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	<title>Arquivos Lesões - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Lesões - SPSP</title>
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		<title>Vez ou outra, alguns modismos voltam… infelizmente!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vez-ou-outra-alguns-modismos-voltam-infelizmente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 18:55:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Há uns oito anos, mais ou menos, houve na Europa e nos EUA uma “febre do uso dos babies neck floats”, ou boias de pescoço, anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Há uns oito anos, mais ou menos, houve na Europa e nos EUA uma “febre do uso dos <em>babies neck floats</em>”, ou boias de pescoço, anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do bebê, que permitiam que o mesmo flutuasse livremente na água. Algumas dessas boias eram comercializadas para bebês a partir de duas semanas de vida ou prematuros. Eram usadas durante o banho, na piscina ou como uma ferramenta de fisioterapia (intervenção de terapia aquática) para bebês com atrasos ou deficiências no desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses produtos prometiam aumento do tônus muscular, maior flexibilidade e amplitude de movimento, aumento da capacidade pulmonar, melhor qualidade do sono e aumento da estimulação do cérebro e do sistema nervoso. Entretanto, a segurança e a eficácia das boias de pescoço para desenvolver força, promover o desenvolvimento motor ou como uma ferramenta de fisioterapia não foram estabelecidas. Além do mais, houve relatos de agravamento de lesões motoras, além de acidentes (que serão melhor explicados a seguir), o que fez com que o FDA (<em>Food and Drug Administration</em>) emitisse um alerta em 2022, contra o uso desses dispositivos em fisioterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo para uso “recreacional”, os flutuadores de pescoço acabaram se mostrando perigosos, com risco de morte por afogamento e sufocamento, distensão e lesão no pescoço do bebê. Várias entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Pediatria, manifestaram repúdio ao uso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como foi dito no início, infelizmente, alguns modismos retornam&#8230; e parece ser o caso dessas boias. Alguns vídeos de bebês flutuando com o dispositivo retornaram às mídias sociais. Por isso, o Departamento de Segurança da SPSP achou por bem retomar as explicações dos malefícios do uso:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Risco de afogamento </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo em banheiras ou piscinas rasas, o bebê pode deslizar para dentro do dispositivo ou virar, ficando com o rosto submerso. Bebês tiveram a boca, o nariz ou a cabeça inteira escorregando pelas aberturas e caindo na água quando as boias não estavam infladas o suficiente, quando apresentavam vazamentos por ficarem escorregadias com sabão ou por razões desconhecidas. O adulto pode ter uma falsa sensação de segurança e diminuir a supervisão, aumentando o risco de acidentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Risco de lesões no pescoço e coluna cervical</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O pescoço do bebê é frágil e o peso da cabeça é desproporcional nessa idade. A boia exerce pressão inadequada na região do pescoço, podendo causar torcicolos, microlesões ou agravar problemas neurológicos e ortopédicos em crianças com doenças preexistentes. O uso frequente pode levar a alterações no desenvolvimento da coluna do bebê.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Risco de asfixia e estrangulamento</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Se o dispositivo esvaziar, furar ou não estiver bem ajustado, pode comprimir vias aéreas, dificultar respiração ou machucar o bebê, além de propiciar o afogamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Problemas no desenvolvimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O uso de <em>neck floats</em> restringe movimentos naturais e não contribui para aprendizado motor saudável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ausência de regulação e normas de segurança</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esses flutuadores são vendidos como “brinquedos” ou “dispositivos terapêuticos”, mas sem estudos clínicos ou testes de segurança confiáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, mediante vários relatos de acidentes no mundo e algumas mortes, as sociedades médicas e órgãos de saúde, entre outros, <strong>desencorajam completamente</strong> o uso dos “<em>babies neck floats”</em>, reforçando que a forma segura de estimular bebês na água é através de contato próximo e direto com os pais/cuidadores, em atividades supervisionadas e sempre com atenção total.</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Babies neck floats”</em> (boias de pescoço) não protegem: aumentam o risco de afogamento e lesões – mantenha seu bebê sempre nos seus braços, nunca dentro delas. Tire essa ideia da cabeça (e do pescoço)!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP<br /><b>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</b><br /></strong></p>
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		<title>Lesões esportivas da criança e do adolescente</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/lesoes-esportivas-da-crianca-e-do-adolescente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiego Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 14:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada. A diferença entre a atividade física pura e o</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada.</p>
<p style="text-align: justify;">A diferença entre a atividade física pura e o esporte é a competição associada.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a faixa etária dos seis a sete anos, essas atividades ocorrem através de escolas de esporte, onde vários tipos de modalidade são apresentados à criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, elas aprendem os cinco gestos esportivos com os quais podemos realizar quase todas as modalidades. São eles: a corrida, o salto, o arremesso, o nadar e o pedalar.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a escolha de uma modalidade, crianças e adolescentes então iniciam a prática nas suas escolas, em escolas específicas ou em clubes. Ultimamente há uma tendência à especialização cada vez mais precoce nas modalidades esportivas, visando competições e maior frequência nos treinos. Isso acaba sendo, por vezes, uma situação ruim, pois quanto mais competitiva é a atividade, mais lesiva ela acaba se tornando. Uma das situações vistas nos consultórios, atendendo esses atletas em formação, é que se ensina técnica e tática do esporte, deixando-se de lado a atividade fundamental, o condicionamento físico.</p>
