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	<title>Arquivos Tosse - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Tosse - SPSP</title>
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		<title>A criança rouca: disfonia na infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-crianca-rouca-disfonia-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 13:41:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-disfonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-disfonia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-disfonia-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A disfonia, ou rouquidão, é um distúrbio vocal, dificuldade ou alteração na emissão da voz (fonação) e está presente na maioria das afecções da laringe, onde estão as pregas vocais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-disfonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-disfonia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-disfonia-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A disfonia, ou rouquidão, é um distúrbio vocal, dificuldade ou alteração na emissão da voz (fonação) e está presente na maioria das afecções da laringe, onde estão as pregas vocais. A laringe, além da fonação, conduz o ar que respiramos para o pulmão e atua como um “cão de guarda”, protegendo as vias respiratórias inferiores através da tosse. Se a rouquidão persistir mais do que 14 dias é sinal de alerta e o paciente deverá ser avaliado pelo pediatra que, se julgar necessário, encaminhará para o otorrinolaringologista pediátrico.</p>
<p style="text-align: justify;">A rouquidão pode estar acompanhada de tosse, estridor ou chiado, desconforto respiratório e engasgos nos quadros mais graves, com movimentação (batimento) das asas do nariz e palidez cutânea, os quais são sinais de alarme. Assim, a disfonia deve ser abordada pelo otorrinolaringologista com o compromisso de explorá-la através da anamnese, do exame físico e do exame endoscópico, que permite a visualização da laringe. O exame da nasofibrolaringoscopia, realizado pelo otorrinolaringologista, auxiliará no diagnóstico diferencial das possíveis alterações a serem encontradas nas pregas vocais e que estejam causando a rouquidão. Em algumas situações, outros exames complementares, como exames laboratoriais e/ou de imagem tornam-se relevantes na investigação da causa da disfonia e associações com outras doenças.</p>
<p>Importante frisar que não é correto, por parte do médico especialista, justificar a rouquidão como algo que vai melhorar com o crescimento do paciente, ou após a adolescência, ou que esteja ocorrendo pelo uso errado da voz. É necessário saber a causa. A disfonia pode estar presente desde o nascimento até a vida adulta e são múltiplas as causas, sendo as mais frequentes:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Ao nascimento: laringomalácia (alteração congênita que se caracteriza pelo amolecimento das estruturas da laringe, que caem sobre a abertura das vias aéreas e a bloqueiam parcialmente, e sua manifestação característica é o estridor [ruído] inspiratório intermitente), malformações congênitas (vasculares, tumorais, cistos, atresia &#8211; condição na qual um órgão ou orifício do corpo está ausente ou anormalmente fechado), paralisia laríngea;</li>
<li style="text-align: justify;">Na infância: laringites agudas (inflamatória, infecciosa, sendo a maioria causada por vírus), abuso vocal, com formação do nódulo vocal, o famoso “calo vocal”;</li>
<li style="text-align: justify;">Na adolescência: nódulo vocal, muda vocal (“oitavando a voz”), que é uma disfunção da fonação durante o crescimento da laringe;</li>
<li style="text-align: justify;">E ainda: pólipos, cistos, alterações relacionadas com doenças autoimunes e, também, estenoses (estreitamentos) laríngeas pós-intubação endotraqueal.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente, o importante é tratar a causa da disfonia. Muitas vezes demanda tempo e dedicação dos profissionais envolvidos no diagnóstico e na conduta. Todas essas afecções são passíveis de tratamento, muitas vezes em conjunto com a Fonoaudiologia. A abordagem na criança é a mais conservadora possível. O tratamento cirúrgico é raro e fica reservado para os casos em que a disfonia prejudica a criança; sendo importante associar com fonoterapia. O fonoaudiólogo é o terapeuta responsável pela reabilitação da voz e contribui para introduzir novos padrões e hábitos vocais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A família deve ajudar a criança a dar continuidade na terapia de fala e facilitar novos hábitos vocais. Isso aumenta a eficácia do tratamento. A qualidade da voz é importante na vida social, na capacidade de comunicação e no desenvolvimento das relações sociais.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Janaina Carneiro de Resende<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial da Pneumonia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-da-pneumonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 19:58:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[SPSP na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Chiado no peito]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-pneumonia-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial da Pneumonia, instituído em 12 de novembro, objetiva alertar sobre a gravidade e ressaltar a prevenção das pneumonias adquiridas na comunidade. A pneumonia adquirida na comunid</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-pneumonia-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Pneumonia, instituído em 12 de novembro, objetiva alertar sobre a gravidade e ressaltar a prevenção das pneumonias adquiridas na comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção nos pulmões contraída fora do ambiente hospitalar que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), é responsável por cerca de 20% da mortalidade mundial em crianças abaixo de cinco anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;">São cerca de 2 milhões de óbitos anuais nessa faixa etária e 70% deles ocorrem em países subdesenvolvidos. A incidência nesses países é, em média, de 0,3 episódios/criança/ano, sendo que, no Brasil, ocorrem cerca de 4 milhões de casos anuais em crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas condições aumentam o risco de pneumonia em crianças, tais como mãe fumante durante a gestação, nascimento prematuro, doenças pulmonares, cardíacas, neurológicas e exposição precoce das crianças saudáveis, pelo seu sistema imunológico imaturo a berçários ou creches, aglomerados, poluição ambiental e fumaça de cigarro.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção adequada pode reduzir os riscos através do aleitamento materno, higiene das mãos antes do contato, esterilização dos materiais de uso da criança, imunização e a não exposição das crianças muito pequenas a ambientes de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Os vírus são os principais causadores de infecções das vias aéreas superiores e quando acometem as vias aéreas inferiores causam bronquiolite, sibilância recorrente (chiado no peito) ou pneumonia, predominando em crianças nos cinco primeiros anos de vida. Tosse seca, respiração acelerada (cansaço), chiado no peito e febre abaixo de 38,5<sup>o </sup>C sugerem pneumonia viral.</p>
<p style="text-align: justify;">As pneumonias também são causadas por bactérias e cursam com tosse úmida (som de catarro), febre mais elevada, dificuldade para respirar e sem chiado no peito. Crianças com idade acima de dois anos podem referir dor na região do tórax (peito) ou no abdome (barriga). O diagnóstico de pneumonia é feito pelo exame clínico da criança e frequentemente auxiliado pela radiografia de tórax e outros exames laboratoriais, a critério médico. A tomografia de tórax só deve ser solicitada em casos de pneumonias graves, a critério médico, evitando exposição da criança a maior dose de radiação.</p>
<p style="text-align: justify;">Pneumonias acarretam queda do oxigênio no sangue e se essa queda atingir nível preocupante ou crítico é indicativo de internação. Pneumonias bacterianas são tratadas com antibióticos, já as virais não têm medicamentos específicos e recebem tratamento dirigido às manifestações. São vários os vírus que causam pneumonia e até o momento o único prevenível através da vacinação é o influenza, que deve ser feita anualmente; já para as causadas por bactérias, há disponibilidade de prevenir com vacinas incluídas no calendário vacinal, porém, não para todas as possíveis bactérias conhecidas e causadoras de pneumonia.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico e o tratamento precoces modificam a evolução, evitando sofrimento, mortalidade e doenças respiratórias crônicas.</p>
<p><strong>Relatora:<br />Neiva Damaceno<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professora Assistente de Pneumologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Santa Casa de SP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tuberculose: um problema de saúde pública na infância e adolescência</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/tuberculose-um-problema-de-saude-publica-na-infancia-e-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Mar 2023 18:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Tuberculose-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Tuberculose-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Tuberculose-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sinais como pneumonia recorrente (ou de repetição), febre de evolução arrastada (febre diária no fim da tarde), perda de peso ou dificuldade de ganho ponderal</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Tuberculose-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Tuberculose-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Tuberculose-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Sinais como pneumonia recorrente (ou de repetição), febre de evolução arrastada (febre diária no fim da tarde), perda de peso ou dificuldade de ganho ponderal e até mesmo tosse crônica podem ser sintomas de tuberculose.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas gostaria de aproveitar a data celebrativa do Dia Mundial da Tuberculose (24/03) para chamar atenção de situações não usuais, onde podemos estar indevidamente expondo nossas crianças e adolescentes ao bacilo causador da tuberculose.</p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente a criança pequena contrai a tuberculose por conviver ou se relacionar de forma próxima com algum adulto portador da doença, o chamado adulto bacilífero, que ao tossir, falar e cantar espalha a bactéria no ar. Isso fica mais fácil de se identificar, pois esse adulto tem sintomas da doença, como tosse crônica, ou um quadro de “bronquite” arrastada que nunca se cura, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha prática já vi situações mais inusitadas, que acredito que muitos pais desconheçam. A primeira que eu gostaria de chamar atenção é sobre o uso indevido de dispositivos como inaladores ou dispositivos inalatórios contaminados com o <em>Mycobacterium</em> e que podem contaminar outras pessoas ao serem usados de forma “emprestada”, sem a correta higiene e desinfecção do aparelho ou dispositivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica aqui a primeira dica: Num cenário ideal, cada indivíduo teria o seu próprio inalador, e seus responsáveis cuidariam da higienização e esterilização logo após o uso. Na prática, muitos são utilizados em grupos familiares, ou mesmo emprestados. Nesses casos, um processo adequado de esterilização ainda antes do primeiro uso seria o mais conveniente, podendo isso ser mais complicado do que adquirir o seu próprio inalador.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro alerta que gostaria de fazer já diz mais respeito aos adolescentes. Existe uma nova onda de “normalização” do uso de tabaco e substâncias psicoativas inalatórias. Com isso, existe também o compartilhamento destes dispositivos, que poderão também ser meio de transmissão de agentes infeciosos. Fica aqui o segundo alerta, que diz respeito ao compartilhamento de narguilé e dispositivos eletrônicos, como vappers e cigarros eletrônicos, como potencial fonte de contágio da tuberculose, dentre muitas outras doenças.</p>
