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	<title>Arquivos Vacinação - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Vacinação - SPSP</title>
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		<title>Prevenção com vacinas e reconhecimento precoce salvam vidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:39:53 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reforça a urgência de conscientizar famílias sobre essa doença grave. A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal, causada principalmente por bactérias, vírus ou fungos. No Brasil, os dados do Informe Meningites – 2ª edição (novembro/2025) do Ministério da Saúde revelam um cenário alarmante no primeiro semestre de 2025: 6.169 casos confirmados, com 781 óbitos e letalidade de 12,7%. Desses, as meningites bacterianas somaram 2.643 casos e 537 mortes (letalidade de 20,3%), destacando a necessidade de ação imediata.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as meningites bacterianas, a doença meningocócica foi responsável por 486 casos e 96 óbitos (letalidade 19,8%). Os sorogrupos mais frequentes foram B (146 casos) e C (90 casos), afetando especialmente crianças menores de 5 anos – incidência de 12,29/100 mil em &lt; 1 ano e 2,05/100 mil em 1-4 anos. A meningite pneumocócica registrou 714 casos e 202 óbitos (letalidade 28,3%), enquanto a por <em>Haemophilus influenzae</em> teve 78 casos e 13 óbitos (16,7%). Esses números mostram que apesar das quedas históricas de casos graças às vacinas, a doença persiste, com maior impacto entre as crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"><u>A boa notícia é</u> a prevenção eficaz pelas vacinas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda, em seu Calendário Nacional de Vacinação, a vacinação ampliada para a doença meningocócica com as vacinas MenACWY e MenB, contra doenças pneumocócicas (incluindo as meningites) com as vacinas VPC20 ou VPC15, e para <em>Haemophilus influenzae</em> tipo b (Hib) com as vacinas combinadas pentavalente ou hexavalente na primeira infância. Essas vacinas reduziram drasticamente a incidência das meningites desde 2010, como evidenciado na série histórica do informe, salvando milhares de vidas e prevenindo sequelas como surdez, amputações e déficits neurológicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para famílias, reconhecer os sinais precocemente é crucial. Procurar atendimento imediato se a criança apresentar febre alta persistente, rigidez de nuca, fotofobia (desconforto intenso com a luz), irritabilidade extrema, vômitos em jato, manchas roxas na pele (petéquias/púrpura) e/ou convulsões. Em bebês, observar fontanela (conhecida como moleira) abaulada, choro inconsolável ou letargia (criança fica mole, sonolenta). A detecção em até 24 horas pode reduzir a letalidade de 20% para níveis muito menores, conforme indicadores de vigilância do informe (97,6% dos casos investigados em 48 h).</p>
<p style="text-align: justify;">O que fazer? Levar a criança ao pronto-socorro mais próximo ou ligar para o SAMU (192). Não esperar: a meningite progride rapidamente. Antibióticos intravenosos e suporte intensivo são essenciais. A ação da vigilância epidemiológica para realizar a quimioprofilaxia para contatos domiciliares previne surtos e é por isso que a notificação dessa doença é compulsória e imediata.</p>
<p style="text-align: justify;">Globalmente, a iniciativa <em>Defeating Meningitis by 2030</em> (Derrotando as Meningites até 2030), da Organização Mundial da Saúde e parceiros, visa eliminar meningites epidêmicas, reduzir casos em 50% e óbitos em 70% até 2030. No Brasil, ações incluem fortalecimento da vigilância (38,7% foram confirmados laboratorialmente em 2025), ampliação de coberturas vacinais e educação comunitária. A SPSP apoia essas metas, promovendo imunizações em dia e conscientização para uma sociedade livre de meningites.</p>
<p style="text-align: justify;">Famílias: verificar a Carteira de Vacinação no posto de saúde ou no app Conecte SUS ou em um serviço de imunização privado. Estejam com as vacinas em dia e ensinem os sinais da doença aos avós e cuidadores das crianças. Juntos, podemos combater sequelas e óbitos – em 2025, crianças abaixo de um ano tiveram uma letalidade de 14,6%, mas as vacinas podem zerar isso!</p>
<p style="text-align: justify;">A SPSP parabeniza todos os profissionais de saúde pela vigilância e assistência aprimoradas e convoca: previna, reconheça, atue. Uma infância saudável começa com a vacinação em dia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Melissa Palmieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
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		<title>O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 12:49:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/">O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 7 de abril, celebramos o <strong>Dia Mundial da Saúde</strong>. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento de lembrarmos que a saúde de uma criança não é apenas a ausência de febre ou tosse, mas um estado de equilíbrio que envolve o corpo, a mente e o ambiente em que ela vive.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da saúde infantil em 2026 traz novos desafios. O mundo mudou, e as necessidades dos nossos filhos também. A seguir, destacamos os pilares fundamentais que toda família deve observar para garantir um desenvolvimento saudável e feliz.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> A vacinação: o escudo invisível</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Não há ferramenta de saúde pública mais eficaz do que a vacina. Ela é a prova de amor mais concreta que podemos oferecer. Manter a caderneta de vacinação em dia protege não apenas o seu filho, mas toda a comunidade, impedindo que doenças que considerávamos &#8220;vencidas&#8221; retornem. Em caso de dúvidas sobre novas vacinas ou reforços, o seu pediatra é a fonte mais segura de informação.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong> O equilíbrio no mundo digital</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era hiperconectada. Se por um lado a tecnologia ajuda no aprendizado, o excesso de telas pode prejudicar o sono, o desenvolvimento da fala e a socialização.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Dica prática:</strong> Estabeleça &#8220;zonas livres de telas&#8221; (como a mesa de jantar e o quarto antes de dormir) e priorize o brincar ao ar livre. O contato com a natureza é um &#8220;santo remédio&#8221; para a saúde mental e física.</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong> Alimentação e movimento</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A base da saúde do adulto é construída na infância. Estimular o consumo de alimentos naturais – frutas, legumes e verduras – e evitar os ultraprocessados (aqueles cheios de corantes e conservantes) é um investimento a longo prazo. Além disso, o corpo da criança foi feito para se mexer. O sedentarismo infantil é um risco real para a obesidade e doenças cardiovasculares precoces.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong> Saúde mental e afeto</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Criança saudável é criança que se sente segura. O estresse tóxico, causado por ambientes instáveis ou violência, pode deixar marcas profundas no desenvolvimento cerebral. O diálogo, o acolhimento das emoções e o tempo de qualidade em família são tão importantes quanto as vitaminas. Esteja atento a mudanças bruscas de comportamento, isolamento ou queda no rendimento escolar; a saúde emocional merece a mesma atenção que a física.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong> Prevenção de acidentes e violência</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada com medidas simples de segurança. Além disso, a proteção contra qualquer forma de violência – física, sexual, psicológica ou digital – é um direito inalienável da criança. Como sociedade, precisamos estar vigilantes. Se algo parece errado no comportamento do seu filho ou no ambiente ao redor dele, não hesite em buscar orientação profissional.