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	<title>Arquivos Tecnologia - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Tecnologia - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Uso responsável de telas e tecnologia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/uso-responsavel-de-telas-e-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 19:07:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O uso de tecnologias por crianças e adolescentes cresce de forma rápida e descontrolada. É fascinante esse mundo imediato que oferece milhares de possibilidades na busca de inform</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: left;">O uso de tecnologias por crianças e adolescentes cresce de forma rápida e descontrolada.</p>
<p style="text-align: left;">É fascinante esse mundo imediato que oferece milhares de possibilidades na busca de informações, comunicação, conexão com o mundo e diversão.</p>
<p style="text-align: left;">Bem-vindo a esse universo, conhecido como <strong>ambiente digital</strong>: o “on-line”, das interações virtuais, que teima em superar o “off-line”, das interações reais.</p>
<p style="text-align: left;">Sim, as crianças e adolescentes têm o <strong>direito</strong> de “passear” pelo ambiente digital. Mas, na qualidade de pais, adultos responsáveis e como sociedade, temos o <strong>dever</strong> de promover e garantir o <strong>acesso</strong> saudável e seguro, com proximidade, supervisão e muito diálogo.</p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>Como agir?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Deve-se considerar todos os contextos que englobam a navegação, exposição e vulnerabilidade de crianças e adolescentes.</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Para os que acessam e/ou assistem – o conteúdo é apropriado para idade e maturidade?</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">&#8211; Os conteúdos assistidos e os aplicativos “baixados” são de conhecimento e entendimento dos responsáveis? Reconhecem todos os ícones?</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignleft" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-22-160356.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"><br /><br />&#8211; Estão cientes de que aplicativos e redes sociais apresentam classificação indicativa que precisa ser respeitada? (<strong>WhatsApp, Instagram, TikTok e X – antigo Twitter</strong>)</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-22-160405.png" alt="" /></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Como é a interação com dispositivo – utiliza sozinho, com amigos e/ou com adulto?</li>
<li>Local em que acessa – em casa: no quarto/na sala e/ou em ambiente não controlado?</li>
<li>Qual a finalidade do uso – aprendizado, distração, regulação emocional?</li>
<li>Em quais momentos do dia a rede é acessada – durante as refeições, em eventos familiares, antes de dormir ou sem nenhum controle de tempo?</li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>Como controlar o acesso aos dispositivos móveis?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Recomenda-se que crianças menores de 12 anos não possuam smartphone próprio. Um assunto um tanto polêmico, mas é necessária a abordagem entre as famílias. Reforçando que cada família tem um papel importante, como modelo, na convivência on-line.</p>
<p style="text-align: left;">Os acordos sobre tempo de telas precisam ser claros e o adulto precisa participar ativamente do que foi definido como momentos “on-line” e momentos “off-line”.</p>
<p style="text-align: left;">Assim, ficam estipulados o tempo diário de navegação, o local de uso das telas, as verificações periódicas dos conteúdos navegados e das atividades recentes nos dispositivos.</p>
<p style="text-align: left;">Nos momentos “on-line”, o uso criativo e compartilhado de conteúdos, jogos e séries aproxima diferentes gerações e os olhares se complementam. Uma oportunidade para contribuir com a construção de futuros adultos: atentos, críticos e responsáveis. Capazes de reconhecer suas habilidades emocionais e exercerem o direito à cidadania.</p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>Exposição nas redes sociais – um alerta</strong></p>
<p style="text-align: left;">Um tema recorrente e atual reacende a discussão sobre a exposição de crianças e adolescentes nas mídias sociais. Na maioria das vezes, despretensiosa e inocente. Pais e/ou filhos postam sobre o dia a dia, passeios e viagens; entram em <em>trends </em>(dancinhas para se divertirem). Esses vídeos e imagens são entregues, pelos algoritmos das plataformas, indiscriminadamente, e podem ser deturpados por quem consome.</p>
<p style="text-align: left;">A Inteligência Artificial colabora com essa nova realidade. A partir dela, geram-se conteúdos impróprios através da distorção de imagens reais. O que se torna atraente para quem só tem um objetivo: monetização e lucro, alimentando uma rede de crimes contra crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>A importância da mediação familiar </strong></p>
<p style="text-align: left;">É importante promover o diálogo e reflexão com as crianças e adolescentes sobre os riscos e benefícios do uso das telas. Esse comportamento previne riscos, estimula o autoconhecimento e fortalece as relações.</p>
<p style="text-align: left;">O uso responsável de telas vai muito além do mero limite de tempo: extrapola na preocupação em direcionar escolhas através de um “menu digital” atento na classificação indicativa de cada aplicativo e plataforma; amplia-se para o conhecimento sobre as camadas de <strong>segurança na internet, </strong>que são educação, diálogo aberto, supervisão parental e a utilização de ferramentas adequadas (filtros parentais e dos próprios serviços e apps que restringem os conteúdos contraindicados para a faixa etária).</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Reflexão</strong></p>