<p> </p>
<p>Saiba mais:</p>
<p><a href="https://www.spsp.org.br/2022/04/04/tuberculose-na-infancia-e-adolescencia/#:~:text=Sinais%20e%20sintomas,por%20mais%20de%2015%20dias">https://www.spsp.org.br/2022/04/04/tuberculose-na-infancia-e-adolescencia/#:~:text=Sinais%20e%20sintomas,por%20mais%20de%2015%20dias</a></p>
<p><a href="https://www.spsp.org.br/2022/12/22/tuberculose-na-infancia/">https://www.spsp.org.br/2022/12/22/tuberculose-na-infancia/</a></p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br />Marina Buarque de Almeida<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pneumonia: sinais e tratamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/pneumonia-sinais-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jul 2022 17:43:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Depositphotos_442040768_HayDmitriy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Depositphotos_442040768_HayDmitriy-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Depositphotos_442040768_HayDmitriy-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A pneumonia na infância tem suas peculiaridades, pois cada faixa etária tem predomínios de vírus e bactérias diferentes, isso também ocorre nos adultos e idosos. O que determina a gravidade do quadro é: o agente causador, a extensão da lesão pulmonar, a idade (por exemplo, crianças menores de dois anos têm maior risco) e a presença ou não de doença crônica. Na maioria dos casos, a pneumonia pode causar sintomas como febre (temperatura axilar superior a 37,8°C), queda do estado geral (a criança fica mais quieta, “amuada”), perda do apetite, tosse (seca ou com secreção) e falta de ar. Existem alguns casos em que a pneumonia não vem acompanhada de febre. As crianças menores de dois anos, aquelas que possuem alguma imunodeficiência, fazem uso contínuo de corticoides ou são portadoras de doenças crônicas como asma, diabetes, cardiopatas e insuficiência renal são as que podem evoluir para os casos mais graves de pneumonias.  A pneumonia pode ser causada por vírus, bactérias e fungos (se a criança for imunossuprimida ou tiver alguma doença crônica). O tratamento da pneumonia vai depender do agente causador, por exemplo, se for causada por bactéria o tratamento consiste no uso de antibióticos. O estado geral, a necessidade de oxigênio, a idade da criança, a extensão da lesão pulmonar e a presença de doença crônica vão indicar ou não a necessidade de internação. O pulmão da criança está em contínuo crescimento e desenvolvimento desde o período fetal até aproximadamente 7 a 9 anos de vida, esse fato reduz o risco de sequelas e cicatrizes pulmonares após uma pneumonia. Manter os ambientes ventilados com as janelas abertas, o uso de máscara, o distanciamento social, a lavagem das mãos e o uso de álcool gel são algumas medidas que reduzem o número das infecções respiratórias que levam à pneumonia. É primordial a vacinação para evitar as infecções, por isso é necessário checar o calendário vacinal periodicamente, deixando-o completo de acordo com cada idade.  Vacinas para influenza (gripe), coqueluche (Pertussis), pneumocócica, covid-19, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e, até mesmo, a BCG (vacina para tuberculose) reduzem o risco de pneumonia por esses agentes.   Relatora:Karina Pierantozzi VerganiDepartamento de Pneumologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo   Foto: hay dmitriy &#124; depositphotos.com</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Depositphotos_442040768_HayDmitriy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Depositphotos_442040768_HayDmitriy-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Depositphotos_442040768_HayDmitriy-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A pneumonia na infância tem suas peculiaridades, pois cada faixa etária tem predomínios de vírus e bactérias diferentes, isso também ocorre nos adultos e idosos. O que determina a gravidade do quadro é: o agente causador, a extensão da lesão pulmonar, a idade (por exemplo, crianças menores de dois anos têm maior risco) e a presença ou não de doença crônica.</p>
<p style="text-align: justify;">Na maioria dos casos, a pneumonia pode causar sintomas como febre (temperatura axilar superior a 37,8°C), queda do estado geral (a criança fica mais quieta, “amuada”), perda do apetite, tosse (seca ou com secreção) e falta de ar. Existem alguns casos em que a pneumonia não vem acompanhada de febre. As crianças menores de dois anos, aquelas que possuem alguma imunodeficiência, fazem uso contínuo de corticoides ou são portadoras de doenças crônicas como asma, diabetes, cardiopatas e insuficiência renal são as que podem evoluir para os casos mais graves de pneumonias. </p>
<p style="text-align: justify;">A pneumonia pode ser causada por vírus, bactérias e fungos (se a criança for imunossuprimida ou tiver alguma doença crônica). O tratamento da pneumonia vai depender do agente causador, por exemplo, se for causada por bactéria o tratamento consiste no uso de antibióticos. O estado geral, a necessidade de oxigênio, a idade da criança, a extensão da lesão pulmonar e a presença de doença crônica vão indicar ou não a necessidade de internação.</p>
<p style="text-align: justify;">O pulmão da criança está em contínuo crescimento e desenvolvimento desde o período fetal até aproximadamente 7 a 9 anos de vida, esse fato reduz o risco de sequelas e cicatrizes pulmonares após uma pneumonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Manter os ambientes ventilados com as janelas abertas, o uso de máscara, o distanciamento social, a lavagem das mãos e o uso de álcool gel são algumas medidas que reduzem o número das infecções respiratórias que levam à pneumonia. É primordial a vacinação para evitar as infecções, por isso é necessário checar o calendário vacinal periodicamente, deixando-o completo de acordo com cada idade. </p>
<p style="text-align: justify;">Vacinas para influenza (gripe), coqueluche (Pertussis), pneumocócica, covid-19, <em>Haemophilus influenzae</em> tipo b (Hib) e, até mesmo, a BCG (vacina para tuberculose) reduzem o risco de pneumonia por esses agentes.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Karina Pierantozzi Vergani<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento de Pneumologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Foto: </strong>hay dmitriy | <a href="http://depositphotos.com/">depositphotos.com</a></p>
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		<title>Coronavírus: sem pânico, com responsabilidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/coronavirus-sem-panico-com-responsabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2020 12:27:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Passamos, no momento, por uma situação desconhecida ou já esquecida por grande parte dos brasileiros (última em 2009 – H1N1): PANDEMIA. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação atual com o coronavírus como uma pandemia em 11 de março de 2020. Para isso, a questão não é o número de casos, mas sim de uma epidemia que se espalha pelos continentes, já com transmissão sustentada, ou seja, de pessoa para pessoa dentro de um mesmo país, sem depender de casos vindos de fora. O COVID-19 (nome do coronavírus atual que teve seu primeiro relato em dezembro de 2019) apareceu na China e de lá se espalhou rapidamente pelo mundo, pela alta capacidade de contágio, causando, inclusive, mortes (cerca de 2,4% dos casos). No momento, os países mais afetados com novos casos são a Itália (cerca de 3.500), Espanha (1.500), Irã (1.365), França (830) e Alemanha (735). A China, que foi onde tudo começou, está em franca queda de casos novos (27). No entanto, ainda apresenta alto número, mas baixa taxa de letalidade (número de mortes por uma doença dentro do número total de doentes por essa doença, num determinado período de tempo) Por ser um coronavírus novo (há outros que já circulam entre nós, mas sem as mesmas características), ninguém está naturalmente protegido contra ele e não existem nem vacinas e nenhum tratamento milagroso que aumente a imunidade geral ou específica em relação ao vírus. Devemos tomar muito cuidado com as “falsas promessas” que estão circulando pelas redes sociais e grupos de WhatsApp: Não. Não existe soro preparado que aumente a imunidade contra o vírus.Não. Não existem nem preparados vitamínicos ou dieta específica contra o vírus.Não. Não existe nenhum tratamento homeopático ou fitoterápico contra o vírus. O que funciona é INFORMAÇÃO e AÇÃO.O que funciona é PREVENÇÃO e (o nome do momento) CONTENÇÃO.O que funciona é RESPONSABILIDADE e SOLIDARIEDADE. Muita cautela com as informações de pessoas, até muito conhecidas, que estão tentando fazer com que outros acreditem que a situação não é tão real ou importante. Não. Coronavírus não é um simples resfriado ou uma gripe.Não. Coronavírus não é uma manobra política ou econômica. Não. Coronavírus não é uma invenção da mídia.Coronavírus existe, se espalha e pode matar. Febre, tosse, dificuldade respiratória, contato com pessoas que viajaram para fora do país e voltaram nos últimos 14 dias são sinais importantes para se pensar em coronavírus e entrar em contato com o serviço de saúde ou seu pediatra. Crianças podem pegar a doença, podem transmitir, mas são um dos grupos de menor risco e sem relato de morte (um caso referido na China, com 14 anos). Os grupos de maior risco são os idosos (especialmente acima de 70 anos) e pessoas com doenças crônicas (cardiopatias, imunodeficiências, hipertensão, câncer). As recomendações de contenção orientadas pelas sociedades (Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia ) e órgãos oficiais (Ministério da Saúde, OMS e o nosso Sistema Único de Saúde) devem ser seguidas à risca: lavar as mãos, não beijar, não apertar as mãos, não abraçar, uso de álcool gel e providências como: lavar mais ainda as mãos, não sair correndo para estocar alimentos e evitar pânico e alarmismo, são muito importantes. A experiência que o mundo tem com o coronavírus tem ensinado um pouco sobre seu comportamento e mostrado caminhos para conter a sua evolução, na tentativa de controlar as taxas de doença grave e morte, não totalmente, mas evitando altos picos da epidemia, como ocorreu na China e agora na Itália e Espanha. Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, poderemos mudar o curso esperado dessa pandemia no Brasil, adotando, desde cedo, medidas protetoras e de contenção. Não são férias. É uma quarentena. Ficar em casa, recolhido, em família, protegendo todos, mas essencialmente os mais vulneráveis. Quanto mais cedo nos distanciarmos fisicamente, mais cedo poderemos nos abraçar. ___Relator:Dr. Yechiel Moises ChencinskiCoordenador do Blog Pediatra Orienta para a Voz do Blog Publicado em 17/03/2020. BAIXE ESTE TEXTO EM FORMA DE CARTILHA EM PDF. CLIQUE AQUI!</p>
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<p>Passamos,
no momento, por uma situação desconhecida ou já esquecida por grande parte dos
brasileiros (última em 2009 – H1N1): <strong>PANDEMIA.</strong></p>