<p style="text-align: justify;">É um erro supor que as crianças e adolescentes têm condição física já preparada para todas essas atividades: força, resistência, alongamento muscular, assim como o condicionamento cardiorrespiratório, não são especificamente trabalhados previamente ao início da prática da modalidade na formação desses atletas mirins. Com isso, lesões acabam sendo frequentes, principalmente quando ocorre excesso de treinos.</p>
<p style="text-align: justify;">As lesões típicas da atividade ocorrem quando crianças e adolescentes são submetidos à capacitação esportiva em escolas diferentes, não sendo as mesmas planejadas e executadas pelo mesmo treinador. Assim, elas são submetidas a atividades que, repetidamente, utilizam as regiões mais exigidas para determinado tipo de esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o corpo dos atletas está em desenvolvimento, em muitas ocasiões eles acabam apresentando lesões nas áreas de crescimento, onde os principais grupos musculares são unidos aos ossos. Essas regiões são chamadas apófises. Como essas áreas estão em desenvolvimento, existe uma menor resistência mecânica. O excesso de uso e tração muscular desproporcional, geram lesões dolorosas, culminando na incapacidade de fazer as atividades antes realizadas, piorando a performance, quando então os pais os levam aos consultórios médicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, o excesso de treino e a prática em diferentes escolas de esporte ou em diferentes modalidades acabam por se tornar uma das principais causas de lesões ósseas, tendíneas e musculares dos atletas mirins.</p>
<p style="text-align: justify;">A especialização precoce, a não individualização dos atletas e a falta de exame físico dos mesmos, para investigar a condição física, acabam por facilitar a ocorrência de lesões das regiões em crescimento, ósseas ou musculotendíneas e ligamentares, podendo ocorrer fraturas de estresse, inflamações nas regiões de crescimento, lesões musculares por falta de alongamento, aquecimento inadequado e excesso de atividades esportivas, o que acaba retirando o atleta da sua prática, sendo prejudicial a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Lesões articulares como entorses e lesões ligamentares, assim como fraturas, também ocorrem por uso inadequado dos equipamentos (tamanho de bola, campo e tempo de jogo), assim como pela falta de técnicas protetivas para esportes específicos.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria FIFA, preocupada com lesões ocorridas nas categorias de base, criou, por exemplo, um tipo de aquecimento conhecido como FIFA 11+ Kids, para prevenir lesões que retirassem os jogadores por um ou mais meses do futebol, com êxito de 50% quando colocado em prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, em vez de ser uma boa prática, o excesso de atividades oferecidas por muitos pais a seus filhos, no intuito de melhorar a performance deles, acaba por prejudicá-los, necessitando interromper a prática desportiva para que seja feito o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, o ideal para que a criança e o adolescente diminuam a chance da ocorrência de lesões, é fazer uma atividade esportiva principal, de sua escolha ou em conjunto com sua família, com dias de descanso entre os treinos, para que o sistema musculoesquelético tenha uma recuperação plena e melhora do seu condicionamento físico, o que na verdade é a intenção inicial dessa atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos como pontos principais para evitar um maior número de lesões nos atletas em crescimento:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Desestimular a especialização precoce; não fazer treinos repetidos por uma ou por várias instituições; escolher apenas um esporte como principal; ter apenas um treinador responsável pela atividade do atleta mirim; realizar exame físico e clínico para detectar eventuais faltas de condicionamento físico, alongamento, resistência e de força muscular; descanso entre as atividades físicas principais e, também, uma vez por ano, não realizar a mesma atividade para que as regiões ósseas e musculares em crescimento possam se refazer.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O treino é gasto (catabolismo), mas o intervalo com repouso é ganho (anabolismo). De qualquer maneira, as atividades físicas dentro dos esportes são benéficas para o ser humano em crescimento. Por outro lado, as lesões advêm do excesso, o que acaba por anular esse benefício.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nei Botter Montenegro </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Médico da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e Coordenador do Programa de Esportes para Crianças e Adolescentes do HIAE </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vice-Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>“Dia Nacional da Paz no Trânsito” &#8211; Por que ainda celebramos?