<p style="text-align: left;">É urgente que monitoremos os usos dos dispositivos móveis e que verifiquemos com frequência o uso de todas as plataformas consumidas por nossas crianças e adolescentes. Como proteção e não punição. O estabelecimento de regras claras, limites e conversas sistemáticas são ações que garantirão o direito a uma navegação segura no ambiente digital saudável. Fiquemos atentos com quem e onde estão sendo compartilhados vídeos e imagens pessoais. E se essa exposição exagerada se faz, de fato, necessária.</p>
<p style="text-align: left;">Eles merecem todo esse cuidado.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Relatora:<br />Betina Lahterman<br />Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tecnologias na Educação &#8211; Expectativas e frustrações</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/tecnologias-na-educacao-expectativas-e-frustracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Tecnologias-na-Educacao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Tecnologias-na-Educacao-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Tecnologias-na-Educacao-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A vovó tirou do seu ‘fundo do baú’ histórias interessantes e que parecem, hoje, inacreditáveis. Vejam estas: -Thomas Edison, industrial americano e inventor da lâmpada elétrica</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Tecnologias-na-Educacao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Tecnologias-na-Educacao-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Tecnologias-na-Educacao-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A vovó tirou do seu ‘fundo do baú’ histórias interessantes e que parecem, hoje, inacreditáveis. Vejam estas:</p>
<p style="text-align: justify;">-Thomas Edison, industrial americano e inventor da lâmpada elétrica, disse em 1913: “<strong>livros logo se tornarão obsoletos nas escolas (&#8230;) Nosso sistema escolar mudará completamente dentro de dez anos”.</strong> Parece até atual! O deslumbramento demonstrado por ele dizia respeito às várias potencialidades pedagógicas do cinema, opinião corroborada por muita gente naquela época, que até diziam: “o cinema está destinado a revolucionar nosso sistema educacional e, graças a ele, será possível ensinar todas as ramificações do conhecimento humano”.</p>
<p style="text-align: justify;">-Em 1930, a tecnologia revolucionária foi o rádio e dizia-se sobre ele:  “o rádio está destinado a <strong>levar o mundo para a sala de aula, a fim de tornar universalmente disponíveis os serviços dos melhores professores”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">-Em 1960, foi a vez da televisão: “é possível multiplicar nossos melhores instrutores, isto é, selecionar um único professor excelente e oferecer a todos os estudantes os benefícios resultantes de uma instrução de qualidade superior (&#8230;) <strong>A TV transforma todas as salas de estar, de jantar, sótão, etc., numa sala potencial de aula</strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Percebe-se nesse recordatório, que muita expectativa sempre foi projetada em cada nova tecnologia que ia surgindo como esperança para solucionar os problemas educacionais nos países, pelo mundo afora. Hoje, continua se fazendo a mesma coisa: a televisão foi substituída pelas “<strong>tecnologias de informação e de comunicação para o ensino” – as famosas TIC</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2011, um parlamentar alardeou que estas são “como <strong>uma resposta adaptada aos desafios da educação do século XXI</strong>: lutar contra o fracasso na escola, favorecer a igualdade de oportunidades, devolver aos alunos o prazer de ir à escola e aprender, revalorizar a profissão do magistério, que deve retomar seu lugar com esse papel de ‘diretor de cena’ (&#8230;). Pois não será sobre a educação de ontem que edificaremos os talentos de amanhã”.</p>
<p style="text-align: justify;">As muitas expectativas trouxeram muitas frustações. Nem o cinema, nem o rádio ou a televisão resolveram os enormes problemas educacionais na grande maioria dos países. Nem mesmo hoje, a Informatização no ensino, trouxe o ganho tão esperado e propalado.</p>
<p style="text-align: justify;">“A síntese do último relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), solicitado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, enfatiza: “professores são o mais importante recurso nas escolas de hoje&#8230;”. Essa afirmação foi feita após os especialistas constatarem que os países que mais investiram em tecnologias digitais foram os que viram a <em>performance</em> de seus alunos diminuir, mais severamente, em matemática, leitura e ciências.</p>
<p style="text-align: justify;">Conclusão final:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Um Professor qualificado continua sendo uma tecnologia de ensino resiliente e insuperável”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Edison T. In: Saettler P. The evolution of American educacional techonology. (S.I.): IAP, 1990.</li>
<li>Darrow B. In: Cuban L. Teachers and the machines. New York: Teachers College Press, 1986.</li>
<li>Wischener G et al. Some thoughts on television as na educacional tool. American Psychologist. 1955;10.</li>
<li>Fourgous J. Oser la pédagogie numérique!. Le Monde, 2011. Disponível em: lemonde.fr. Acesso em: 27 jul. 2021.</li>
<li>Spitzer M. M-learning? When it comes to learning, smartphones are a liability, not an asset. Trends in Neuroscience and Education. 2015;4.</li>
<li>OECD. Effective teacher policies: insights from PISA. OECD, 2018. Disponível em: oecd.org. Acesso em: 27 jul.2021.</li>