<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação atual com o <em>coronavírus</em> como uma pandemia em 11 de março de 2020. Para isso, a questão não é o número de casos, mas sim de uma epidemia que se espalha pelos continentes, já com transmissão sustentada, ou seja, de pessoa para pessoa dentro de um mesmo país, sem depender de casos vindos de fora. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Depositphotos_349342236_izik_md-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3059"/><figcaption><em>izik_md | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<p>O COVID-19 (nome do <em>coronavírus</em> atual que teve seu primeiro relato em dezembro de 2019) apareceu na China e de lá se espalhou rapidamente pelo mundo, pela alta capacidade de contágio, causando, inclusive, mortes (cerca de 2,4% dos casos). No momento, os países mais afetados com novos casos são a Itália (cerca de 3.500), Espanha (1.500), Irã (1.365), França (830) e Alemanha (735). A China, que foi onde tudo começou, está em franca queda de casos novos (27). No entanto, ainda apresenta alto número, mas baixa taxa de letalidade (número de mortes por uma doença dentro do número total de doentes por essa doença, num determinado período de tempo)</p>



<p>Por ser um <em>coronavírus</em> novo (há outros que já circulam entre nós, mas sem as mesmas características), ninguém está naturalmente protegido contra ele e não existem nem vacinas e nenhum tratamento milagroso que aumente a imunidade geral ou específica em relação ao vírus. </p>



<p>Devemos
tomar muito cuidado com as “falsas promessas” que estão circulando pelas redes
sociais e grupos de WhatsApp:</p>



<p>Não. Não existe soro preparado que aumente a imunidade contra o vírus.<br>Não. Não existem nem preparados vitamínicos ou dieta específica contra o vírus.<br>Não. Não existe nenhum tratamento homeopático ou fitoterápico contra o vírus.</p>



<p>O que funciona é <strong>INFORMAÇÃO </strong>e <strong>AÇÃO</strong>.<br>O que funciona é <strong>PREVENÇÃO</strong> e (o nome do momento) <strong>CONTENÇÃO</strong>.<br>O que funciona é <strong>RESPONSABILIDADE</strong> e <strong>SOLIDARIEDADE</strong>.</p>



<p>Muita
cautela com as informações de pessoas, até muito conhecidas, que estão tentando
fazer com que outros acreditem que a situação não é tão real ou importante.</p>



<p>Não. <em>Coronavírus</em> não é um simples resfriado ou uma gripe.<br>Não. <em>Coronavírus</em> não é uma manobra política ou econômica. <br>Não. <em>Coronavírus</em> não é uma invenção da mídia.<br><em>Coronavírus</em> existe, se espalha e pode matar. </p>



<p>Febre, tosse, dificuldade respiratória, contato com pessoas que viajaram para fora do país e voltaram nos últimos 14 dias são sinais importantes para se pensar em <em>coronavírus</em> e entrar em contato com o serviço de saúde ou seu pediatra.</p>



<p>Crianças podem pegar a doença, podem transmitir, mas são um dos grupos de menor risco e sem relato de morte (um caso referido na China, com 14 anos). Os grupos de maior risco são os idosos (especialmente acima de 70 anos) e pessoas com doenças crônicas (cardiopatias, imunodeficiências, hipertensão, câncer).</p>



<p>As recomendações de contenção orientadas pelas sociedades (Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia,  Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia ) e órgãos oficiais (Ministério da Saúde, OMS e o nosso Sistema Único de Saúde) devem ser seguidas à risca: lavar as mãos, não beijar, não apertar as mãos, não abraçar, uso de álcool gel e providências como: lavar mais ainda as mãos, não sair correndo para estocar alimentos e evitar pânico e alarmismo, são muito importantes.</p>



<p>A experiência que o mundo tem com o <em>coronavírus</em> tem ensinado um pouco sobre seu comportamento e mostrado caminhos para conter a sua evolução, na tentativa de controlar as taxas de doença grave e morte, não totalmente, mas evitando altos picos da epidemia, como ocorreu na China e agora na Itália e Espanha.</p>



<p>Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, poderemos mudar o curso esperado dessa pandemia no Brasil, adotando, desde cedo, medidas protetoras e de contenção. Não são férias. É uma quarentena. Ficar em casa, recolhido, em família, protegendo todos, mas essencialmente os mais vulneráveis.</p>



<p>Quanto mais cedo nos distanciarmos fisicamente, mais cedo poderemos nos abraçar.</p>



<p>___<br><strong>Relator:<br>Dr. Yechiel Moises Chencinski<br>Coordenador do Blog Pediatra Orienta para a Voz do Blog</strong></p>



