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	<title>Arquivos vulnerabilidade - SPSP</title>
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		<title>Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência: Informações para os pais e responsáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2021 16:49:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De 1 a 8 de fevereiro, acontece no Brasil a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução dos números de casos no Brasil. Alguns fatos são claros (ou deveriam ser!) quando analisamos a questão da gravidez na adolescência: O que contribui para que ocorra com tanta frequência? Entre os principais fatores relacionados a esta incidência tão alta, temos: renda familiar insuficiente e baixa, educação deficiente ou abandono dos estudos, oportunidades limitadas para ingresso no mercado de trabalho, perpetuação do ciclo da pobreza, falta de informações sobre saúde, direitos sexuais e reprodutivos e aumento da violência sexual. E quanto aos pais, cuidadores e responsáveis por estes adolescentes, o que podem fazer para orientá-los e ajudá-los a prevenir a gravidez? Seguem algumas dicas, adaptadas de: Nelson, P.T. (Ed) (2012). 10 Tips for Parents in Families Matter! A Series for Parents of School-Aged Youth. Newark, DE: Cooperative Extension, University of Delaware. 1- Conversem com seus filhos desde cedo, de forma honesta, aberta e numa linguagem clara e sucinta. Não esperem que perguntem espontaneamente, iniciem a conversa. Escutem com atenção o que eles têm a dizer, se entenderam o que foi falado e o que gostariam mais de saber. Importante destacar as diferenças entre amor e sexo, como funcionam os relacionamentos e todas as partes do corpo. É importante que saibam os valores e crenças de vocês e que estão à disposição para conversar sobre tudo que estão pensando ou quais são suas preocupações. 2- Supervisionem e monitorem as atividades de seus filhos. Saibam onde estão o tempo todo ou se estão sendo supervisionados por adultos atentos e responsáveis. É melhor serem acusados de intrometidos e enxeridos, do que de pais que não se importam! 3- Conheçam e convivam com os amigos de seus filhos e suas famílias. Tenham sempre em mente a enorme influência que seus pares podem exercer. Estimulem seus filhos a convidar amigos para vir em casa e conversem com eles regularmente. Conversem com os pais dos amigos sobre as regras e expectativas com relação aos filhos. 4- Saibam o que seus filhos estão assistindo, lendo e ouvindo. Sejam “alfabetizados em mídia”. Como é impossível controlar totalmente o que veem e ouvem, ensinem a pensar de forma crítica, conversem sobre o que estão aprendendo com o que assistem e as músicas que ouvem. É aconselhável não terem TV e os celulares serem desligados e deixados fora do quarto nos momentos de descanso. 5- Ajudem seus filhos adolescentes a terem opções para o futuro que sejam muito mais atraentes do que a gravidez precoce e a paternidade. Façam com que percebam que tornar-se pai ou mãe pode atrapalhar seus planos e sonhos. Estejam ao lado deles para definir metas reais e significativas para o futuro. Conversem sobre o que precisam fazer para alcançar seus objetivos e ajudem-nos a alcançá-los. 6- Enfatizem o quanto vocês valorizam a educação. Definam expectativas para o desempenho escolar de seus filhos, acompanhem a vida escolar deles e intervenham logo se não vão bem na escola &#8211; o fracasso e abandono escolar são importantes fatores de risco para a paternidade adolescente. 7- Sejam claros sobre seus próprios valores e atitudes sexuais. Será muito mais fácil conversar com os filhos pensando em algumas questões, como: sua opinião sobre adolescentes em idade escolar sexualmente ativos e tornando-se pais; o que pensam de namoro precoce; sobre adolescentes que namoram pessoas mais velhas ou mais jovens do que eles (mais do que 2 anos); quem deve definir os limites no relacionamento e como isso deve ser feito; o que acham de adolescentes que usam anticoncepcionais; apoiam ou não serem sexualmente ativos na adolescência; o que pensam sobre a abstinência sexual nesta fase. E imaginem se as respostas de vocês a estas questões vão afetar o que vai ser dito a seus filhos. 8- Esforcem-se para que o relacionamento entre vocês seja de confiança e respeito mútuos, caloroso e afetuoso, mas firme na disciplina e rico na comunicação. Escutem com atenção o que seus filhos dizem e atente-se ao que eles fazem, reforçando sempre que devem se sentir bem com isso. Não comparem uma criança com outra, deixem ela saber que é única. Tentem fazer pelo menos uma refeição em família todos os dias. Usem o tempo juntos para conversar e não para discutir ou ficar nas mídias sociais. 