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	<title>Arquivos Vacinas - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Vacinas - SPSP</title>
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	<item>
		<title>O desafio das coberturas vacinais e o fenômeno da hesitação</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-desafio-das-coberturas-vacinais-e-o-fenomeno-da-hesitacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Introdução O Dia Nacional da Imunização é celebrado em 9 de junho, tendo por objetivo conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a prevenção de doen</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-desafio-das-coberturas-vacinais-e-o-fenomeno-da-hesitacao/">O desafio das coberturas vacinais e o fenômeno da hesitação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Introdução</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Imunização é celebrado em 9 de junho, tendo por objetivo conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a prevenção de doenças e a proteção da saúde individual e coletiva. A queda nas taxas de coberturas vacinais (CV) na infância traz enormes preocupações para todos os países, com risco de retorno de doenças já controladas e eliminadas, como o sarampo, a difteria e até a poliomielite.</p>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que dados oficiais apontaram que 23 milhões de crianças não receberam as vacinas básicas por meio dos serviços de vacinação de rotina em 2020, representando 3,7 milhões a mais do que em 2019-20. Outro aspecto a ser considerado é a heterogeneidade das CV nos mais de 5.500 municípios do Brasil. Bolsões de baixas coberturas não favorecem o controle das doenças. A homogeneidade de coberturas para os anos de 2015 a 2018 foi baixa em todo o período, com tendência decrescente para cada vacina. Somam-se a esses fatores os desafios de uma vacinação oportuna, ou seja, que as vacinas sejam aplicadas nas idades preconizadas sem atrasos e sem interrupções do esquema vacinal.<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Possíveis causas para a queda das coberturas vacinais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A redução nas taxas de vacinação tem sido atribuída a diversos fatores, que em um país continental como o Brasil deve ser compreendida em suas diferentes regiões e particularidades; entretanto, destacam-se como as principais razões: perda de percepção de risco para doenças que já não fazem mais parte de nossa rotina, desabastecimento frequente de algumas vacinas, horários de funcionamento dos postos de saúde que não atendem mais às necessidades de famílias que trabalham, a própria complexidade do calendário vacinal, com grande número de visitas necessárias para seu adequado cumprimento, entre outros. Além do surgimento de grupos antivacinas, que disseminam notícias falsas sobre a segurança e a efetividade dos imunizantes.<sup>2</sup></p>
<p style="text-align: justify;">Principais causas das baixas coberturas vacinais no Brasil:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Crenças em práticas alternativas de saúde e em falsas contraindicações.</li>
<li>Controle eficiente das doenças imunopreveníveis, que promove uma falsa sensação de segurança e desestimula a procura pela vacinação.</li>
<li>Medo dos eventos adversos.</li>
<li>Oportunidades perdidas de vacinação.</li>
<li>Problemas relacionados ao abastecimento de algumas vacinas.</li>
<li>Percepção equivocada de parte da população de que as doenças desapareceram.</li>
<li>Desconhecimento sobre quais vacinas fazem parte do calendário de vacinação.</li>
<li>Receio de que o número elevado de vacinas “sobrecarregue” o sistema imunológico.</li>
<li>Falta de tempo dos pais para levar as crianças aos postos de vacinação.</li>
<li>Notícias disseminadas pelas redes sociais e outros meios de comunicação capazes de promover a perda da credibilidade nas vacinas e mesmo notícias falsas sobre vacinação (fake news).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Coberturas vacinais na pandemia da Covid-19 </strong></p>
<p style="text-align: justify;">As taxas de CV, que já vinham em queda, tiveram forte impacto negativo com a pandemia da Covid-19. As atenções e a sobrecarga do sistema de saúde voltadas à pandemia, e também o receio da população em frequentar serviços de vacinação, foram determinantes para que a procura pela vacinação fosse deixada em segundo plano.<sup>3</sup> A análise dos dados evidenciou, em 2020, um decréscimo nos índices de CV para todas as vacinas do calendário infantil na vigência da pandemia, comparado ao ano imediatamente anterior, embora as CV para a vacina pentavalente tenham sido incrementadas em função do desabastecimento da vacina no ano anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">As coberturas vacinais (CV) no Brasil para as vacinas do calendário da criança vêm se elevando nos últimos anos, com recuperação para quase todas elas. Em nosso país, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), em seus quase 50 anos de existência, tornou-se modelo, com constantes incorporações de novas vacinas, grande capilaridade, dinamismo, gratuidade e grande credibilidade e confiança conquistadas desde sua criação.<sup>4,5</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O PNI foi criado em 1973, abrindo uma nova etapa na história das políticas de Saúde Pública no campo da prevenção, ano em que foi declarada a erradicação da varíola nas Américas, por ocasião da 22ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).<sup>7</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O envolvimento das três esferas da gestão, no planejamento, capacitação, infraestrutura e logística foi capaz de permitir que na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS) chegassem vacinas de qualidade, o que gerou credibilidade por parte população.<sup>4,5</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O PNI, com suas mais de 38 mil salas de vacinas, distribuídas por todo o país, foi responsável pela erradicação da varíola, contribuiu para a eliminação da poliomielite, a interrupção da transmissão do sarampo e da rubéola, a eliminação do tétano materno-neonatal, a redução da incidência de difteria, coqueluche, meningite causada por <em>H. influenzae </em>tipo b, tétano, tuberculose em menores de 15 anos de idade, além da redução significativa nas taxas de mortalidade infantil no Brasil.<sup>8</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O esquema vacinal da criança inclui hoje, no PNI, 13 vacinas contra 19 diferentes doenças, segundo o calendário proposto pelo Ministério da Saúde (Tabela 1).<sup>7</sup></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tabela 1. Vacinas disponibilizadas pelo PNI para crianças nos dois primeiros anos de vida, Brasil 2022</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Quadro-Vacinacao-Infantil-Blog.jpeg" alt="" width="432" height="407" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hesitação vacinal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A hesitação vacinal refere-se à demora em aceitar ou à recusa das vacinas, apesar da disponibilidade nos serviços de vacinação. É um fenômeno complexo e específico em seu contexto, variando ao longo do tempo, lugar e vacinas. Com a pandemia da Covid-19, veio a infodemia, definida como uma epidemia de informações precisas ou imprecisas, que se disseminam de forma rápida e abrangente, como uma doença digitalmente transmissível. À medida que fatos, rumores e medos se misturam e se dispersam, torna-se difícil para as pessoas encontrarem fontes e orientações confiáveis quando precisam.</p>
