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	<title>Arquivos Zika - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Zika - SPSP</title>
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		<title>Doenças negligenciadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/doencas-negligenciadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 14:47:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Talvez a grande questão deste tema seja entender do que estamos falando, quando nos referimos a doenças negligenciadas. Começamos contextualizando que essas infecções são impactantes na população, inclusive pediátrica, mas muitas vezes pouco divulgadas, e com ações para seu controle aquém do que deveríamos ter, seja pelas políticas públicas, nos meios de comunicação ou pelos serviços médicos/hospitalares. Aqui pretendemos comentar algumas dessas doenças: como devemos iniciar seu reconhecimento e quais medidas iniciais podemos ou devemos realizar. É fundamental saber, diferente do que muitas pessoas imaginam, que qualquer indivíduo, independentemente do nível socioeconômico, raça, idade e sexo está sujeito a desenvolver essas doenças. A primeira delas a ser comentada trata-se da tuberculose. Endêmico no Brasil, o Mycobacterium (que são diversos e não só o tuberculosis) primariamente determina doença pulmonar. A tuberculose pulmonar se caracteriza por ser insidiosa, com tosse persistente, febre prolongada mais comum no final do dia e com emagrecimento frequente. Na criança, continua sendo um quadro mais arrastado; entretanto, o comprometimento respiratório é mais rápido e as imagens no Rx nem sempre são características. A tuberculose também acomete outros órgãos com frequência elevada, como linfonodos (ínguas, gânglios&#8230;), ossos, sistema nervoso (meningites), entre outros órgãos. É necessário, frente a febres pouco elevadas persistentes e emagrecimento ou não ganho de peso no paciente pediátrico, pensar em tuberculose. A disponibilidade de testes mais específicos e com resultados mais rápidos é uma realidade no SUS, facilitando o diagnóstico nas crianças, mas continua sendo mais difícil do que no adulto. Não podemos nos esquecer das parasitoses, frequentes na população pediátrica. Cuidados de higiene alimentar, saneamento básico, recomendações no preparo dos alimentos e vigilância na produção dos alimentos são determinantes para a ocorrência dessas doenças. As manifestações gastrointestinais, anemia e dores abdominais ganham destaque na apresentação clínica. Outra doença tão falada nos últimos dois anos, a dengue, teve seu recorde de internações e óbitos no mundo e no Brasil em 2024 (mais de 6 milhões de casos e mais de 6 mil óbitos). Muito pouco tem sido feito para o controle da dengue em relação à orientação da população, ações da saúde pública, incentivo à pesquisa e, mais recentemente, incentivo e orientação à vacinação. É verdade que ainda não há produção da vacina em escala suficiente para atender à demanda do Brasil, mas diversas medidas que deveriam ter sido adotadas foram negligenciadas, principalmente nesta última década. A dengue se caracteriza por ser uma doença bifásica (que ocorre em duas fases), onde a febre, a dor no corpo e olhos e, eventualmente, as manifestações hemorrágicas iniciais são muito características, mas que, após uma melhora inicial, retorna com maior gravidade, com dores mais intensas, inclusive abdominais e quadros hemorrágicos com maior frequência. Uma segunda infecção pelo vírus da dengue determina maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves. Os adolescentes estão entre a população que mais frequentemente necessita de internação, e por isso há a estratégia de vacinação nessa população. Apesar dos idosos estarem no grupo de maior ocorrência de óbitos, ainda não há dados adequados para a recomendação vacinal. Além da dengue, outras doenças têm participação de insetos em sua transmissão, como Zika e Chikungunya. Aqui queremos dar destaque a outras duas doenças, Chagas e Leishmaniose, e algumas condições clínicas pelos próprios insetos, a Pediculose (piolho) e a Escabiose (sarna). Chagas e Leishmaniose ocorrem em áreas chamadas endêmicas, e determinam doenças sistêmicas (disseminadas). Na doença de Chagas, comprometimentos cardíaco e intestinal ganham destaque, normalmente de evolução insidiosa. Na Leishmaniose, o comprometimento