9- Estejam preparados para responder, de forma clara e franca, a perguntas do tipo: Como vou saber que estou apaixonado? Quando estarei pronto para o sexo? O sexo vai me aproximar do meu namorado(a)? Fazer sexo vai me tornar mais popular? Como posso dizer que não quero fazer sexo, sem ferir os sentimentos ou perder a pessoa? Como reagir quando for pressionado para fazer sexo? Devo usar qual método de contracepção? Qual é o mais seguro e que funciona melhor? Posso engravidar na primeira vez? E quais seriam as respostas mais adequadas? Não temos como saber, uma vez que cada família e todos os seus membros podem ter diferentes valores, crenças, ideais, noções de respeito, empatia, honestidade e autonomia e usam, em menor ou maior grau, as lições e experiências de vida como aprendizado, tentando manter relações saudáveis e convivência em harmonia. As respostas mais “pé no chão” poderiam ser: “Acho os riscos de AIDS, outras doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez muito grandes. Vocês precisam ter maturidade e saber se proteger sempre que fizerem sexo, até que se sintam prontos e preparados para ter um filho”. “Pense à frente como você poderá lidar com diferentes situações &#8211; tem um plano? Estará preparado? Vai usar medidas de proteção e anticoncepção? Se sua ideia for dizer não, terá força suficiente para mantê-la? Como vai lidar e negociar com tudo isso?” “Fazer sexo não é o preço que você deve pagar por um relacionamento íntimo. É natural e normal ter desejos sexuais e pensar em sexo. Não é normal engravidar sem estarem preparados e prontos para isso; ter um bebê não transforma um menino...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">De 1 a 8 de fevereiro, acontece no Brasil a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução dos números de casos no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns fatos são claros (ou deveriam ser!) quando analisamos a questão da gravidez na adolescência:</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que contribui para que ocorra com tanta frequência?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais fatores relacionados a esta incidência tão alta, temos: renda familiar insuficiente e baixa, educação deficiente ou abandono dos estudos, oportunidades limitadas para ingresso no mercado de trabalho, perpetuação do ciclo da pobreza, falta de informações sobre saúde, direitos sexuais e reprodutivos e aumento da violência sexual.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Depositphotos_85163724_vadimphoto-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-3594"/><figcaption>vadimphoto | depositphoto.com</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E quanto aos pais, cuidadores e responsáveis por estes adolescentes, o que podem fazer para orientá-los e ajudá-los a prevenir a gravidez?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Seguem algumas dicas, adaptadas de: <em><a href="https://www.udel.edu/canr/cooperative-extension/fact-sheets/avoid-teen-pregnancy-parenting-tip/">Nelson, P.T. (Ed) (2012). 10 Tips for Parents in Families Matter! A Series for Parents of School-Aged Youth. Newark, DE: Cooperative Extension, University of Delaware</a>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">1- Conversem com seus filhos desde cedo, de forma honesta, aberta e numa linguagem clara e sucinta. Não esperem que perguntem espontaneamente, iniciem a conversa. Escutem com atenção o que eles têm a dizer, se entenderam o que foi falado e o que gostariam mais de saber. Importante destacar as diferenças entre amor e sexo, como funcionam os relacionamentos e todas as partes do corpo. É importante que saibam os valores e crenças de vocês e que estão à disposição para conversar sobre tudo que estão pensando ou quais são suas preocupações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2- Supervisionem e monitorem as atividades de seus filhos. Saibam onde estão o tempo todo ou se estão sendo supervisionados por adultos atentos e responsáveis. É melhor serem acusados de intrometidos e enxeridos, do que de pais que não se importam!</p>



<p class="wp-block-paragraph">3- Conheçam e convivam com os amigos de seus filhos e suas famílias. Tenham sempre em mente a enorme influência que seus pares podem exercer. Estimulem seus filhos a convidar amigos para vir em casa e conversem com eles regularmente. Conversem com os pais dos amigos sobre as regras e expectativas com relação aos filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4- Saibam o que seus filhos estão assistindo, lendo e ouvindo. Sejam “alfabetizados em mídia”. Como é impossível controlar totalmente o que veem e ouvem, ensinem a pensar de forma crítica, conversem sobre o que estão aprendendo com o que assistem e as músicas que ouvem. É aconselhável não terem TV e os celulares serem desligados e deixados fora do quarto nos momentos de descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5- Ajudem seus filhos adolescentes a terem opções para o futuro que sejam muito mais atraentes do que a gravidez precoce e a paternidade. Façam com que percebam que tornar-se pai ou mãe pode atrapalhar seus planos e sonhos. Estejam ao lado deles para definir metas reais e significativas para o futuro. Conversem sobre o que precisam fazer para alcançar seus objetivos e ajudem-nos a alcançá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6- Enfatizem o quanto vocês valorizam a educação. Definam expectativas para o desempenho escolar de seus filhos, acompanhem a vida escolar deles e intervenham logo se não vão bem na escola &#8211; o fracasso e abandono escolar são importantes fatores de risco para a paternidade adolescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7- Sejam claros sobre seus próprios valores e atitudes sexuais. Será muito mais fácil conversar com os filhos pensando em algumas questões, como: sua opinião sobre adolescentes em idade escolar sexualmente ativos e tornando-se pais; o que pensam de namoro precoce; sobre