<p style="text-align: justify;">Os riscos da desinformação para os programas de vacinação nunca foram tão elevados, assim como o risco de reemergência de doenças imunopreveníveis. A atitude dos médicos e de outros profissionais de saúde em relação à vacinação influencia seus pacientes e afeta a decisão da população em se vacinar. A recomendação médica foi e continua sendo importante fator de adesão da população à vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusões </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A recuperação de elevadas e homogêneas CV é crucial para a manutenção do controle e eliminação de diversas doenças imunopreveníveis. As conquistas obtidas pelos extensos programas de vacinação são marcos fundamentais da saúde pública. A pandemia da Covid-19 agravou a situação da queda nas taxas de vacinação e todos os esforços para a sua recuperação devem ser realizados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>São urgentes no país as ações para aumentar a imunização infantil e sustentá-la em um patamar elevado, sendo fundamental a participação de todos os profissionais da saúde em avaliar, na sua prática diária, a situação vacinal de todo indivíduo, estimulando e fomentando o conhecimento sobre vacinas, aumentando a adesão de todos aos programas de vacinação. O combate à desinformação é ferramenta crucial na recuperação da confiança da população nas vacinas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Pandemia de covid-19 leva a grande retrocesso na vacinação infantil, mostram novos dados da OMS e UNICEF. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/pandemia-de-covid-19-alimenta-o-maior-retrocesso-continuo-nas-vacinacoes-em-tres-decadas. Acesso em setembro 2022.</li>
<li>Domingues CMAS, Maranhão AGK, Teixeira AM, Fantinato FFS, Domingues RAS. 46º ano do Programa Nacional de Imunizações: uma história repleta de conquistas e desafios a serem superados. Cad Saúde Pública. 2020;36(2):e00222919.</li>
<li>Teixeira AMS et al. Desafios das coberturas vacinais de rotina em tempos de pandemia: como enfrentar? In: Kfouri RA, Guido L. Controvérsias em Imunizações, 2021.</li>
<li>Conselho Nacional de Secretária de Saúde. A queda na Imunização no Brasil. Rev Consensus/Saúde em Foco. 2017;25. Disponível em: https//conass.org.br. Acesso em: setembro 2022.</li>
<li>Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações. 2003. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes. Acesso em: setembro 2022.</li>
<li>Sato APS. Pandemia e coberturas vacinais: desafios para o retorno às escolas. Rev Saúde Pública. 2020;54:115.</li>
<li>Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações (PNI): 40 anos. 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes_pni40.pdf.</li>
<li>Braz RM, Teixeira AMS, Domingues CMAS. O Programa Nacional de Imunizações e a cobertura vacinal: histórico e desafios atuais. In: Barbieri CLA, Martins LC, Pamplona YAP. Imunização e cobertura vacinal: passado, presente e futuro. Santos, Editora Universitária Leopoldianum, 2021.</li>
<li>Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-de-vacinacao. Acesso em setembro 2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renato de Ávila Kfouri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra Infectologista<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>23º CONGRESSO BRASILEIRO DE INFECTOLOGIA PEDIÁTRICA E 18º SIMPÓSIO BRASILEIRO DE VACINAS &#8211; 2025</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/23o-congresso-brasileiro-de-infectologia-pediatrica-e-18o-simposio-brasileiro-de-vacinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 11:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Evento Realizado]]></category>
		<category><![CDATA[congresso brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pediátrica]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/infectoped-2025-sbp-site_banner2-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/infectoped-2025-sbp-site_banner2-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/infectoped-2025-sbp-site_banner2-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Realizado: 30 de abril a 3 de maio de 2025 Local:&#160;Novotel São Paulo Center&#160;Norte &#8211;&#160;Avenida Zaki Narchi, 500 &#8211; São Paulo &#8211; SP Promoção e Realização:&#160; Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade de Pediatria de São Paulo Mais Informações: https://www.sbp.com.br/especiais/eventos/23-congresso-brasileiro-de-infectologia-pediatrica/</p>
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<p><strong>Realizado:</strong> 30 de abril a 3 de maio de 2025</p>



<p><strong>Local:</strong>&nbsp;Novotel São Paulo Center&nbsp;Norte &#8211;&nbsp;Avenida Zaki Narchi, 500 &#8211; São Paulo &#8211; SP</p>



<p><strong>Promoção e Realização:</strong>&nbsp; Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>



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		<item>
		<title>Desafios no combate às Doenças Tropicais Negligenciadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/desafios-no-combate-as-doencas-tropicais-negligenciadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 18:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Internacional das Doenças Tropicais Negligenciadas é comemorado em 30 de janeiro de cada ano. Essa data foi escolhida para chamar a atenção para essas doenças, que afetam</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desafios-no-combate-as-doencas-tropicais-negligenciadas/">Desafios no combate às Doenças Tropicais Negligenciadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O Dia Internacional das Doenças Tropicais Negligenciadas é comemorado em 30 de janeiro de cada ano. Essa data foi escolhida para chamar a atenção para essas doenças, que afetam mais de 1,7 bilhão de pessoas em todo o mundo, principalmente em áreas pobres e marginalizadas. Essas doenças atingem desproporcionalmente populações vulneráveis e são consideradas &#8220;negligenciadas&#8221; porque recebem menos atenção e recursos para pesquisa, prevenção e tratamento, em comparação com outras doenças globais. As Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) são um grupo diversificado de condições que incluem doenças como a malária, a dengue, a leishmaniose, a esquistossomose, a raiva humana transmitida por cães, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;"> Entre as principais estão:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Doença de Chagas &#8211; Causada pelo parasita <em>Trypanosoma cruzi</em>. Transmitida pelo inseto chamado barbeiro, transfusão de sangue, transplante de órgãos ou de mãe para filho durante a gravidez. Pode levar a problemas cardíacos e digestórios (na fase crônica).</li>
<li>Dengue &#8211; Talvez a mais frequente neste momento. Causada pelo vírus da dengue e transmitida pelo mosquito <em>Aedes aegypti</em>.</li>
<li>Leishmaniose &#8211; Transmitida por picada do mosquito-palha. Manifesta-se na forma cutânea (feridas na pele) e na visceral, que afeta órgãos internos, conhecida como calazar.</li>
<li>Esquistossomose -Transmitida por contato com água doce contaminada. Principais sintomas são febre, dor abdominal, diarreia e, em casos crônicos, danos ao fígado e baço.</li>
<li>Hanseníase (Lepra) &#8211; Causada pela bactéria <em>Mycobacterium leprae</em>. Transmitida por contato prolongado com pessoas infectadas. Os sintomas são lesões na pele, danos aos nervos e perda de sensibilidade. Ainda é uma realidade em nosso meio.</li>
<li>Geo-helmintíases (Verminoses) &#8211; Causadas por vermes intestinais (ex.: <em>Ascaris lumbricoides</em>, <em>Ancylostoma duodenale</em>). A transmissão ocorre por ingestão de ovos ou larvas em solo ou água contaminados.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Os principais desafios no combate às Doenças Tropicais Negligenciadas são:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Falta de investimento: Poucos recursos são destinados à pesquisa e desenvolvimento de tratamentos.</li>