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><strong> A ética no cuidado</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Como pais e cuidadores, vocês são os principais defensores dos direitos dos seus filhos. Na relação com o médico, exijam sempre clareza, respeito e humanidade. A bioética na pediatria nada mais é do que garantir que cada decisão médica seja tomada pensando no melhor interesse da criança, respeitando sua dignidade em todas as etapas da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão: um olhar atento hoje, um adulto saudável amanhã</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Mundial da Saúde, nosso desejo é que cada família veja o pediatra como um parceiro de jornada. Mais do que tratar doenças, nosso objetivo comum é cultivar a saúde. Que possamos, juntos, construir um ambiente onde cada criança tenha a oportunidade de crescer com alegria, segurança e plenitude.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pediatria: A arte de cuidar do futuro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mario Roberto Hirschheimer<br />2º Secretário da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O papel do médico na prevenção antes da concepção</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-papel-do-medico-na-prevencao-antes-da-concepcao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 11:38:20 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, instituído em 3 de março, é uma oportunidade estratégica para reflexão e ação na prática médica. Embora muitos defeitos congênitos tenham base genética ou multifatorial, uma parcela significativa deles pode ser prevenida ou ter seu risco reduzido por meio de intervenções realizadas antes mesmo da concepção e no início da gestação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, os médicos, especialmente pediatras, obstetras, médicos de família e geneticistas, ocupam um papel central na educação em saúde reprodutiva e no cuidado pré-concepcional.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Defeitos do nascimento: um problema relevante de saúde pública</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os defeitos do nascimento estão entre as principais causas de mortalidade infantil, morbidade crônica e deficiência ao longo da vida. Incluem malformações estruturais, alterações metabólicas, genéticas e funcionais, com impacto não apenas para a criança, mas para toda a família e para os sistemas de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Prevenção começa antes da gravidez</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Aconselhamento genético e riscos da consanguinidade</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O casamento ou união consanguínea é um fator de risco bem estabelecido para doenças genéticas autossômicas recessivas e para defeitos congênitos. Em populações com maior prevalência de consanguinidade, observa-se aumento significativo de malformações, erros inatos do metabolismo e síndromes genéticas raras.</p>
<p style="text-align: justify;">O aconselhamento genético deve ser oferecido de forma ética, clara e não diretiva, especialmente quando há:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Grau de parentesco entre os futuros pais</li>
<li>História familiar de doenças genéticas, malformações ou óbitos infantis</li>
<li>Abortamentos recorrentes ou natimortos</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Orientar, informar riscos e discutir alternativas faz parte do cuidado preventivo e humanizado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong> Uso de ácido fólico: uma intervenção simples e altamente eficaz</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A suplementação de ácido fólico é uma das medidas preventivas mais bem documentadas na medicina. Seu uso adequado reduz de forma significativa o risco de defeitos do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia.</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendações gerais:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Iniciar pelo menos 30 dias antes da concepção idealmente dois meses se o casal estiver tentando engravidar</li>
<li>Manter até o final do primeiro trimestre</li>
<li>Dose padrão: 400 mcg/dia</li>
<li>Doses maiores podem ser indicadas em situações específicas (história prévia de defeitos do tubo neural, diabetes, obesidade, epilepsia, uso de anticonvulsivantes, mutações em genes do metabolismo do folato)</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Esse é um exemplo claro de como prevenção custa pouco e impacta muito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong> Preparar-se para conceber: saúde parental importa!</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A concepção de um filho saudável começa com a saúde do casal. A consulta pré-concepcional deve ser incentivada como parte do cuidado médico de rotina.</p>
<p style="text-align: justify;">Pontos essenciais incluem:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Controle de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, epilepsia, doenças autoimunes)</li>
<li>Revisão de medicamentos potencialmente teratogênicos</li>
<li>Atualização vacinal</li>
<li>Avaliação nutricional e do estado de micronutrientes</li>
<li>Orientação sobre cessação de álcool, tabaco e outras substâncias</li>
<li>Redução de exposições ambientais e ocupacionais nocivas</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A saúde paterna também merece atenção: idade avançada, tabagismo, álcool, obesidade e exposições ambientais podem impactar a qualidade espermática e o risco de alterações genéticas e epigenéticas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong> Vacinação materna e prevenção de malformações secundárias a infecções</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Infecções adquiridas na gestação representam causa relevante e potencialmente evitável de malformações congênitas. A síndrome da rubéola congênita, toxoplasmose congênita, sífilis congênita, as complicações associadas ao vírus da varicela, a infecção por citomegalovírus e outras infecções do grupo STORCH exemplificam o impacto teratogênico de agentes infecciosos.</p>
<p style="text-align: justify;">As letras da sigla STORCH representam as seguintes doenças:</p>
<p style="text-align: justify;">S &#8211; Sífilis (congênita)</p>
<p style="text-align: justify;">T &#8211; Toxoplasmose (<em>Toxoplasma gondii</em>)</p>
<p style="text-align: justify;">O &#8211; Outras infecções (HIV, varicela-zóster, parvovírus B19, hepatite B, zika vírus, Chagas)</p>
<p style="text-align: justify;">R &#8211; Rubéola</p>
<p style="text-align: justify;">C &#8211; Citomegalovírus (CMV)</p>
<p style="text-align: justify;">H &#8211; Herpes Simples (HSV)</p>
<p style="text-align: justify;">A vacinação adequada antes da concepção – e, quando indicado, durante a gestação – constitui estratégia essencial de prevenção primária.</p>
<p style="text-align: justify;">Recomenda-se:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Verificação e atualização do status vacinal no período pré-concepcional, garantindo a administração de vacinas com vírus vivos atenuados (como rubéola e varicela) e respeitando o intervalo adequado para a concepção.</li>
<li>Administração de vacinas recomendadas durante a gestação, como influenza e dTpa, conforme calendários oficiais</li>
