A importância de caracterizar a propulsão de Toxoplasmose Congênita no estado de São Paulo
Introdução
A toxoplasmose congênita é uma doença transmitida via transplacentária que, apesar da orientação do Ministério da Saúde (MS) para triagem pré-natal, ainda afeta de 0,5% a 2,5% dos nascimentos. Em 2018 passou a ser obrigatoriamente notificada ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), quando o MS instituiu a ´Estratégia de fortalecimento das ações de cuidado das crianças suspeitas ou confirmadas para Síndrome Congênita associada à infecção pelo vírus Zika e STORCH (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes vírus)´´ para qualificar o diagnóstico das crianças com suspeita ou confirmação da doença. Ainda que o recém-nascido seja assintomático, a infecção gera alto risco da criança apresentar convulsões, retinocoroidite, retardo mental e outros sintomas que desenvolvem meses ou anos mais tarde, sendo notório que houve aumento crescente da notificação da doença no estado de São Paulo nos últimos 5 anos.
Objetivo
Caracterizar a razão da intensificação do número de notificações para toxoplasmose congênita dos últimos anos até a o presente momento no estado de São Paulo.
Método
Foi utilizado o banco de dados do MS (Datasus) para analisar o número de notificações realizadas da toxoplasmose congênita no estado de São Paulo através do SINAN desde o ano de 2019.
Resultados
Foram notificados 2200 casos de toxoplasmose congênita no estado de São Paulo entre os anos de 2019 e julho de 2023, sendo o crescimento exponencial do registro de 2022 (638 casos) próximos a triplicar em contraste ao ano de 2019 (223 casos).
Conclusão
É preciso caracterizar a propulsão de toxoplasmose congênita resultantes de variáveis como a inclusão da doença no Teste do Pezinho a partir do ano de 2022 ou diferencial na triagem pré-natal do estado de São Paulo nas estimativas do território nacional.