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-nacional-da-paz-no-transito-por-que-ainda-celebramos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 11:38:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-Paz-no-Transito-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-Paz-no-Transito-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-Paz-no-Transito-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-Paz-no-Transito-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-Paz-no-Transito-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-Paz-no-Transito-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A data de 21/04 foi escolhida em nosso país como o “Dia Nacional da Paz no Trânsito “. Refletindo um pouco, se ainda celebramos essa data é porque, na verdade, estamos distantes de alcançar os objetivos da mesma: despertar na sociedade brasileira os valores e atitudes corretas que devem ser adotadas diariamente no trânsito, a fim de prevenir mortes e lesões, tornando ruas e estradas mais seguras para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos na metade da “Segunda década de ação pela segurança no trânsito”, alinhada com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável da ONU. Muito tem sido estudado, discutido e acordado em relação às atitudes corretas no trânsito; políticas públicas têm sido adotadas em nosso país, como o PNATRANS (Programa Nacional de Redução De Mortes e Lesões no Trânsito), criado em 2018 e atualizado em 2021, cujo principal pilar é o conceito de que <strong>nenhuma morte no trânsito é aceitável</strong>. Pontua que os erros humanos são inevitáveis, mas as mortes e os ferimentos graves no trânsito não são. Compartilha a responsabilidade pela segurança na mobilidade entre todos os agentes: os que constroem, gerenciam, fiscalizam e usam as vias e veículos, além dos que prestam atendimentos às vítimas. Nesse contexto, busca vias mais seguras, veículos cada vez mais inteligentes, legislação e campanhas que combatem os comportamentos de risco, além de  incentivar o uso de equipamentos de segurança etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito tem se trabalhado do ponto de vista técnico, visando segurança e redução de indicadores de morte e lesões, mas é necessária uma mudança de comportamento mais ampla.</p>
<p style="text-align: justify;">O que tem sido estimulado pela nossa sociedade? O que é priorizado em todas as esferas? O interesse  pessoal, a autossatisfação ou a empatia e o respeito ao próximo? Por que a pressa? O prazer derivado da velocidade ou do uso de álcool? A curiosidade em checar uma mensagem no celular pode valer mais do que uma vida humana? O que está nos faltando?</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo essa reflexão para todos nós. Talvez essa seja a principal questão para construirmos uma verdadeira cidadania.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Regina S Carnaúba<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<item>
		<title>Os pula-pulas e parques de trampolim são seguros para crianças?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/os-pula-pulas-e-parques-de-trampolim-sao-seguros-para-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 11:38:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-pula-pula-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-pula-pula-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-pula-pula-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Gerações de crianças cresceram brincando em pula-pulas no quintal e, hoje, com a popularidade dos parques de trampolim, mais crianças estão</p>
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<p style="text-align: justify;">Gerações de crianças cresceram brincando em pula-pulas no quintal e, hoje, com a popularidade dos parques de trampolim, mais crianças estão se aventurando nessa diversão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas será que essa é uma maneira segura para as crianças se movimentarem e se divertirem? Há muitos pontos a considerar antes de deixar seu filho pular com os amigos ou participar de uma festa de aniversário em um parque de trampolins.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que os pediatras se preocupam com os pula-pulas e camas elásticas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entre 2009 e 2018, segundo estudo realizado com dados estadunidenses, mais de 800.000 crianças se lesionaram em camas elásticas. Embora lesões como hematomas e arranhões sejam comuns, muitas vezes vemos crianças com fraturas ou entorses devido a quedas no colchão ou fora da cama elástica. Esse estudo ainda identificou risco aumentado em adolescentes e meninas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui no Brasil, não temos dados oficiais específicos para pula-pulas, porém somente no Estado de São Paulo, nos últimos 2 anos, houve 363 internações hospitalares de crianças de 1 a 19 anos, por quedas relacionadas a equipamentos de parquinhos ou playgrounds.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum presumir que essas lesões não sejam um grande problema, afinal, a maioria das entorses ou fraturas se resolvem, certo?</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, as camas elásticas apresentam riscos extremamente altos de lesões graves. Exemplos incluem fraturas ósseas ou lesões nos ligamentos que exigem cirurgia, paralisia e até lesões que podem ser fatais. Mesmo fraturas podem ter efeitos duradouros, incluindo o risco de lesões nervosas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como as crianças se machucam em pula-pulas e camas elásticas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas crianças que se machucam em camas elásticas sofrem apenas pequenos arranhões, hematomas ou cortes. Mas das cerca de 110.000 visitas anuais ao pronto-socorro nos EUA relacionadas a acidentes com camas elásticas, milhares envolvem danos graves aos braços, pernas, clavícula, costas ou pescoço da criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Concussões são outro tipo comum de lesão causada por colisões nas camas elásticas. Essas lesões cerebrais podem causar dores de cabeça, tontura, náusea e outros sintomas. As concussões também podem afetar o sono, o pensamento e o desempenho escolar das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças costumam se machucar nas camas elásticas quando:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>São as menores no espaço de salto.</li>
<li>Colidem ou batem em outras crianças pulando ao mesmo tempo.</li>
<li>Pousam de forma errada no colchão.</li>
<li>Caem sem querer da superfície da cama para o chão.</li>
<li>Se envolvem em um “salto duplo”, onde um saltador aterrissa e impulsiona outro para o ar.</li>
<li>Tentam movimentos arriscados, como saltos mortais e acrobacias.</li>