<li>Acesso limitado aos serviços de saúde: populações afetadas muitas vezes vivem em áreas remotas.</li>
<li>Condições socioeconômicas: pobreza, falta de saneamento e educação dificultam a prevenção.</li>
<li>Estigma social: algumas DTNs, como a hanseníase, são associadas a preconceitos. As principais estratégias de controle são:</li>
<li>Medicamentos e Vacinas: distribuição de medicamentos em massa e desenvolvimento de vacinas, que pode ser muito lento, devido ao baixo interesse econômico nestas doenças.</li>
<li>Melhoria do saneamento: principalmente por meio do acesso à água potável e esgoto tratado.</li>
<li>Educação em saúde: importante a conscientização sobre prevenção e tratamento.</li>
<li>Controle de vetores: uso de inseticidas, mosquiteiros e eliminação de criadouros.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações internacionais estão trabalhando para combater essas doenças e melhorar a saúde das populações afetadas. Uma das estratégias é promover a prevenção e o controle das DTNs através da melhoria do acesso à água potável, ao saneamento e à higiene, além de promover a educação e a conscientização sobre essas doenças.</p>
<p><span style="font-size: 14px;"><strong>Relator:<br />
</strong><strong>Eitan Berezin<br />
</strong><strong>Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></span></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desafios-no-combate-as-doencas-tropicais-negligenciadas/">Desafios no combate às Doenças Tropicais Negligenciadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Feliz ano da vacinação (porque não é um só dia de vacinação)!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/feliz-ano-da-vacinacao-porque-nao-e-um-so-dia-de-vacinacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 17:29:21 +0000</pubDate>
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<p>Feliz Dia Nacional da Vacinação! Mas o dia da vacinação não é só em 17/10, mas cada dia do ano todo! Tinha época em que nós brasileiros podíamos encher a boca quando falávamos isso</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Vacinacao1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Vacinacao1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Vacinacao1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Feliz Dia Nacional da Vacinação! Mas o dia da vacinação não é só em 17/10, mas cada dia do ano todo!</p>
<p style="text-align: justify;">Tinha época em que nós brasileiros podíamos encher a boca quando falávamos isso!</p>
<p style="text-align: justify;">E o que aconteceu? Será que esquecemos das antigas epidemias, como a gripe espanhola? Os mais jovens já perguntaram para seus pais ou avós como era quando tínhamos um número absurdo de internações por sarampo? Ou catapora? Alguém se lembra das grandes epidemias de meningite? Ou febre amarela? Ou as crianças que nasciam com diversas malformações por rubéola congênita?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez tenhamos nos desacostumado com tais infecções (graças a Deus!), mas não lembramos mais por uma razão maior do que todas, maior do que todos os médicos que atendiam essas doenças: as vacinas!</p>
<p style="text-align: justify;">Sim. As vacinas foram essenciais para reduzir diversas doenças que levaram tantas pessoas do nosso convívio.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje é um dia em que devemos celebrar esse avanço.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem não sabe, as vacinas induzem os nossos organismos a produzirem uma resposta imunológica contra todas essas doenças. Essa resposta pode ser maior ou menor, dependendo do agente infeccioso, da resposta imune de cada indivíduo e da eficácia vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as vacinas passam por diversos estudos (os tais estudos pivotais), para determinar eventuais riscos que possam promover, e a resposta imune que determinam no indivíduo. Elas só serão aprovadas após esses estudos, que são muito bem conduzidos. E esses estudos são analisados por vários especialistas para que a aprovação ocorra, além das agências de cada país onde elas serão incorporadas nos programas de vacinação. São passos cada vez mais rigorosos e cada vez mais bem avaliados. É lógico que a proteção determinada por cada vacina nunca será de 100%. Entretanto, elas permitirão uma redução drástica do impacto da doença na sociedade. E aqui vem uma primeira máxima da vacinação: “as vacinas são um bem acima de tudo para a sociedade! Não só para um indivíduo!”</p>
<p style="text-align: justify;">Há indivíduos que, por diversos fatores, podem não responder a uma vacina (por exemplo, indivíduos com câncer), e por isso nessa hora recomendamos as vacinas também para aquelas pessoas que têm contato mais próximo com essas pessoas, como uma forma de cercá-las da proteção vacinal para essas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Por falar em câncer, temos vacinas que protegem contra alguns dos cânceres mais frequentes entre nós, como o câncer de colo uterino. E, infelizmente, vemos tantos adolescentes que não fazem a vacina, e terão um risco aumentado dessas diversas neoplasias no futuro por causa disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje vivemos um momento de recusa vacinal&#8230; Difícil entender por quê. Meus colegas e eu temos vivenciado diversas crianças internadas, por exemplo, devido à covid-19. A quase totalidade delas sem a vacina. Vemos como a cobertura vacinal dessas crianças está ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">Então hoje, nesse dia especial (!!!), vamos nos lembrar quanto importante é a vacinação para todos nós, crianças, adolescentes, adultos e idosos! Não deixemos de nos vacinar e vacinar aqueles que dependem de nós! Não queremos nos arrepender no futuro por não termos feito isso!</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz Dia Nacional da Vacinação!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong><br /><strong>Marcelo Otsuka<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dia da Vacina BCG: Importância e História</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-da-vacina-bcg-importancia-e-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 19:17:41 +0000</pubDate>
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<p>O Dia da Vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é celebrado anualmente em 1º de julho, destacando sua relevância na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia da Vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é celebrado anualmente em 1º de julho, destacando sua relevância na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921 pelos cientistas Albert Calmette e Camille Guérin, a BCG é uma das vacinas mais antigas ainda em uso e é fundamental na luta contra a tuberculose, uma doença infecciosa causada pela bactéria <em>Mycobacterium tuberculosis</em>, também conhecida como bacilo de Koch. A tuberculose é transmitida por via respiratória e afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos, resultando em formas graves.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacina BCG é administrada principalmente em recém-nascidos em países onde a tuberculose é endêmica. Ela é eficaz na proteção contra formas graves da doença, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa em crianças, proporcionando cerca de 82% de proteção contra a tuberculose grave. Embora não ofereça proteção completa contra todas as formas da doença, a BCG desempenha um papel crucial na redução da mortalidade infantil e na prevenção de complicações severas. No Brasil, a BCG foi incluída no Calendário Básico de Vacinação em 1977 e é recomendada ao nascimento ou nos primeiros 30 dias de vida, sendo aplicada via intradérmica no braço direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a aplicação, é comum que o local da injeção apresente vermelhidão e uma pequena ferida, que pode demorar até três meses para cicatrizar. Cuidados pós-vacinação incluem lavar o local com água e sabão e evitar coçar a área. Cerca de 90% das pessoas desenvolvem uma reação no local da injeção, mas 10% não apresentam alterações. A cicatriz resultante não garante proteção e a revacinação não é recomendada pela Organização Mundial da Saúde desde 2018. Pacientes com imunodeficiências graves não devem receber a BCG, e a triagem neonatal é aconselhada em casos de histórico familiar de imunodeficiências.