<li>OCDE. Connectés pour appendre? Les élèves et les nouvelles technologies (principaux résultats). OCDE, 2015. Disponível em: oecd.org. Acesso em: 27 jul. 2021.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fernando MF Oliveira</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Adolescentes e redes sociais</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/adolescentes-e-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2024 10:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 30 de junho comemora-se o Dia Mundial das Redes Sociais. As tecnologias de informação e comunicação vêm alterando a maneira de ser e de viver da sociedade e das famílias, configurando-se uma verdadeira revolução na organização social, que diminuiu as distâncias e otimizou o tempo. É natural que pais e educadores de adolescentes, diante desse tema tão complexo, tenham preocupações relativas à segurança sobre o uso dos dispositivos tecnológicos e das novas mídias pelos jovens. O computador ou, mais modernamente, um dispositivo que caiba na mão, como o smartphone (que proporcione a mesma plena experiência de navegação), é um dos bens de consumo mais disseminados e desejados hoje em dia. Para refletir sobre a maneira como os adolescentes interagem com este mundo e como os responsáveis pelo cuidado e educação desses jovens se posicionam e estabelecem normas para essa interação, é necessário destacar algumas premissas: Violências, como racismo, homofobia, misoginia, injúria, calúnia ou difamação, dentre tantos outros, são crimes, seja no ambiente on-line ou off-line. Desde que o mundo é mundo, pais querem (e devem) saber com quem seus filhos estão se relacionando. Regras e valores existem no mundo e na casa e a tecnologia é apenas mais um componente a ser regrado. Poderíamos terminar nossas reflexões por aqui: falando que o papel mais importante dos pais e educadores dos dias de hoje é o estímulo para conhecerem juntos aos seus adolescentes esse campo de possibilidades que tem se aberto com o uso das tecnologias. Vivemos em uma era diferente: inundados por um excesso de informações, submersos num mar de possibilidades e de cliques de fotos, textos, conversas e produtos. É um grande equívoco querer medir esse fenômeno com uma perspectiva saudosista e “tecnofóbica”, quando “tudo antes era melhor”. Por outro lado, é falha a perspectiva de idolatria à tecnologia que considera que todas as necessidades do mundo irão se resolver. Extremos perigosos. Preferimos ir pelo meio: o mundo virtual e digital está aí, nas nossas mãos e de nossos adolescentes. A internet não é a rede mundial de computadores, a internet é a rede mundial de pessoas conectadas atrás de cada computador. Indivíduos em grupos tendem a agir de maneira diferente do que fariam isoladamente, muitas vezes adotando comportamentos e crenças do próprio grupo. Um ponto de destaque da relação entre as redes sociais e as características contemporâneas é a “normalização de comportamentos”. De uma maneira bem simples, significa que um comportamento gerado numa rede social passa a ser compreendido pelos seus participantes como habitual e comum. Surpreende-nos o número de curtidas em comunidades que ensinam comportamentos alimentares restritivos e purgativos escondidos dos pais, desafios perigosos de asfixia ou outros hábitos pouco saudáveis de vida. A normalização de comportamentos em redes sociais é um fenômeno influenciado pela busca de aprovação social, pela dinâmica de comportamento de grupo e pelas características intrínsecas das plataformas digitais. Este processo de “normalização” pode ter implicações significativas, tanto positivas quanto negativas, para a sociedade. Por um lado, pode promover a solidariedade e o apoio mútuo; por outro, pode levar à disseminação de comportamentos prejudiciais ou estimuladores de preconceitos e divisões. O fenômeno do &#8220;Fear of Missing Out&#8221; (FOMO), ou medo de estar perdendo algo, tornou-se uma questão significativa, especialmente entre adolescentes imersos nas redes sociais. Este conceito reflete a ansiedade e o desconforto gerados pela percepção de que outros podem estar vivenciando eventos, interações ou experiências das quais um indivíduo está ausente. Adolescentes, estando em uma fase crítica de desenvolvimento de identidade e pertencimento social, são particularmente vulneráveis a esse sentimento. A constante exposição a atualizações, fotos e vídeos de amigos e conhecidos participando de atividades aparentemente gratificantes pode criar uma sensação persistente de estar de fora, exacerbando sentimentos de solidão, insatisfação, ansiedade e depressão. Além disso, o FOMO pode contribuir para a deterioração da qualidade do sono, uma vez que muitos adolescentes permanecem on-line até tarde da noite, e para a diminuição da capacidade de concentração e desempenho acadêmico. Os riscos on-line podem ser divididos em quatro categorias: Riscos de Conteúdo: indivíduos são expostos a conteúdos indesejáveis e potencialmente prejudiciais (imagens sexuais, publicidade inapropriada, material racista, discriminatório, extremista, violento e fake news, por exemplo). Riscos de Contato: o sujeito participa de comunicações arriscadas, como com um adulto buscando contato inapropriado, para fins sexuais ou persuasões para participar em comportamentos perigosos. Riscos de Conduta: quando uma criança ou adolescente se comporta de maneira a contribuir para conteúdo ou contato arriscado, participando ou testemunhando condutas potencialmente danosas (cyberbullying, trollagens, “cancelamentos” e todos os atos com o intuito de causar constrangimento público). Riscos de Contrato: quando o adolescente &#8220;aceita” os termos e condições de um provedor de serviços digitais (marketing exploratório para a idade, roubo de dados, entre outros). Pais, educadores e profissionais de saúde têm um papel fundamental para as mediações com os adolescentes, para boas escolhas nesses tempos de mobilidade e interação. E nesse contexto, devem orientar, mesmo que se sintam distantes das habilidades tecnológicas, que são eles, os adolescentes, protagonistas da discussão sobre respeito, liberdade, cuidado de si e do próximo, tolerância e diálogo. E, ao enfrentar essas questões, não apenas os adolescentes podem se sentir mais satisfeitos e seguros em sua vida social, mas também capacitados em sua autonomia para construir relações off-line mais autênticas e significativas.   Relatores:Benito LourençoMaíra Pieri RibeiroDepartamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 30 de junho comemora-se o Dia Mundial das Redes Sociais. As tecnologias de informação e comunicação vêm alterando a maneira de ser e de viver da sociedade e das famílias, configurando-se uma verdadeira revolução na organização social, que diminuiu as distâncias e otimizou o tempo. É natural que pais e educadores de adolescentes, diante desse tema tão complexo, tenham preocupações relativas à segurança sobre o uso dos dispositivos tecnológicos e das novas mídias pelos jovens. O computador ou, mais modernamente, um dispositivo que caiba na mão, como o <em>smartphone</em> (que proporcione a mesma plena experiência de navegação), é um dos bens de consumo mais disseminados e desejados hoje em dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Para refletir sobre a maneira como os adolescentes interagem com este mundo e como os responsáveis pelo cuidado e educação desses jovens se posicionam e estabelecem normas para essa interação, é necessário destacar algumas premissas:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Violências, como racismo, homofobia, misoginia, injúria, calúnia ou difamação, dentre tantos outros, são crimes, seja no ambiente <em>on-line</em> ou <em>off-line</em>.</li>
