aflige, isso permita que ele...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O dia 10 de setembro foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela <em>International Association for Suicide Prevention</em> (IASP) como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, mobilizando profissionais de saúde e a sociedade em torno de ações de conscientização, prevenção do suicídio e valorização da vida. A campanha Setembro Amarelo é realizada desde 2015 no Brasil. A cor amarela, inspirada na história de Mike Emme e seu Mustang amarelo, nos EUA, tornou-se símbolo de esperança e acolhimento, representando a luz que atravessa as sombras da depressão e do sofrimento psíquico. Seu objetivo principal é reduzir o estigma, promover a discussão aberta sobre saúde mental e divulgar canais de apoio para pessoas em risco.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, observa-se aumento das taxas de suicídio entre adolescentes e jovens, representando a terceira maior causa de morte entre a população masculina na faixa etária de 15 a 29 anos e a oitava maior causa de mortalidade entre a população feminina nessa mesma faixa.</p>
<p style="text-align: justify;">A adolescência é um período de intensas mudanças, marcado por busca de identidade, maior sensibilidade a pressões externas e vulnerabilidade emocional. Assim, a travessia entre a infância e a vida adulta é, ao mesmo tempo, uma aventura e uma tormenta. Durante a adolescência, tudo parece girar depressa demais – o corpo se expande, as emoções se chocam e velhos referenciais desmoronam. É nesse momento que muitos jovens esbarram na pergunta: “para que tudo isso?” Quando a resposta não vem, o vazio existencial se torna terreno fértil para a depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão vai muito além da tristeza. Pode se manifestar como apatia, irritabilidade, alterações de humor, sentimento de desesperança e falta de motivação para o futuro, dificuldade em sentir prazer em atividades do dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O adolescente vive um ciclo da falta de sentido, de falta de propósito na vida e de pertencimento e isso pode agravar a depressão. A depressão, por sua vez, obscurece a busca por sentido e o encontro de um propósito. E a ausência de propósito contribui para a solidão e o isolamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje a depressão é denominada como transtorno no DSMV, porém é importante dizer que não foi sempre assim. Os sintomas e o tratamento da depressão na Idade Média eram objeto de disputa de padres e médicos, descritos pela Igreja como obra do demônio. Atualmente, vários medicamentos estão disponíveis e, quando bem indicados, melhoram os sintomas que surgem e persistem decorrentes da depressão. Apesar de não termos um exame laboratorial ou de imagem capaz de diagnosticar essa entidade nosológica, o insight psiquiátrico pode salvar uma vida – um indivíduo prestes a saltar de uma ponte, certo de que só assim pode se livrar de seu sofrimento, precisa saber que seu cérebro não está funcionando bem e que há possibilidades diversas de tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão nunca tem causa única: biologia, ambiente, história pessoal e cultural se entrelaçam. Todavia, existe um elo invisível que frequentemente passa despercebido – a falta de sentido. Sem um “porquê”, cada obstáculo parece insuportável, cada vitória soa vazia. Valores que antes forneciam bússola (família, religião, amizades estáveis) entram em choque. A formação da identidade – inacabada – carece de algo novo para colocar no lugar. Redes sociais amplificam o desconforto: comparações constantes, pressa pelo “sucesso” e relações descartáveis reforçam o sentimento de não pertencimento. Surge o trio clássico da depressão existencial: isolamento, inutilidade e desesperança. O mundo interno perde “o norte”, tornando-se demasiadamente pesado e sem sentido para o adolescente, causando um insustentável sentimento de não pertencimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, vêm os questionamentos: Qual seu valor na vida? O que faz a vida valer a pena?</p>
<p style="text-align: justify;">Numa tentativa de suicídio, o desejo não é realmente acabar com a vida, mas com o sofrimento e a angústia na qual está mergulhado. Esse gesto sinaliza que o jovem está enfrentando um sofrimento intenso, com ideias e impulsos de autodestruição que não devem ser minimizados ou rotulados como simples “dramatização”. A sensação de vazio que atravessa essas vivências não só impede a descoberta de novos caminhos como também obstrui a percepção de que a vida pode ter valor e significado. É importante, sempre, se lembrar de transmitir aos jovens o valor de ser e não apenas de ter, especialmente através de exemplos que falam mais que mil palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Descobrir um propósito na vida passa pela redescoberta de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">A presença de um sentido pessoal – um propósito – funciona como um mecanismo protetor, que oferece a possibilidade de transformar a dor em uma oportunidade de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O apego exerce um papel essencial como fator de proteção. O apego refere-se ao vínculo emocional que o adolescente estabelece com figuras de cuidado, principalmente pais ou responsáveis, e se forma nos primeiros anos de vida, por meio de interações que combinam sensibilidade, disponibilidade e resposta consistente às necessidades básicas e afetivas do jovem. Fortalecer o apego seguro não apenas diminui o risco de suicídio, mas também potencializa o desenvolvimento emocional saudável. O suporte social – compreendendo qualidade de amizades, envolvimento escolar e coesão familiar – é um fator protetor robusto contra a ideação e tentativas de suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual o valor da vida? A resposta se encontra em um processo íntimo e contínuo de autoconstrução, não pode ser imposto de fora para dentro. Cada indivíduo precisa descobrir seus próprios motivos para persistir – seja ele o amor, a paixão por uma causa, a busca por conhecimento ou a simples alegria de viver. O enfrentamento e o confronto com a própria vulnerabilidade são uma oportunidade para o jovem, gradativamente, reescrever sua história e encontrar um pertencimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse caminho envolve o autoconhecimento, mas também a coragem de buscar  apoio, da família, da escola, de profissionais de saúde, o que pode se tornar difícil para o jovem, quando ele percebe seus sentimentos e seus atos como algo que os outros desaprovam, julgam, repudiam. É fundamental a presença de um outro, capaz de escutá-lo sem pressa e sem exigências, sem atribuição de culpa ou desvalorização, para permitir que, ao contar, ao falar sobre o que o aflige, isso permita que ele “se escute” e possa construir novos significados para suas vivências. Ter ferramentas capazes de ajudar na construção da autoestima e de uma identidade faz a diferença no vínculo com os familiares, os profissionais de saúde e a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é preciso destacar que indivíduos que se sentem sobrecarregados e com muita dificuldade, e principalmente os deprimidos, muitas vezes comunicam seu sofrimento e seu apelo por ajuda de forma não tão escancarada; eles vão dando sinais sutis. Então, cabe ao interlocutor – seja a família, o educador ou o pediatra – estar muito atento aos sinais e manifestações que indiquem essa sobrecarga e esse sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção começa com escuta, vínculo e presença.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e educadores não precisam ter todas as respostas, mas precisam estar disponíveis para caminhar junto com o adolescente, sustentando e acompanhando a busca por ajuda, que representa a possibilidade de encontrar novas razões para viver, para fazer a vida valer a pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Propiciar a construção de uma narrativa pessoal que ressignifique a própria existência é dar ao adolescente uma oportunidade para descobrir um verdadeiro valor para sua vida, aquele que ilumina o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatoras:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cristiane da Silva Geraldo Folino<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernanda Pilate Kardosh<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vera Ferrari Rego Barros<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>Importância do cuidado com a saúde masculina</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/importancia-do-cuidado-com-a-saude-masculina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2024 12:24:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dia-do-Homem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dia-do-Homem-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dia-do-Homem-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 19 de novembro comemora-se o Dia Internacional do Homem. Você deve estar se perguntando: se o mundo é dos homens, por que eles precisam de um dia de celebração?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dia-do-Homem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dia-do-Homem-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dia-do-Homem-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 19 de novembro comemora-se o Dia Internacional do Homem. Você deve estar se perguntando: se o mundo é dos homens, por que eles precisam de um dia de celebração? E é justamente pela pressão social dos papéis de gênero e a associação de masculinidade com “ser durão”, não mostrar fraqueza e ter que resolver tudo com violência, que esse dia foi criado: para lembrar a importância do cuidado com a saúde masculina.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de construção da masculinidade inicia-se ainda na infância, sendo influenciado pelo que se observa nos padrões de referência. Esses modelos são ensinados desde tenra idade e reproduzidos principalmente nas relações familiares. Todavia, quando alguns comportamentos nocivos fazem parte de tal constructo, podem desencadear diversos danos. A vulnerabilidade do homem é encoberta e ignorada pelo fenômeno que chamamos de masculinidade tóxica ou machismo, e é uma das principais razões para esse descaso deles com a saúde. Não afeta apenas a saúde física: a masculinidade tóxica é nociva para ambos os sexos, pois os estereótipos e a pressão social para corresponder às expectativas dos papéis de gênero tradicionais, geram doença e sofrimento emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, desde pequenos muitos homens são criados para não dar o devido valor e cuidado à sua saúde e sentimentos: homem não chora! Seja homem! Não seja uma mulherzinha! Engole esse choro! Seus sentimentos são negados e silenciados constantemente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como consequência, os homens são mais alvo de violência interpessoal: 95% dos assassinos no mundo são homens. Na adolescência, a taxa de mortalidade dos meninos é quatro vezes maior do que das meninas; a partir dos 13 anos, a taxa de mortalidade dos meninos aumenta (Tabela 1) e o homicídio é a primeira causa de morte em meninos de 15 a 19 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo da vida, a negligência com a saúde vai se agravando e as taxas de problemas com uso de substâncias, depressão e suicídio aumentam progressivamente no sexo masculino, sendo mais prevalente do que nas mulheres. Entre os homens, a taxa de morte por suicídio em 2019 foi de 10,7 por 100 mil, enquanto entre as mulheres o número foi de 2,9.