<li>Orientação clara quanto à segurança e aos benefícios da imunização materna</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A prevenção de infecções maternas é, portanto, uma medida concreta de redução do risco de malformações estruturais, déficits neurológicos e outras sequelas congênitas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O médico como agente de prevenção e transformação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre defeitos do nascimento não deve se limitar ao diagnóstico pós-natal. O verdadeiro impacto ocorre quando o médico atua antes do problema existir, promovendo educação, planejamento reprodutivo consciente e intervindo na prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, o convite é claro: menos foco apenas na correção, mais ênfase na prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Preparar famílias para gerar filhos é, também, uma das formas mais nobres de cuidar da próxima geração.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Patrícia Salmona<br />Médica Pediatra e Geneticista<br />Presidente do Departamento Científico de Genética da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doenças negligenciadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/doencas-negligenciadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 14:47:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Talvez a grande questão deste tema seja entender do que estamos falando, quando nos referimos a doenças negligenciadas. Começamos contextualizando que essas infecções são impactantes na população, inclusive pediátrica, mas muitas vezes pouco divulgadas, e com ações para seu controle aquém do que deveríamos ter, seja pelas políticas públicas, nos meios de comunicação ou pelos serviços médicos/hospitalares. Aqui pretendemos comentar algumas dessas doenças: como devemos iniciar seu reconhecimento e quais medidas iniciais podemos ou devemos realizar. É fundamental saber, diferente do que muitas pessoas imaginam, que qualquer indivíduo, independentemente do nível socioeconômico, raça, idade e sexo está sujeito a desenvolver essas doenças. A primeira delas a ser comentada trata-se da tuberculose. Endêmico no Brasil, o Mycobacterium (que são diversos e não só o tuberculosis) primariamente determina doença pulmonar. A tuberculose pulmonar se caracteriza por ser insidiosa, com tosse persistente, febre prolongada mais comum no final do dia e com emagrecimento frequente. Na criança, continua sendo um quadro mais arrastado; entretanto, o comprometimento respiratório é mais rápido e as imagens no Rx nem sempre são características. A tuberculose também acomete outros órgãos com frequência elevada, como linfonodos (ínguas, gânglios&#8230;), ossos, sistema nervoso (meningites), entre outros órgãos. É necessário, frente a febres pouco elevadas persistentes e emagrecimento ou não ganho de peso no paciente pediátrico, pensar em tuberculose. A disponibilidade de testes mais específicos e com resultados mais rápidos é uma realidade no SUS, facilitando o diagnóstico nas crianças, mas continua sendo mais difícil do que no adulto. Não podemos nos esquecer das parasitoses, frequentes na população pediátrica. Cuidados de higiene alimentar, saneamento básico, recomendações no preparo dos alimentos e vigilância na produção dos alimentos são determinantes para a ocorrência dessas doenças. As manifestações gastrointestinais, anemia e dores abdominais ganham destaque na apresentação clínica. Outra doença tão falada nos últimos dois anos, a dengue, teve seu recorde de internações e óbitos no mundo e no Brasil em 2024 (mais de 6 milhões de casos e mais de 6 mil óbitos). Muito pouco tem sido feito para o controle da dengue em relação à orientação da população, ações da saúde pública, incentivo à pesquisa e, mais recentemente, incentivo e orientação à vacinação. É verdade que ainda não há produção da vacina em escala suficiente para atender à demanda do Brasil, mas diversas medidas que deveriam ter sido adotadas foram negligenciadas, principalmente nesta última década. A dengue se caracteriza por ser uma doença bifásica (que ocorre em duas fases), onde a febre, a dor no corpo e olhos e, eventualmente, as manifestações hemorrágicas iniciais são muito características, mas que, após uma melhora inicial, retorna com maior gravidade, com dores mais intensas, inclusive abdominais e quadros hemorrágicos com maior frequência. Uma segunda infecção pelo vírus da dengue determina maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves. Os adolescentes estão entre a população que mais frequentemente necessita de internação, e por isso há a estratégia de vacinação nessa população. Apesar dos idosos estarem no grupo de maior ocorrência de óbitos, ainda não há dados adequados para a recomendação vacinal. Além da dengue, outras doenças têm participação de insetos em sua transmissão, como Zika e Chikungunya. Aqui queremos dar destaque a outras duas doenças, Chagas e Leishmaniose, e algumas condições clínicas pelos próprios insetos, a Pediculose (piolho) e a Escabiose (sarna). Chagas e Leishmaniose ocorrem em áreas chamadas endêmicas, e determinam doenças sistêmicas (disseminadas). Na doença de Chagas, comprometimentos cardíaco e intestinal ganham destaque, normalmente de evolução insidiosa. Na Leishmaniose, o comprometimento é habitualmente mais rápido e caracterizado por febre, aumento do fígado e do baço e diminuição na produção das séries vermelha (hemácias) e de plaquetas. A promoção de medidas de saúde, como higiene alimentar, o saneamento básico, a orientação e educação da população sobre essas doenças, assim como seu diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento adequados são a base mestra para o controle dessas doenças. O controle dos focos para Dengue, Chikungunya, Zika, Chagas, Leishmaniose, parasitoses, Escabiose e Tuberculose deve ser meta prioritária em Saúde Pública. Cabe também a todos nós a busca por informações adequadas, de procedência segura e validada, bem como adoção das medidas corretas para prevenção dessas e tantas outras doenças, para conseguirmos a melhor qualidade possível na saúde das crianças.   Saiba mais: . Médicos sem fronteiras. Acesso em https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/ . Ministério da Saúde. Brasil. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU). . Agência Fiocruz de notícias. Acesso em https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas   Relator:Marcelo OtsukaPresidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Talvez a grande questão deste tema seja entender do que estamos falando, quando nos referimos a doenças negligenciadas. Começamos contextualizando que essas infecções são impactantes na população, inclusive pediátrica, mas muitas vezes pouco divulgadas, e com ações para seu controle aquém do que deveríamos ter, seja pelas políticas públicas, nos meios de comunicação ou pelos serviços médicos/hospitalares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui pretendemos comentar algumas dessas doenças: como devemos iniciar seu reconhecimento e quais medidas iniciais podemos ou devemos realizar.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental saber, diferente do que muitas pessoas imaginam, que qualquer indivíduo, independentemente do nível socioeconômico, raça, idade e sexo está sujeito a desenvolver essas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira delas a ser comentada trata-se da tuberculose. Endêmico no Brasil, o <em>Mycobacterium</em> (que são diversos e não só o <em>tuberculosis</em>) primariamente determina doença pulmonar. A tuberculose pulmonar se caracteriza por ser insidiosa, com tosse persistente, febre prolongada mais comum no final do dia e com emagrecimento frequente. Na criança, continua sendo um quadro mais arrastado; entretanto, o comprometimento respiratório é mais rápido e as imagens no Rx nem sempre são características.</p>
<p style="text-align: justify;">A tuberculose também acomete outros órgãos com frequência elevada, como linfonodos (ínguas, gânglios&#8230;), ossos, sistema nervoso (meningites), entre outros órgãos.</p>
<p style="text-align: justify;">É necessário, frente a febres pouco elevadas persistentes e emagrecimento ou não ganho de peso no paciente pediátrico, pensar em tuberculose. A disponibilidade de testes mais específicos e com resultados mais rápidos é uma realidade no SUS, facilitando o diagnóstico nas crianças, mas continua sendo mais difícil do que no adulto.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos nos esquecer das parasitoses, frequentes na população pediátrica. Cuidados de higiene alimentar, saneamento básico, recomendações no preparo dos alimentos e vigilância na produção dos alimentos são determinantes para a ocorrência dessas doenças. As manifestações gastrointestinais, anemia e dores abdominais ganham destaque na apresentação clínica.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra doença tão falada nos últimos dois anos, a dengue, teve seu recorde de internações e óbitos no mundo e no Brasil em 2024 (mais de 6 milhões de casos e mais de 6 mil óbitos). Muito pouco tem sido feito para o controle da dengue em relação à orientação da população, ações da saúde pública, incentivo à pesquisa e, mais recentemente, incentivo e orientação à vacinação. É verdade que ainda não há produção da vacina em escala suficiente para atender à demanda do Brasil, mas diversas medidas que deveriam ter sido adotadas foram negligenciadas, principalmente nesta última década.</p>