<li>Desde que o mundo é mundo, pais querem (e devem) saber com quem seus filhos estão se relacionando.</li>
<li>Regras e valores existem no mundo e na casa e a tecnologia é apenas mais um componente a ser regrado.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Poderíamos terminar nossas reflexões por aqui: falando que o papel mais importante dos pais e educadores dos dias de hoje é o estímulo para conhecerem juntos aos seus adolescentes esse campo de possibilidades que tem se aberto com o uso das tecnologias.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era diferente: inundados por um excesso de informações, submersos num mar de possibilidades e de <em>cliques</em> de fotos, textos, conversas e produtos. É um grande equívoco querer medir esse fenômeno com uma perspectiva saudosista e “tecnofóbica”, quando “tudo antes era melhor”. Por outro lado, é falha a perspectiva de idolatria à tecnologia que considera que todas as necessidades do mundo irão se resolver. Extremos perigosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Preferimos ir pelo meio: o mundo virtual e digital está aí, nas nossas mãos e de nossos adolescentes. A internet não é a rede mundial de computadores, a internet é a rede mundial de pessoas conectadas atrás de cada computador.</p>
<p style="text-align: justify;">Indivíduos em grupos tendem a agir de maneira diferente do que fariam isoladamente, muitas vezes adotando comportamentos e crenças do próprio grupo. Um ponto de destaque da relação entre as redes sociais e as características contemporâneas é a “normalização de comportamentos”. De uma maneira bem simples, significa que um comportamento gerado numa rede social passa a ser compreendido pelos seus participantes como habitual e comum. Surpreende-nos o número de curtidas em comunidades que ensinam comportamentos alimentares restritivos e purgativos escondidos dos pais, desafios perigosos de asfixia ou outros hábitos pouco saudáveis de vida. A normalização de comportamentos em redes sociais é um fenômeno influenciado pela busca de aprovação social, pela dinâmica de comportamento de grupo e pelas características intrínsecas das plataformas digitais. Este processo de “normalização” pode ter implicações significativas, tanto positivas quanto negativas, para a sociedade. Por um lado, pode promover a solidariedade e o apoio mútuo; por outro, pode levar à disseminação de comportamentos prejudiciais ou estimuladores de preconceitos e divisões.</p>
<p style="text-align: justify;">O fenômeno do &#8220;<em>Fear of Missing Out</em>&#8221; (FOMO), ou medo de estar perdendo algo, tornou-se uma questão significativa, especialmente entre adolescentes imersos nas redes sociais. Este conceito reflete a ansiedade e o desconforto gerados pela percepção de que outros podem estar vivenciando eventos, interações ou experiências das quais um indivíduo está ausente. Adolescentes, estando em uma fase crítica de desenvolvimento de identidade e pertencimento social, são particularmente vulneráveis a esse sentimento. A constante exposição a atualizações, fotos e vídeos de amigos e conhecidos participando de atividades aparentemente gratificantes pode criar uma sensação persistente de estar de fora, exacerbando sentimentos de solidão, insatisfação, ansiedade e depressão. Além disso, o FOMO pode contribuir para a deterioração da qualidade do sono, uma vez que muitos adolescentes permanecem <em>on-line</em> até tarde da noite, e para a diminuição da capacidade de concentração e desempenho acadêmico.</p>
<p style="text-align: justify;">Os riscos <em>on-line</em> podem ser divididos em quatro categorias:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Conteúdo:</strong> indivíduos são expostos a conteúdos indesejáveis e potencialmente prejudiciais (imagens sexuais, publicidade inapropriada, material racista, discriminatório, extremista, violento e <em>fake news</em>, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Contato:</strong> o sujeito participa de comunicações arriscadas, como com um adulto buscando contato inapropriado, para fins sexuais ou persuasões para participar em comportamentos perigosos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Conduta:</strong> quando uma criança ou adolescente se comporta de maneira a contribuir para conteúdo ou contato arriscado, participando ou testemunhando condutas potencialmente danosas (<em>cyberbullying</em>, <em>trollagens, </em>“cancelamentos” e todos os atos com o intuito de causar constrangimento público).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Contrato:</strong> quando o adolescente &#8220;aceita” os termos e condições de um provedor de serviços digitais (marketing exploratório para a idade, roubo de dados, entre outros).</p>
<p style="text-align: justify;">Pais, educadores e profissionais de saúde têm um papel fundamental para as mediações com os adolescentes, para boas escolhas nesses tempos de mobilidade e interação. E nesse contexto, devem orientar, mesmo que se sintam distantes das habilidades tecnológicas, que são eles, os adolescentes, protagonistas da discussão sobre respeito, liberdade, cuidado de si e do próximo, tolerância e diálogo. E, ao enfrentar essas questões, não apenas os adolescentes podem se sentir mais satisfeitos e seguros em sua vida social, mas também capacitados em sua autonomia para construir relações <em>off-line</em> mais autênticas e significativas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatores:<br /></strong><strong>Benito Lourenço<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Maíra Pieri Ribeiro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