é habitualmente mais rápido e caracterizado por febre, aumento do fígado e do baço e diminuição na produção das séries vermelha (hemácias) e de plaquetas. A promoção de medidas de saúde, como higiene alimentar, o saneamento básico, a orientação e educação da população sobre essas doenças, assim como seu diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento adequados são a base mestra para o controle dessas doenças. O controle dos focos para Dengue, Chikungunya, Zika, Chagas, Leishmaniose, parasitoses, Escabiose e Tuberculose deve ser meta prioritária em Saúde Pública. Cabe também a todos nós a busca por informações adequadas, de procedência segura e validada, bem como adoção das medidas corretas para prevenção dessas e tantas outras doenças, para conseguirmos a melhor qualidade possível na saúde das crianças.   Saiba mais: . Médicos sem fronteiras. Acesso em https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/ . Ministério da Saúde. Brasil. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU). . Agência Fiocruz de notícias. Acesso em https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas   Relator:Marcelo OtsukaPresidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Talvez a grande questão deste tema seja entender do que estamos falando, quando nos referimos a doenças negligenciadas. Começamos contextualizando que essas infecções são impactantes na população, inclusive pediátrica, mas muitas vezes pouco divulgadas, e com ações para seu controle aquém do que deveríamos ter, seja pelas políticas públicas, nos meios de comunicação ou pelos serviços médicos/hospitalares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui pretendemos comentar algumas dessas doenças: como devemos iniciar seu reconhecimento e quais medidas iniciais podemos ou devemos realizar.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental saber, diferente do que muitas pessoas imaginam, que qualquer indivíduo, independentemente do nível socioeconômico, raça, idade e sexo está sujeito a desenvolver essas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira delas a ser comentada trata-se da tuberculose. Endêmico no Brasil, o <em>Mycobacterium</em> (que são diversos e não só o <em>tuberculosis</em>) primariamente determina doença pulmonar. A tuberculose pulmonar se caracteriza por ser insidiosa, com tosse persistente, febre prolongada mais comum no final do dia e com emagrecimento frequente. Na criança, continua sendo um quadro mais arrastado; entretanto, o comprometimento respiratório é mais rápido e as imagens no Rx nem sempre são características.</p>
<p style="text-align: justify;">A tuberculose também acomete outros órgãos com frequência elevada, como linfonodos (ínguas, gânglios&#8230;), ossos, sistema nervoso (meningites), entre outros órgãos.</p>
<p style="text-align: justify;">É necessário, frente a febres pouco elevadas persistentes e emagrecimento ou não ganho de peso no paciente pediátrico, pensar em tuberculose. A disponibilidade de testes mais específicos e com resultados mais rápidos é uma realidade no SUS, facilitando o diagnóstico nas crianças, mas continua sendo mais difícil do que no adulto.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos nos esquecer das parasitoses, frequentes na população pediátrica. Cuidados de higiene alimentar, saneamento básico, recomendações no preparo dos alimentos e vigilância na produção dos alimentos são determinantes para a ocorrência dessas doenças. As manifestações gastrointestinais, anemia e dores abdominais ganham destaque na apresentação clínica.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra doença tão falada nos últimos dois anos, a dengue, teve seu recorde de internações e óbitos no mundo e no Brasil em 2024 (mais de 6 milhões de casos e mais de 6 mil óbitos). Muito pouco tem sido feito para o controle da dengue em relação à orientação da população, ações da saúde pública, incentivo à pesquisa e, mais recentemente, incentivo e orientação à vacinação. É verdade que ainda não há produção da vacina em escala suficiente para atender à demanda do Brasil, mas diversas medidas que deveriam ter sido adotadas foram negligenciadas, principalmente nesta última década.</p>