<li>Caem sobre as molas, ganchos ou a estrutura.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os parques de trampolim são mais seguros do que as camas elásticas em casa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os parques de trampolim são extremamente populares hoje em dia. Em um parque de trampolim espaçoso, as superfícies de salto são maiores e mais elásticas — e muito mais pessoas compartilham as mesmas áreas. Isso aumenta as chances de lesões graves em comparação com as camas elásticas em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os saltadores podem pular de colchão para colchão de maneira imprevisível, o que aumenta as chances de colisões. As superfícies mais elásticas também permitem que os saltadores subam mais alto, o que eleva o risco de lesões, pois eles podem pousar/cair com mais força.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro estudo australiano demonstrou que 11% das crianças e adolescentes que se machucaram em 18 parques de trampolins diferentes, apresentaram lesões significativas.  </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que posso fazer para proteger meu filho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, é importante entender o risco associado ao uso da cama elástica. Como bebês e crianças pequenas enfrentam os maiores riscos de lesões em camas elásticas, crianças menores de seis anos NUNCA devem pular. A Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças de todas as idades evitem camas elásticas, mas se você decidir deixar crianças brincarem ou se exercitarem em pula-pulas, certifique-se de que sigam estas regras de bom senso:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Apenas uma criança pula por vez.</li>
<li>Sempre haja um adulto supervisionando.</li>
<li>Proibido fazer saltos mortais ou acrobacias, pois essas manobras causam as lesões mais graves no pescoço, cabeça e costas.</li>
<li>Não é permitido pular de telhados ou outros lugares altos para a cama elástica.</li>
<li>A rede de segurança ao redor da superfície de salto deve estar sempre fechada enquanto as crianças pulam.</li>
<li>A escada deve ser retirada quando ninguém estiver pulando, para que crianças pequenas não consigam subir sozinhas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você decidir comprar uma cama elástica para casa:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Instale a superfície de salto o mais próxima possível do chão.</li>
<li>Posicione-a longe de árvores, paredes, edifícios e outras áreas de lazer.</li>
<li>Cada vez que seus filhos forem pular, verifique as almofadas de proteção ao redor das molas, ganchos, barras de suporte e outras superfícies duras. Inspecione cuidadosamente a rede de segurança em busca de rasgos, furos ou costuras desfeitas.</li>
<li>Substitua redes, almofadas e outros elementos de segurança desgastados antes de permitir que as crianças voltem a pular.</li>
<li>Verifique se o seguro da sua casa cobre lesões relacionadas a camas elásticas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se seu filho quiser tentar um parque de trampolim:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Espere até que ele tenha pelo menos seis anos. Mesmo locais que parecem seguros — como castelos infláveis e fossos de espuma — podem ser perigosos para os menores.</li>
<li>Leia o termo de responsabilidade e entenda os riscos, além das atividades permitidas e não permitidas.</li>
<li>Evite os horários de pico. Vá quando o local estiver menos lotado e houver menos chances de colisões com outras pessoas.</li>
<li>Fique perto do seu filho. Assim, ele terá menos chance de fazer movimentos extremos enquanto você o observa.</li>
<li>Lembre-o de que as superfícies de salto são mais elásticas e duras do que as camas elásticas de quintal. Incentive-o a testar as coisas antes de se jogar de cabeça. Garanta que ele mantenha os olhos abertos e tente evitar colisões.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quanto aos programas supervisionados em academias e escolas com camas elásticas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda atividade atlética carrega algum risco de lesão, e os programas com camas elásticas não são exceção. No entanto, pular sob a supervisão de um treinador ou instrutor treinado é muito diferente de pular no quintal ou de brincar em um parque de trampolins.</p>
<p style="text-align: justify;">Os profissionais geralmente trabalham dentro de regras de segurança e inspecionam os equipamentos com frequência. Eles podem usar um arnês especial para ajudar as crianças a aprenderem movimentos específicos (ou simplesmente para protegê-las). Por essas razões, você pode se sentir mais confortável permitindo que seu filho experimente um programa de ginástica, dança ou outro que inclua o uso de camas elásticas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: revert; color: initial;">-Trampoline Park Injury Trends. Disponível em:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://publications.aap.org/pediatrics/article/153/1/e2023061659/196177/Trampoline-Park-Injury-Trends">https://publications.aap.org/pediatrics/article/153/1/e2023061659/196177/Trampoline-Park-Injury-Trends</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: revert; color: initial;">-Trampoline Injuries in Children and Adolescents: A Jumping Threat. Disponível em:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34339161/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34339161/</a>    </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: revert; color: initial;">-Are Trampolines Safe for Kids? Susannah M. Briskin. American Academy of Pediatrics. Disponível em:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><u>https://www.healthychildren.org/English/safety-prevention/at-play/Pages/Trampolines-What-You-Need-to-Know.aspx</u></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Luciana J. Issa<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Quando se fala em “segurança do paciente”, do que estamos falando?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/quando-se-fala-em-seguranca-do-paciente-do-que-estamos-falando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 14:46:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[assistência médica]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Seguranca-paciente-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Seguranca-paciente-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Seguranca-paciente-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O erro, no mundo todo, tem contribuído com percentual significativo para desfechos desfavoráveis e para a oneração dos custos na assistência médica. Essa constatação motivou</p>