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		<title>Sobre a exposição de crianças nas mídias sociais</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sobre-a-exposicao-de-criancas-nas-midias-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 19:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[aconselhamento]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
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		<category><![CDATA[exposição na internet]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vídeo alertando sobre os riscos da depressão e suicídio chamou atenção ao ser protagonizado por duas crianças pequenas, recitando um texto de forte cunho emocional, numa “suposta” promoção da Campanha Setembro Amarelo – Prevenção ao Suicídio, que tem o objetivo de prevenir os casos de suicídio. No vídeo, há uma espécie de imitação do comportamento adulto, realçado por figurinos e penteados que remetem ao filme Pequena Miss Sunshine (2006). Nele, a protagonista, uma menina espontânea e docemente deselegante, aparece em um concurso de miss infantil, competindo com outras meninas caracterizadas como adultas. Há 2 questões que merecem reflexão ao assistir o vídeo: A primeira diz respeito à mensagem de que a “solução” para a depressão ou o suicídio é “simples”, quase que mágica. Essa suposta simplicidade, aliada à presença de crianças “fofas”, acaba sabotando o próprio intento de uma campanha de saúde pública sobre um tema de tamanha seriedade. Tornar um assunto mais leve ou digestivo é corriqueiro na linguagem das mídias digitais, porém esse tipo de abordagem afigura-se incompatível com a gravidade do assunto. A segunda questão é o abismo entre a seriedade e a capacidade de entendimento e processamento emocional da criança.&#160; Expô-las à temas que fogem de sua compreensão caracteriza ato de violência emocional, constrangendo-as a processar conteúdos afetivos para os quais ainda não possuem aparato psíquico suficientemente desenvolvido. Outro aspecto é a desnecessária exposição à dinâmica da contagem de likes e dislikes, somados a todo tipo de incontinência cibernética intrínseca às caixas de comentários. O ambiente da internet exige um certo norteador ético, quase um manual de etiqueta, de cuidado com os outros e consigo mesmo. Nesse momento de pandemia, crianças e adolescentes estão mais voltados ao ciberespaço. Ora, se nem nós adultos, descobrimos uma boa forma de lidar com os desafios do ambiente virtual, o que dirá as crianças e os adolescentes, que ainda estão em franca transformação? O alcance do mundo virtual aos jovens é inevitável, mas cabe aos adultos cuidar para que isso não os atinja desnecessariamente com temas e linguagens que eles ainda não podem digerir e traduzir, esse é um desafio que se impõe. ___Relatora:Flavia Schimith EscrivãoDepartamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um vídeo alertando sobre os riscos da depressão e suicídio chamou atenção ao ser protagonizado por duas crianças pequenas, recitando um texto de forte cunho emocional, numa “suposta” promoção da <a href="https://www.setembroamarelo.com/">Campanha Setembro Amarelo – Prevenção ao Suicídio</a>, que tem o objetivo de prevenir os casos de suicídio. No vídeo, há uma espécie de imitação do comportamento adulto, realçado por figurinos e penteados que remetem ao filme <em>Pequena Miss Sunshine (2006).</em> Nele, a protagonista, uma menina espontânea e docemente deselegante, aparece em um concurso de miss infantil, competindo com outras meninas caracterizadas como adultas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Depositphotos_110407918_aletia-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-3471"/><figcaption>aletia | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>Há 2 questões que merecem reflexão ao assistir o vídeo:</p>



<p>A primeira diz respeito à mensagem de que a “solução” para a depressão ou o suicídio é “simples”, quase que mágica. Essa suposta simplicidade, aliada à presença de crianças “fofas”, acaba sabotando o próprio intento de uma campanha de saúde pública sobre um tema de tamanha seriedade. Tornar um assunto mais leve ou digestivo é corriqueiro na linguagem das mídias digitais, porém esse tipo de abordagem afigura-se incompatível com a gravidade do assunto.</p>



<p>A segunda questão é o abismo entre a seriedade e a capacidade de entendimento e processamento emocional da criança.&nbsp; Expô-las à temas que fogem de sua compreensão caracteriza ato de violência emocional, constrangendo-as a processar conteúdos afetivos para os quais ainda não possuem aparato psíquico suficientemente desenvolvido. Outro aspecto é a desnecessária exposição à dinâmica da contagem de <em>likes </em>e <em>dislikes</em>, somados a todo tipo de incontinência cibernética intrínseca às caixas de comentários.</p>



<p>O ambiente da internet exige um certo norteador ético, quase um manual de etiqueta, de cuidado com os outros e consigo mesmo. Nesse momento de pandemia, crianças e adolescentes estão mais voltados ao ciberespaço.</p>



<p>Ora, se nem nós adultos, descobrimos uma boa forma de lidar com os desafios do ambiente virtual, o que dirá as crianças e os adolescentes, que ainda estão em franca transformação? O alcance do mundo virtual aos jovens é inevitável, mas cabe aos adultos cuidar para que isso não os atinja desnecessariamente com temas e linguagens que eles ainda não podem digerir e traduzir, esse é um desafio que se impõe.</p>