<p style="text-align: justify;">A dengue se caracteriza por ser uma doença bifásica (que ocorre em duas fases), onde a febre, a dor no corpo e olhos e, eventualmente, as manifestações hemorrágicas iniciais são muito características, mas que, após uma melhora inicial, retorna com maior gravidade, com dores mais intensas, inclusive abdominais e quadros hemorrágicos com maior frequência. Uma segunda infecção pelo vírus da dengue determina maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Os adolescentes estão entre a população que mais frequentemente necessita de internação, e por isso há a estratégia de vacinação nessa população. Apesar dos idosos estarem no grupo de maior ocorrência de óbitos, ainda não há dados adequados para a recomendação vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da dengue, outras doenças têm participação de insetos em sua transmissão, como Zika e Chikungunya. Aqui queremos dar destaque a outras duas doenças, Chagas e Leishmaniose, e algumas condições clínicas pelos próprios insetos, a Pediculose (piolho) e a Escabiose (sarna).</p>
<p style="text-align: justify;">Chagas e Leishmaniose ocorrem em áreas chamadas endêmicas, e determinam doenças sistêmicas (disseminadas). Na doença de Chagas, comprometimentos cardíaco e intestinal ganham destaque, normalmente de evolução insidiosa. Na Leishmaniose, o comprometimento é habitualmente mais rápido e caracterizado por febre, aumento do fígado e do baço e diminuição na produção das séries vermelha (hemácias) e de plaquetas.</p>
<p style="text-align: justify;">A promoção de medidas de saúde, como higiene alimentar, o saneamento básico, a orientação e educação da população sobre essas doenças, assim como seu diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento adequados são a base mestra para o controle dessas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">O controle dos focos para Dengue, Chikungunya, Zika, Chagas, Leishmaniose, parasitoses, Escabiose e Tuberculose deve ser meta prioritária em Saúde Pública.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe também a todos nós a busca por informações adequadas, de procedência segura e validada, bem como adoção das medidas corretas para prevenção dessas e tantas outras doenças, para conseguirmos a melhor qualidade possível na saúde das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">. Médicos sem fronteiras. Acesso em <a href="https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/">https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/</a></p>
<p style="text-align: justify;">. Ministério da Saúde. Brasil. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU)">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU)</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">. Agência Fiocruz de notícias. Acesso em <a href="https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas">https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Marcelo Otsuka<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Deu Zika, posso amamentar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/deu-zika-posso-amamentar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2016 15:36:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A bola da vez é o Zika vírus e não sem razão. Já que: 1) Ele é transmitido pelo Aedes aegypti, que é o mesmo mosquito que transmite a dengue e a chikungunya. 2) Já são contabilizados quase 6 mil casos de microcefalia desde 2015, que estão em avaliação para saber se são ou não provenientes do Zika vírus. Desses, até 27 de fevereiro de 2016, 1.046 casos já foram descartados e 641 foram confirmados. 3) Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) já apontam um risco de uma grande epidemia mundial e foco muito marcante no Brasil (com previsão de 1,5 milhões de casos). A prevenção continua sendo a melhor conduta. Mas essa é uma situação nova no mundo e estamos conhecendo, a cada dia, novas facetas do vírus. Assim, a cada nova informação as autoridades de saúde responsáveis elaboram uma nova ação. E muitas dessas informações são veiculadas mundialmente. Afinal, não é só o Brasil que está vivendo essa situação. Nos Estados Unidos, O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) está constantemente produzindo material a respeito dos dados mais recentes do Zika vírus. Foi criado um microsite com informações sobre a doença, sua transmissão, prevenção, sintomas, tratamentos e dados importantes para profissionais de saúde e gestantes. Orientações a respeito