<p style="text-align: justify;">A dengue se caracteriza por ser uma doença bifásica (que ocorre em duas fases), onde a febre, a dor no corpo e olhos e, eventualmente, as manifestações hemorrágicas iniciais são muito características, mas que, após uma melhora inicial, retorna com maior gravidade, com dores mais intensas, inclusive abdominais e quadros hemorrágicos com maior frequência. Uma segunda infecção pelo vírus da dengue determina maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Os adolescentes estão entre a população que mais frequentemente necessita de internação, e por isso há a estratégia de vacinação nessa população. Apesar dos idosos estarem no grupo de maior ocorrência de óbitos, ainda não há dados adequados para a recomendação vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da dengue, outras doenças têm participação de insetos em sua transmissão, como Zika e Chikungunya. Aqui queremos dar destaque a outras duas doenças, Chagas e Leishmaniose, e algumas condições clínicas pelos próprios insetos, a Pediculose (piolho) e a Escabiose (sarna).</p>
<p style="text-align: justify;">Chagas e Leishmaniose ocorrem em áreas chamadas endêmicas, e determinam doenças sistêmicas (disseminadas). Na doença de Chagas, comprometimentos cardíaco e intestinal ganham destaque, normalmente de evolução insidiosa. Na Leishmaniose, o comprometimento é habitualmente mais rápido e caracterizado por febre, aumento do fígado e do baço e diminuição na produção das séries vermelha (hemácias) e de plaquetas.</p>
<p style="text-align: justify;">A promoção de medidas de saúde, como higiene alimentar, o saneamento básico, a orientação e educação da população sobre essas doenças, assim como seu diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento adequados são a base mestra para o controle dessas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">O controle dos focos para Dengue, Chikungunya, Zika, Chagas, Leishmaniose, parasitoses, Escabiose e Tuberculose deve ser meta prioritária em Saúde Pública.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe também a todos nós a busca por informações adequadas, de procedência segura e validada, bem como adoção das medidas corretas para prevenção dessas e tantas outras doenças, para conseguirmos a melhor qualidade possível na saúde das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">. Médicos sem fronteiras. Acesso em <a href="https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/">https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/</a></p>
<p style="text-align: justify;">. Ministério da Saúde. Brasil. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU)">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU)</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">. Agência Fiocruz de notícias. Acesso em <a href="https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas">https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Marcelo Otsuka<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>Combate à dengue: protegendo nossas crianças e a comunidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/combate-a-dengue-protegendo-nossas-criancas-e-a-comunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 15:03:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro – dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro &#8211; dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância e da ação conjunta de toda a população contra essa doença que, infelizmente, continua a ser um grave problema de saúde pública em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">A dengue é uma infecção viral séria, transmitida pela picada de um mosquito, que pode afetar qualquer pessoa, mas exige atenção redobrada quando se trata de crianças, que são mais vulneráveis e podem apresentar quadros mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão da dengue ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, que se reproduz em locais com água parada. Com o clima tropical do Brasil, e especialmente em grandes centros urbanos de um Estado populoso como São Paulo, a proliferação do mosquito é facilitada, tornando a prevenção uma tarefa contínua.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossas crianças, com seu sistema imunológico em desenvolvimento e muitas vezes com dificuldade para expressar o que sentem, estão em maior risco e precisam da nossa proteção constante.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas da dengue em crianças podem ser variados e, por vezes, confundidos com outras doenças comuns da infância. Deve-se ficar atento a febre alta repentina, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo, náuseas, vômitos e dor abdominal.</p>
<p style="text-align: justify;">É crucial procurar atendimento médico imediatamente se a criança apresentar sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (nariz, gengiva), sonolência excessiva ou irritabilidade. A rapidez no diagnóstico e tratamento pode salvar vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor forma de combater a dengue é através da prevenção, eliminando os focos do mosquito. Dedique alguns minutos do seu dia para verificar e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água: vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas entupidas, caixas d’água destampadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras medidas importantes: usar repelentes adequados para a idade da criança, instalar telas em janelas e portas e vestir roupas que cubram braços e pernas, especialmente nos horários de maior atividade do mosquito (manhã e fim de tarde).</p>
<p style="text-align: justify;">A participação de cada família e de toda a comunidade é fundamental. Em algumas cidades há a disponibilidade gratuita da vacinação para adolescentes de 10 a 14 anos, mas aqueles de 4 a 60 anos que não estiverem contemplados por gratuidade podem procurar a prevenção pela vacinação em serviços privados também.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntos, podemos construir um ambiente mais seguro e saudável para todos. A luta contra a dengue é um compromisso coletivo que exige informação, conscientização e atitude. Sua ação hoje, por menor que pareça, é um passo gigante na proteção da vida e na construção de um futuro livre dessa doença. Vamos juntos nessa batalha!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melissa Palmieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vacinação é fundamental para a erradicação da poliomielite</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacinacao-e-fundamental-para-a-erradicacao-da-poliomielite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 11:33:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral. O quadro clínico varia em gravidade, desde formas inaparentes ou com sintomas leves, como febre, mal-estar, cefaleia, sintomas gastrointestinais, até paralisia flácida e atrofia permanente, geralmente unilateral, em membros inferiores. Um em cada 200 infectados desenvolve uma paralisia irreversível e, dentre estes, 5%-10% morrem quando há o comprometimento da musculatura respiratória. Não há tratamento, mas há prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacina pólio oral (VOP) mudou o cenário mundial da poliomielite. A VOP é uma vacina produzida com o poliovírus enfraquecido que estimula a imunidade contra a poliomielite. A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio criada em 1988 teve muito sucesso com a redução dos casos. Porém, dois países, Paquistão e Afeganistão, ainda apresentam casos. Até que a transmissão do poliovírus seja interrompida nesses países, todos os países permanecem em risco de importação de pólio.</p>