<p>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Flavia Schimith Escrivão</strong><br><strong>Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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		<title>As tecnologias e o desenvolvimento das crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/as-tecnologias-e-o-desenvolvimento-das-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 18:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Uma das coisas mais fascinantes na Pediatria é acompanhar o desenvolvimento de uma criança. E quando se trata dos primeiros três anos de vida, o que chama mais atenção é a velocidade com que as mudanças ocorrem e o impacto que isso gera na própria criança e na família. Sorrir, segurar objetos, sentar, engatinhar, andar, falar, reconhecer animais e cores são apenas alguns exemplos de conquistas que representam que as coisas estão indo bem. Mas, de todas as habilidades que uma criança desenvolve, as que mais deixam marcas, as inesquecíveis, são aquelas que envolvem interação: ganhar um sorriso, trocar olhares, falar por “infinitos” minutos com um bebê, conseguir acalmá-lo, fazê-lo aceitar novos alimentos (sim, isso representa um grande passo do desenvolvimento), ganhar beijo, ouvir pela primeira vez “mama” ou “papa”, superar medos&#8230; Entre estimulação e interação, via de regra, fique sempre com a segunda opção Aí que entra a questão dos aparelhos tecnológicos. Na grande maioria das vezes, quando são oferecidos aos bebês, é para distraí-los para podermos fazer alguma coisa. Assim, liga-se alguma coisa para desligar alguém. E, se tem algo que vai contra a natureza do desenvolvimento de bebês, é deixá-los quietinhos, parados, “imobilizados”. Enquanto uma criança está atenta a uma tela, por exemplo, sua atividade motora está em stand by. Nos primeiros dois anos de vida ocorre grande parte do desenvolvimento sensorial, responsável pela comunicação entre os sentidos: olfato, visão, tato, paladar e audição. Ativa-se, dessa forma, uma série de “redes” neuronais que serão usadas durante a vida da criança. Isso servirá de base para o desenvolvimento da linguagem e cognição que irão se expressar mais adiante. Quando não ocorre essa ativação, acredita-se gerar uma limitação para capacidades futuras. Ensinando pelo exemplo Outro ponto fundamental nessa discussão é o exemplo. Crianças aprendem muito por imitação. Se queremos que nossos filhos e filhas se interessem em se relacionar, em brincar, não podemos chegar em casa, após um dia inteiro de trabalho, e passar boa parte do tempo na frente de nossas telas, pois as crianças vão crescer com esse referencial. Em alguns momentos, quando estamos em casa, temos que nos “desligar” do mundo virtual, fazer refeições sem celulares (isso serve para adultos e crianças), permanecer em off quando colocamos nossos filhos e filhas para dormir; enfim, ensinar por meio do exemplo. Sei que é difícil e que é um dos desafios dos novos (nossos) tempos. Mas, querer que crianças tenham um bom desenvolvimento, enquanto crescem na frente de celulares e tablets desde bebês, com familiares fazendo o mesmo e delegando a terceiros sua “estimulação”, uma coisa eu posso garantir: essa conta não fecha! ___Relator:Dr. Fernando LamanoGrupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP Publicado em 3/10/2019</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p>Uma das coisas mais fascinantes na Pediatria é acompanhar o desenvolvimento de uma criança. E quando se trata dos primeiros três anos de vida, o que chama mais atenção é a velocidade com que as mudanças ocorrem e o impacto que isso gera na própria criança e na família. Sorrir, segurar objetos, sentar, engatinhar, andar, falar, reconhecer animais e cores são apenas alguns exemplos de conquistas que representam que as coisas estão indo bem. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Depositphotos_192399190_Syda_Productions-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2940"/><figcaption>syda productions | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>Mas, de todas as
habilidades que uma criança desenvolve, as que mais deixam marcas, as
inesquecíveis, são aquelas que envolvem interação:
ganhar um sorriso, trocar olhares, falar por “infinitos” minutos com um bebê,
conseguir acalmá-lo, fazê-lo aceitar novos alimentos (sim, isso representa um
grande passo do desenvolvimento), ganhar beijo, ouvir pela primeira vez “mama”
ou “papa”, superar medos&#8230; </p>



<h4 class="wp-block-heading">Entre estimulação e interação, via de regra, fique sempre com a segunda opção</h4>



<p>Aí que entra a questão dos aparelhos tecnológicos. Na grande maioria das vezes, quando são oferecidos aos bebês, é para distraí-los para podermos fazer alguma coisa. Assim, liga-se alguma coisa para desligar alguém.</p>



<p>E, se tem algo que vai contra a natureza do desenvolvimento de bebês, é deixá-los quietinhos, parados, “imobilizados”. Enquanto uma criança está atenta a uma tela, por exemplo, sua atividade motora está em <em>stand by.</em> Nos primeiros dois anos de vida ocorre grande parte do desenvolvimento sensorial, responsável pela comunicação entre os sentidos: olfato, visão, tato, paladar e audição. Ativa-se, dessa forma, uma série de “redes” neuronais que serão usadas durante a vida da criança. Isso servirá de base para o desenvolvimento da linguagem e cognição que irão se expressar mais adiante. Quando não ocorre essa ativação, acredita-se gerar uma limitação para capacidades futuras.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Ensinando pelo exemplo</h4>



<p>Outro ponto fundamental nessa discussão é o <strong>exemplo</strong>. Crianças aprendem muito por imitação. Se queremos que nossos filhos e filhas se interessem em se relacionar, em brincar, não podemos chegar em casa, após um dia inteiro de trabalho, e passar boa parte do tempo na frente de nossas telas, pois as crianças vão crescer com esse referencial. Em alguns momentos, quando estamos em casa, temos que nos “desligar” do mundo virtual, fazer refeições sem celulares (isso serve para adultos e crianças), permanecer em <em>off</em> quando colocamos nossos filhos e filhas para dormir; enfim, ensinar por meio do exemplo.</p>



<p>Sei que é difícil e que é um dos desafios dos novos (nossos) tempos. Mas, querer que crianças tenham um bom desenvolvimento, enquanto crescem na frente de celulares e <em>tablets</em> desde bebês, com familiares fazendo o mesmo e delegando a terceiros sua “estimulação”, uma coisa eu posso garantir: essa conta não fecha!</p>



<p>___<br><strong>Relator:</strong><br><strong>Dr. Fernando Lamano</strong><br>Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP</p>



<p>Publicado em 3/10/2019</p>