<p>Publicado em 17/03/2020.</p>



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		<title>Sintomas respiratórios podem ter relação com a técnica de alimentação da criança</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sintomas-respiratorios-podem-ter-relacao-com-a-tecnica-de-alimentacao-da-crianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2019 17:48:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Técnicas de alimentação inadequadas podem facilitar a aspiração, quando o alimento pode invadir as vias aéreas, causando inflamação e doenças respiratórias. Doença respiratória recorrente é um problema comum em Pediatria e motivo de grande estresse familiar. Frequentemente o pediatra recebe mães referindo que: “a tosse dessa criança não sara nunca”, “corro muito ao pronto-socorro porque tem febre quase todo mês”, “vive com o peito cheio e já teve pneumonia”, “vira e mexe ele tem infecção de ouvido”, “já levamos a vários especialistas, mas esse catarro não sara”, e assim por diante. Sabemos que há outras causas para esses quadros, mas vamos falar sobre as técnicas de alimentação inadequadas, porque elas podem facilitar a situação de aspiração, isto é, permitem ao alimento invadir as vias aéreas, causando inflamação e doenças respiratórias. O risco da aspiração Aspiração habitual pode ser causa comum de doenças respiratórias, que por sua vez levam a sinais e sintomas de: tosse crônica, pneumonias de repetição, sibilância (som e/ou chiado emitido pelas vias áreas) recorrente, crises de asma, crises de apneia (interrupção ou parada da respiração), otites de repetição, entre outros. O risco de aspiração existe porque no pescoço estão: o esôfago (que leva alimento da boca para o estômago) e a laringe/traqueia (que leva o ar para os pulmões) e eles compartilham um espaço comum: a faringe (garganta). Durante os atos de engolir e falar são acionados músculos e válvulas para evitar que o alimento adentre as vias aéreas (seja aspirado), sendo que é imprescindível coordenar as funções deglutir, respirar e falar para não ocorrer a aspiração para as vias aéreas e com o mínimo de deglutição de ar. Exatamente por isso, as técnicas de alimentação são da maior importância. 6 técnicas de alimentação inadequadas em crianças sadias Formas de alimentação inadequadas frequentemente associadas como causa de doença respiratória recorrente. 1. Mamar deitado – leite materno ou mamadeira – em qualquer idade O sistema de defesa contra aspiração depende da boa deglutição, que é impossibilitada de ocorrer quando a criança se alimenta deitada. Há mais de 50 anos sabe-se que alimentar-se com mamadeira deitado pode ser a explicação para otites de repetição em crianças pequenas, além de provocar muita tosse e “peito cheio”.&#160;&#160;&#160; 2. Amamentar ou dar mamadeira durante a noiteLeite materno ou mamadeira durante a noite, cada vez que a criança acorda, interrompe e atrapalha a qualidade do sono da criança. Bebês devem dormir cerca de 12 horas/noite, os pré-escolares e escolares necessitam de 10 a 11 horas, e essas horas são necessárias para executar as três funções do sono:1ª &#8211; recuperação somática: crescimento dos tecidos, via hormônio do crescimento, que faz a incorporação dos nutrientes digeridos e absorvidos de dia e do equilíbrio imunológico (resistência às doenças);2ª &#8211; recuperação cognitiva: a privação de sono pode ser uma das causas de distúrbios de aprendizagem;3ª &#8211; crescimento e recuperação psicológica: estudos observaram maior incidência de distúrbios como hiperatividade, mau humor e até depressão no grupo com sono noturno mais curto ou fragmentado.&#160; 3. Amamentar ou dar mamadeira com a criança dormindoSituação de alto risco de aspiração, pois o processo de deglutição e os mecanismos de defesa contra aspiração não estão reduzidos durante o sono e o alimento, ao ficar parado no estômago, aumenta a chance de refluir e invadir as vias aéreas, o que é facilitado pela posição deitada. Além disso, pode ocorrer a aspiração silenciosa (leite e saliva vão para as vias aéreas, sem causar tosse ou engasgo). 4. Tomar mamadeira após a idade preconizadaMamadeiras não são mais necessárias após 18 meses de vida, mesmo que a criança fique sentada na postura ereta. A deglutição é um processo em flexão e, após os 18 meses, o pescoço já cresceu o suficiente para forçar a postura em extensão (com o queixo para cima) que abre e retifica a via aérea, postura esta que favorece a aspiração. Lembrar que os copos com bico também obrigam à extensão do pescoço. 5. Mamadeira na hora de dormirNão há tempo para o esvaziamento gástrico e o alimento pode refluir e invadir as vias aéreas. 6. Overfeeding (do inglês), mamadeiras que comportam volume exageradoRecentemente foram lançados modelos de mamadeiras com até 350ml. Essa quantidade de líquido pode provocar grande distensão do estômago da criança, facilitando refluxo e aspiração. Estas seis formas de alimentação inadequada são frequentemente associadas e são pouco valorizadas como causa de doença respiratória recorrente. Recomendações para prevenir a aspiração 1. Mamadeira e chupeta. As mamadeiras (e chupetas) devem ser retiradas até 18 meses; substituir a mamadeira por copo comum ou canudo. 2. Mamadeiras noturnas devem ser retiradas e a criança deve ficar na posição ereta por pelo menos uma hora antes de deitar para dormir. Lembrar que o crescimento só acontece durante o sono da noite, portanto crianças precisam dormir cedo.&#160; 3. O bebê, ao ser amamentado ou receber a mamadeira, deve estar no colo da mãe, com a cabeça elevada. Mamar deitado pode provocar aspiração em qualquer idade, por isso a criança deve estar sempre sentada para ser alimentada. Lembrar que tosse crônica, catarro ou chiado no peito e otites de repetição podem ser consequência de episódios de aspiração. ___Relatora:Tania QuintellaDepartamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo Publicado em 17/07/2019</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/sintomas-respiratorios-podem-ter-relacao-com-a-tecnica-de-alimentacao-da-crianca/">Sintomas respiratórios podem ter relação com a técnica de alimentação da criança</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p class="has-text-align-center" style="font-size:22px"><em>Técnicas de alimentação inadequadas podem facilitar a aspiração, quando o alimento pode invadir as vias aéreas, causando inflamação e doenças respiratórias.</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Doença respiratória recorrente é um
problema comum em Pediatria e motivo de grande estresse familiar.
Frequentemente o pediatra recebe mães referindo que: “a tosse dessa criança não
sara nunca”, “corro muito ao pronto-socorro porque tem febre quase todo mês”,
“vive com o peito cheio e já teve pneumonia”, “vira e mexe ele tem infecção de
ouvido”, “já levamos a vários especialistas, mas esse catarro não sara”, e
assim por diante. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/07/Depositphotos_33698559_xl-2015-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-2878"/><figcaption>AChubykin | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>Sabemos que há outras causas para esses quadros, mas vamos falar sobre as técnicas de alimentação inadequadas, porque elas podem facilitar a situação de aspiração, isto é, permitem ao alimento invadir as vias aéreas, causando inflamação e doenças respiratórias.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O risco da aspiração</strong></h4>



<p>Aspiração habitual pode ser causa comum
de doenças respiratórias, que por sua vez levam a sinais e sintomas de: tosse
crônica, pneumonias de repetição, sibilância (som e/ou chiado emitido pelas
vias áreas) recorrente, crises de asma, crises de apneia (interrupção ou parada
da respiração), otites de repetição, entre outros. </p>



<p>O risco de aspiração existe porque no pescoço estão: o esôfago (que leva alimento da boca para o estômago) e a laringe/traqueia (que leva o ar para os pulmões) e eles compartilham um espaço comum: a faringe (garganta).</p>



<p>Durante os atos de engolir e falar são acionados músculos e válvulas para evitar que o alimento adentre as vias aéreas (seja aspirado), sendo que é imprescindível coordenar as funções deglutir, respirar e falar para não ocorrer a aspiração para as vias aéreas e com o mínimo de deglutição de ar. Exatamente por isso, as técnicas de alimentação são da maior importância. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>6 técnicas de alimentação inadequadas em crianças
sadias</strong></h4>



<p>Formas de alimentação inadequadas frequentemente associadas como causa de doença respiratória re<em>corrente.</em></p>



<p><strong>1. Mamar deitado – leite materno ou mamadeira – em qualquer idade </strong><br>O sistema de defesa contra aspiração depende da boa deglutição, que é impossibilitada de ocorrer quando a criança se alimenta deitada. Há mais de 50 anos sabe-se que alimentar-se com mamadeira deitado pode ser a explicação para otites de repetição em crianças pequenas, além de provocar muita tosse e “peito cheio”.&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>



<p><strong>2. Amamentar ou dar mamadeira durante a noite</strong><br>Leite materno ou mamadeira durante a noite, cada vez que a criança acorda, interrompe e atrapalha a qualidade do sono da criança. Bebês devem dormir cerca de 12 horas/noite, os pré-escolares e escolares necessitam de 10 a 11 horas, e essas horas são necessárias para executar as três funções do sono:<br>1ª &#8211; recuperação somática: crescimento dos tecidos, via hormônio do crescimento, que faz a incorporação dos nutrientes digeridos e absorvidos de dia e do equilíbrio imunológico (resistência às doenças);<br>2ª &#8211; recuperação cognitiva: a privação de sono pode ser uma das causas de distúrbios de aprendizagem;<br>3ª &#8211; crescimento e recuperação psicológica: estudos observaram maior incidência de distúrbios como hiperatividade, mau humor e até depressão no grupo com sono noturno mais curto ou fragmentado.&nbsp; </p>



<p><strong>3. Amamentar ou dar mamadeira com a criança dormindo</strong><br>Situação de alto risco de aspiração, pois o processo de deglutição e os mecanismos de defesa contra aspiração não estão reduzidos durante o sono e o alimento, ao ficar parado no estômago, aumenta a chance de refluir e invadir as vias aéreas, o que é facilitado pela posição deitada. Além disso, pode ocorrer a aspiração silenciosa (leite e saliva vão para as vias aéreas, sem causar tosse ou engasgo). </p>