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<p style="text-align: justify;">O erro, no mundo todo, tem contribuído com percentual significativo para desfechos desfavoráveis e para a oneração dos custos na assistência médica. Essa constatação motivou o desencadear pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de ações para o seu enfrentamento, uma delas foi a instituição do Dia Mundial da Segurança do Paciente, que é celebrado em 17 de setembro.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se fala em “Segurança do Paciente” estamos falando de “prevenir o que é prevenível” no exercício dessa atividade complexa (a arte de curar) e que não é “matemática”. Falhas podem ocorrer em todas as etapas do processo da assistência médica. Oito grandes ocorrências já foram identificadas e são objeto de ações, em nosso país, pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Destacamos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Identificação do paciente:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Erros podem levar, por exemplo, à aplicação de medicamento ou transfusão, ou realização de testes diagnósticos, ou algum procedimento, em paciente errado e/ou em local errado. Soluções simples e eficazes: pulseiras de identificação, etiquetas em prontuários e solicitações de exames e a confirmação indispensável dos dados pessoais junto ao paciente.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Higienização das mãos:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">As mãos são a principal via de transmissão de germes durante a prestação de cuidados de saúde. Soluções: a higiene das mãos deve ser realizada, obrigatoriamente, antes e após o contato com o paciente; antes e após a realização de procedimentos; após contato com material biológico e com o mobiliário e equipamentos próximos ao paciente.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Cateteres e sondas:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A infusão de soluções em vias erradas, como aquelas que deveriam ser administradas em sondas enterais serem realizadas em cateteres intravenosos. Soluções: Verificação, obrigatória, das conexões antes da infusão.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Cirurgia segura:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Evitar a possibilidade de realizar o procedimento errado no local errado ou no paciente errado. Evitar também as surpresas pela falta ou falhas em equipamentos ou de suprimentos indispensáveis ao ato cirúrgico, passíveis de identificação preventiva. Soluções: Utilização de “listas de verificação” (<em>check-lists</em>), aplicadas em três momentos cruciais: antes da indução anestésica, antes da incisão na pele e antes de o paciente sair da sala de cirurgia, que permitem avaliar/rever todo o processo, desde o início até a conclusão.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sangue e hemocomponentes:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Evitar a transfusão incompatível. Soluções: a transfusão só poderá ocorrer após a confirmação da identidade do paciente e sua compatibilidade com o produto (glóbulos vermelhos, plaquetas, fatores de coagulação, plasma fresco congelado).</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Prevenção de queda:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Essa possibilidade é maior em menores de 5 anos e em maiores de 65 anos. Soluções: atenção especial para: agitação/confusão, déficit sensitivo, distúrbios neurológicos, uso de sedativos, visão reduzida, dificuldades de marcha, hiperatividade e riscos ambientais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, superfícies irregulares).</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Prevenção de lesão por pressão:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Lesões por pressão são lesões na pele, geralmente localizadas sobre uma proeminência óssea, resultantes de pressão isolada. Soluções: a avaliação periódica dos riscos que cada paciente apresenta para a ocorrência de úlceras por pressão e instalação de medidas protetivas específicas.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Comunicação efetiva:</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O paciente recebe cuidados de diversos profissionais e em diferentes locais, o que torna imprescindível a comunicação eficaz entre os envolvidos no processo. Soluções: a passagem de plantão e o registro em prontuário são exemplos de ferramentas de comunicação efetiva, oral e escrita, onde é necessário transmitir as informações com clareza e fidedignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu desejaria ser tratado caso estivesse&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Preencha o pontilhado com a sua imaginação. Por exemplo: se estivesse internado; se estivesse na sala de espera de um Pronto-Socorro ou na recepção de um Laboratório de Análises Clínicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho certeza de que a minha avó responderia da mesma forma que meu pai e da mesma maneira que eu ou você. Nós todos desejaríamos ser tratados com competência, profissionalismo, compreensão, amabilidade, respeito, não sermos deixados abandonados e mantidos em segurança.*</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Para saber mais:</p>
<p style="text-align: justify;">* Fernando MF Oliveira. O novo. Reflexões baseadas em evidências. São Paulo: Fonte Editorial. 2019.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Psoríase na infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/psoriase-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2023 19:22:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-Psoriase-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-Psoriase-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-Psoriase-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doe</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-Psoriase-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-Psoriase-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-Psoriase-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doença de causas não completamente esclarecidas e que atinge, principalmente, a população adulta (maior de 18 anos de idade), mas cerca de 20% a 30% dos casos podem se iniciar ainda na faixa etária pediátrica. A Psoríase que se inicia na infância tem um forte componente familiar, sendo que em um número elevado de casos um ou os dois pais apresentam a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A apresentação mais comum nos pacientes pediátricos de baixa idade é representada pelo aparecimento de placas eritematosas (avermelhadas) bem delimitadas, envolvendo genitais, nádegas e região periumbilical (à volta do umbigo). Com o crescimento da criança as lesões tendem a se concentrar no tronco e membros, superiores e inferiores, enquanto que nos adultos a área predominante das lesões se localiza nas faces extensoras dos braços e pernas (cotovelos e joelhos). A doença tem caráter crônico e costuma cursar com períodos de melhoras (às vezes por períodos prolongados), seguidos por episódios de recorrência.