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, comportamentos associados ao machismo levam a inúmeras repercussões negativas para os homens e estão associados a menor desempenho acadêmico, menor posição social e renda, insucesso em relacionamentos conjugais e comportamentos antissociais, tais como agressividades, direção agressiva, dirigir embriagado, ter relações sexuais desprotegidas, tendência a estupro e atitudes antipáticas para com mulheres vítimas de agressão sexual.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos demonstram que em países com maior equidade de gênero, os adolescentes são mais felizes e apresentam menos ansiedade e depressão. Os papéis de gênero igualitários estão associados a maior satisfação com a vida e melhores relacionamentos intrafamiliares, com amigos e na escola, para ambos os sexos, com metade de chance de ter depressão e morrer por morte violenta. Para nos tornarmos agentes de mudanças sociais, dentro dos grupos que nos definem, devemos questionar os papéis quanto à sua determinação e funções históricas, e constatar as relações de dominação que reproduzimos uns sobre os outros, permitindo que a consciência de nossos papéis altere a identidade social.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos que ensinar aos nossos meninos que pedir ajuda é um ato de coragem. É não desistir da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Tabela 1. Número de óbitos no Brasil em 2022 de 0 a 44 anos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/2024-11-19-09_21_21-Importancia-do-cuidado-com-a-saude-masculina-19-de-novembro.docx-Word.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lília D’Souza-Li<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professora Associada do Departamento de Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dia Mundial da Prevenção do Suicídio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-da-prevencao-do-suicidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 17:48:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Prevencao-do-Suicidio-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio ocorre no dia 10 de setembro e visa ampliar a conscientização da população acerca do tema. Esse debate é cada vez mais importante, sendo essa</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio ocorre no dia 10 de setembro e visa ampliar a conscientização da população acerca do tema. Esse debate é cada vez mais importante, sendo essa a percepção da Sociedade de Pediatria de São Paulo, pois o suicídio, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma das principais causas de morte em todo o mundo e, entre jovens de 15 a 29 anos, a quarta causa de morte.</p>
<p style="text-align: justify;">De partida, é fundamental reforçar que o suicídio tem causa multifatorial, em que interferem elementos psicológicos, sociais e culturais. Entre os fatores de risco para o suicídio mais conhecidos estão: transtornos mentais, dependências químicas, abusos, traumas, perdas econômicas e tentativas anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse cenário, é inevitável nos perguntarmos se é possível falar em efetivas medidas de prevenção. Cuidar da saúde mental, não só da criança, mas de todos que a cercam, é o primeiro passo desse caminho. A saúde mental precisa estar ligada aos cuidados cotidianos, onde a presença do cuidador demanda ser além da presença física, uma presença implicada, emocionalmente presente. Esse primeiro cuidado pode contribuir para que mais tarde, na adolescência, mesmo diante de tantos desafios para crescer e construir sua subjetividade, o jovem encontre amparo psíquico que lhe permita fazer escolhas e suportar as adversidades. Não é incomum que casos de <em>bullying</em> estejam conectados e façam parte do cenário de agravamento da saúde mental de um adolescente. O enfrentamento a essas situações sem dúvida é necessário. Para uma criança ou adolescente que experimenta maior dificuldade no enfrentamento de situações de angústia psíquica, o <em>bullying</em> pode se tornar um excesso impossível de ser suportado.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em um país marcado por diferenças sociais e econômicas drásticas, no qual o acesso aos recursos de saúde, educação e moradia são muito desiguais, sendo possível assim imaginar o quão desafiador pode ser para muitas famílias administrarem suas exigentes jornadas de trabalhos e ainda assim cuidarem da saúde e bem-estar de seus vínculos familiares. É um enorme desafio!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando assistimos entristecidos os casos de suicídio em jovens, surgem as inúmeras perguntas e apontamentos automáticos, culpas e recomendações. Todo cuidado é pouco ao abordarmos tema tão delicado e complexo. Ao observarmos os fatores de risco para o suicídio, surge a recomendação para que jovens que estejam em evidente sofrimento sejam acompanhados e recebam auxílio psicológico. Porém, quando levamos em consideração a adolescência e a velocidade de transformações que ela imprime no indivíduo, podemos considerar que mesmo um jovem aparentemente ‘’bem-sucedido’’ do ponto de vista dos anseios sociais pode estar sofrendo grande pressão. Somadas a isso temos as crescentes exigências dos mercados de trabalho, os apelos estéticos e de consumo (impulsionados e veiculados pelas redes sociais), encaixando o jovem num ‘‘padrão’’: um aluno de alta performance, por exemplo, mas em franco sofrimento, ainda que não aparente. É importante, nesse sentido, nos atentarmos enquanto pais, profissionais de saúde e de educação, para outras formas de adoecimento menos evidentes, mas com grande potencial de risco. Estas situações descritas já são potencialmente deletérias e vêm moldando a forma de ser e sofrer dos jovens e dos adultos na atualidade. Também observamos, com certa frequência, que tanto os pais quanto os profissionais de saúde e de educação se veem perdidos frente aos seus impactos. Há um esgarçamento social em curso, no qual há carência de recursos de amparo no meio social mais amplo. E no desamparo procuramos e precisamos de amparo.