<p style="text-align: justify;">O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba, e o Brasil, com os demais países da América, obteve o certificado de área livre do poliovírus selvagem em seu território desde 1994, conferido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de então, o Brasil assumiu um compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de não permitir a reintrodução da doença no país. Para isto, precisamos manter altas coberturas vacinais, ou seja, que a população menor de cinco anos seja vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a vacinação, dos três tipos de poliovírus, o sorotipo 2 (P2) e o sorotipo 3 (P3) desapareceram em 1999 e 2012, respectivamente. O sorotipo 1 (P1) é o que tem causado os casos de poliomielite nos últimos anos em países endêmicos (Afeganistão e Paquistão). Além desses tipos selvagens, a poliomielite pode ser causada por um poliovírus derivado da vacina pólio oral (VDPV), quando o vírus vacinal excretado no ambiente, apesar de enfraquecido, readquire a capacidade de causar a doença, levando a surtos em locais onde há baixa cobertura vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido a isto, para manter o país livre da poliomielite, conforme a orientação da OMS, progressivamente a VOP foi retirada do calendário da criança e, desde novembro de 2024, as crianças recebem apenas a vacina pólio inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses, com uma dose de reforço aos 15 meses. A VIP não causa poliomielite porque não é uma vacina viva. Então, no Brasil, a vacina pólio oral não é mais administrada. No entanto, o Zé Gotinha não se aposentou; ele é um símbolo das Campanhas Nacionais de Vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um esforço mundial para a erradicação da poliomielite, ou seja, para que o poliovírus não seja mais detectado, não circule mais e não ocorram mais casos da doença. O trabalho constante das equipes de saúde para garantir a vacinação mesmo em locais de difícil acesso, como locais acometidos por catástrofes naturais, enchentes, terremotos, ou guerras, é louvável. Em nosso meio, tem sido observada, desde 2016, uma queda progressiva na cobertura vacinal para poliomielite, assim como para outras vacinas, o que se agravou durante a pandemia da Covid-19. As campanhas de multivacinação para atualização vacinal são importantes para melhorar estes números.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante mantermos altas coberturas vacinais, porque se houver casos de pólio provenientes de outros países (casos importados), pode haver disseminação do vírus entre as crianças não vacinadas e surgirem casos após 36 anos sem registro de poliomielite em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, neste Dia Mundial de Combate à Poliomielite, devemos lembrar da vacinação como medida fundamental para a prevenção de casos de pólio, uma doença que pode ser grave e deixar sequelas permanentes, e que está caminhando para a erradicação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>World Health Organization Weekly epidemiological record. Polio vaccines: WHO position paper – June 2022; 97: 277-300.</li>
<li>World Health Organization. Highlights of new wild poliovirus and cVDPV positives reported globally this week. Disponível em: application/pdf 44_Polio_Global_update_02Nov2022_.pdf — 1433 KB.</li>
<li>Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – Divisão de Imunização. Documento Técnico: Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente. 03/08/2022. Estado de São Paulo. Disponível em: <a href="https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf">https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf</a>. Acesso em 05/12/2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Alessandra Ramos<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Vacina é vida: um ato de amor e responsabilidade!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-e-vida-um-ato-de-amor-e-responsabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 11:25:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia da Covid-19, em relação aos movimentos antivacinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas informações falsas têm circulado e assustado os pais, e quando essas declarações vêm de líderes políticos ou profissionais de saúde sem embasamento em literatura científica ou dados mundiais de farmacovigilância, a situação se torna ainda mais preocupante em relação à importância da prevenção por meio da vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Importante lembrar que a imunização não se trata apenas de uma ação individual e sim coletiva. Vacinar traz consigo amor-próprio e amor ao próximo. Sim, porque a vacina protege quem a recebe e também quem está ao redor e que, por razões variadas, não pode receber a vacina, como bebês em determinadas faixas etárias, pessoas que fazem tratamento oncológico ou reumatológico e idosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos pais não sabem, mas a vacinação é apontada como o segundo maior avanço da humanidade em termos de saúde pública, atrás apenas da ampliação da oferta de água potável.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, vivemos num mundo onde a mortalidade infantil por doenças imunopreveníveis diminuiu de forma significativa, aumentando a nossa expectativa de vida e gerando uma <strong>falsa sensação de segurança</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de combate às mortes infantis é ainda mais preocupante frente à queda na cobertura vacinal no Brasil e no mundo, que se agravou no período pós-pandemia.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), diversas estratégias foram implementadas para reduzir a mortalidade infantil e ampliar a expectativa de vida da população. Nesse processo, a política de vacinação, conduzida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e apoiada pelas Sociedades Científicas, como a Sociedade de Pediatria de São Paulo, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunizações, desempenhou papel central, assegurando avanços significativos na qualidade de vida de crianças, adolescentes e suas famílias em todo o Brasil. Além disso, o setor privado de vacinação, bastante qualificado no país, reforça a possibilidade de melhorar a proteção individual, além da proteção coletiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar desses resultados, doenças como a poliomielite e o sarampo ainda preocupam, pois são endêmicas em outros países, o que reforça a necessidade de mantermos elevadas coberturas vacinais em todo o território nacional, pois a globalização traz consigo risco de contágio na população não vacinada ou incompletamente vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mitos e inverdades precisam ser combatidos com informações seguras e científicas, pois representam risco de adoecimento, sequelas e mortes nas famílias, principalmente <em>“fake news”</em> que relacionam vacinas ao autismo e a outras doenças causadas pelas vacinas de RNAm, vacinas preventivas do câncer, presença de mercúrio ou alumínio nas formulações, sobrecarga do sistema imunológico, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nesse Dia Nacional da Vacinação é importante reforçarmos que: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Inúmeros estudos científicos bem conduzidos comprovam que <strong>não há relação entre nenhuma vacina e o transtorno do espectro autista (TEA)</strong>, como é conhecido o autismo. O trabalho publicado que deu origem a essa questão foi contestado pela comunidade científica por ter graves falhas metodológicas, sendo o autor acusado de fraudar informações apresentadas no estudo e receber pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos por compensação de danos vacinais. O autor teve seu registro cassado e a revista <em>Lancet </em>excluiu o trabalho de seus arquivos e a maioria dos colaboradores solicitou a retirada de seus nomes da publicação. Apesar de todas as evidências científicas, grupos antivacinistas ainda reproduzem o discurso, que induz muitas famílias à hesitação ou à recusa vacinal.</li>
<li>A relação entre o timerosal, substância à base de mercúrio presente em vacinas multidoses desde 1930, e o autismo, também foi amplamente investigada e descartada. O tipo de composto utilizado (etilmercúrio) é degradado e expelido rapidamente do organismo, portanto, <strong>não acumula nos órgãos ou corpo, nem traz qualquer prejuízo à saúde</strong>. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a <em>Food and Drugs Administration</em> (FDA), a Academia Americana de Pediatria (AAP), entre outros regulatórios, já emitiram posicionamentos positivos sobre a segurança do timerosal nas vacinas.</li>
<li>Compostos de alumínio, utilizados como adjuvante <strong>em algumas vacinas inativadas</strong>, <strong>não estão associados</strong> ao aumento do risco de distúrbios do neurodesenvolvimento, doenças autoimunes crônicas ou quadros alérgicos e atópicos. Vale destacar que a exposição humana ao alumínio é frequente, uma vez que o metal está presente no solo, em chás e ervas, temperos, utensílios de cozinha, latinhas de bebidas, creme dental, cosméticos e até mesmo na água tratada.</li>