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na análise cuidadosa das áreas eritematosas e a presença das escamas espessas e brancas. Quando o couro cabeludo está comprometido, o aspecto das escamas é semelhante ao da caspa. Havendo dúvidas quanto ao diagnóstico, o que é raro para um profissional com experiência, pode-se recorrer ao auxílio de uma biópsia.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento, muitas vezes frustrante e com tempo elevado entre o início e a melhora pretendida, é feito principalmente com cremes e pomadas à base de corticoides.<br /><br />Em crianças, sempre a preferência é por aqueles de baixa potência, guardando os de média e alta para casos não respondentes e usados apenas em áreas mais espessas, como cotovelo e joelhos. Cremes e pomadas contendo derivados da vitamina D também são utilizados e, por vezes, são úteis para alternar as aplicações com os corticoides.</p>
<p style="text-align: justify;">Fototerapia é um recurso que pode ser utilizado para os casos mais resistentes. Ainda como parte do tratamento, é essencial que as áreas comprometidas sejam frequentemente hidratadas com cremes e loções emolientes. Entre esses, a ureia, em concentrações de 3% a 20%, é extremamente útil. Uma exposição solar, controlada e em horários adequados também é um fator de melhora.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último, é importante lembrar que o aspecto das lesões é inestético, o que pode gerar constrangime<br />to social, o que não se justifica, pois a Psoríase não é uma doença contagiosa.</p>
<p><strong>Relator:</strong></p>
<p><strong>Antônio Carlos Madeira de Arruda<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Cientifico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>6 de junho &#8211; Dia Nacional de Luta contra Queimaduras</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/6-de-junho-dia-nacional-de-luta-contra-queimaduras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2023 19:26:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Substâncias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=37763</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-queimadura-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-queimadura-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-queimadura-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Acidentes envolvendo substâncias quentes, cáusticas ou até mesmo os incêndios são relatados desde a antiguidade. Impossível não nos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-queimadura-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-queimadura-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-queimadura-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Acidentes envolvendo substâncias quentes, cáusticas ou até mesmo os incêndios são relatados desde a antiguidade. Impossível não nos lembrarmos do grande incêndio que aconteceu em São Paulo, na década de 1970, com o Edifício Joelma, ou a tragédia da Boite Kiss, no Rio Grande do Sul. Entre todas as características que envolvem esse tipo de evento, a mais importante é que a grande maioria das situações seriam preveníveis.</p>
<p style="text-align: justify;">As queimaduras são consideradas um problema de saúde pública, pois representam uma parcela significativa de morbimortalidade na população mundial. No Brasil, ocorre cerca de um milhão de acidentes ao ano envolvendo queimaduras. Desses, 100 mil atendimentos são em unidades de saúde, chegando a 2.500 óbitos. Os países de renda média ou baixa são responsáveis por 90% dos casos de queimaduras. Mesmo os acidentes não fatais levam a terríveis consequências, como incapacidades funcionais, estéticas, psicológicas, sociais, além da dificuldade de retorno à mesma qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação à epidemiologia, observa-se que a maior parte das queimaduras ocorre no ambiente domiciliar e 80% acontecem na cozinha. O principal agente são os líquidos superaquecidos, que provocam escaldaduras. As lesões em geral são múltiplas e em várias regiões do corpo, pois geralmente o líquido cai ou espirra na criança e escorre. Um dado alarmante é que cerca de 20% das queimaduras em crianças estão relacionadas a maus-tratos infantis: 10%-12% das crianças agredidas apresentam queimaduras graves.</p>
<p>As queimaduras podem ser divididas em:</p>
<ul>
<li><strong> Térmicas: </strong>líquidos, vapores, sólidos superaquecidos e substâncias inflamáveis.</li>
<li><strong> Elétricas: </strong>contato com corrente elétrica, seja por passagem de corrente pelo corpo ou explosão.</li>
<li><strong> Outras: </strong>substâncias químicas, “geladura” e radiação (ingestão de pilhas, baterias).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de classificação é em relação à profundidade das queimaduras, descritas como de primeiro, segundo ou terceiro grau. As de primeiro grau são as mais superficiais e são as conhecidas queimaduras solares. Quando existe a presença de bolhas, um nível um pouco mais profundo foi acometido, causando dor muito intensa. As de terceiro grau são as mais profundas e mais graves. Toda queimadura elétrica é classificada como de terceiro grau.</p>
<p style="text-align: justify;">Na ocorrência de uma queimadura, existem algumas condutas que são consideradas universais e que podem ser realizadas por qualquer pessoa que esteja acessível à vítima. Esse primeiro atendimento é fundamental para a boa evolução da criança.</p>
<p>É importante salientar que o socorrista nunca deve se expor aos mesmos perigos que a vítima, para não se tornar mais uma vítima! O resgate especializado deve ser feito sempre pelo Corpo de Bombeiros – 193.</p>