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrar deste dia visa aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação, promover a continuidade dos programas de imunização e incentivar pesquisas para o desenvolvimento de vacinas mais eficazes contra a tuberculose. Além disso, a data serve como um lembrete da necessidade de esforços contínuos para erradicar a tuberculose globalmente. No Brasil, onde ocorrem cerca de 70 mil novos casos de tuberculose e 4,5 mil mortes anuais, a vacina BCG continua sendo a única forma de proteção contra formas graves da doença em crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso principal objetivo é de oferecer às crianças a oportunidade de se protegerem contra uma doença extremamente grave, que pode deixar muitas sequelas e até levar à morte. </p>
<p style="text-align: justify;"> Vacinas salvam vidas!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><br />Organização Mundial da Saúde. BCG Vaccine: WHO Position Paper. Disponível em: [<a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018%5d(https:/www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018)">https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018](https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.<br />2. Ministério da Saúde do Brasil. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: [<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao%5d(https:/www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao)">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.<br />3. Sociedade Brasileira de Pediatria. Recomendações sobre a Vacina BCG. Disponível em: [<a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf%5d(https:/www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf)">https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf](https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.<br />4. Centers for Disease Control and Prevention. BCG Vaccine Information. Disponível em: [<a href="https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm%5d(https:/www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm)">https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm](https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Melissa Palmieri<br />Membro dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Estamos definitivamente livres da paralisia infantil?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/estamos-definitivamente-livres-da-paralisia-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Oct 2023 19:13:38 +0000</pubDate>
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<p>Dia 24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. Já imaginou seu(sua) filho(a) com um quadro febril, sem causa aparente para a febre, que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p>Dia 24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite<em>.</em></p>
<p>Já imaginou seu(sua) filho(a) com um quadro febril, sem causa aparente para a febre, que vai dormir e acorda com as pernas paralisadas? E pior, muitas vezes com um quadro irreversível, que vai acompanhá-lo(a) para o resto da vida?</p>
<p>Pois é&#8230; esse era o fantasma que rondava, há algumas décadas, o imaginário de muitos pais quando seus filhos adoeciam.</p>
<p>Estamos falando da poliomielite, ou paralisia infantil, doença que foi eliminada das Américas em 1994, e hoje quase erradicada do mundo – Paquistão e Afeganistão ainda registram casos da doença. O Brasil registrou o último caso em 1989, na Paraíba.</p>
<p>O fim da pólio entre nós se deu pelas altas taxas de vacinação da população. Uma eficaz vacina, barata, oral, associada a uma elevada proporção de vacinados no país, através das campanhas de vacinação, foram as principais razões para a eliminação do vírus.</p>
<p>O Brasil se notabilizou por ser o país da vacina! Nosso querido Zé Gotinha virou personagem icônico da nossa história. A família do Zé cresceu e hoje as vacinas são muitas e para todas as idades.</p>
<p>Infelizmente, e por razões diversas, vivenciamos hoje, acreditem, o risco de retorno da paralisa infantil entre nós!</p>
<p>A falsa percepção de que a doença nunca mais voltará, de que tudo está sob controle e o desconhecimento da gravidade da pólio são exemplos dos fatores que têm contribuído para uma menor adesão das famílias à vacinação, colocando-nos sob a ameaça de retorno desse terrível vírus.</p>
<p>É importante lembrar que enquanto o mundo não estiver livre da pólio, ninguém estará e necessitaremos manter nossas crianças vacinadas.</p>
<p>No mês da poliomielite e no ano que nosso Programa Nacional de Imunizações comemora 50 anos de idade, não podemos sofrer esse grande retrocesso nas conquistas alcançadas.</p>
<p>Se você nunca ouviu falar da doença, ou não conhece ninguém que teve poliomielite, é porque seus pais o(a) vacinaram e você cresceu numa geração livre da pólio.</p>
<p>Converse com seus avós: garanto que eles terão uma história triste para contar, de alguém que ficou paralisado, usando aparelhos, em cadeira de rodas e às vezes até perdeu a vida.</p>
<p>Vacinas são seguras, protegem e evitam sofrimento. Vacina é vida, vacinar é um ato de amor!</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renato Kfouri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Meningites. Um problema só da infância?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meningites-um-problema-so-da-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Apr 2023 18:04:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-meningites-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-meningites-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-meningites-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Talvez nem todos saibam, mas são diversos os agentes que causam meningites. A começar pelos vírus, cuja grande maioria provoca meningite</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meningites-um-problema-so-da-infancia/">Meningites. Um problema só da infância?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-meningites-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-meningites-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-meningites-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Talvez nem todos saibam, mas são diversos os agentes que causam meningites.</p>