<li>O uso de vacinas combinadas e a aplicação de várias vacinas no mesmo momento para prevenção de mais de uma doença <strong>não é capaz de sobrecarregar o sistema imunológico</strong>. O número de antígenos com o qual o organismo entra em contato devido à vacinação é muito inferior à exposição que acontece naturalmente no dia a dia.</li>
<li>A vacina contra hepatite B administrada já nas primeiras horas após o nascimento tem o objetivo de evitar a doença caso o vírus seja transmitido da mãe para o filho durante a gestação, parto ou por meio da amamentação. <strong>Nove entre dez recém-nascidos infectados pelo vírus da hepatite B, não vacinados,</strong> desenvolvem a forma crônica da doença, que pode evoluir com gravidade e levar à cirrose ou ao câncer de fígado, geralmente na adolescência ou vida adulta.</li>
<li><strong>Vacinas de RNAm</strong> <strong>não alteram o cromossomo nem o DNA das pessoas</strong>. Elas usam uma molécula de RNA mensageiro envolta em pequenas partículas de gordura, para <strong>levar instruções às células e gerar uma resposta imunológica.</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Apesar da <strong>tecnologia de RNA mensageiro ser estudada há décadas</strong>, a aplicação dela só teve repercussão mundial quando foi utilizada para a produção da vacina Covid-19, criando especulações e desinformação. A vacinação contra a Covid-19 teve grande impacto na redução da morbimortalidade da doença, evitando milhares de óbitos e internações no mundo, desde a sua introdução no ano de 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a função do RNA mensageiro vai além; a tecnologia abre a perspectiva de que<strong> vários tipos de câncer </strong>que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia<strong>, Aids, doenças genéticas raras ou outros distúrbios associados a proteínas ausentes ou que não funcionem corretamente</strong> possam ser tratados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Avaliação das coberturas vacinais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A análise recente das coberturas vacinais evidencia avanços significativos no país, com destaque para o período a partir de 2023, quando se observou incremento consistente em diversas vacinas ofertadas para os menores de 2 anos, porém ainda precisamos melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses progressos reforçam a pertinência das ações realizadas, como também a oportunidade estratégica para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e assegurar maior homogeneidade das coberturas vacinais no país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Objetivos principais do Dia Nacional da Vacinação: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ampliar o acesso da população de crianças e adolescentes à vacinação, conforme o Calendário Nacional de Vacinação;</li>
<li>Contribuir na redução da incidência das doenças imunopreveníveis;</li>
<li>Enfrentar a hesitação vacinal com ações de comunicação e mobilização social;</li>
<li>Oportunizar a vacinação contra epidemias (febre amarela, dengue, sarampo, etc.) em locais de risco;</li>
<li>Possibilitar o resgate de crianças e adolescentes não vacinados;</li>
<li>Proporcionar a vacinação de adultos e idosos, especialmente quando acompanham as crianças ao posto de vacinação;</li>
<li>Monitorar casos de doenças imunopreveníveis já erradicadas no mundo;</li>
<li>Manter o status de eliminação da poliomielite e do sarampo no Brasil e no mundo;</li>
<li>Realizar o monitoramento da segurança das vacinas;</li>
<li>Combater informações falsas, oferecendo referências científicas acessíveis e claras para tranquilizar a população.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Vacinação é uma excelente oportunidade para relembrarmos quantas vidas têm sido salvas, quantas sequelas têm sido evitadas, quanto sofrimento e preocupação desapareceram, desde que as vacinas surgiram.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Silvia Bardella<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Infectopediatra<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
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		<title>Vacina BCG: história e sua importância na luta contra a tuberculose</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-bcg-historia-e-sua-importancia-na-luta-contra-a-tuberculose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 16:19:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vacina-bcg-historia-e-sua-importancia-na-luta-contra-a-tuberculose/">Vacina BCG: história e sua importância na luta contra a tuberculose</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p class="wp-block-paragraph">O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921 pelos cientistas Albert Calmette e Camille Guérin, ela é uma das vacinas mais antigas ainda em uso e desempenha uma função vital na saúde pública, especialmente em países onde a doença é endêmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tuberculose, causada pela bactéria&nbsp;<em>Mycobacterium tuberculosis</em>&nbsp;(bacilo de Koch), é uma doença infecciosa que se transmite pelo ar. Embora afete principalmente os pulmões, pode comprometer outros órgãos, levando a casos clínicos graves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que a BCG é tão importante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A BCG é aplicada principalmente em recém-nascidos e protege contra formas severas da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar em crianças. Em média, previne cerca de 82% dos casos graves, sendo essencial para reduzir complicações e a mortalidade infantil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a vacina foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação em 1977 e está disponível gratuitamente nos postos de saúde. A recomendação é que seja administrada logo após o nascimento ou até os 30 dias de vida. A aplicação é feita no braço direito, diretamente na camada intradérmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Efeitos esperados após a vacinação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que, vários dias até semanas após a vacinação, o local apresente vermelhidão, apareça uma pequena ferida e, eventualmente, deixe uma cicatriz. Esse processo pode levar até três meses para cicatrizar totalmente. Caso ocorra, basta lavar com água e sabão e evitar coçar a área.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproximadamente 90% das pessoas desenvolvem algum tipo de reação no local, mas isso não significa que quem não observa as alterações (os 10%) esteja sem proteção.&nbsp;Por isso, nesses raros casos em que a marquinha não ocorreu não é indicada a revacinação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que a vacina não deve ser aplicada em bebês com imunodeficiências graves. Nesse caso, os testes de triagem neonatal (teste do pezinho básico com pesquisa para as imunodeficiências), além de avaliações cuidadosas são indispensáveis quando há histórico familiar de imunodeficiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impacto no combate à tuberculose</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comemoração do Dia da Vacina BCG reforça a relevância da vacinação como ferramenta para salvar vidas e prevenir doenças graves. Além disso, a data serve para lembrar a importância dos programas de vacinação e promover o desenvolvimento de soluções ainda mais eficazes para erradicar a tuberculose.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, os números da tuberculose são alarmantes: cerca de 70 mil novos casos e 4,5 mil mortes ocorrem a cada ano. Por isso, a BCG permanece como recurso fundamental para a proteção das crianças, evitando formas agressivas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacina BCG: uma proteção para o futuro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vacinação é um ato de amor e cuidado. Ao proteger nossas crianças contra a tuberculose, estamos oferecendo a elas a chance de crescerem saudáveis e livres dos riscos dessa doença tão severa.</p>