<p>O primeiro objetivo é interromper o processo de queimadura: deve ser feito o resfriamento da lesão com água limpa e corrente, por pelo menos 20 minutos. Após, deve ser protegida com gaze, tecidos limpos, de modo frouxo, sem compressão no local.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em hipótese alguma deve-se colocar qualquer substância sobre a área queimada.</strong> Pomadas de qualquer tipo, emplastros caseiros, substâncias orgânicas são totalmente contraindicados, pois além de não aliviarem a dor, podem causar malefícios, como infecções. A medicação que pode ser oferecida à criança é um analgésico de uso habitual. Em algumas situações especiais a criança deve ser encaminhada a uma unidade de saúde, para receber tratamento especializado, pois representam maior risco à saúde. São elas: presença de bolhas, queimaduras elétricas e químicas, lesões na face, nos olhos, no períneo, nas mãos, nos pés e nas articulações.</p>
<p style="text-align: justify;">As queimaduras não são consideradas acidentes: o manuseio inadequado de agentes inflamáveis, geralmente pelos adultos, a falta de políticas públicas e privadas de prevenção e, principalmente, a falta de supervisão das crianças são os grandes culpados por essa triste ocorrência.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas campanhas de prevenção têm sido realizadas nos últimos tempos, destacando-se o “JUNHO LARANJA”, que foi criado pela Sociedade Brasileira de Queimados (SBQ), também responsável pela divulgação e instituição do Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, dia 6 de junho. Fomentado pelas tradicionais festas juninas, tipicamente comemoradas em junho, a SBQ, juntamente com várias ONGs e iniciativas do setor privado, lideram campanhas em TVs e mídias sociais, a fim de sensibilizar a população para esse grave problema de saúde pública. Quanto mais conhecermos um problema, mais temos a chance de preveni-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais, mantenham seus filhos sob vigilância, longe da cozinha e informem-se sobre os perigos que envolvem substâncias quentes e cáusticas. Uma sociedade bem informada, juntamente com as campanhas de prevenção, podem salvar muitas vidas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Andréa de Melo Alexandre Fraga<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP</strong></p>
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		<title>Por mais segurança no kart</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/por-mais-seguranca-no-kart/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2023 14:48:32 +0000</pubDate>
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<p>O kart é provavelmente a forma mais popular de esporte motorizado do mundo, sendo praticado por adultos e crianças. Desde sua introdução na década de 1950 (no Brasil, na década de 1960</p>
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<p style="text-align: justify;">kart é provavelmente a forma mais popular de esporte motorizado do mundo, sendo praticado por adultos e crianças. Desde sua introdução na década de 1950 (no Brasil, na década de 1960), passou a ser reconhecido como a porta de entrada para outras formas de automobilismo, pelo menor custo e maior facilidade de acesso.</p>
<p style="text-align: justify;">A FIA-CIK (<em>Commission Internationale de Karting</em>) é o órgão internacional que estabelece regulamentos para essa modalidade, definindo padrões de pistas e campeonatos, assim como os aspectos técnicos dos karts. No Brasil, a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), por meio da Comissão Nacional de Kart, é a responsável pelas normas das competições oficiais de kart.</p>
<p style="text-align: justify;">Em comparação com outros esportes de alto risco, quase nenhum dado científico está disponível sobre lesões e riscos relacionados a essa modalidade. Ao sentar-se em um kart, o tronco e as extremidades ficam relativamente desprotegidos. Apesar do risco substancial de lesões graves, o número de requisitos de segurança obrigatórios permanece baixo. Capacete, luvas, macacão, balaclava, sapatos fechados são os exigidos na maioria das pistas de kart. Outros equipamentos, como protetor torácico e protetor cervical, apesar de primordiais, não são.</p>
<p style="text-align: justify;">A Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA (CPSC), em 2000, verificou que houve mais de 10.000 atendimentos em hospitais devido a lesões ocorridas durante corridas de kart. Cerca de 67% dessas vítimas eram crianças e adolescentes entre 8 e 14 anos. Embora, em sua maioria, essas lesões não sejam graves, algumas podem ser potencialmente fatais, seja por trauma direto (fraturas, contusões, abrasões, lacerações, queimaduras) ou trauma por desaceleração (lesões por compressão da coluna vertebral, “chicoteio”, lesão das artérias carótidas ou vertebrais).</p>
<p style="text-align: justify;">Há dois modelos de kart: o indoor (velocidade máxima, em média, 70 km/h) e o de competição (velocidade máxima varia de 80 a 140 km/h). Os torneios no Brasil são distribuídos conforme as categorias oficiais, para menores de 18 anos: mini (de 6 a 8 anos); cadete (8 a 10 anos); júnior menor (10 a 12 anos); júnior (12 a 14 anos); novato (categoria de iniciantes com pelo menos 14 anos de idade); graduado de kart A e B (maiores de 14 anos); piloto de kart indoor (acima de 12 anos).</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente do <em>kartcross</em>, modalidade usada na terra, com uma “gaiola” de proteção e cinto de segurança, as outras modalidades não utilizam essa gaiola, nem Santo Antônio ou outro equivalente, nem tampouco cinto de segurança (justiça seja feita, alguns locais de kart indoor, geralmente para lazer, adicionaram o cinto de segurança, assim como outras adaptações foram feitas para proteção do piloto). A justificativa para o não uso do cinto de segurança seria que, numa capotagem, o piloto não permaneceria embaixo do kart &#8211; seria preferível que fosse ejetado!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Além do fato de não haver muita literatura científica a respeito de lesões que podem ocorrer com os pilotos de todas as idades, mesmo utilizando as proteções mencionadas, não há dados sobre o que acontece com os jovens pilotos (crianças e adolescentes).</p>
<p style="text-align: justify;">É muito utilizada no meio médico a expressão “criança não é um adulto em miniatura”, referindo-se às diferenças anatômicas, fisiológicas e até psicoemocionais de cada fase da vida. Assumir que uma criança ou adolescente possa ser ejetado de um kart em velocidade e que isso é “seguro”, como acontece com um adulto (com todas as proteções obrigatórias e mais as proteções cervicais e torácicas), vai totalmente de encontro ao que há anos se estuda em relação às crianças/adolescentes vítimas de acidentes automobilísticos.</p>