<p style="text-align: justify;">A começar pelos vírus, cuja grande maioria provoca meningite considerada “benigna”, pois geralmente não determinam complicações maiores ou deixam sequelas. No quadro agudo há febre, cefaleia e vômitos, sintomas mais frequentes, que incomodam e podem levar à desidratação e ocasionar internação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem todos os vírus são tão “benignos” (se é que podemos dizer que as manifestações descritas acima são tranquilas); por exemplo, o herpes (sim&#8230; aquele mesmo que provoca as feridas na boca!). Em raros casos, como em imunodeprimidos e recém-nascidos, o herpes pode determinar um quadro grave, com crises convulsivas e até coma e óbito, com possibilidade real de sequelas gravíssimas no sistema nervoso. Requer tratamento imediato.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas na nossa realidade, a maior preocupação, sem dúvida, são as clássicas meningites bacterianas. As vacinas para esses agentes diminuíram bastante os quadros (felizmente!), mas quando a doença ocorre, leva a quadros gravíssimos, determinando não só morte em até 30% das crianças, como diversas sequelas, que vão de déficits auditivos a crises convulsivas, sequelas motoras e neurológicas e lesões de órgãos importantes, como rins e fígado.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças são as mais acometidas, mas engana-se quem julga que são só elas. Os idosos que desenvolvem meningites têm mortalidade que beira 50% no Brasil, além, claro, de todas as sequelas já descritas aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grupo que parece não ser muito comentado é o dos adolescentes e adultos jovens (não podemos esquecer deles!). Apesar de serem menos acometidos e terem menor gravidade, podem desenvolver todas essas sequelas e apresentam óbito entre 20% e 30% dos casos (ou seja, alarmante!).</p>
<p style="text-align: justify;">Há um outro problema nessa história&#8230; Todos os estudos demonstram que os adolescentes e adultos jovens têm um papel fundamental no ciclo das meningites bacterianas. Principalmente dos meningococos, eles são os principais reservatórios, isto é, a bactéria coloniza suas nasofaringes, de onde existe a transmissão para todos os outros grupos – crianças, demais adultos e idosos. A implantação da vacinação no adolescente como estratégia de controle da disseminação das meningites demonstrou bons resultados na redução da doença meningocócica nos demais grupos etários.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacinação contra algumas bactérias, a citar o <em>Streptococcus pneumoniae</em> (pneumococo), o <em>Haemophilus influenzae </em>b e o meningococo C nas crianças, que faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), recomendada pelas Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), pôde reduzir drasticamente as meningites por esses agentes. Mas ainda há necessidade de intensificar a vacinação do adolescente, hoje com baixíssimas taxas de cobertura.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente faz parte do calendário vacinal do adolescente (pelo PNI, pela SBP e SBIm) a administração da vacina meningocócica ACWY (que protege para esses quatro sorogrupos do meningococo), tanto pelo SUS como em clínicas privadas. Também há a recomendação pela SBP e SBIm para vacinação contra o meningococo B (somente nas clínicas privadas).</p>
<p style="text-align: justify;">A vacinação deve começar nas crianças pequenas e o mais brevemente possível, por serem o grupo com maior taxa de infecção e alta morbimortalidade. &nbsp;Entretanto, jamais devemos negligenciar a vacinação do adolescente, o que infelizmente tem ocorrido nos tempos atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong><br><strong>Marcelo Otsuka<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>12 de novembro: Dia Mundial da Pneumonia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/12-de-novembro-dia-mundial-da-pneumonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2022 12:31:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-pneumonia-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>As pneumonias são processos infecciosos, mais comumente causadas por bactérias e vírus, porém existem outros agentes menos comuns. Os pulmões podem ser afetados de diferentes formas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-pneumonia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-pneumonia-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">As pneumonias são processos infecciosos, mais comumente causadas por bactérias e vírus, porém existem outros agentes menos comuns. Os pulmões podem ser afetados de diferentes formas. A depender do tipo e localização da infecção, pode se tratar de uma pneumonia ou broncopneumonia ou pneumonia intersticial.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas da pneumonia dependem muito da faixa etária; entretanto, de modo geral, estes incluem febre, tosse, dificuldade para respirar e mal-estar. Os casos podem evoluir para gravidade e é preciso lembrar que a doença ainda é uma das principais causas de mortalidade infantil, sobretudo em locais e situações de pobreza e desnutrição.</p>
<p style="text-align: justify;">A pneumonia em crianças pequenas ou na presença de situações de risco, como desnutrição, por exemplo, tem mortalidade mais elevada. Nas crianças pequenas e bebês, a doença costuma ser mais grave que nos escolares ou adolescentes. A criança pequena evolui muito mais rapidamente que a grande ou que o adulto saudável para insuficiência respiratória, por isso ela tende a ser mais grave nesta faixa etária. É importante ressaltar que existem pacientes de maior risco de gravidade, como por exemplo os imunossuprimidos ou imunodeficientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar que crianças adquiram pneumonia, é essencial manter as vacinas em dia, estimular o aleitamento materno &#8211; até pelo menos seis meses de vida do bebê -, evitar moradias com aglomeração, forno à lenha nos domicílios e exposição passiva ao tabagismo. Além disso, manter uma alimentação balanceada, evitando erros alimentares, bem como uma adequada higiene do sono.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação ao tratamento da pneumonia em crianças, sempre que possível, é preciso diferenciar o quadro, pois se for uma pneumonia bacteriana, será necessária a utilização de antibióticos; porém, em se tratando de um quadro viral, o uso de antibiótico é desnecessário e fortemente desaconselhado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda a respeito do tratamento, é fundamental ressaltar que não se deve medicar a criança sem orientação médica, pois é muito frequente o uso inadvertido de xaropes equivocados, muitas vezes à base de corticoides, que podem, inclusive, agravar sobremaneira o quadro da pneumonia, além de outras possíveis complicações. Existe uma minoria de circunstâncias em que o corticoide pode ser indicado nas pneumonias na infância, contudo, trata-se de exceções.</p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente não há consequências a longo prazo para crianças que têm quadros de pneumonia, principalmente se forem mais leves. Entretanto, infelizmente, nos casos de pneumonias mais graves existe a possibilidade de o paciente evoluir com alguma complicação, necessitando de tratamento mais prolongado e, por vezes, hospitalização. Mesmo diante de casos mais complexos, a evolução poderá ser mais lenta e gradual, mas o pulmão possui uma excelente capacidade de se recuperar.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacinação infantil é fundamental para evitar quadros de pneumonia nas crianças. Ela tem efeito direto na proteção. A vacina contra a bactéria pneumococo reduz drasticamente os casos de pneumonia na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos também que a pneumonia é uma das complicações mais graves da gripe (infecção pelo vírus influenza), portanto a vacinação anual contra a gripe também é uma importante forma de evitar a doença. Além disso, vacinas como a de coqueluche, sarampo, catapora também são muito importantes, uma vez que a pneumonia é uma complicação comum em todas essas infecções.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, é essencial que as crianças estejam com suas vacinações em dia, indicadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e não deixem de receber as coberturas extras conforme estabelecidas pelo governo (como por exemplo a vacina contra o vírus SARS-CoV-2).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Marina Buarque de Almeida<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Como funcionam e o que esperar das vacinas de gripe em crianças?