<p><strong>4. Tomar mamadeira após a idade preconizada</strong><br>Mamadeiras não são mais necessárias após 18 meses de vida, mesmo que a criança fique sentada na postura ereta. A deglutição é um processo em flexão e, após os 18 meses, o pescoço já cresceu o suficiente para forçar a postura em extensão (com o queixo para cima) que abre e retifica a via aérea, postura esta que favorece a aspiração. Lembrar que os copos com bico também obrigam à extensão do pescoço. </p>



<p><strong>5. Mamadeira na hora de dormir</strong><br>Não há tempo para o esvaziamento gástrico e o alimento pode refluir e invadir as vias aéreas. </p>



<p><strong>6. </strong><em><strong>Overfeeding</strong></em><strong> (do inglês), mamadeiras que comportam volume exagerado</strong><br>Recentemente foram lançados modelos de mamadeiras com até 350ml. Essa quantidade de líquido pode provocar grande distensão do estômago da criança, facilitando refluxo e aspiração. </p>



<p>Estas seis formas de alimentação inadequada são frequentemente associadas e são pouco valorizadas como causa de doença respiratória recorrente. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Recomendações para prevenir a aspiração</strong></h4>



<p>1. Mamadeira e chupeta. As mamadeiras (e chupetas) devem ser retiradas até 18 meses; substituir a mamadeira por copo comum ou canudo.</p>



<p>2. Mamadeiras noturnas devem ser retiradas e a criança deve ficar na posição ereta por pelo menos uma hora antes de deitar para dormir. Lembrar que o crescimento só acontece durante o sono da noite, portanto crianças precisam dormir cedo.&nbsp; </p>



<p>3. O bebê, ao ser amamentado ou receber a mamadeira, deve estar no colo da mãe, com a cabeça elevada. Mamar deitado pode provocar aspiração em qualquer idade, por isso a criança deve estar sempre sentada para ser alimentada. </p>



<p>Lembrar que tosse crônica, catarro ou chiado no peito e otites de repetição podem ser consequência de episódios de aspiração.</p>



<p>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Tania Quintella</strong><br>Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>



<p>Publicado em 17/07/2019</p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/sintomas-respiratorios-podem-ter-relacao-com-a-tecnica-de-alimentacao-da-crianca/">Sintomas respiratórios podem ter relação com a técnica de alimentação da criança</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saiba tudo sobre a bronquiolite</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 18:28:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Bronquiolite]]></category>
		<category><![CDATA[Febre]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Nariz escorrendo]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Tosse]]></category>
		<category><![CDATA[Vírus sincicial respiratório]]></category>
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<p>Médico explica causas, sintomas e tratamento dessa doença que atinge as crianças nos dois primeiros anos de vida Por Dr. Alfonso Eduardo Alvarez A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, que são a parte final dos brônquios. Eles ficam antes dos alvéolos, onde é feita a troca de oxigênio pelo gás carbônico. Quando nos referimos a essa doença, em geral falamos do tipo mais comum, que é a bronquiolite viral aguda, que acomete crianças nos dois primeiros anos de vida – inclusive, essa é a principal causa de internação de menores de 1 ano no mundo. Vamos saber mais sobre essa condição? O que leva à bronquiolite Ela é causada por vírus. O principal atende pelo nome de vírus sincicial respiratório, e é responsável por 40 a 80% dos casos. Vários outros tipos, porém, podem provocar a doença. Os sintomas Normalmente o quadro é precedido por sintomas de vias aéreas superiores, como nariz escorrendo. E pode (ou não) ocorrer febre. Na evolução do problema, a inflamação dos bronquíolos causa sua obstrução, o que dificulta a passagem do ar. Daí surgem tosse, dificuldade respiratória e chiado no peito. A doença pode ser desde muito leve, com secreção nasal e tosse discreta, até grave, com insuficiência respiratória e necessidade de internação. Para ter ideia, 5% das crianças com bronquiolite necessitam de internação e, dessas, 2% vão à óbito. Os fatores de risco para ter a forma grave da bronquiolite Uma evolução ruim do quadro é associada a questões como prematuridade, tabagismo passivo, baixa idade, ausência de aleitamento materno, doença pulmonar crônica, cardiopatia congênita e ser do sexo masculino. Cabe lembrar, no entanto, que a maior parte das crianças internadas por bronquiolite não apresenta nenhuma dessas condições. Recentemente, realizei uma pesquisa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, e nosso grupo de trabalho demonstrou que existem fatores genéticos que contribuem com a gravidade da bronquiolite. O estudo foi publicado na revista científica Gene. O diagnóstico Ele é baseado na história clínica e na avaliação física. Ou seja, não é necessário nenhum exame para confirmar a doença. A detecção do vírus é um exame útil, mas não fundamental. A radiografia de tórax e os testes de sangue não devem ser recomendados como rotina – são indicados apenas para casos de evolução grave. O tratamento A bronquiolite geralmente é auto-limitada e o tratamento depende da gravidade da doença. A maioria das crianças pode ser acompanhada em casa. Mas, caso a decisão do pediatra seja essa, é importante que ele tranquilize os pais e esclareça sobre os sinais de alerta que podem indicar a evolução da doença e, assim, a necessidade de uma reavaliação. Entre os sintomas que merecem atenção estão: dificuldade respiratória, aumento da frequência respiratória e utilização da musculatura acessória para respirar – que é evidenciada pela retração entre as costelas e da fúrcula, o espaço logo acima do esterno, o osso do peito. Além de um abatimento excessivo da criança e recusa em se alimentar e hidratar. A internação será necessária se ocorrer desconforto respiratório grave ou incapacidade para manter a hidratação adequada. Aqueles que apresentam os fatores de risco citados anteriormente, porém, podem precisar de internação em um estágio mais precoce da doença. Quando a internação ocorre, o principal aspecto do tratamento é o suporte com oxigênio, feito geralmente através de um cateter nasal – às vezes é preciso administrá-lo de forma mais invasiva. Além disso, deve ser mantida uma hidratação adequada, preferencialmente por via oral. Se a criança apresentar dificuldade na alimentação, opta-se pelo uso de sonda nasogástrica ou hidratação endovenosa. A aspiração cuidadosa das narinas e a higiene nasal com solução salina são atitudes benéficas. As diretrizes atuais não recomendam a fisioterapia respiratória na bronquiolite não complicada. Por ser uma doença viral, não há nenhuma necessidade de oferecer antibióticos à criança. Também está provado que não há nenhum benefício em administrar broncodilatores inalatórios, epinefrina inalatória ou corticoides, seja via inalatória, oral ou endovenosa. Texto produzido pelo Dr. Alfonso Eduardo Alvarez para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/ O Dr. Alfonso Eduardo Alvarez é pneumologista pediátrico, mestre e doutor em Saúde da Criança e do Adolescente e presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 28/06/2019</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/">Saiba tudo sobre a bronquiolite</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p style="font-size:22px"><em><strong>Médico explica causas, sintomas e tratamento dessa doença que atinge as crianças nos dois primeiros anos de vida  </strong></em></p>



<p> <strong><em>Por Dr. Alfonso Eduardo Alvarez</em></strong></p>



<p>A <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/bronquiolite/">bronquiolite</a> é uma inflamação dos bronquíolos, que  são a parte final dos brônquios. Eles ficam antes dos alvéolos, onde é  feita a troca de oxigênio pelo gás carbônico. Quando nos referimos a  essa doença, em geral falamos do tipo mais comum, que é a bronquiolite  viral aguda, que acomete crianças  nos dois primeiros anos de vida – inclusive, essa é a principal causa  de internação de menores de 1 ano no mundo. Vamos saber mais sobre essa  condição?</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/06/pixabay-2579130_bingngu93-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2863"/><figcaption class="wp-element-caption">bingngu93 | pixabay.com</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">O que leva à bronquiolite</h4>



<p>Ela é causada por vírus. O principal atende pelo nome de vírus sincicial respiratório, e é responsável por 40 a 80% dos casos. Vários outros tipos, porém, podem provocar a doença.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Os sintomas</h4>



<p>Normalmente o quadro é precedido por sintomas de vias aéreas superiores, como nariz escorrendo. E pode (ou não) ocorrer <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/febre-nao-e-doenca-e-um-sinal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="febre (opens in a new tab)">febre</a>.  Na evolução do problema, a inflamação dos bronquíolos causa sua  obstrução, o que dificulta a passagem do ar. Daí surgem tosse,  dificuldade respiratória e chiado no peito.</p>