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante considerar que o desenvolvimento, desde a infância, não se processa de forma linear e que ao longo da vida crianças e adolescentes podem evoluir ou regredir em função do modo como são cuidados e das adversidades que encontram pelo caminho. Crescimento não significa apenas ganhos e é preciso estar atento, porque eles podem dar sinais sutis de que não estão conseguindo elaborar os desafios e as perdas que o crescimento também implica.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma dessas vias de expressão de sofrimento é o corpo, que o adolescente utiliza para várias coisas e que está no cerne de sua relação com o mundo, o que podemos constatar não apenas no modo como a imagem é cultuada, mas também nos comportamentos de autolesão, e em última instância, no suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;">Na autolesão, o corpo se torna o cenário de expressão dos conflitos internos e de descarga das experiências emocionais dolorosas, o que propicia um alívio momentâneo, frente a vivência de um caos emocional e da dificuldade de transformá-lo em palavras. Com isso, o jovem continua conseguindo se manter agarrado à vida, à realidade que o circunda e ao grupo ao qual pertence. Mas, como o alívio é transitório, o ato tende se repetir, agravando o sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O suicídio é o desfecho mais grave da junção entre um excesso de dor, de perturbação e de pressão emocional, de falta de sentido no viver, e revela um enfraquecimento dos vínculos reais do jovem com as pessoas que lhe são significativas e que poderiam lhe proporcionar os recursos de proteção.</p>
<p style="text-align: justify;">Os recursos de proteção são construídos no meio familiar e social e estão intimamente relacionados com os vínculos afetivos na família, na escola e na comunidade na qual o jovem se insere, mas também estão atrelados às percepções e senso de si que ele constrói desde a infância: os sentimentos de autoestima, autoconfiança, as perspectivas de futuro e as habilidades afetivas, sociais e cognitivas.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal fator de proteção é o sentimento de estar conectado, numa relação de intimidade e confiança, bem-estar e apoio, de referência para as escolhas e enfrentamento dos desafios que a vida coloca. Em suma, saber que pode contar com alguém, ao longo do percurso da vida e não apenas nos momentos de crise ou de enorme sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter um sentido para a vida previne e protege do suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatoras:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Cristiane da Silva Geraldo Folino<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Flávia Schimith Escrivão<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vera da Penha M. Ferrari Rego Barros<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-de-prevencao-ao-suicidio-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Sep 2023 18:40:41 +0000</pubDate>
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<p>O dia 10 de setembro é destinado mundialmente à prevenção do suicídio. Conscientizar a população e os profissionais de saúde é importante pois, segundo dados da OMS – Organização</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-suicidio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-suicidio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-suicidio-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p style="text-align: justify;">O dia 10 de setembro é destinado mundialmente à prevenção do suicídio. Conscientizar a população e os profissionais de saúde é importante pois, segundo dados da OMS &#8211; Organização Mundial da Saúde, em 2018, o suicídio foi a causa de 56% das mortes violentas no mundo, sendo que, no Brasil, entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio figura como segunda maior causa de morte. Outro recorte, pertinente ao Município de São Paulo, recentemente publicado no jornal Folha de S. Paulo, na edição de 25/8/2023, dá conta de que, no primeiro semestre deste ano, o número de tentativas de suicídio e casos de autoagressão foi 82% maior se comparado ao mesmo período no ano de 2019. Essas transformações tornaram o dia a dia dos profissionais de saúde mais desafiador, tornando o suicídio uma questão de saúde pública.</p>
<p style="text-align: justify;">O suicídio é um acontecimento de extrema complexidade e de causa multifatorial. O que observamos no dia a dia da clínica em saúde mental é que é um tema que não admite respostas óbvias e uniformes. Atribuir o suicídio a um evento único na vida da pessoa, como, por exemplo, ao término de um relacionamento, é uma leitura ingênua. Podemos elencar alguns fatores correlacionados a maior risco de suicídio: tentativas anteriores, dependência química, transtornos mentais, histórico de abusos e traumas.   <br /><br />Não é possível antever um suicídio, mas podemos auxiliar a todos que estão envolvidos na vida das crianças e adolescentes a cuidarem, desde o início da infância, preventivamente, de situações que levem a pessoa a um momento de tamanha dor, a ponto de ela sentir que está “sem saída”, enxergando no suicídio a única opção para lidar com suas angústias. O Estado, a escola, as famílias, pediatras e os profissionais de saúde mental se tornam, nesse sentido, as redes de proteção e auxílio aos jovens, contribuindo para que eles lidem melhor com as adversidades inerentes ao seu desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando nos aspectos de prevenção, famílias e pediatras podem observar com atenção situações durante a infância indicativas de um maior sofrimento mental, que podem ganhar expressão em sintomas tais como as compulsões (por comida, jogos, uso de telas, uso de álcool, cigarro e outras drogas), comportamentos autolesivos, transtornos alimentares e de ansiedade, desinvestimento e isolamento excessivo da própria família e de amigos, envolvimento em <em>bullying</em>, tanto como autor, quanto como vítima. Esses sinais podem ganhar colorido mais intenso na adolescência, período que envolve uma série de transformações de ordem física e mental. Aumento da impulsividade de forma geral, somado a maior exigência em demandas acadêmicas (vestibular, escolha da futura profissão), bem como as descobertas e vivências sexuais, todas situações que, concomitantes, demandam, em um curto espaço de tempo, uma transformação e maturidade enormes.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os sintomas elencados acima podem ser interpretados como dificuldade de elaboração de sentimentos, os quais indicam a ocorrência de um sofrimento maior. Uma importante orientação aos pais, em relação à prevenção das situações-limite em saúde mental, é que não deixem para depois esse tipo de cuidado: não esperem até que uma situação se agrave para contarem com ajuda de profissionais de saúde mental. Não é possível, a nenhuma família, impedir um filho de viver as adversidades inerentes e que surgem na vida de qualquer criança, porém é possível ajudá-lo a construir recursos para lidar com suas angústias de uma maneira mais saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar que uma tentativa de suicídio pode representar não apenas a vontade de colocar fim a um sofrimento extremo, como também a comunicação de um sofrimento, um pedido urgente de ajuda. A todos os envolvidos em situações-limite como essas, sejam famílias, pediatras ou escola, é fundamental cuidar para também não se moverem por angústia, não fazerem movimentos bruscos e impulsivos, algo que esse tipo de situação grave inevitavelmente mobiliza.</p>
<p style="text-align: justify;">É também necessário cuidar para que um jovem que passou por tal situação não seja estigmatizado, pois isso pode contribuir para uma maior dificuldade em se conectar com aqueles que estão lhe oferecendo ajuda, aumentando seu isolamento e desespero. O maior fator de contribuição nesses casos é cuidar inicialmente para que essa pessoa seja amparada e esteja fora de risco, para que então, estabilizada a situação, seu sofrimento seja devidamente escutado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem passa por tal experiência deve ter a oportunidade de se conectar a profissionais de saúde que o auxiliem, construindo novas possibilidades de enfrentamento de suas dores, transtornos mentais e sintomas. É fundamental que a família da pessoa que tentou suicídio seja incluída no tratamento pós-evento, pois os familiares também precisarão construir outros caminhos, novas formas de ajudar e reconhecer os sinais de sofrimento de seus filhos, além de lidar com a própria angústia e sofrimento que tais situações geram neles.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Flavia Schimith Escrivão<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Psicóloga Especialista em Psicologia Clínica e Psicanalista.<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro dos Núcleos de Estudos de Saúde Mental e de Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>A importância de se avaliar a saúde mental e o risco de suicídio em adolescentes</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-importancia-de-se-avaliar-a-saude-mental-e-o-risco-de-suicidio-em-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 15:31:20 +0000</pubDate>
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<p>A adolescência para a OMS (Organização Mundial da Saúde) inicia-se aos dez anos e estende-se até os 19 anos completos. Essa é uma fase complexa, em que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Risco-de-suicidio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Risco-de-suicidio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Risco-de-suicidio-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A adolescência para a OMS (Organização Mundial da Saúde) inicia-se aos dez anos e estende-se até os 19 anos completos. Essa é uma fase complexa, em que o meio ambiente interage com as particularidades do desenvolvimento físico e psicológico, sendo um importante agente de agravos à saúde. As quatro principais causas de morte de adolescentes no Brasil são de fatores externos. A taxa de mortalidade/100.000 habitantes na faixa etária de 10 a 24 anos, das 4 principais causas, em 2019, nas meninas foram: acidentes de trânsito: 6,1; violência interpessoal (homicídio): 6,0; transtornos maternos: 2,3; autolesão (suicídio): 2,0. E nos meninos foram: violência interpessoal: 78,9; acidentes de trânsito: 26,6; autolesão: 6,5; afogamento: 5,3.</p>
<p style="text-align: justify;">Em estudo de 2016, 30% dos adolescentes brasileiros apresentavam doença mental. No último censo sobre saúde escolar (PeNSE, 2019), 21% dos adolescentes avaliados referiam que a vida não valia a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre nos últimos 30 dias da pesquisa. Nos últimos anos, tem sido notificado um aumento dos casos de suicídios no Brasil em todas as faixas etárias, mas chama a atenção a sua ocorrência na infância e principalmente entre 15 e 19 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a saúde mental dos adolescentes já não estava boa, a pandemia a afetou ainda mais, pois levou ao isolamento social, afastou os adolescentes da escola e de seus amigos, gerou o luto pela perda de familiares, aumentou incertezas e inseguranças. O impacto da pandemia na saúde mental dos adolescentes não ocorreu somente no Brasil; no mundo todo se observou aumento de casos de suicídios nessa faixa etária.</p>