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		<title>Criança pequena e tecnologia: até que ponto elas combinam?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/crianca-pequena-e-tecnologia-ate-que-ponto-elas-combinam-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2017 15:49:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Especialista da Sociedade de Pediatria de São Paulo esclarece quais são os limites para uma convivência saudável com tablets, celulares e afins Por Dra. Vera Ferrari Rego Barros A realidade virtual vem progressivamente confundindo seus limites com o mundo real no cotidiano de crianças e adolescentes. Hoje em dia, eles já nascem imersos no meio digital. Basta lembrar que uma das primeiras providências dos pais ao terem um bebê é postar suas fotos nas redes sociais. Não à toa, essa é a chamada geração digital. É natural que, com a presença marcante das tecnologias, as crianças sejam capazes de manejar e usufruir cada vez mais cedo de smartphones e tablets. Mas o uso precoce da tecnologia é benéfico ou prejudicial? Depende de quando e como ela é utilizada. A Academia Americana de Pediatria (APA), no que é seguida pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), orienta que até os 2 anos de idade não haja exposição à TV, ao computador, ao celular ou ao tablet. Nesse período, o cérebro está em franco processo de desenvolvimento, o que requer contato com incentivos variados e ativos. É preciso lembrar que crianças pequenas aprendem por meio da interação com pessoas e coisas; logo, elas precisam ter uma gama de estímulos que requeiram o uso de todas as competências envolvidas. As capacidades motoras, as interações verbais, o tato, a visão, o paladar e o olfato devem estar integrados nas experiências com seu ambiente. Estas, aliadas à socialização, são fundamentais para um crescimento saudável. Para uma criança pequena, convívio social, com brincadeiras criativas e atividades manuais, é o cerne do aprendizado. Brincando, ela aprende acerca das coisas e das pessoas, bem como sobre ela mesma, na medida em que vai se surpreendendo com suas habilidades. As experiências de relação com as telas, como TV, celulares ou tablets, por mais que encantem e prendam a atenção, não são suficientes para promover estimulação semelhante como a da vida real. Além de promoverem aprendizagem por repetição – do tipo “aperte o botão!” – induzem a passividade, o isolamento e a diversão solitária, na contramão do que desejamos para a vida da criança. O problema é que as habilidades digitais estão se sobrepondo à aquisição de competências que só adquirimos nas interações reais. A superexposição às tecnologias, em idade na qual a criança não desenvolveu competências básicas para interagir com seu meio, é associada ao déficit do funcionamento executivo e da atenção, atrasos cognitivos, prejuízo da aprendizagem, aumento da impulsividade, irritabilidade e agressividade. Bebês e crianças pequenas precisam interagir com outras pessoas. O apego às telas, de qualquer aparelho, traz o risco de causar desengajamento e vulnerabilidade, assim como poucas aptidões sociais e diminuição da capacidade de expressar empatia. Mas, reconhecendo que o mundo digital já é a linguagem da criança de hoje, fazendo parte até mesmo dos conteúdos escolares e dos meios para acessá-los – basta reparamos que se usa cada vez mais a digitação no tablete como substituta da escrita e a pesquisa na internet como substituta dos livros –, devemos pensar nos cuidados necessários para permitir seu acesso por crianças pequenas. Para começar, evite o uso de tablets e smatphones antes dos 3 anos. A partir dessa idade, com maior compreensão e expressão, habilidades motoras e de socialização, a criança pode se beneficiar dos conteúdos de aplicativos direcionados à sua faixa etária. Mas atenção com jogos e programas muito rápidos, confusos e barulhentos – eles podem ser assustadores. Prefira aqueles com proposta educativa. Cabe aos pais selecionarem os apps e monitorarem o tempo de uso de qualquer dispositivo eletrônico. Nessa fase, não mais do que 60 minutos por dia, até porque o tempo de atenção e concentração delas a qualquer atividade é bem mais curto que os do adulto. Não vale abusar da curiosidade natural da criança e deixá-la brincando indefinidamente com os dispositivos, com a ideia de que assim ela ficará quietinha e não incomodará os mais velhos, quando estes estão conversando ou querem jantar sossegados, por exemplo. Os adultos são os modelos das crianças para apreender como as coisas funcionam. Se os pais fazem uso indiscriminado da tecnologia no dia a dia e não dispõem de tempo para dar atenção focada aos filhos, estes tenderão a se refugiar nos aparelhos como forma de se ocupar e obter alguma satisfação mais imediata. Só que, dessa forma, criam um hábito que, além de ser prejudicial, não elimina a frustração de um contato desatento e pouco receptivo com os pais. É preciso reservar parte do tempo para as brincadeiras “corpo a corpo” com a criança. São elas que ajudam a fortalecer a autoestima, a criar o sistema de valores, a tranquilizar e a dar segurança. Também não devemos vincular algo da rotina da criança ao uso da tecnologia, principalmente quando se trata de atividades essenciais até à sua saúde – é muito ruim quando a criança só dorme ou só come se puder ver um desenho no tablet ou brincar com o celular. A autoridade dos pais para colocar limites é essencial para dar o valor de cada uma dessas experiências. Considere que nessa primeira infância os dispositivos tecnológicos são meios bem interessantes de agregar aprendizagem à criança, mas nunca substituem as experiências concretas com as pessoas e as situações do seu entorno — estas, sim, primordiais para a sua formação. ___ Texto produzido pela Dra. Vera Ferrari Rego Barros para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/familia/crianca-pequena-e-tecnologia-ate-que-ponto-elas-combinam/. Dra. Vera Ferrari Rego Barros é psicanalista e presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 13/01/2017. photo credit: Nadine Doerle &#124; Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1429" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/01/child-1183465_640-300x199.jpg" alt="child-1183465_640" width="300" height="199" />Especialista da Sociedade de Pediatria de São Paulo esclarece quais são os limites para uma convivência saudável com tablets, celulares e afins<br />