adolescentes que namoram pessoas mais velhas ou mais jovens do que eles (mais do que 2 anos); quem deve definir os limites no relacionamento e como isso deve ser feito; o que acham de adolescentes que usam anticoncepcionais; apoiam ou não serem sexualmente ativos na adolescência; o que pensam sobre a abstinência sexual nesta fase. E imaginem se as respostas de vocês a estas questões vão afetar o que vai ser dito a seus filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8- Esforcem-se para que o relacionamento entre vocês seja de confiança e respeito mútuos, caloroso e afetuoso, mas firme na disciplina e rico na comunicação. Escutem com atenção o que seus filhos dizem e atente-se ao que eles fazem, reforçando sempre que devem se sentir bem com isso. Não comparem uma criança com outra, deixem ela saber que é única. Tentem fazer pelo menos uma refeição em família todos os dias. Usem o tempo juntos para conversar e não para discutir ou ficar nas mídias sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9- Estejam preparados para responder, de forma clara e franca, a perguntas do tipo: Como vou saber que estou apaixonado? Quando estarei pronto para o sexo? O sexo vai me aproximar do meu namorado(a)? Fazer sexo vai me tornar mais popular? Como posso dizer que não quero fazer sexo, sem ferir os sentimentos ou perder a pessoa? Como reagir quando for pressionado para fazer sexo? Devo usar qual método de contracepção? Qual é o mais seguro e que funciona melhor? Posso engravidar na primeira vez?</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E quais seriam as respostas mais adequadas?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Não temos como saber, uma vez que cada família e todos os seus membros podem ter diferentes valores, crenças, ideais, noções de respeito, empatia, honestidade e autonomia e usam, em menor ou maior grau, as lições e experiências de vida como aprendizado, tentando manter relações saudáveis e convivência em harmonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas mais “pé no chão” poderiam ser:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acho os riscos de AIDS, outras doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez muito grandes. Vocês precisam ter maturidade e saber se proteger sempre que fizerem sexo, até que se sintam prontos e preparados para ter um filho”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pense à frente como você poderá lidar com diferentes situações &#8211; tem um plano? Estará preparado? Vai usar medidas de proteção e anticoncepção? Se sua ideia for dizer não, terá força suficiente para mantê-la? Como vai lidar e negociar com tudo isso?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Fazer sexo não é o preço que você deve pagar por um relacionamento íntimo. É natural e normal ter desejos sexuais e pensar em sexo. Não é normal engravidar sem estarem preparados e prontos para isso; ter um bebê não transforma um menino em homem ou uma menina em mulher”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E lançamos duas afirmações de peso, para que reflitam sobre elas:<br><br>&#8211; Falar com os filhos sobre sexo não vai incentivá-los a se tornarem sexualmente ativos;<br>&#8211; Crianças de todas as idades desejam um relacionamento próximo com seus pais e anseiam por sua ajuda, aprovação e apoio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Relatores:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Moises Chencinski</strong><br><strong>Coordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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		<title>Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/semana-nacional-de-prevencao-de-gravidez-na-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 18:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gravidez na adolescência continua sendo grande responsável pela mortalidade materna e infantil, com complicações relacionadas à gestação e ao parto como a principal causa de morte de meninas de 15 a 19 anos em todo o mundo. Ao se analisar as taxas de gravidez, no Brasil é de 68,4 por 1000 adolescentes, acima da média global (46 por 1000) e da América Latina (65,5 por 1000), segundo publicação na revista The Lancet. Em países onde o aborto é proibido ou altamente restrito, muitas adolescentes, para quem a gravidez não foi planejada, acabam recorrendo a procedimentos inseguros, colocando sua saúde e sua vida em risco (cerca de 3,9 milhões de abortos inseguros/ano em adolescentes de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento). De 1 a 8 de fevereiro acontece no Brasil a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução destes números. Segundo dados do SIDRA&#160;(Sistema IBGE de Recuperação Automática), em 2019, 2.812.030 nascidos vivos foram registrados no Brasil, entre os quais 13% deste total (1 em cada 7,5 partos) são filhos de mães com idades entre 15 e 19 anos e 0,60% (16.707) nascimentos registrados de mães menores de 15 anos. Entre as principais consequências dessas taxas, vale ressaltar os efeitos sociais e econômicos negativos para as meninas, para suas famílias e suas comunidades no que diz respeito à alta incidência de interrupção da vida escolar, rejeição por parte das famílias e colegas, vivência social não esperada, maior vulnerabilidade, bem como maior probabilidade de sofrer violência, ainda