<p><strong>Vacinas salvam vidas!</strong>  <img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Vacina-BCG.png" alt="" width="148" height="98" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Estrelas-Emoji-Vacina-BCG.jpg" alt="" width="96" height="96" /></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saiba mais sobre a vacina BCG e a prevenção da tuberculose:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Organização Mundial da Saúde:</strong>&nbsp;<a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>BCG Vaccine: WHO Position Paper</em></a> – https://www.who.int/publications/i/item/who-wer9308-73-96</li>



<li><strong>Ministério da Saúde do Brasil:</strong>&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Calendário Nacional de Vacinação</a> &#8211; <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao">https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao</a></li>



<li><strong>Sociedade Brasileira de Pediatria:</strong>&nbsp;<a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Recomendações sobre a Vacina BCG</a> &#8211; <a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Nota_Informativa_Vacina_BCG_Para_SBP_ARPCRK-MS.pdf">https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Nota_Informativa_Vacina_BCG_Para_SBP_ARPCRK-MS.pdf</a></li>



<li><strong><em>Centers for Disease Control and Prevention:</em></strong><em>&nbsp;</em><a href="https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>BCG Vaccine Information</em></a><em> </em>&#8211; https://www.cdc.gov/tb/hcp/vaccines/index.html</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Relatora:<br>Melissa Palmieri</strong><br><strong>Membro dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vacina-bcg-historia-e-sua-importancia-na-luta-contra-a-tuberculose/">Vacina BCG: história e sua importância na luta contra a tuberculose</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O desafio das coberturas vacinais e o fenômeno da hesitação</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-desafio-das-coberturas-vacinais-e-o-fenomeno-da-hesitacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Introdução O Dia Nacional da Imunização é celebrado em 9 de junho, tendo por objetivo conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a prevenção de doen</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Introdução</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Imunização é celebrado em 9 de junho, tendo por objetivo conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a prevenção de doenças e a proteção da saúde individual e coletiva. A queda nas taxas de coberturas vacinais (CV) na infância traz enormes preocupações para todos os países, com risco de retorno de doenças já controladas e eliminadas, como o sarampo, a difteria e até a poliomielite.</p>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que dados oficiais apontaram que 23 milhões de crianças não receberam as vacinas básicas por meio dos serviços de vacinação de rotina em 2020, representando 3,7 milhões a mais do que em 2019-20. Outro aspecto a ser considerado é a heterogeneidade das CV nos mais de 5.500 municípios do Brasil. Bolsões de baixas coberturas não favorecem o controle das doenças. A homogeneidade de coberturas para os anos de 2015 a 2018 foi baixa em todo o período, com tendência decrescente para cada vacina. Somam-se a esses fatores os desafios de uma vacinação oportuna, ou seja, que as vacinas sejam aplicadas nas idades preconizadas sem atrasos e sem interrupções do esquema vacinal.<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Possíveis causas para a queda das coberturas vacinais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A redução nas taxas de vacinação tem sido atribuída a diversos fatores, que em um país continental como o Brasil deve ser compreendida em suas diferentes regiões e particularidades; entretanto, destacam-se como as principais razões: perda de percepção de risco para doenças que já não fazem mais parte de nossa rotina, desabastecimento frequente de algumas vacinas, horários de funcionamento dos postos de saúde que não atendem mais às necessidades de famílias que trabalham, a própria complexidade do calendário vacinal, com grande número de visitas necessárias para seu adequado cumprimento, entre outros. Além do surgimento de grupos antivacinas, que disseminam notícias falsas sobre a segurança e a efetividade dos imunizantes.<sup>2</sup></p>
<p style="text-align: justify;">Principais causas das baixas coberturas vacinais no Brasil:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Crenças em práticas alternativas de saúde e em falsas contraindicações.</li>
<li>Controle eficiente das doenças imunopreveníveis, que promove uma falsa sensação de segurança e desestimula a procura pela vacinação.</li>
<li>Medo dos eventos adversos.</li>
<li>Oportunidades perdidas de vacinação.</li>
<li>Problemas relacionados ao abastecimento de algumas vacinas.</li>
<li>Percepção equivocada de parte da população de que as doenças desapareceram.</li>
<li>Desconhecimento sobre quais vacinas fazem parte do calendário de vacinação.</li>
<li>Receio de que o número elevado de vacinas “sobrecarregue” o sistema imunológico.</li>
<li>Falta de tempo dos pais para levar as crianças aos postos de vacinação.</li>
<li>Notícias disseminadas pelas redes sociais e outros meios de comunicação capazes de promover a perda da credibilidade nas vacinas e mesmo notícias falsas sobre vacinação (fake news).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Coberturas vacinais na pandemia da Covid-19 </strong></p>
<p style="text-align: justify;">As taxas de CV, que já vinham em queda, tiveram forte impacto negativo com a pandemia da Covid-19. As atenções e a sobrecarga do sistema de saúde voltadas à pandemia, e também o receio da população em frequentar serviços de vacinação, foram determinantes para que a procura pela vacinação fosse deixada em segundo plano.<sup>3</sup> A análise dos dados evidenciou, em 2020, um decréscimo nos índices de CV para todas as vacinas do calendário infantil na vigência da pandemia, comparado ao ano imediatamente anterior, embora as CV para a vacina pentavalente tenham sido incrementadas em função do desabastecimento da vacina no ano anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">As coberturas vacinais (CV) no Brasil para as vacinas do calendário da criança vêm se elevando nos últimos anos, com recuperação para quase todas elas. Em nosso país, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), em seus quase 50 anos de existência, tornou-se modelo, com constantes incorporações de novas vacinas, grande capilaridade, dinamismo, gratuidade e grande credibilidade e confiança conquistadas desde sua criação.<sup>4,5</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O PNI foi criado em 1973, abrindo uma nova etapa na história das políticas de Saúde Pública no campo da prevenção, ano em que foi declarada a erradicação da varíola nas Américas, por ocasião da 22ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).<sup>7</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O envolvimento das três esferas da gestão, no planejamento, capacitação, infraestrutura e logística foi capaz de permitir que na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS) chegassem vacinas de qualidade, o que gerou credibilidade por parte população.<sup>4,5</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O PNI, com suas mais de 38 mil salas de vacinas, distribuídas por todo o país, foi responsável pela erradicação da varíola, contribuiu para a eliminação da poliomielite, a interrupção da transmissão do sarampo e da rubéola, a eliminação do tétano materno-neonatal, a redução da incidência de difteria, coqueluche, meningite causada por <em>H. influenzae </em>tipo b, tétano, tuberculose em menores de 15 anos de idade, além da redução significativa nas taxas de mortalidade infantil no Brasil.<sup>8</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O esquema vacinal da criança inclui hoje, no PNI, 13 vacinas contra 19 diferentes doenças, segundo o calendário proposto pelo Ministério da Saúde (Tabela 1).<sup>7</sup></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tabela 1. Vacinas disponibilizadas pelo PNI para crianças nos dois primeiros anos de vida, Brasil 2022</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Quadro-Vacinacao-Infantil-Blog.jpeg" alt="" width="432" height="407" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hesitação vacinal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A hesitação vacinal refere-se à demora em aceitar ou à recusa das vacinas, apesar da disponibilidade nos serviços de vacinação. É um fenômeno complexo e específico em seu contexto, variando ao longo do tempo, lugar e vacinas. Com a pandemia da Covid-19, veio a infodemia, definida como uma epidemia de informações precisas ou imprecisas, que se disseminam de forma rápida e abrangente, como uma doença digitalmente transmissível. À medida que fatos, rumores e medos se misturam e se dispersam, torna-se difícil para as pessoas encontrarem fontes e orientações confiáveis quando precisam.</p>
