Janeiro Bronze: cuidados com as crianças no verão!

Janeiro Bronze: cuidados com as crianças no verão!

Texto divulgado em 01/01/2026


Este mês, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Janeiro Bronze: cuidados com as crianças no verão!”, organizada pelo Departamento Científico de Dermatologia da SPSP. O objetivo da campanha é alertar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância da prevenção dos efeitos da exposição solar, que pode trazer sérias complicações à saúde dos pequenos, como desidratação, queimaduras, envelhecimento precoce, entre outros problemas

Conforme explica Silmara Cestari, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da SPSP e coordenadora da campanha, o Janeiro Bronze visa alertar pais, cuidadores e profissionais de saúde para os riscos da exposição solar na infância e adolescência, enfatizando a importância da fotoproteção desde cedo. “O intuito dessa conscientização é prevenir tanto os efeitos imediatos (como queimaduras, brotoejas, desidratação, infecções de pele e dermatoses) quanto os efeitos tardios — especialmente o risco aumentado de lesões pigmentadas, nevos e câncer de pele na vida adulta”, revela a médica. Para Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, a ação é bastante oportuna, pois o verão eleva as temperaturas e há um aumento da exposição solar das crianças, inclusive por ser período de férias escolares, momento de diversão dos pequenos, seja em casa, na praia, no clube ou no parque. “Mas é preciso ter muita atenção com as crianças durante o verão. Os cuidados devem ser redobrados em relação à hidratação, alimentação, vestuário e horário de exposição ao sol”, orienta o pediatra.

Segundo Silmara, a fotoproteção regular evita queimaduras, danos agudos ou cumulativos, risco de lesões pigmentadas e futuro câncer de pele. “As recomendações de rotina — protetor solar, roupas, chapéu, sombra, evitar sol entre 10h–15h, hidratação, alimentação leve — continuam como pilares do Janeiro Bronze. “A campanha também incentiva a realização de exames dermatológicos periódicos para avaliação de nevos e lesões pigmentadas, pois algumas podem evoluir para malignidade se não monitoradas”, afirma. De acordo com Barsanti, os pediatras têm papel importante no que diz respeito aos cuidados durante a estação mais quente do ano, não só por fazerem o acompanhamento desde o momento do nascimento até a adolescência, mas também por serem os principais orientadores em relação à saúde da população pediátrica. “Com o calor, deve-se aumentar a oferta de líquidos, para evitar desidratação, e sempre lembrar do uso dos protetores solares, fundamentais para barrar os malefícios dos raios ultravioleta”, diz.

Na opinião de Silmara, falar sobre exposição solar na infância não é apenas uma recomendação de rotina, mas um pilar de saúde pública. “A pele da criança é mais fina e mais permeável, acarretando maior penetração da radiação UV, menor defesa natural contra queimaduras e maior risco de desidratação, dermatites e infecções secundárias após queimaduras. Crianças queimam mais rápido e sofrem mais dano tecidual com menor tempo de exposição”, alerta a dermatologista pediátrica, esclarecendo que a infância é a fase de maior acúmulo de radiação solar da vida. “Queimaduras solares na infância aumentam fortemente o risco de câncer de pele (melanoma e carcinomas) na vida adulta”, alerta a especialista. “Educar pais e cuidadores sobre fotoproteção e outros cuidados no calor é uma medida simples que reduz doenças cutâneas agudas e protege as crianças dos efeitos deletérios da exposição solar”, conclui Silmara.

Organização: Departamento Científico de Dermatologia da SPSP