<em>Por Dra. Vera Ferrari Rego Barros</em></p>
<p>A realidade virtual vem progressivamente confundindo seus limites com o mundo real no cotidiano de crianças e adolescentes. Hoje em dia, eles já nascem imersos no meio digital. Basta lembrar que uma das primeiras providências dos pais ao terem um bebê é postar suas fotos nas redes sociais. Não à toa, essa é a chamada geração digital.</p>
<p>É natural que, com a presença marcante das tecnologias, as crianças sejam capazes de manejar e usufruir cada vez mais cedo de smartphones e tablets. Mas o uso precoce da tecnologia é benéfico ou prejudicial?</p>
<p>Depende de quando e como ela é utilizada.</p>
<p>A Academia Americana de Pediatria (APA), no que é seguida pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), orienta que até os 2 anos de idade não haja exposição à TV, ao computador, ao celular ou ao tablet. Nesse período, o cérebro está em franco processo de desenvolvimento, o que requer contato com incentivos variados e ativos.</p>
<p>É preciso lembrar que crianças pequenas aprendem por meio da interação com pessoas e coisas; logo, elas precisam ter uma gama de estímulos que requeiram o uso de todas as competências envolvidas. As capacidades motoras, as interações verbais, o tato, a visão, o paladar e o olfato devem estar integrados nas experiências com seu ambiente. Estas, aliadas à socialização, são fundamentais para um crescimento saudável.</p>
<p>Para uma criança pequena, convívio social, com brincadeiras criativas e atividades manuais, é o cerne do aprendizado. Brincando, ela aprende acerca das coisas e das pessoas, bem como sobre ela mesma, na medida em que vai se surpreendendo com suas habilidades.</p>
<p>As experiências de relação com as telas, como TV, celulares ou tablets, por mais que encantem e prendam a atenção, não são suficientes para promover estimulação semelhante como a da vida real. Além de promoverem aprendizagem por repetição – do tipo “aperte o botão!” – induzem a passividade, o isolamento e a diversão solitária, na contramão do que desejamos para a vida da criança.</p>
<p>O problema é que as habilidades digitais estão se sobrepondo à aquisição de competências que só adquirimos nas interações reais.</p>
<p>A superexposição às tecnologias, em idade na qual a criança não desenvolveu competências básicas para interagir com seu meio, é associada ao déficit do funcionamento executivo e da atenção, atrasos cognitivos, prejuízo da aprendizagem, aumento da impulsividade, irritabilidade e agressividade. Bebês e crianças pequenas precisam interagir com outras pessoas. O apego às telas, de qualquer aparelho, traz o risco de causar desengajamento e vulnerabilidade, assim como poucas aptidões sociais e diminuição da capacidade de expressar empatia.</p>
<p>Mas, reconhecendo que o mundo digital já é a linguagem da criança de hoje, fazendo parte até mesmo dos conteúdos escolares e dos meios para acessá-los – basta reparamos que se usa cada vez mais a digitação no tablete como substituta da escrita e a pesquisa na internet como substituta dos livros –, devemos pensar nos cuidados necessários para permitir seu acesso por crianças pequenas.</p>
<p>Para começar, evite o uso de tablets e smatphones antes dos 3 anos. A partir dessa idade, com maior compreensão e expressão, habilidades motoras e de socialização, a criança pode se beneficiar dos conteúdos de aplicativos direcionados à sua faixa etária. Mas atenção com jogos e programas muito rápidos, confusos e barulhentos – eles podem ser assustadores. Prefira aqueles com proposta educativa.</p>
<p>Cabe aos pais selecionarem os apps e monitorarem o tempo de uso de qualquer dispositivo eletrônico. Nessa fase, não mais do que 60 minutos por dia, até porque o tempo de atenção e concentração delas a qualquer atividade é bem mais curto que os do adulto.</p>
<p>Não vale abusar da curiosidade natural da criança e deixá-la brincando indefinidamente com os dispositivos, com a ideia de que assim ela ficará quietinha e não incomodará os mais velhos, quando estes estão conversando ou querem jantar sossegados, por exemplo.</p>
<p>Os adultos são os modelos das crianças para apreender como as coisas funcionam. Se os pais fazem uso indiscriminado da tecnologia no dia a dia e não dispõem de tempo para dar atenção focada aos filhos, estes tenderão a se refugiar nos aparelhos como forma de se ocupar e obter alguma satisfação mais imediata. Só que, dessa forma, criam um hábito que, além de ser prejudicial, não elimina a frustração de um contato desatento e pouco receptivo com os pais. É preciso reservar parte do tempo para as brincadeiras “corpo a corpo” com a criança. São elas que ajudam a fortalecer a autoestima, a criar o sistema de valores, a tranquilizar e a dar segurança.</p>
<p>Também não devemos vincular algo da rotina da criança ao uso da tecnologia, principalmente quando se trata de atividades essenciais até à sua saúde – é muito ruim quando a criança só dorme ou só come se puder ver um desenho no tablet ou brincar com o celular. A autoridade dos pais para colocar limites é essencial para dar o valor de cada uma dessas experiências.</p>
<p>Considere que nessa primeira infância os dispositivos tecnológicos são meios bem interessantes de agregar aprendizagem à criança, mas nunca substituem as experiências concretas com as pessoas e as situações do seu entorno — estas, sim, primordiais para a sua formação.</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido pela Dra. Vera Ferrari Rego Barros para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="http://saude.abril.com.br/familia/crianca-pequena-e-tecnologia-ate-que-ponto-elas-combinam/">http://saude.abril.com.br/familia/crianca-pequena-e-tecnologia-ate-que-ponto-elas-combinam/</a>.</p>
<p>Dra. Vera Ferrari Rego Barros é psicanalista e presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>Publicado em 13/01/2017.<br />
photo credit: Nadine Doerle | Pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
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