<p style="text-align: justify;">Os adolescentes mais vulneráveis são os que têm história familiar de tentativas de suicídio ou suicídio, problemas de saúde mental dos pais, questões quanto à orientação sexual e/ou identidade de gênero, histórico de abuso físico, psíquico ou sexual, abuso de álcool ou outras substâncias psicoativas (álcool, maconha, cigarro e outras drogas). Entretanto, existem dois fatores socioambientais que são muito relevantes na infância e adolescência &#8211; o <em>bullying</em> e o uso abusivo de internet.</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>bullying</em> continua sendo muito frequente nas escolas e, em alguns países como a Inglaterra, foi associado a 50% das tentativas de suicídio. É importante salientar que essa alta associação entre <em>bullying </em>e suicídio ocorre tanto para quem é alvo de <em>bullying</em> como para quem o pratica. O mau uso ou o uso abusivo da internet está associado ao risco aumentado de depressão, de exposição ao cyberbullying e ao fácil acesso a informações sobre tópicos relacionados ao suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tudo isso, apesar da adolescência ser um período de poucas infecções e os pais se preocuparem menos com a saúde física de seus filhos, é importante manter consultas médicas periódicas. Nessa fase, a partir dos dez anos, a consulta médica deve incluir um período de entrevista somente com os adolescentes, sem a presença dos pais ou responsáveis, para que se avaliem comportamentos de risco, a saúde mental deles e para que se possa realizar intervenções preventivas. É importante o uso de questionários padronizados para que a percepção e os vieses do profissional não influenciem sua avaliação.</p>
<p style="text-align: justify;">O médico pediatra conhece o adolescente e a família em um acompanhamento de longo prazo e, portanto, conhece a dinâmica familiar e pode auxiliar os pais a terem um papel positivo junto aos adolescentes e jovens, para que estes desenvolvam ferramentas sociais que os auxiliem no autocuidado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;">Figura 1: Evolução das taxas de mortalidade por suicídio, por idade 2010-2019</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/imaagem.png" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 16px;">Boletim Epidemiológico | Secretaria de Vigilância em Saúde | Ministério da Saúde 4 Volume 52 | Nº 33 | Set. 2021</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Procure Ajuda</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Caso você perceba que seu filho esteja com sofrimento emocional, praticando autoagressão não suicida (<em>cutting</em>), esteja se isolando, deixando de fazer coisas que antes considerava prazerosas e que esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada. Você pode falar com seu pediatra, psicólogo ou procurar um CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) de sua cidade. Ou ligue para o CVV (Centro de Valorização da Vida) <a href="https://www.cvv.org.br/">https://www.cvv.org.br/</a>, que funciona 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados, pelo telefone 188, pelo e-mail, chat ou pessoalmente (verifique se existe um posto de atendimento em sua cidade).  </p>
<p> </p>
<p><strong>Relatoras:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Elizete Prescinotti Andrade<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Lilia D’Souza Li<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><strong>Foto: </strong>hay dmitriy | depositphotos.com</p>
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		<title>Sobre a exposição de crianças nas mídias sociais</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sobre-a-exposicao-de-criancas-nas-midias-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 19:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vídeo alertando sobre os riscos da depressão e suicídio chamou atenção ao ser protagonizado por duas crianças pequenas, recitando um texto de forte cunho emocional, numa “suposta” promoção da Campanha Setembro Amarelo – Prevenção ao Suicídio, que tem o objetivo de prevenir os casos de suicídio. No vídeo, há uma espécie de imitação do comportamento adulto, realçado por figurinos e penteados que remetem ao filme Pequena Miss Sunshine (2006). Nele, a protagonista, uma menina espontânea e docemente deselegante, aparece em um concurso de miss infantil, competindo com outras meninas caracterizadas como adultas. Há 2 questões que merecem reflexão ao assistir o vídeo: A primeira diz respeito à mensagem de que a “solução” para a depressão ou o suicídio é “simples”, quase que mágica. Essa suposta simplicidade, aliada à presença de crianças “fofas”, acaba sabotando o próprio intento de uma campanha de saúde pública sobre um tema de tamanha seriedade. Tornar um assunto mais leve ou digestivo é corriqueiro na linguagem das mídias digitais, porém esse tipo de abordagem afigura-se incompatível com a gravidade do assunto. A segunda questão é o abismo entre a seriedade e a capacidade de entendimento e processamento emocional da criança.