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/como-funcionam-e-o-que-esperar-das-vacinas-de-gripe-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2020 16:44:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza. Ela é muito mais perigosa que o resfriado comum: a cada ano, milhões de crianças ficam doentes com gripe sazonal e, desses, milhares são hospitalizadas por pneumonia e desidratação, além de centenas de mortes. A melhor forma de se prevenir é através da vacinação – ela é segura para qualquer pessoa com seis meses de idade ou mais e protege a criança e as pessoas ao redor dela da infecção e de suas complicações. Por que as crianças devem receber a vacina contra a gripe? As sociedades médicas de todo o mundo recomendam vacinação universal anual contra influenza para todos as crianças com seis meses de idade ou mais, adolescentes, adultos e idosos. O foco especial em crianças existe, pois aquelas com menos de cinco anos de idade – especialmente as menores de dois anos – correm alto risco de desenvolver complicações graves relacionadas à gripe. Além disso, são capazes de transmitir o vírus influenza de forma muito eficiente para indivíduos com alto risco de complicações relacionadas à infecção. Como funcionam as vacinas contra a gripe? As vacinas contra gripe são produzidas usando pequenos fragmentos de vírus inativados (denominadas fragmentadas inativadas) ou usando partículas projetadas para parecer com um vírus da gripe no sistema imunológico (chamadas subunitárias). Dessa forma, não são capazes de causar gripe no indivíduo vacinado, mas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos cerca de duas semanas após a vacinação. Esses anticorpos fornecerão proteção unicamente contra os vírus que estão na vacina. Os tipos de vírus contidos nas vacinas podem variar conforme o país e os produtos disponíveis em um determinado ano. Algumas das vacinas protegem contra quatro vírus da gripe diferentes, sendo chamadas quadrivalentes ou tetravalentes: dois vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e dois vírus influenza B. Existem também algumas vacinas contra gripe que protegem contra três vírus diferentes, sendo chamadas trivalentes: dois vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e um vírus influenza B. Na rede pública, este é o único tipo de vacina disponível até o momento. Por que, diferentemente das outras vacinas do calendário de imunizações, devo vacinar contra gripe todos os anos? Crianças entre seis meses e nove anos que tomam a vacina da gripe pela primeira vez devem receber duas doses com intervalo de, pelo menos, 30 dias entre elas. A partir dos anos seguintes, uma dose da vacina contra a gripe é necessária a cada ano por dois motivos. Primeiro porque, apesar da proteção imunológica de uma pessoa pela vacinação ser mais robusta nos 3-4 meses após a vacinação, ela diminui consideravelmente ao longo do tempo. Isso significa que, se a criança for vacinada em março/abril, a proteção será significativamente menor a partir de setembro/outubro do mesmo ano. Portanto, é necessária uma dose anual antes do período de circulação do vírus (preferencialmente em março) para uma proteção ideal em cada temporada de gripe. Segundo: como os vírus da gripe mudam constantemente, as vacinas contra influenza costumam sofrer atualizações de uma estação para a outra, de acordo com os vírus que circularam com maior frequência na temporada anterior. Assim, embora alguns indivíduos vacinados contra a gripe retenham a imunidade protetora de uma estação para a outra, isso é menos provável quando o tipo de vírus circulante muda. Quais são os grupos considerados de risco para evoluírem com infecção grave por influenza e suas complicações? Crianças menores de cinco anos de idade e idosos (acima de 65 anos) ocupam posição de destaque entre os indivíduos de risco aumentado. Gestantes e puérperas, trabalhadores em área de saúde, indígenas e professores também são grupos prioritários. Além disso, as seguintes condições clínicas se aplicam a todas as faixas etárias: doença respiratória crônica (incluindo asma), doença cardíaca crônica (incluindo cardiopatias congênitas), diabetes, doença neurológica crônica, imunossupressão (de qualquer tipo e causa), obesidade, doença renal crônica, doença hepática crônica, trissomias (alterações genéticas dos cromossomos) e transplantados. O que posso esperar das vacinas contra a gripe nas crianças? As vacinas contra gripe têm um excelente histórico de segurança. Centenas de milhões de brasileiros receberam vacinas contra a gripe com segurança nos últimos 40 anos, além de extensas pesquisas reforçando o seu perfil de segurança. Os efeitos colaterais comuns da vacina contra a gripe são geralmente leves e autolimitados (&#60;72h) e incluem:• Dor, vermelhidão e/ou inchaço no local da injeção• Dor de cabeça• Febre (em geral baixa)• Náusea• Dores musculares Como outras injeções, pode ocasionalmente causar desmaios, especialmente em crianças maiores e adolescentes. Assim como em qualquer vacina, fique atento para condições incomuns como febre alta, alterações de comportamento ou sinais de reação alérgica grave após a vacinação. Reações alérgicas potencialmente fatais são extremamente raras e provavelmente aconteceriam de alguns minutos a algumas horas após a administração da vacina. ___Relator:Dr. Daniel JarovskyDepartamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza. Ela é muito mais perigosa que o resfriado comum: a cada ano, milhões de crianças ficam doentes com gripe sazonal e, desses, milhares são hospitalizadas por pneumonia e desidratação, além de centenas de mortes. A melhor forma de se prevenir é através da vacinação – ela é segura para qualquer pessoa com seis meses de idade ou mais e protege a criança e as pessoas ao redor dela da infecção e de suas complicações.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Depositphotos_117621148_belchonock-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3105"/><figcaption><em>belchonock | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Por que as crianças devem receber a vacina contra a gripe?</h4>



<p>As sociedades médicas de todo o mundo recomendam vacinação universal anual contra influenza para todos as crianças com seis meses de idade ou mais, adolescentes, adultos e idosos. O foco especial em crianças existe, pois aquelas com menos de cinco anos de idade – especialmente as menores de dois anos – correm alto risco de desenvolver complicações graves relacionadas à gripe. Além disso, são capazes de transmitir o vírus influenza de forma muito eficiente para indivíduos com alto risco de complicações relacionadas à infecção.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como funcionam as vacinas contra a gripe?</h4>



<p>As vacinas contra gripe são produzidas usando pequenos fragmentos de vírus inativados (denominadas fragmentadas inativadas) ou usando partículas projetadas para parecer com um vírus da gripe no sistema imunológico (chamadas subunitárias). Dessa forma, não são capazes de causar gripe no indivíduo vacinado, mas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos cerca de duas semanas após a vacinação. Esses anticorpos fornecerão proteção unicamente contra os vírus que estão na vacina.</p>



<p>Os
tipos de vírus contidos nas vacinas podem variar conforme o país e os produtos
disponíveis em um determinado ano. Algumas das vacinas protegem contra quatro
vírus da gripe diferentes, sendo chamadas quadrivalentes ou tetravalentes: dois
vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e dois vírus influenza B. Existem também
algumas vacinas contra gripe que protegem contra três vírus diferentes, sendo chamadas
trivalentes: dois vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e um vírus influenza B.