<p>A doença pode ser desde muito leve, com secreção nasal e tosse discreta, até grave, com insuficiência respiratória e necessidade de internação. Para ter ideia, 5% das crianças com bronquiolite necessitam de internação e, dessas, 2% vão à óbito.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Os fatores de risco para ter a forma grave da bronquiolite</h4>



<p>Uma evolução ruim do quadro é associada a questões como prematuridade, tabagismo passivo, baixa idade, ausência de <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/por-que-amamentar/">aleitamento materno</a>, doença pulmonar crônica, cardiopatia congênita e ser do sexo masculino. Cabe lembrar, no entanto, que a maior parte das crianças internadas por bronquiolite não apresenta nenhuma dessas condições.</p>



<p>Recentemente, realizei uma pesquisa na <a href="https://www.unicamp.br/unicamp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidade Estadual de Campinas</a>
 (Unicamp), no interior paulista, e nosso grupo de trabalho demonstrou 
que existem fatores genéticos que contribuem com a gravidade da 
bronquiolite. O estudo foi publicado na revista científica <a href="https://www.journals.elsevier.com/gene" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Gene</a>.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O diagnóstico</h4>



<p>Ele é baseado na história clínica e na avaliação física. Ou seja, não é necessário nenhum exame para confirmar a doença. A detecção do vírus  é um exame útil, mas não fundamental. A radiografia de tórax e os  testes de sangue não devem ser recomendados como rotina – são indicados  apenas para casos de evolução grave.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O tratamento</h4>



<p>A bronquiolite geralmente é auto-limitada e o tratamento depende da 
gravidade da doença. A maioria das crianças pode ser acompanhada em 
casa. Mas, caso a decisão do pediatra seja essa, é importante que ele 
tranquilize os pais e esclareça sobre os sinais de alerta que podem 
indicar a evolução da doença e, assim, a necessidade de uma reavaliação.</p>



<p>Entre os sintomas que merecem atenção estão: dificuldade 
respiratória, aumento da frequência respiratória e utilização da 
musculatura acessória para respirar – que é evidenciada pela retração 
entre as costelas e da fúrcula, o espaço logo acima do esterno, o osso 
do peito. Além de um abatimento excessivo da criança e recusa em se 
alimentar e hidratar.</p>



<p>A internação será necessária se ocorrer desconforto respiratório 
grave ou incapacidade para manter a hidratação adequada. Aqueles que 
apresentam os fatores de risco citados anteriormente, porém, podem 
precisar de internação em um estágio mais precoce da doença.</p>



<p>Quando a internação ocorre, o principal aspecto do tratamento é o 
suporte com oxigênio, feito geralmente através de um cateter nasal – às 
vezes é preciso administrá-lo de forma mais invasiva. Além disso, deve 
ser mantida uma hidratação adequada, preferencialmente por via oral.</p>



<p>Se a criança apresentar dificuldade na alimentação, opta-se pelo uso 
de sonda nasogástrica ou hidratação endovenosa. A aspiração cuidadosa 
das narinas e a higiene nasal com solução salina são atitudes benéficas.
 As diretrizes atuais não recomendam a fisioterapia respiratória na 
bronquiolite não complicada.</p>



<p>Por ser uma doença viral, não há nenhuma necessidade de oferecer 
antibióticos à criança. Também está provado que não há nenhum benefício 
em administrar broncodilatores inalatórios, epinefrina inalatória ou 
corticoides, seja via inalatória, oral ou endovenosa.</p>



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<p>Texto produzido pelo Dr. Alfonso Eduardo Alvarez  para o site SAÚDE.<br> Link original: <a href="http://fancia/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/saiba-tudo-sobre-a-bronquiolite/</a></p>



<p>O Dr. Alfonso Eduardo Alvarez é pneumologista pediátrico, mestre e  doutor em Saúde da Criança e do Adolescente e presidente do  Departamento de Pneumologia da <a rel="noreferrer noopener" href="http://www.spsp.org.br/" target="_blank">Sociedade de Pediatria de São Paulo</a>.</p>