&#160; Expô-las à temas que fogem de sua compreensão caracteriza ato de violência emocional, constrangendo-as a processar conteúdos afetivos para os quais ainda não possuem aparato psíquico suficientemente desenvolvido. Outro aspecto é a desnecessária exposição à dinâmica da contagem de likes e dislikes, somados a todo tipo de incontinência cibernética intrínseca às caixas de comentários. O ambiente da internet exige um certo norteador ético, quase um manual de etiqueta, de cuidado com os outros e consigo mesmo. Nesse momento de pandemia, crianças e adolescentes estão mais voltados ao ciberespaço. Ora, se nem nós adultos, descobrimos uma boa forma de lidar com os desafios do ambiente virtual, o que dirá as crianças e os adolescentes, que ainda estão em franca transformação? O alcance do mundo virtual aos jovens é inevitável, mas cabe aos adultos cuidar para que isso não os atinja desnecessariamente com temas e linguagens que eles ainda não podem digerir e traduzir, esse é um desafio que se impõe. ___Relatora:Flavia Schimith EscrivãoDepartamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um vídeo alertando sobre os riscos da depressão e suicídio chamou atenção ao ser protagonizado por duas crianças pequenas, recitando um texto de forte cunho emocional, numa “suposta” promoção da <a href="https://www.setembroamarelo.com/">Campanha Setembro Amarelo – Prevenção ao Suicídio</a>, que tem o objetivo de prevenir os casos de suicídio. No vídeo, há uma espécie de imitação do comportamento adulto, realçado por figurinos e penteados que remetem ao filme <em>Pequena Miss Sunshine (2006).</em> Nele, a protagonista, uma menina espontânea e docemente deselegante, aparece em um concurso de miss infantil, competindo com outras meninas caracterizadas como adultas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Depositphotos_110407918_aletia-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-3471"/><figcaption>aletia | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>Há 2 questões que merecem reflexão ao assistir o vídeo:</p>



<p>A primeira diz respeito à mensagem de que a “solução” para a depressão ou o suicídio é “simples”, quase que mágica. Essa suposta simplicidade, aliada à presença de crianças “fofas”, acaba sabotando o próprio intento de uma campanha de saúde pública sobre um tema de tamanha seriedade. Tornar um assunto mais leve ou digestivo é corriqueiro na linguagem das mídias digitais, porém esse tipo de abordagem afigura-se incompatível com a gravidade do assunto.</p>



<p>A segunda questão é o abismo entre a seriedade e a capacidade de entendimento e processamento emocional da criança.&nbsp; Expô-las à temas que fogem de sua compreensão caracteriza ato de violência emocional, constrangendo-as a processar conteúdos afetivos para os quais ainda não possuem aparato psíquico suficientemente desenvolvido. Outro aspecto é a desnecessária exposição à dinâmica da contagem de <em>likes </em>e <em>dislikes</em>, somados a todo tipo de incontinência cibernética intrínseca às caixas de comentários.</p>



<p>O ambiente da internet exige um certo norteador ético, quase um manual de etiqueta, de cuidado com os outros e consigo mesmo. Nesse momento de pandemia, crianças e adolescentes estão mais voltados ao ciberespaço.</p>



<p>Ora, se nem nós adultos, descobrimos uma boa forma de lidar com os desafios do ambiente virtual, o que dirá as crianças e os adolescentes, que ainda estão em franca transformação? O alcance do mundo virtual aos jovens é inevitável, mas cabe aos adultos cuidar para que isso não os atinja desnecessariamente com temas e linguagens que eles ainda não podem digerir e traduzir, esse é um desafio que se impõe.</p>



<p>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Flavia Schimith Escrivão</strong><br><strong>Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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		<title>Mídia: jogos e desafios online entre adolescentes</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/midia-jogos-e-desafios-online-entre-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 18:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os desafios presentes na Internet, conhecidos na Língua Inglesa como challenges ou dares, são um fenômeno cultural que envolve a realização de tarefas inusitadas por usuários da rede, com posterior transmissão e veiculação das mesmas, através de posts, fotos e vídeos. Esse fenômeno tem como objetivos: • inspirar e provocar outros usuários a repetirem as tarefas; • ser recompensado pelas mídias sociais a ter um comportamento “no limite”, através de mais visualizações, viralização do conteúdo, curtidas (likes), comentários e seguidores. Muitos desafios e jogos são antigos e, conforme o tempo passa, são reinventados e relançados. Os jovens, fazendo parte desse ambiente impulsivo e altamente rotativo, não querem ficar excluídos das novidades e acabam se rendendo às tarefas. Como exemplos, podemos citar desde desafios como ingestão de canela em pó ou cápsulas de sabão líquido, até os que começam inofensivamente e podem culminar com a morte do participante. O fenômeno do “desafio da baleia azul”, com 50 tarefas progressivamente perigosas, foi difundido no mundo todo entre 2016 e 2017, com relatos consideráveis de suicídios. Mais recentemente, houve o “desafio Momo”, em que instruções eram dadas através de ameaças da personagem Momo, incluindo chantagens, frases e fotos aterrorizantes distribuídas através das mídias sociais. Já no ano de 2019, o “desafio Bird Box” &#8211; inspirado em filme homônimo em que personagens sobrevivem vendados &#8211; estimula a realização de tarefas como dirigir sem enxergar. O fenômeno dos desafios online pode ser classificado como uma “autoagressão imitativa”, ou seja, a pessoa imita a agressão realizada por outra (disfarçada de “tarefa”). Outros métodos de autoagressão, como a automutilação ou mesmo de agressão a outros e suicídio acabam sendo banalizados, vistos como comuns. O cérebro do jovem está em desenvolvimento e é importante que nessa fase existam novas experiências, para que se adquira conhecimento e aprendizado. No entanto, a região cerebral responsável pelos pensamentos racionais (córtex pré-frontal) só termina de se desenvolver entre 20 e 30 anos de idade. Dessa maneira, os jovens são naturalmente mais impulsivos e fazem muitas coisas sem notar as consequências negativas. Esteja perto e crie vínculos Conhecer os “desafios” do momento é importante para pais e mães de todas as