do momento adequado para engravidar, viagens para locais com alta prevalência do Zika vírus e transmissão sexual da doença estão constantemente atualizadas no site do CDC. E nessa semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também abriu um espaço com informações e atualizações sobre o Zika vírus. Então, esclarecemos alguns principais tópicos: ZIKA VÍRUS E AMAMENTAÇÃO Em 25 de fevereiro a OMS emitiu uma recomendação a respeito de aleitamento materno em pacientes com Zika vírus. Todas as orientações apontam para a importância do apoio alimentar por profissionais de saúde e consultores de aleitamento experimentados e, se for solicitado, para o início e a manutenção do aleitamento materno: a) tanto em mães com infecção por Zika vírus suspeita, provável ou confirmada, durante a gestação ou após o parto; b) assim como em mães e famílias de crianças nascidas com malformações congênitas (por exemplo, microcefalia). Os estudos mostram que, apesar de o vírus ser encontrado no leite materno, não há relato atual documentado de transmissão do Zika vírus através do leite materno. DIAGNÓSTICO DE MICROCEFALIA Pela alta incidência atual de quadros de suspeita de microcefalia, um dado fundamental que se faz necessário é a medida padronizada do perímetro cefálico (PC &#8211; circunferência da cabeça do bebê). Em 1º de março, o Ministério da Saúde informou que vai modificar, a partir do dia 3 de março, o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios adotados pela OMS. A medida anterior do PC, que era menor do que 32 cm independente do sexo, passa agora para menor que 31,5 cm em meninas e menor que 31,9 cm em meninos. Mas, para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames que mostrem se o cérebro está comprometido. ZIKA VÍRUS NÃO É SÓ MICROCEFALIA A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicou em 2 de março de 2016 uma orientação referente ao atendimento de pacientes pediátricos portadores de microcefalia e de bebês com suspeita de infecção congênita por Zika vírus. O oftalmologista deverá avaliar e, se possível, documentar os achados e encaminhar os casos com alterações (lesões oculares, maculares ou periféricas) para controle epidemiológico (na Secretaria de Saúde Ocular de sua cidade) e os pacientes com lesões maculares ou com perda de capacidade visual por alterações neurológicas aos centros de reabilitação visual. Nesses casos, o exame de fundo de olho deverá ser repetido a cada 3 meses no primeiro ano de vida e a cada 6 meses após o primeiro ano. Também devem ser examinados os bebês cujas mães tenham suspeita de contaminação pelo Zika vírus durante a gestação (rash cutâneo, febre, artralgia). Os bebês com microcefalia sem lesões oculares deverão ser acompanhados a cada 6 meses, com realização do exame de fundo de olho, por um ano. SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ Esse é um quadro neurológico em que o sistema imunológico do corpo começa a combater um microrganismo (vírus ou bactéria, por exemplo) e acaba atacando as suas próprias células nervosas, provocando diferentes graus de manifestação, apresentando desde leve fraqueza muscular em alguns pacientes até o quadro raro de paralisia total dos quatro membros. Muitas patologias são relacionadas a esse quadro e, segundo a OMS, há fortes indícios de que o número desses casos esteja aumentando em locais onde o vírus Zika está presente. Inicialmente podem ocorrer alterações na sensibilidade e formigamento que podem evoluir para um quadro de fraqueza (paralisia flácida ascendente), começando pelas pernas e subindo. Na maioria dos casos, a síndrome aparece de três a quatro semanas após uma infecção com sintomas gastrintestinais (diarreia) ou respiratórios (resfriados). Estudos mostram que perto de 50% dos pacientes se recuperam totalmente até seis meses depois do aparecimento do quadro. Aproximadamente 30% podem apresentar sequelas leves (menor sensibilidade nos membros ou pequenas dificuldades motoras). Quase 20% dos pacientes costumam evoluir de forma um pouco mais grave (maiores dificuldades motoras e fraqueza nas pernas). Cerca de 5% pode apresentar paralisia dos músculos respiratórios e morte. Não há como prevenir a Síndrome de Guillain-Barré. Aos primeiros sinais de suspeita do quadro, os pacientes devem buscar orientação e avaliação médica. ELIMINAR O MOSQUITO Apesar de investimentos na produção da vacina contra o Zika vírus e contra a dengue, e dos cuidados precoces e amplos para o diagnóstico e tratamento dos casos de microcefalia e problemas visuais, todos os esforços devem ser feitos para se evitar a proliferação do Aedes aegypti. Com relação à dengue, em 2015, tivemos a maior epidemia de todos os tempos e esses números só aumentam. Em Ribeirão Preto já são quase 6 mil casos suspeitos, taxa superior ao ano de 2015, que registrou 5 mil casos de dengue. Eliminar o mosquito é a única forma de conter essa grave epidemia, o Zika, que se apresenta agora para o mundo. Sites confiáveis e recomendados:...