<p>Publicado em 28/06/2019</p>



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			</item>
		<item>
		<title>Asma e bronquite não são a mesma coisa</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 May 2018 18:25:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola]]></category>
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		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas respiratórios]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Tosse]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Falamos que é um quadro crônico porque pode persistir por um longo período. Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e sibilos, o popular chiado no peito. No Brasil, estudos apontam que a condição afeta cerca de um quarto das crianças em idade escolar e um quinto dos adolescentes. Devido às suas manifestações respiratórias, crianças e adolescentes com asma não controlada precisam usar vários medicamentos e com frequência têm de comparecer aos serviços de pronto-socorro – alguns casos podem necessitar inclusive de internação. Essas alterações na rotina causam sofrimento aos pequenos, aos jovens e a seus familiares, impactando na qualidade de vida e levando a dificuldades na sala de aula e nos esportes, problemas de sono, prejuízos à vida social, ansiedade e até depressão. Em boa parte das situações a asma se inicia logo na infância. Tanto fatores genéticos (presença da doença no pai ou na mãe) como ambientais (o lugar em que a criança vive) podem condicionar seu aparecimento. Entre os estímulos do ambiente, é bem conhecido o papel da exposição a elementos irritantes, como fumaça de cigarro, poluição, poeira e ar frio. Ácaros, mofo e resíduos de insetos no interior das casas, assim como a exposição a gripes e resfriados, podem desencadear o problema ao causar uma resposta exagerada das vias aéreas, os canais por onde o ar passa até e dentro dos pulmões. Essa reação exacerbada, conhecida como hiperreatividade, se caracteriza pelo inchaço das vias aéreas e pelo aumento das secreções e contração dos pequenos músculos presentes em suas paredes. Tudo isso propicia um estreitamento das vias, o que dificulta o fluxo do ar. O estreitamento pode ocasionar um ruído característico, semelhante a um assobio ou chiado, o tal do sibilo. A propensão a essa resposta exagerada é, na maior parte das vezes, fruto de uma hiperssensibilidade do corpo a estímulos do ambiente – situação conhecida como alergia. Não à toa, um número significativo de crianças e adolescentes com asma apresentam também outras manifestações alérgicas, caso de rinite e conjuntivite. O diagnóstico de asma pode ser demorado, porque é preciso observar sintomas que tenham alguma frequência e se repetem em ocasiões diferentes. Em geral, eles pioram à noite ou pela manhã. É bastante comum que a mãe e/ou o pai tenham também a condição ou se recordem de tê-la encarado na infância ou juventude. Há um exame, conhecido como espirometria, capaz de medir de forma mais objetiva o estreitamento dos brônquios por meio do sopro do paciente. Entretanto, ele depende de uma técnica que apenas as crianças com mais de 6 anos conseguem realizar. Por isso, a detecção da asma nos pequenos tende a ser mais complexa, exigindo um olhar apurado do médico nos sintomas e na história familiar. Testes de alergia, por sua vez, ajudam a entender os elementos desencadeantes das crises. Dentro do tratamento da asma, quando se conhecem os fatores ambientais que estimulam o quadro, é preciso tomar os devidos cuidados com o ambiente doméstico. Entre os medicamentos receitados, existem os que ajudam a controlar a doença e prevenir as crises e aqueles que trazem alívio imediato dos sintomas. Boa parte desses remédios está acessível sem custo no sistema público de saúde ou em programas como o Farmácia Popular. As famílias devem estar conscientes de que o tratamento da asma pode ser prolongado, muitas vezes por anos. E a bronquite? Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. E não é a mesma coisa. Ele se refere apenas à inflamação dos brônquios – a asma envolve mais do que isso. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição. Cabe ressaltar que, com bom acompanhamento e tratamento adequado, a doença pode ser bem controlada, permitindo uma vida normal. Um vínculo de confiança e compreensão entre as crianças ou adolescentes, os familiares e os profissionais de saúde resultará numa parceria bem-sucedida, com grandes ganhos em termos de qualidade de vida – e isso vale tanto para a bronquite quanto para a asma. &#160; ___ Texto produzido por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa/ A Dra. Vera Rullo é pediatra e presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. O Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva é pediatra e vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 17/05/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa-2/">Asma e bronquite não são a mesma coisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>A asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Falamos que é um quadro crônico porque pode persistir por um longo período. Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e sibilos, o popular chiado no peito. No Brasil, estudos apontam que a condição afeta cerca de um quarto das crianças em idade escolar e um quinto dos adolescentes.</p>
<p><div id="attachment_2097" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2097" class="size-large wp-image-2097" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/05/breathing_1526076589-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2097" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/khamkhor/">khamkhor</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>Devido às suas manifestações respiratórias, crianças e adolescentes com asma não controlada precisam usar vários medicamentos e com frequência têm de comparecer aos serviços de pronto-socorro – alguns casos podem necessitar inclusive de internação. Essas alterações na rotina causam sofrimento aos pequenos, aos jovens e a seus familiares, impactando na qualidade de vida e levando a dificuldades na sala de aula e nos esportes, problemas de sono, prejuízos à vida social, ansiedade e até depressão.</p>
<p>Em boa parte das situações a asma se inicia logo na infância. Tanto fatores genéticos (presença da doença no pai ou na mãe) como ambientais (o lugar em que a criança vive) podem condicionar seu aparecimento. Entre os estímulos do ambiente, é bem conhecido o papel da exposição a elementos irritantes, como fumaça de cigarro, poluição, poeira e ar frio.</p>
<p>Ácaros, mofo e resíduos de insetos no interior das casas, assim como a exposição a gripes e resfriados, podem desencadear o problema ao causar uma resposta exagerada das vias aéreas, os canais por onde o ar passa até e dentro dos pulmões.</p>
<p>Essa reação exacerbada, conhecida como hiperreatividade, se caracteriza pelo inchaço das vias aéreas e pelo aumento das secreções e contração dos pequenos músculos presentes em suas paredes. Tudo isso propicia um estreitamento das vias, o que dificulta o fluxo do ar. O estreitamento pode ocasionar um ruído característico, semelhante a um assobio ou chiado, o tal do sibilo.</p>
<p>A propensão a essa resposta exagerada é, na maior parte das vezes, fruto de uma hiperssensibilidade do corpo a estímulos do ambiente – situação conhecida como alergia. Não à toa, um número significativo de crianças e adolescentes com asma apresentam também outras manifestações alérgicas, caso de rinite e conjuntivite.</p>
<p>O diagnóstico de asma pode ser demorado, porque é preciso observar sintomas que tenham alguma frequência e se repetem em ocasiões diferentes. Em geral, eles pioram à noite ou pela manhã. É bastante comum que a mãe e/ou o pai tenham também a condição ou se recordem de tê-la encarado na infância ou juventude.</p>
<p>Há um exame, conhecido como espirometria, capaz de medir de forma mais objetiva o estreitamento dos brônquios por meio do sopro do paciente. Entretanto, ele depende de uma técnica que apenas as crianças com mais de 6 anos conseguem realizar. Por isso, a detecção da asma nos pequenos tende a ser mais complexa, exigindo um olhar apurado do médico nos sintomas e na história familiar. Testes de alergia, por sua vez, ajudam a entender os elementos desencadeantes das crises.</p>
<p>Dentro do tratamento da asma, quando se conhecem os fatores ambientais que estimulam o quadro, é preciso tomar os devidos cuidados com o ambiente doméstico. Entre os medicamentos receitados, existem os que ajudam a controlar a doença e prevenir as crises e aqueles que trazem alívio imediato dos sintomas. Boa parte desses remédios está acessível sem custo no sistema público de saúde ou em programas como o Farmácia Popular. As famílias devem estar conscientes de que o tratamento da asma pode ser prolongado, muitas vezes por anos.</p>
<h3>E a bronquite?</h3>
<p>Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. E não é a mesma coisa. Ele se refere apenas à inflamação dos brônquios – a asma envolve mais do que isso. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição.</p>
<p>Cabe ressaltar que, com bom acompanhamento e tratamento adequado, a doença pode ser bem controlada, permitindo uma vida normal. Um vínculo de confiança e compreensão entre as crianças ou adolescentes, os familiares e os profissionais de saúde resultará numa parceria bem-sucedida, com grandes ganhos em termos de qualidade de vida – e isso vale tanto para a bronquite quanto para a asma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa/</a></p>
<p>A Dra. Vera Rullo é pediatra e presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>O Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva é pediatra e vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>Publicado em 17/05/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa-2/">Asma e bronquite não são a mesma coisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<item>
		<title>Tosse, uma queixa comum nos atendimentos pediátricos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/tosse-uma-queixa-comum-nos-atendimentos-pediatricos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2017 18:20:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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		<category><![CDATA[Vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A tosse é uma queixa frequente em atendimentos nos serviços de saúde e nos consultórios pediátricos. É um dos sintomas que preocupam e angustiam muito os pais, interferindo nas atividades diárias e no sono de todos na casa. Ela nada mais é do que um mecanismo de defesa dos pulmões com o objetivo de impedir a inalação de substâncias nocivas ou corpo estranho, além de facilitar a eliminação de secreções do trato respiratório. A tosse é um sintoma presente em diversas doenças de origem respiratória, com impacto na qualidade de vida das crianças e suas famílias. Quando o quadro é infeccioso, o seu principal agente causal são os vírus, que causam os resfriados. As crianças normalmente podem ter cerca de oito a dez resfriados por ano e a maioria dura de cinco a sete dias. O sistema imunológico, isto é, a defesa do organismo da criança pequena, ainda é imaturo, o que origina uma maior vulnerabilidade para muitas infecções associadas à tosse prolongada. O início precoce das crianças nas escolas é um dos fatores que facilitam o aparecimento de mais infecções. A maioria das causas infecciosas das tosses em crianças se resolve em uma a três semanas. Além disso, na vigência de um resfriado causado por um vírus, a criança pode ter uma infecção por outro vírus e prolongar o período de tosse. As infecções virais são episódicas, mais frequentes no outono e inverno, em condições em que as crianças estão mais aglomeradas, como nas creches e berçários e em situações de exposição à poluição ambiental, principalmente ao fumo. A tosse é um sintoma e não é um diagnóstico. Devemos sempre identificar a sua causa e não apenas dar medicamentos para suprimi-la. Tosse relacionada a doenças Algumas doenças são comuns na infância, como bronquiolite e asma. A bronquiolite geralmente ocorre nos primeiros dois anos, principalmente nos seis primeiros meses de vida, e a causa é viral. Em geral, ela começa como um resfriado com febre, espirros e após alguns dias cursa com tosse, chiado no peito e/ou falta