mais em famílias de baixa renda. Adolescentes grávidas também enfrentam riscos e complicações à saúde devido a seus corpos imaturos. Além disso, bebês nascidos de mães mais jovens também correm maior risco. Clinicamente, é observado aumento do número de partos prematuros, bebês de baixo peso e de mortes perinatais (50% a mais quando comparadas com as mães entre 20 a 29 anos). Além disso, ocorre redução das taxas de aleitamento materno. A dificuldade de acesso ao sistema de saúde, associada às consequências sociais e de dinâmicas familiares dessa situação, produz um panorama desafiador e assustador para todos os profissionais da área da saúde e para as políticas públicas que buscam atuar sobre essas estatísticas. Não há como negar que a informação ainda não atinge adequadamente os adolescentes e temas como sexualidade e contracepção não são abordados de forma eficaz na prevenção da gravidez. Assim, educação sexual nas escolas e uma assistência ginecológica das adolescentes mais ampla e acessível, antes da iniciação da vida sexual ativa, são ferramentas fundamentais para se conscientizar essa população. Meios de comunicação amplamente utilizados por adolescentes, como mídias sociais e tecnologia, podem divulgar campanhas de prevenção, que irão chegar à maioria da população jovem. ___Relatores:&#160;Moises ChencinskiRenata D. WaksmanCoordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A gravidez na adolescência continua sendo grande responsável pela mortalidade materna e infantil, com complicações relacionadas à gestação e ao parto como a principal causa de morte de meninas de 15 a 19 anos em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao se analisar as taxas de gravidez, no Brasil é de 68,4 por 1000 adolescentes, acima da média global (46 por 1000) e da América Latina (65,5 por 1000), <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30352-4/fulltext">segundo publicação na revista The Lancet</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em países onde o aborto é proibido ou altamente restrito, muitas adolescentes, para quem a gravidez não foi planejada, acabam recorrendo a procedimentos inseguros, colocando sua saúde e sua vida em risco (cerca de 3,9 milhões de abortos inseguros/ano em adolescentes de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Depositphotos_354875840_AndrewLozovyi-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3590"/><figcaption>andrew lozovyi | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De 1 a 8 de fevereiro acontece no Brasil a <strong>Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência</strong>, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução destes números.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo <a href="https://sidra.ibge.gov.br/tabela/2680">dados do SIDRA</a>&nbsp;(Sistema IBGE de Recuperação Automática), em 2019, 2.812.030 nascidos vivos foram registrados no Brasil, entre os quais 13% deste total (1 em cada 7,5 partos) são filhos de mães com idades entre 15 e 19 anos e 0,60% (16.707) nascimentos registrados de mães menores de 15 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais consequências dessas taxas, vale ressaltar os efeitos sociais e econômicos negativos para as meninas, para suas famílias e suas comunidades no que diz respeito à alta incidência de interrupção da vida escolar, rejeição por parte das famílias e colegas, vivência social não esperada, maior vulnerabilidade, bem como maior probabilidade de sofrer violência, ainda mais em famílias de baixa renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adolescentes grávidas também enfrentam riscos e complicações à saúde devido a seus corpos imaturos. Além disso, bebês nascidos de mães mais jovens também correm maior risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clinicamente, é observado aumento do número de partos prematuros, bebês de baixo peso e de mortes perinatais (50% a mais quando comparadas com as mães entre 20 a 29 anos). Além disso, ocorre redução das taxas de aleitamento materno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dificuldade de acesso ao sistema de saúde, associada às consequências sociais e de dinâmicas familiares dessa situação, produz um panorama desafiador e assustador para todos os profissionais da área da saúde e para as políticas públicas que buscam atuar sobre essas estatísticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há como negar que a informação ainda não atinge adequadamente os adolescentes e temas como sexualidade e contracepção não são abordados de forma eficaz na prevenção da gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, educação sexual nas escolas e uma assistência ginecológica das adolescentes mais ampla e acessível, antes da iniciação da vida sexual ativa, são ferramentas fundamentais para se conscientizar essa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meios de comunicação amplamente utilizados por adolescentes, como mídias sociais e tecnologia, podem divulgar campanhas de prevenção, que irão chegar à maioria da população jovem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">___<br><strong>Relatores:&nbsp;</strong><br><strong>Moises Chencinski</strong><br><strong>Renata D. Waksman</strong><br><strong>Coordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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