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1105" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2016/03/dreamstime_xs_30506391.jpg?w=300" alt="dreamstime_xs_30506391" width="300" height="200" />A bola da vez é o Zika vírus e não sem razão. Já que:</p>
<p>1) Ele é transmitido pelo Aedes aegypti, que é o mesmo mosquito que transmite a dengue e a chikungunya.<br />
2) Já são contabilizados quase 6 mil casos de microcefalia desde 2015, que estão em avaliação para saber se são ou não provenientes do Zika vírus. Desses, até 27 de fevereiro de 2016, 1.046 casos já foram descartados e 641 foram confirmados.<br />
3) Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) já apontam um risco de uma grande epidemia mundial e foco muito marcante no Brasil (com previsão de 1,5 milhões de casos).</p>
<p>A prevenção continua sendo a melhor conduta. Mas essa é uma situação nova no mundo e estamos conhecendo, a cada dia, novas facetas do vírus. Assim, a cada nova informação as autoridades de saúde responsáveis elaboram uma nova ação. E muitas dessas informações são veiculadas mundialmente. Afinal, não é só o Brasil que está vivendo essa situação.</p>
<p>Nos Estados Unidos, O CDC (<em>Centers for Disease Control and Prevention</em>) está constantemente produzindo material a respeito dos dados mais recentes do Zika vírus. Foi criado um microsite com informações sobre a doença, sua transmissão, prevenção, sintomas, tratamentos e dados importantes para profissionais de saúde e gestantes.</p>
<p>Orientações a respeito do momento adequado para engravidar, viagens para locais com alta prevalência do Zika vírus e transmissão sexual da doença estão constantemente atualizadas no site do CDC. E nessa semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também abriu um espaço com informações e atualizações sobre o Zika vírus.</p>
<p><div id="attachment_1106" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1106" class="wp-image-1106 size-large" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2016/03/zik-world-map_active_02-29-2016_web.jpg?w=700" alt="zik-world-map_active_02-29-2016_web" width="700" height="419" /><p id="caption-attachment-1106" class="wp-caption-text">Países e territórios com transmissão ativa do vírus Zika. Fonte: CDC.</p></div></p>
<p>Então, esclarecemos alguns principais tópicos:</p>
<p><strong>ZIKA VÍRUS E AMAMENTAÇÃO</strong><br />
Em 25 de fevereiro a OMS emitiu uma recomendação a respeito de aleitamento materno em pacientes com Zika vírus. Todas as orientações apontam para a importância do apoio alimentar por profissionais de saúde e consultores de aleitamento experimentados e, se for solicitado, para o início e a manutenção do aleitamento materno:<br />
a) tanto em mães com infecção por Zika vírus suspeita, provável ou confirmada, durante a gestação ou após o parto;<br />
b) assim como em mães e famílias de crianças nascidas com malformações congênitas (por exemplo, microcefalia).</p>
<p>Os estudos mostram que, apesar de o vírus ser encontrado no leite materno, não há relato atual documentado de transmissão do Zika vírus através do leite materno.</p>
<p><strong>DIAGNÓSTICO DE MICROCEFALIA</strong><br />
Pela alta incidência atual de quadros de suspeita de microcefalia, um dado fundamental que se faz necessário é a medida padronizada do perímetro cefálico (PC &#8211; circunferência da cabeça do bebê). Em 1º de março, o Ministério da Saúde informou que vai modificar, a partir do dia 3 de março, o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios adotados pela OMS. A medida anterior do PC, que era menor do que 32 cm independente do sexo, passa agora para menor que 31,5 cm em meninas e menor que 31,9 cm em meninos. Mas, para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames que mostrem se o cérebro está comprometido.</p>
