RPPED: Prevalência e fatores associados à parasitose intestinal em crianças de uma favela urbana no Brasil: um estudo transversal

RPPED: Prevalência e fatores associados à parasitose intestinal em crianças de uma favela urbana no Brasil: um estudo transversal

Texto divulgado em 03/02/26


Este estudo, publicado recentemente na Revista Paulista de Pediatria (2025), evidencia uma alta prevalência de parasitoses intestinais (43,9%) em crianças de contexto urbano vulnerável, reforçando que essas infecções se mantem como um problema clínico e social relevante, mesmo em áreas urbanas.
Para o pediatra, os achados sustentam a necessidade de alto grau de suspeição clínica, inclusive em crianças assintomáticas ou com sintomas inespecíficos, como dor abdominal recorrente, diarreia intermitente, anemia e déficit ponderoestatural.
A identificação de fatores associados modificáveis (ingestão de água não tratada, brincar com terra, ausência de exames periódicos, saneamento inadequado) destaca oportunidades claras de intervenção no consultório, por meio de educação em saúde, orientação familiar e estímulo à realização periódica de exame parasitológico de fezes em populações de risco. A associação negativa com a realização anual do exame reforça o papel do pediatra na vigilância ativa e no rastreamento.
Os resultados também mostram que determinantes sociais (desemprego, baixa escolaridade parental e ausência de saneamento) influenciam diretamente o risco de parasitose, lembrando ao pediatra que o manejo efetivo vai além do tratamento medicamentoso, exigindo abordagem ampliada, articulação com a atenção primária e encaminhamento para políticas públicas quando possível.
Na prática, o estudo apoia o rastreamento direcionado, o tratamento precoce e adequado, a educação preventiva e a integração do cuidado clínico com ações comunitárias e intersetoriais.
Vale a pena conhecer de perto este aspecto do cuidado infantil.
 
Veja os detalhes deste estudo, publicado este ano na Revista Paulista de Pediatria. Clique aqui