<p style="text-align: justify;">No início de outubro de 2022, Marcella P. Assumpção, pilota de 10 anos, sofreu um acidente na pista durante a 2ª corrida do SPlight: um kart “roda” na frente dela, fazendo com que o veículo da Marcella bata, “empine”, atirando-a ao chão (com o kart caindo por cima). A pequena pilota estava com capacete, balaclava, luvas, macacão, sapatos de corrida, protetor cervical e protetor torácico e, mesmo assim, teve fratura de clavícula e lesão cervical. Há outros exemplos que podemos mencionar…</p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que, primeiro, todos os itens de segurança que a Marcella utilizou (todos devidamente certificados) deveriam ser obrigatórios, sempre. Sem eles os danos seriam muito maiores. Segundo, assumir que uma criança possa ser ejetada do kart em velocidade, sem que corra mais riscos do que um adulto na mesma situação é, digamos, fantasioso &#8211; para não dizer irresponsável!</p>
<p style="text-align: justify;">Por que não se coloca proteção no kart como em outras modalidades automobilísticas? Santo Antonio e cinto de segurança impediriam a ejeção do piloto, o movimento de chicoteio do pescoço, o trauma direto no volante, além do Santo Antonio permitir que o piloto, numa capotagem, permaneça embaixo do kart, sem o risco de esmagamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A aparente infrequência de acidentes graves no kart (lembrem-se, faltam dados!) não é justificativa para correr tantos riscos. Que esses futuros “Ayrton Senna” possam praticar a modalidade em segurança, sem o risco de morte ou sequelas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Saiba mais:</p>
<p>* Eker HH, Van Lieshout EMM, Den Hartog D, Schipper IB. Trauma mechanisms and injuries associated with go-karting. Open Orthop J. 2010;4:107-110.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Relatora:</strong></p>
<p><strong>Tania Zamataro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;"><br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-em-memoria-das-vitimas-de-transito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 15:08:09 +0000</pubDate>
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<p>O terceiro domingo de novembro foi instituído pela ONU, em 1995, para homenagear as milhares de pessoas mortas e feridas no trânsito em todo o mundo, assim como seus familiar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-cinto-de-seguranca-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-cinto-de-seguranca-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-cinto-de-seguranca-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p style="text-align: justify;">O terceiro domingo de novembro foi instituído pela ONU, em 1995, para homenagear as milhares de pessoas mortas e feridas no trânsito em todo o mundo, assim como seus familiares, amigos e reconhecer o trabalho crucial dos serviços de emergência no atendimento (policiais, médicos, enfermeiros). Organizações de vítimas da sociedade civil, governos nacionais e locais e a comunidade internacional de segurança no trânsito têm comemorado este dia em países do mundo todo.</p>
<p style="text-align: justify;">As mortes e lesões no trânsito são eventos súbitos, violentos e traumáticos. Há 1,35 milhão de mortes todos os anos, além de 50 milhões de feridos por acidentes de trânsito no mundo. É a maior causa de morte de pessoas de 5 a 29 anos, principalmente pedestres, ciclistas e motociclistas, em particular aqueles que vivem em países de baixa e média renda.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecendo a importância do problema e a necessidade de agir, a ONU instituiu a  Década de Ação pela Segurança no Trânsito de 2011 a 2022, que tinha a ambiciosa meta de reduzir as mortes e lesões no trânsito em pelo menos 50% durante esse período.</p>
<p style="text-align: justify;">“A perda de vidas e meios de subsistência, as deficiências causadas, a tristeza e a dor e os custos financeiros por acidentes de trânsito representam um preço insuportável para famílias, comunidades, sociedades e sistemas de saúde”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Muito desse sofrimento é evitável, tornando as vias e os veículos mais seguros e promovendo caminhada, bicicleta e maior uso do transporte público com segurança. O Plano Global para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito apresenta as etapas práticas e baseadas em evidências que todos os países e comunidades podem adotar para salvar vidas.”</p>
<p style="text-align: justify;">Cinco foram os fatores ressaltados, envolvidos diretamente nos acidentes: dirigir sob o efeito de álcool, excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas para crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Para reduzir número tão alarmante, a ONU recomendou aos países membros a elaboração de um plano diretor. O Brasil aparecia em quinto lugar entre os países com mais mortes no trânsito. No dia 28 de outubro de 2021, o Ministério da Infraestrutura, por intermédio da Senatran, instituiu formalmente o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que é a diretriz governamental para alcançarmos a redução de 50% de mortes e feridos no trânsito até 2030.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das iniciativas adotadas, não se atingiu a redução proposta inicialmente, principalmente em países de baixa e média renda, o que fez a ONU/OMS instituir a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito de 2021 a 2030, tendo o controle da velocidade como meta no mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Memória oferece uma plataforma global para lembrar os mortos ou feridos graves, chamar a atenção para a necessidade de uma resposta pós-acidente mais apropriada e justa para as vítimas do trânsito e suas famílias e apelar para uma ação acelerada na segurança no trânsito para salvar vidas.</p>
<p>Saiba mais: <strong><a href="https://worlddayofremembrance.org">Clique Aqui</a></strong></p>
<p><strong>Relatora:</strong><br /><strong>Tania Zamataro<br /></strong><strong>Presidente do Departamento Científico de Segurança Infantil da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog da SPSP</strong></p>
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