Na rede pública, este é o único tipo de vacina disponível até o momento.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Por que, diferentemente das outras vacinas do calendário de imunizações, devo vacinar contra gripe todos os anos?</h4>



<p>Crianças entre seis meses e nove anos que tomam a vacina da gripe pela primeira vez devem receber duas doses com intervalo de, pelo menos, 30 dias entre elas. A partir dos anos seguintes, uma dose da vacina contra a gripe é necessária a cada ano por dois motivos. Primeiro porque, apesar da proteção imunológica de uma pessoa pela vacinação ser mais robusta nos 3-4 meses após a vacinação, ela diminui consideravelmente ao longo do tempo. Isso significa que, se a criança for vacinada em março/abril, a proteção será significativamente menor a partir de setembro/outubro do mesmo ano. Portanto, é necessária uma dose anual antes do período de circulação do vírus (preferencialmente em março) para uma proteção ideal em cada temporada de gripe. Segundo: como os vírus da gripe mudam constantemente, as vacinas contra influenza costumam sofrer atualizações de uma estação para a outra, de acordo com os vírus que circularam com maior frequência na temporada anterior. Assim, embora alguns indivíduos vacinados contra a gripe retenham a imunidade protetora de uma estação para a outra, isso é menos provável quando o tipo de vírus circulante muda. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Quais são os grupos considerados de risco para evoluírem com infecção grave por influenza e suas complicações?</h4>



<p>Crianças menores de cinco anos de idade e idosos (acima de 65 anos) ocupam posição de destaque entre os indivíduos de risco aumentado. Gestantes e puérperas, trabalhadores em área de saúde, indígenas e professores também são grupos prioritários. Além disso, as seguintes condições clínicas se aplicam a todas as faixas etárias: doença respiratória crônica (incluindo asma), doença cardíaca crônica (incluindo cardiopatias congênitas), diabetes, doença neurológica crônica, imunossupressão (de qualquer tipo e causa), obesidade, doença renal crônica, doença hepática crônica, trissomias (alterações genéticas dos cromossomos) e transplantados. </p>



<h4 class="wp-block-heading">O que posso esperar das vacinas contra a gripe nas crianças?</h4>



<p>As vacinas contra gripe têm um excelente histórico de segurança. Centenas de milhões de brasileiros receberam vacinas contra a gripe com segurança nos últimos 40 anos, além de extensas pesquisas reforçando o seu perfil de segurança. Os efeitos colaterais comuns da vacina contra a gripe são geralmente leves e autolimitados (&lt;72h) e incluem:<br>• Dor, vermelhidão e/ou inchaço no local da injeção<br>• Dor de cabeça<br>• Febre (em geral baixa)<br>• Náusea<br>• Dores musculares</p>



<p>Como
outras injeções, pode ocasionalmente causar desmaios, especialmente em crianças
maiores e adolescentes. Assim como em qualquer vacina, fique atento para
condições incomuns como febre alta, alterações de comportamento ou sinais de
reação alérgica grave após a vacinação. Reações alérgicas potencialmente fatais
são extremamente raras e provavelmente aconteceriam de alguns minutos a algumas
horas após a administração da vacina.</p>



<p>___<br><strong>Relator:<br>Dr. Daniel Jarovsky<br>Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/04/AbrilAzul_logo-1024x819.jpg" alt="abril azul - confianca nas vacinas" class="wp-image-2030"/></figure>



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			</item>
		<item>
		<title>Vacina contra HPV: por que e quando meninas e meninos devem ser vacinados?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2019 18:15:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Além de segura, a imunização contra essa infecção tem benefícios inquestionáveis Por Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site Saúde O HPV (abreviação de papiloma vírus humano) é um vírus de alta contagiosidade, sendo o contato sexual o principal (mas não o único) meio de transmissão dessa infecção. Para ter ideia, estima-se que cerca de 50 a 70% das pessoas com atividade sexual irão, em algum momento de sua vida, infectar-se pelo HPV. Em uma pequena porcentagem dos que adquirem a infecção, o HPV pode provocar o aparecimento de lesões na pele e nas mucosas, as chamadas verrugas anogenitais (de aspecto parecido ao de uma couve-flor). O HPV é capaz, ainda, de provocar infecção persistente nos casos em que o organismo não consegue eliminá-lo espontaneamente. Nesses indivíduos com infecção persistente por alguns tipos do vírus, existe o risco de desenvolvimento do câncer, com destaque para o tumor de colo de útero entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, trata-se do terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2018, as estimativas foram de 16.370 casos novos, e aproximadamente 5.700 mortes. Importante salientar que as maiores incidências das doenças relacionadas à infecção pelo HPV ocorrem em adolescentes e mulheres jovens, pela maior suscetibilidade à infecção nessa idade. Isso porque, durante e logo após a puberdade, alterações que ocorrem no útero predispõem as meninas a um maior risco de infecção e de evolução para um tumor. Em estudo realizado no Reino Unido, 46% das adolescentes de 15 a 19 anos (média de 17 anos) com apenas um único parceiro sexual apresentavam evidência de infecção pelo HPV após três anos de seguimento. Esses dados comprovam o conceito de que a infecção pelo HPV é frequente mesmo em meninas com apenas um parceiro, enfatizando a relevância da vacinação antes mesmo de a menina dar início a sua vida sexual, já que as vacinas de HPV são profiláticas (ou seja, preventivas), e não terapêuticas. Sua eficácia ideal ocorre se administrada, portanto, antes da exposição dos indivíduos ao HPV. Quais são as reações observadas com a vacina? A vacina de HPV faz parte dos programas de imunização de mais de 80 países como estratégia de saúde pública, e já foram administrados milhões de doses desde o seu licenciamento, em 2006. Após esses anos todos de uso, os sistemas de vigilância dos países que a introduziram em seus programas mostram que ela é segura. Mas, como todo e qualquer produto imunobiológico (vacinas, medicamentos etc.), é claro que podemos eventualmente notar efeitos adversos. Nesse caso, observam-se reações consideradas, em sua maioria, leves – como dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão. Em raros casos, pode ocasionar dor de cabeça, febre de 38 ºC ou síncope (desmaios). Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina está disponível para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O esquema é de duas doses, administradas com intervalo de seis meses entre elas. Vale (muito!) a pena vacinar As análises de impacto da vacinação contra o HPV nos países pioneiros na sua introdução mostram uma redução significativa da incidência de verrugas e outras lesões anogenitais associadas a esse vírus. Por exemplo: na Austrália, observou-se diminuição de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as mulheres da faixa etária incluída no programa de vacinação. Após vários anos de experiência em programas de imunização no mundo, a vacina de HPV se mostrou segura, e não associada a eventos adversos graves. A imunização das meninas e dos meninos no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, uma característica natural entre indivíduos dessa faixa etária. Além disso, ao administrar a vacina em uma idade que precede àquela de risco de exposição ao HPV, seu efeito protetor é otimizado. O benefício nos parece, portanto, inquestionável, merecendo o total apoio da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Texto produzido pelo Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/ Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi é professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 9/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><em><strong>Além de segura, a imunização contra essa infecção tem benefícios inquestionáveis</strong></em></p>
<p>Por Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site Saúde</p>
<p>O HPV (abreviação de papiloma vírus humano) é um vírus de alta contagiosidade, sendo o contato sexual o principal (mas não o único) meio de transmissão dessa infecção. Para ter ideia, estima-se que cerca de 50 a 70% das pessoas com atividade sexual irão, em algum momento de sua vida, infectar-se pelo HPV. Em uma pequena porcentagem dos que adquirem a infecção, o HPV pode provocar o aparecimento de lesões na pele e nas mucosas, as chamadas verrugas anogenitais (de aspecto parecido ao de uma couve-flor). O HPV é capaz, ainda, de provocar infecção persistente nos casos em que o organismo não consegue eliminá-lo espontaneamente.</p>
<p><div id="attachment_2555" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2555" class="size-large wp-image-2555" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/05/couple_1557336399-1024x716.jpg" alt="" width="838" height="586" /><p id="caption-attachment-2555" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/cuncon/">cuncon</a> | pixabay</p></div></p>
<p>Nesses indivíduos com infecção persistente por alguns tipos do vírus, existe o risco de desenvolvimento do câncer, com destaque para o tumor de colo de útero entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, trata-se do terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2018, as estimativas foram de 16.370 casos novos, e aproximadamente 5.700 mortes.</p>
<p>Importante salientar que as maiores incidências das doenças relacionadas à infecção pelo HPV ocorrem em adolescentes e mulheres jovens, pela maior suscetibilidade à infecção nessa idade. Isso porque, durante e logo após a puberdade, alterações que ocorrem no útero predispõem as meninas a um maior risco de infecção e de evolução para um tumor. Em estudo realizado no Reino Unido, 46% das adolescentes de 15 a 19 anos (média de 17 anos) com apenas um único parceiro sexual apresentavam evidência de infecção pelo HPV após três anos de seguimento.</p>
<p>Esses dados comprovam o conceito de que a infecção pelo HPV é frequente mesmo em meninas com apenas um parceiro, enfatizando a relevância da vacinação antes mesmo de a menina dar início a sua vida sexual, já que as vacinas de HPV são profiláticas (ou seja, preventivas), e não terapêuticas. Sua eficácia ideal ocorre se administrada, portanto, antes da exposição dos indivíduos ao HPV.</p>
<h2>Quais são as reações observadas com a vacina?</h2>
<p>A vacina de HPV faz parte dos programas de imunização de mais de 80 países como estratégia de saúde pública, e já foram administrados milhões de doses desde o seu licenciamento, em 2006.</p>
<p>Após esses anos todos de uso, os sistemas de vigilância dos países que a introduziram em seus programas mostram que ela é segura. Mas, como todo e qualquer produto imunobiológico (vacinas, medicamentos etc.), é claro que podemos eventualmente notar efeitos adversos. Nesse caso, observam-se reações consideradas, em sua maioria, leves – como dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão. Em raros casos, pode ocasionar dor de cabeça, febre de 38 ºC ou síncope (desmaios).</p>
<p>Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina está disponível para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O esquema é de duas doses, administradas com intervalo de seis meses entre elas.</p>
<h2>Vale (muito!) a pena vacinar</h2>
<p>As análises de impacto da vacinação contra o HPV nos países pioneiros na sua introdução mostram uma redução significativa da incidência de verrugas e outras lesões anogenitais associadas a esse vírus. Por exemplo: na Austrália, observou-se diminuição de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as mulheres da faixa etária incluída no programa de vacinação. Após vários anos de experiência em programas de imunização no mundo, a vacina de HPV se mostrou segura, e não associada a eventos adversos graves.</p>
<p>A imunização das meninas e dos meninos no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, uma característica natural entre indivíduos dessa faixa etária. Além disso, ao administrar a vacina em uma idade que precede àquela de risco de exposição ao HPV, seu efeito protetor é otimizado. O benefício nos parece, portanto, inquestionável, merecendo o total apoio da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
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<strong>Texto produzido pelo Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/</a></p>
<p>Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi é professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
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Publicado em 9/03/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
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