<p style="text-align: justify;">Os riscos da desinformação para os programas de vacinação nunca foram tão elevados, assim como o risco de reemergência de doenças imunopreveníveis. A atitude dos médicos e de outros profissionais de saúde em relação à vacinação influencia seus pacientes e afeta a decisão da população em se vacinar. A recomendação médica foi e continua sendo importante fator de adesão da população à vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusões </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A recuperação de elevadas e homogêneas CV é crucial para a manutenção do controle e eliminação de diversas doenças imunopreveníveis. As conquistas obtidas pelos extensos programas de vacinação são marcos fundamentais da saúde pública. A pandemia da Covid-19 agravou a situação da queda nas taxas de vacinação e todos os esforços para a sua recuperação devem ser realizados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>São urgentes no país as ações para aumentar a imunização infantil e sustentá-la em um patamar elevado, sendo fundamental a participação de todos os profissionais da saúde em avaliar, na sua prática diária, a situação vacinal de todo indivíduo, estimulando e fomentando o conhecimento sobre vacinas, aumentando a adesão de todos aos programas de vacinação. O combate à desinformação é ferramenta crucial na recuperação da confiança da população nas vacinas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Pandemia de covid-19 leva a grande retrocesso na vacinação infantil, mostram novos dados da OMS e UNICEF. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/pandemia-de-covid-19-alimenta-o-maior-retrocesso-continuo-nas-vacinacoes-em-tres-decadas. Acesso em setembro 2022.</li>
<li>Domingues CMAS, Maranhão AGK, Teixeira AM, Fantinato FFS, Domingues RAS. 46º ano do Programa Nacional de Imunizações: uma história repleta de conquistas e desafios a serem superados. Cad Saúde Pública. 2020;36(2):e00222919.</li>
<li>Teixeira AMS et al. Desafios das coberturas vacinais de rotina em tempos de pandemia: como enfrentar? In: Kfouri RA, Guido L. Controvérsias em Imunizações, 2021.</li>
<li>Conselho Nacional de Secretária de Saúde. A queda na Imunização no Brasil. Rev Consensus/Saúde em Foco. 2017;25. Disponível em: https//conass.org.br. Acesso em: setembro 2022.</li>
<li>Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações. 2003. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes. Acesso em: setembro 2022.</li>
<li>Sato APS. Pandemia e coberturas vacinais: desafios para o retorno às escolas. Rev Saúde Pública. 2020;54:115.</li>
<li>Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações (PNI): 40 anos. 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes_pni40.pdf.</li>
<li>Braz RM, Teixeira AMS, Domingues CMAS. O Programa Nacional de Imunizações e a cobertura vacinal: histórico e desafios atuais. In: Barbieri CLA, Martins LC, Pamplona YAP. Imunização e cobertura vacinal: passado, presente e futuro. Santos, Editora Universitária Leopoldianum, 2021.</li>
<li>Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-de-vacinacao. Acesso em setembro 2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renato de Ávila Kfouri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra Infectologista<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Feliz ano da vacinação (porque não é um só dia de vacinação)!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/feliz-ano-da-vacinacao-porque-nao-e-um-so-dia-de-vacinacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 17:29:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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<p>Feliz Dia Nacional da Vacinação! Mas o dia da vacinação não é só em 17/10, mas cada dia do ano todo! Tinha época em que nós brasileiros podíamos encher a boca quando falávamos isso</p>
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<p style="text-align: justify;">Feliz Dia Nacional da Vacinação! Mas o dia da vacinação não é só em 17/10, mas cada dia do ano todo!</p>
<p style="text-align: justify;">Tinha época em que nós brasileiros podíamos encher a boca quando falávamos isso!</p>
<p style="text-align: justify;">E o que aconteceu? Será que esquecemos das antigas epidemias, como a gripe espanhola? Os mais jovens já perguntaram para seus pais ou avós como era quando tínhamos um número absurdo de internações por sarampo? Ou catapora? Alguém se lembra das grandes epidemias de meningite? Ou febre amarela? Ou as crianças que nasciam com diversas malformações por rubéola congênita?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez tenhamos nos desacostumado com tais infecções (graças a Deus!), mas não lembramos mais por uma razão maior do que todas, maior do que todos os médicos que atendiam essas doenças: as vacinas!</p>
<p style="text-align: justify;">Sim. As vacinas foram essenciais para reduzir diversas doenças que levaram tantas pessoas do nosso convívio.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje é um dia em que devemos celebrar esse avanço.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem não sabe, as vacinas induzem os nossos organismos a produzirem uma resposta imunológica contra todas essas doenças. Essa resposta pode ser maior ou menor, dependendo do agente infeccioso, da resposta imune de cada indivíduo e da eficácia vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as vacinas passam por diversos estudos (os tais estudos pivotais), para determinar eventuais riscos que possam promover, e a resposta imune que determinam no indivíduo. Elas só serão aprovadas após esses estudos, que são muito bem conduzidos. E esses estudos são analisados por vários especialistas para que a aprovação ocorra, além das agências de cada país onde elas serão incorporadas nos programas de vacinação. São passos cada vez mais rigorosos e cada vez mais bem avaliados. É lógico que a proteção determinada por cada vacina nunca será de 100%. Entretanto, elas permitirão uma redução drástica do impacto da doença na sociedade. E aqui vem uma primeira máxima da vacinação: “as vacinas são um bem acima de tudo para a sociedade! Não só para um indivíduo!”</p>
<p style="text-align: justify;">Há indivíduos que, por diversos fatores, podem não responder a uma vacina (por exemplo, indivíduos com câncer), e por isso nessa hora recomendamos as vacinas também para aquelas pessoas que têm contato mais próximo com essas pessoas, como uma forma de cercá-las da proteção vacinal para essas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Por falar em câncer, temos vacinas que protegem contra alguns dos cânceres mais frequentes entre nós, como o câncer de colo uterino. E, infelizmente, vemos tantos adolescentes que não fazem a vacina, e terão um risco aumentado dessas diversas neoplasias no futuro por causa disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje vivemos um momento de recusa vacinal&#8230; Difícil entender por quê. Meus colegas e eu temos vivenciado diversas crianças internadas, por exemplo, devido à covid-19. A quase totalidade delas sem a vacina. Vemos como a cobertura vacinal dessas crianças está ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">Então hoje, nesse dia especial (!!!), vamos nos lembrar quanto importante é a vacinação para todos nós, crianças, adolescentes, adultos e idosos! Não deixemos de nos vacinar e vacinar aqueles que dependem de nós! Não queremos nos arrepender no futuro por não termos feito isso!</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz Dia Nacional da Vacinação!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong><br /><strong>Marcelo Otsuka<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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