de ar. Há maior gravidade em crianças menores de três meses, prematuros, aquelas com cardiopatia congênita ou alguma outra doença pulmonar de base. A maioria melhora em torno de 7 a 14 dias. Em situações mais graves, pode evoluir com falta de ar e necessidade de internação hospitalar. Já a asma é outra doença pulmonar frequente na infância e que apresenta crises de tosse seca, chiado de repetição associada ou não a desconforto respiratório. A tosse predomina à noite e pela manhã, tem história familiar e é muitas vezes associada à rinite alérgica. Há medicamento especifico para tratamento da asma. A criança com tosse súbita e sufocamento necessita de atendimento médico imediato para afastar aspiração de corpo estranho nas vias aéreas. Toda tosse com falta de ar precisa ser avaliada pelo pediatra. A tosse crônica, quadro que dura mais de quatro semanas, requer uma maior investigação de doença de base, principalmente quando é recorrente ou persistente, acompanhada de dificuldade de crescimento e ganho de peso. Uma história detalhada, seguida de um exame físico minucioso pelo médico, é essencial para orientar a investigação e pedir os exames necessários. A exata identificação da causa da tosse crônica deve ser seguida de um tratamento específico. A abordagem sintomática com antitussígenos e mucolíticos é excepcionalmente necessária e deveria ser reservada para algumas situações específicas. Vários estudos demonstraram que esses medicamentos são ineficazes. Portanto, a melhor estratégia para a prevenção de infecções agudas do trato respiratório é a vacinação. ___ Relatora: Dra. Sonia Mayumi Chiba Presidente do Departamento de Pneumologia da SPSP. Publicado em 28/07/2017. photo credit: Semevent &#124; Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>A tosse é uma queixa frequente em atendimentos nos serviços de saúde e nos consultórios pediátricos. É um dos sintomas que preocupam e angustiam muito os pais, interferindo nas atividades diárias e no sono de todos na casa. Ela nada mais é do que um mecanismo de defesa dos pulmões com o objetivo de impedir a inalação de substâncias nocivas ou corpo estranho, além de facilitar a eliminação de secreções do trato respiratório.</p>
<p>A tosse é um sintoma presente em diversas doenças de origem respiratória, com impacto na qualidade de vida das crianças e suas famílias. Quando o quadro é infeccioso, o seu principal agente causal são os vírus, que causam os resfriados. As crianças normalmente podem ter cerca de oito a dez resfriados por ano e a maioria dura de cinco a sete dias. O sistema imunológico, isto é, a defesa do organismo da criança pequena, ainda é imaturo, o que origina uma maior vulnerabilidade para muitas infecções associadas à tosse prolongada. O início precoce das crianças nas escolas é um dos fatores que facilitam o aparecimento de mais infecções.</p>
<p>A maioria das causas infecciosas das tosses em crianças se resolve em uma a três semanas. Além disso, na vigência de um resfriado causado por um vírus, a criança pode ter uma infecção por outro vírus e prolongar o período de tosse. As infecções virais são episódicas, mais frequentes no outono e inverno, em condições em que as crianças estão mais aglomeradas, como nas creches e berçários e em situações de exposição à poluição ambiental, principalmente ao fumo. A tosse é um sintoma e não é um diagnóstico. Devemos sempre identificar a sua causa e não apenas dar medicamentos para suprimi-la.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1748" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/07/investigation-2458540_1280-300x200.jpg" alt="tosse" width="550" height="367" /></p>
<h4>Tosse relacionada a doenças</h4>
<p>Algumas doenças são comuns na infância, como bronquiolite e asma. A bronquiolite geralmente ocorre nos primeiros dois anos, principalmente nos seis primeiros meses de vida, e a causa é viral. Em geral, ela começa como um resfriado com febre, espirros e após alguns dias cursa com tosse, chiado no peito e/ou falta de ar. Há maior gravidade em crianças menores de três meses, prematuros, aquelas com cardiopatia congênita ou alguma outra doença pulmonar de base. A maioria melhora em torno de 7 a 14 dias. Em situações mais graves, pode evoluir com falta de ar e necessidade de internação hospitalar.</p>
<p>Já a asma é outra doença pulmonar frequente na infância e que apresenta crises de tosse seca, chiado de repetição associada ou não a desconforto respiratório. A tosse predomina à noite e pela manhã, tem história familiar e é muitas vezes associada à rinite alérgica. Há medicamento especifico para tratamento da asma.</p>
<p>A criança com tosse súbita e sufocamento necessita de atendimento médico imediato para afastar aspiração de corpo estranho nas vias aéreas. Toda tosse com falta de ar precisa ser avaliada pelo pediatra.</p>
<p>A tosse crônica, quadro que dura mais de quatro semanas, requer uma maior investigação de doença de base, principalmente quando é recorrente ou persistente, acompanhada de dificuldade de crescimento e ganho de peso. Uma história detalhada, seguida de um exame físico minucioso pelo médico, é essencial para orientar a investigação e pedir os exames necessários.</p>
<p>A exata identificação da causa da tosse crônica deve ser seguida de um tratamento específico. A abordagem sintomática com antitussígenos e mucolíticos é excepcionalmente necessária e deveria ser reservada para algumas situações específicas. Vários estudos demonstraram que esses medicamentos são ineficazes. Portanto, a melhor estratégia para a prevenção de infecções agudas do trato respiratório é a vacinação.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:<br />
Dra. Sonia Mayumi Chiba</strong><br />
Presidente do Departamento de Pneumologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 28/07/2017.<br />
photo credit: Semevent | Pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Mel e tosse noturna</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/mel-e-tosse-noturna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2014 02:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Gripe]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Resfriado]]></category>
		<category><![CDATA[Tosse]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Estudo publicado na revista americana Pediatrics comparou os efeitos de uma dose única de mel com os efeitos do placebo na tosse noturna e dificuldade para dormir associadas à infecções do trato respiratório (ITR) na infância. Foi feito um levantamento com os pais de 300 crianças, de 1 a 5 anos, com ITR e tosse noturna. No primeiro dia da pesquisa nenhuma medicação foi oferecida antes de dormir; no dia seguinte foi oferecida a preparação do estudo: uma única dose de 10 g de mel ou placebo administrado 30 minutos antes da hora de deitar. Os pesquisadores avaliaram a frequência e a gravidade da tosse, a natureza do incômodo da tosse e a qualidade do sono da criança e dos pais. Nos dois grupos – placebo e mel – houve melhoria significativa desde a noite antes do tratamento para a noite de tratamento. No entanto, a melhora foi maior no grupo de crianças que recebeu mel, o que significa que o mel pode ser tratamento para a tosse e dificuldade de sono associados à ITR na infância. Pediatrics, 6 de agosto de 2012 http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2012/08/01/peds.2011-3075.abstract Comentários: Dra. Sonia Mayumi Chiba Departamento Científico de Pneumologia da SPSP Este artigo avaliou o uso do mel na tosse noturna provocada pelas infecções respiratórias das vias aéreas superiores causados por vírus, conhecidas como resfriados ou gripes. Neste estudo foi feita comparação entre três grupos de crianças que receberam à noite uma única dose de mel de diferentes sabores, e um grupo que recebeu placebo (um extrato parecido com mel). Todos os grupos de crianças que receberam mel e placebo melhoraram da tosse noturna e na qualidade do sono. Mas nas crianças que tomaram mel os resultados foram superiores. A melhora da tosse poderia ser decorrente da evolução natural dos resfriados, uma vez que sintomas da doença como febre, tosse e nariz entupido melhoram com o tempo, mesmo sem medicações. Este trabalho apresenta algumas limitações, como a avaliação de uma dose de 10g de mel, oferecida para as crianças antes de deitar e a observação da tosse ter ocorrido apenas numa única noite. É um período de observação considerado curto. Seria importante um estudo com tempo maior de duração, que incluísse mais doses de mel, oferecidas por mais dias para os grupos de crianças. Nessas condições, provavelmente os resultados poderiam ser mais confiáveis. Consideramos que antes de recomendar o uso do mel no combate da tosse para crianças com resfriados/gripes, ainda são necessários mais estudos que demonstrem sua eficácia. __ Publicado em 24/01/2014. photo credit: Barol16 &#124; Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://comunidadespsp.files.wordpress.com/2014/01/dreamstime_xs_22841493.jpg" rel="prettyphoto[26858]"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-438" alt="dreamstime_xs_22841493" src="http://comunidadespsp.files.wordpress.com/2014/01/dreamstime_xs_22841493.jpg?w=240" width="240" height="300" /></a>Estudo publicado na revista americana <em>Pediatrics</em> comparou os efeitos de uma dose única de mel com os efeitos do placebo na tosse noturna e dificuldade para dormir associadas à infecções do trato respiratório (ITR) na infância. Foi feito um levantamento com os pais de 300 crianças, de 1 a 5 anos, com ITR e tosse noturna. No primeiro dia da pesquisa nenhuma medicação foi oferecida antes de dormir; no dia seguinte foi oferecida a preparação do estudo: uma única dose de 10 g de mel ou placebo administrado 30 minutos antes da hora de deitar. Os pesquisadores avaliaram a frequência e a gravidade da tosse, a natureza do incômodo da tosse e a qualidade do sono da criança e dos pais. Nos dois grupos – placebo e mel – houve melhoria significativa desde a noite antes do tratamento para a noite de tratamento. No entanto, a melhora foi maior no grupo de crianças que recebeu mel, o que significa que o mel pode ser tratamento para a tosse e dificuldade de sono associados à ITR na infância.</p>
<p><em>Pediatrics, 6 de agosto de 2012</em><br />
<a href="http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2012/08/01/peds.2011-3075.abstract" target="_blank" rel="noopener">http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2012/08/01/peds.2011-3075.abstract</a></p>
<p><strong>Comentários:</strong><br />
<strong> Dra. Sonia Mayumi Chiba</strong><br />
Departamento Científico de Pneumologia da SPSP</p>
<p>Este artigo avaliou o uso do mel na tosse noturna provocada pelas infecções respiratórias das vias aéreas superiores causados por vírus, conhecidas como resfriados ou gripes. Neste estudo foi feita comparação entre três grupos de crianças que receberam à noite uma única dose de mel de diferentes sabores, e um grupo que recebeu placebo (um extrato parecido com mel). Todos os grupos de crianças que receberam mel e placebo melhoraram da tosse noturna e na qualidade do sono. Mas nas crianças que tomaram mel os resultados foram superiores. A melhora da tosse poderia ser decorrente da evolução natural dos resfriados, uma vez que sintomas da doença como febre, tosse e nariz entupido melhoram com o tempo, mesmo sem medicações.</p>
<p>Este trabalho apresenta algumas limitações, como a avaliação de uma dose de 10g de mel, oferecida para as crianças antes de deitar e a observação da tosse ter ocorrido apenas numa única noite. É um período de observação considerado curto. Seria importante um estudo com tempo maior de duração, que incluísse mais doses de mel, oferecidas por mais dias para os grupos de crianças. Nessas condições, provavelmente os resultados poderiam ser mais confiáveis.</p>
<p>Consideramos que antes de recomendar o uso do mel no combate da tosse para crianças com resfriados/gripes, ainda são necessários mais estudos que demonstrem sua eficácia.</p>
<p>__<br />
Publicado em 24/01/2014.<br />
photo credit: <a title="Barol16" href="http://www.dreamstime.com/barol16_info" rel="author">Barol16</a> | Dreamstime.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" alt="Licença Creative Commons" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" /></a><br />
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