faixas etárias: • informe-se sobre o desafio, suas propostas, consequências e perigos; • inicie diálogo com seu/sua adolescente perguntando se já ouviu falar, viu ou conhece alguém que realizou o desafio; • pergunte sua opinião sobre o challenge. Alerte sobre as consequências através de conversa aberta e franca e tente estimular a habilidade de julgamento do risco; • se perceber que existe intenção de participar dos desafios, estimule a pensar em cada passo, inclusive com as piores consequências possíveis, como: ficar doente, se machucar, machucar outros e até morrer. Nas mídias sociais também estão presentes os desafios que deram errado, que podem ser utilizados como exemplo. Será que vale a pena? Faça um convite à reflexão; • acompanhe seu/sua jovem nas mídias sociais e tente ficar por dentro das novidades digitais; • exerça seu poder parental ou de responsável sobre aquele indivíduo: se necessário, limite contato com colegas e possíveis ameaças/ameaçadores. O melhor controle que pode existir é ser próximo e criar vínculos; • sempre procurar ajuda de profissional capacitado para pesquisar outros comportamentos prejudiciais e de sofrimento psíquico, como bullying e transtornos de humor, entre outros. ___ Relatoras: Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg Dra. Carolina Maria Soares Cresciúlo Departamento Científico de Adolescência da SPSP. Publicado em 26/02/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os desafios presentes na Internet, conhecidos na Língua Inglesa como <em>challenges</em> ou <em>dares</em>, são um fenômeno cultural que envolve a realização de tarefas inusitadas por usuários da rede, com posterior transmissão e veiculação das mesmas, através de posts, fotos e vídeos. Esse fenômeno tem como objetivos:</p>
<p>• inspirar e provocar outros usuários a repetirem as tarefas;<br />
• ser recompensado pelas mídias sociais a ter um comportamento “no limite”, através de mais visualizações, viralização do conteúdo, curtidas (<em>likes</em>), comentários e seguidores.</p>
<p>Muitos desafios e jogos são antigos e, conforme o tempo passa, são reinventados e relançados. Os jovens, fazendo parte desse ambiente impulsivo e altamente rotativo, não querem ficar excluídos das novidades e acabam se rendendo às tarefas. Como exemplos, podemos citar desde desafios como ingestão de canela em pó ou cápsulas de sabão líquido, até os que começam inofensivamente e podem culminar com a morte do participante.</p>
<p>O fenômeno do “desafio da baleia azul”, com 50 tarefas progressivamente perigosas, foi difundido no mundo todo entre 2016 e 2017, com relatos consideráveis de suicídios. Mais recentemente, houve o “desafio Momo”, em que instruções eram dadas através de ameaças da personagem Momo, incluindo chantagens, frases e fotos aterrorizantes distribuídas através das mídias sociais. Já no ano de 2019, o “desafio Bird Box” &#8211; inspirado em filme homônimo em que personagens sobrevivem vendados &#8211; estimula a realização de tarefas como dirigir sem enxergar.</p>
<p>O fenômeno dos desafios <em>online</em> pode ser classificado como uma “autoagressão imitativa”, ou seja, a pessoa imita a agressão realizada por outra (disfarçada de “tarefa”). Outros métodos de autoagressão, como a automutilação ou mesmo de agressão a outros e suicídio acabam sendo banalizados, vistos como comuns.</p>
<p>O cérebro do jovem está em desenvolvimento e é importante que nessa fase existam novas experiências, para que se adquira conhecimento e aprendizado. No entanto, a região cerebral responsável pelos pensamentos racionais (córtex pré-frontal) só termina de se desenvolver entre 20 e 30 anos de idade. Dessa maneira, os jovens são naturalmente mais impulsivos e fazem muitas coisas sem notar as consequências negativas.</p>
<p><div id="attachment_2464" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2464" class="size-large wp-image-2464" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Depositphotos_70975245_l-Goodluz-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2464" class="wp-caption-text">goodluz | depositphotos.com</p></div></p>
<h2>Esteja perto e crie vínculos</h2>
<p>Conhecer os “desafios” do momento é importante para pais e mães de todas as faixas etárias:<br />
• informe-se sobre o desafio, suas propostas, consequências e perigos;<br />
• inicie diálogo com seu/sua adolescente perguntando se já ouviu falar, viu ou conhece alguém que realizou o desafio;<br />
• pergunte sua opinião sobre o <em>challenge</em>. Alerte sobre as consequências através de conversa aberta e franca e tente estimular a habilidade de julgamento do risco;<br />
• se perceber que existe intenção de participar dos desafios, estimule a pensar em cada passo, inclusive com as piores consequências possíveis, como: ficar doente, se machucar, machucar outros e até morrer. Nas mídias sociais também estão presentes os desafios que deram errado, que podem ser utilizados como exemplo. Será que vale a pena? Faça um convite à reflexão;<br />
• acompanhe seu/sua jovem nas mídias sociais e tente ficar por dentro das novidades digitais;<br />
• exerça seu poder parental ou de responsável sobre aquele indivíduo: se necessário, limite contato com colegas e possíveis ameaças/ameaçadores. O melhor controle que pode existir é ser próximo e criar vínculos;<br />
• sempre procurar ajuda de profissional capacitado para pesquisar outros comportamentos prejudiciais e de sofrimento psíquico, como <em>bullying</em> e transtornos de humor, entre outros.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatoras:<br />
Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg<br />
Dra. Carolina Maria Soares Cresciúlo</strong><br />
Departamento Científico de Adolescência da SPSP.</p>
<p>Publicado em 26/02/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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