<p><strong>ZIKA VÍRUS NÃO É SÓ MICROCEFALIA</strong><br />
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicou em 2 de março de 2016 uma orientação referente ao atendimento de pacientes pediátricos portadores de microcefalia e de bebês com suspeita de infecção congênita por Zika vírus. O oftalmologista deverá avaliar e, se possível, documentar os achados e encaminhar os casos com alterações (lesões oculares, maculares ou periféricas) para controle epidemiológico (na Secretaria de Saúde Ocular de sua cidade) e os pacientes com lesões maculares ou com perda de capacidade visual por alterações neurológicas aos centros de reabilitação visual. Nesses casos, o exame de fundo de olho deverá ser repetido a cada 3 meses no primeiro ano de vida e a cada 6 meses após o primeiro ano. Também devem ser examinados os bebês cujas mães tenham suspeita de contaminação pelo Zika vírus durante a gestação (rash cutâneo, febre, artralgia). Os bebês com microcefalia sem lesões oculares deverão ser acompanhados a cada 6 meses, com realização do exame de fundo de olho, por um ano.</p>
<p><strong>SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ</strong><br />
Esse é um quadro neurológico em que o sistema imunológico do corpo começa a combater um microrganismo (vírus ou bactéria, por exemplo) e acaba atacando as suas próprias células nervosas, provocando diferentes graus de manifestação, apresentando desde leve fraqueza muscular em alguns pacientes até o quadro raro de paralisia total dos quatro membros. Muitas patologias são relacionadas a esse quadro e, segundo a OMS, há fortes indícios de que o número desses casos esteja aumentando em locais onde o vírus Zika está presente.</p>
<p>Inicialmente podem ocorrer alterações na sensibilidade e formigamento que podem evoluir para um quadro de fraqueza (paralisia flácida ascendente), começando pelas pernas e subindo. Na maioria dos casos, a síndrome aparece de três a quatro semanas após uma infecção com sintomas gastrintestinais (diarreia) ou respiratórios (resfriados).</p>
<p>Estudos mostram que perto de 50% dos pacientes se recuperam totalmente até seis meses depois do aparecimento do quadro. Aproximadamente 30% podem apresentar sequelas leves (menor sensibilidade nos membros ou pequenas dificuldades motoras). Quase 20% dos pacientes costumam evoluir de forma um pouco mais grave (maiores dificuldades motoras e fraqueza nas pernas). Cerca de 5% pode apresentar paralisia dos músculos respiratórios e morte.</p>
<p>Não há como prevenir a Síndrome de Guillain-Barré. Aos primeiros sinais de suspeita do quadro, os pacientes devem buscar orientação e avaliação médica.</p>
<p><strong>ELIMINAR O MOSQUITO</strong><br />
Apesar de investimentos na produção da vacina contra o Zika vírus e contra a dengue, e dos cuidados precoces e amplos para o diagnóstico e tratamento dos casos de microcefalia e problemas visuais, todos os esforços devem ser feitos para se evitar a proliferação do Aedes aegypti. Com relação à dengue, em 2015, tivemos a maior epidemia de todos os tempos e esses números só aumentam. Em Ribeirão Preto já são quase 6 mil casos suspeitos, taxa superior ao ano de 2015, que registrou 5 mil casos de dengue. Eliminar o mosquito é a única forma de conter essa grave epidemia, o Zika, que se apresenta agora para o mundo.</p>
<p><strong>Sites confiáveis e recomendados:</strong><br />
<a href="http://combateaedes.saude.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://combateaedes.saude.gov.br/</a><br />
<a href="http://www.sbp.com.br/zika-virus-informacoes-atualizadas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.sbp.com.br/zika-virus-informacoes-atualizadas/</a><br />
<a href="http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/Recomendacoes_SBOP_zika_virus.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/Recomendacoes_SBOP_zika_virus.pdf</a></p>
<p>___<br />
<strong>Relator:<br />
Dr. Moises Chencinski</strong><br />
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP</p>
<p>Publicado em 9/03/2016.<br />
photo credit: Oksix | Dreamstime.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
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Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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